sexta-feira, 18 de outubro de 2024

Israel Elimina Yahya Sinwar: O Fim do "Carniceiro de Khan Younis" e o Futuro de Gaza


A morte de Yahya Sinwar, o líder máximo do Hamas e arquiteto dos ataques de 7 de outubro de 2023, marca o golpe mais profundo na estrutura da organização terrorista desde o início da guerra. Ocorrendo na cidade de Rafah, no sul da Faixa de Gaza, a eliminação de Sinwar é vista por líderes globais como um marco que pode, finalmente, abrir caminho para a libertação dos reféns e para uma resolução diplomática que encerre o domínio do Hamas no enclave.
Os Detalhes do Confronto
Diferente de outras operações de inteligência cirúrgicas, a morte de Sinwar ocorreu durante um encontro fortuito. Tropas da 828ª Brigada Bislamach patrulhavam Rafah em 16 de outubro quando detetaram três militantes. Após uma troca de tiros, Sinwar refugiou-se num edifício em ruínas.
  • Ação com Drone: Antes de invadirem, os israelitas enviaram um drone para reconhecimento. As imagens captadas mostraram um homem ferido, sentado numa poltrona e com o rosto coberto, tentando desesperadamente derrubar o aparelho com um pedaço de madeira.
  • Identificação: Após um bombardeamento de tanque e tiros fatais na cabeça, o corpo foi encontrado nos escombros na manhã seguinte. A identidade foi confirmada através de testes de ADN e registos dentários, facilitados pelos 22 anos que Sinwar passou em prisões israelitas.
Reações Internacionais e Impacto Político
O Presidente dos EUA, Joe Biden, classificou o dia como "um bom dia para o mundo", afirmando que Sinwar era o "maior obstáculo" para a paz e tinha as mãos sujas de sangue de várias nacionalidades, incluindo americanos. O Primeiro-Ministro Benjamin Netanyahu declarou que, embora a guerra não tenha terminado, este é o "início do fim" do Hamas em Gaza.
O Corpo como Moeda de Troca
Fontes de segurança indicam que o cadáver de Sinwar, atualmente guardado num local secreto em Israel, tornou-se um ativo estratégico valioso. O governo israelita considera usá-lo como "moeda de troca" em futuras negociações para garantir a libertação dos mais de 100 reféns que ainda permanecem sob custódia de facções em Gaza.
O Vácuo no Hamas e no Hezbollah
A queda de Sinwar ocorre num momento de extrema fragilidade para o chamado "Eixo de Resistência". Com a liderança do Hezbollah também dizimada no Líbano (incluindo Hassan Nasrallah), as organizações aliadas do Irão enfrentam um vácuo de poder sem precedentes. Resta agora saber se a nova liderança do Hamas adotará uma postura mais pragmática ou se o grupo se fragmentará em células ainda mais radicais e difíceis de negociar.

Autor Filipe de Freitas Leal

Sobre o Autor

Filipe de Freitas Leal nasceu em Lisboa, em 1964, é licenciado em Serviço Social pelo Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas da Universidade de Lisboa, com Pós-graduação em Políticas Públicas e Desigualdades Sociais, frequentou o Mestrado de Sociologia na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa. Estagiou com reinserção social de ex-reclusos e o apoio a famílias em vulnerabilidade social. É Bloguer desde 2007, tem publicados oito livros de temas muito diversos, desde a Poesia até à Política.

sábado, 12 de outubro de 2024

Apoio Social - Itens e valor do Cabaz alimentar


Os cabazes alimentares fornecidos pela Ação Social através dos agentes como IPSS's serão substituídos por um Cartão Social, equivalente a um cartão refeição, só que este será do Estado e poderá ser usado nos supermercados e no comércio local em geral. A medida visa atingir 45 mil agregados familiares, e crê atingir um total de 130 mil pessoas carenciadas.

A medida foi criada ainda no anterior governo do Partido Socialista, mas foi posta em prática pelo atual governo da AD Aliança Democrática, e será posta em prática no ultimo trimestre do ano, cada cartão será entregue ao beneficiário do agregado, com um valor de 50,95 €  e haverá um acréscimo de mais 35,67 € ou seja 30% por cada membro do agregado. Todavia um individuo sozinho não sobrevive com apenas 50,95 € de um cabaz que nem sequer dura 15 dias.

Anteriormente, o Cabaz alimentar era entregue em géneros alimentícios, tais como: Leite MG,queijo MG, arroz, esparguete, massa para sopa, óleo, cereais de pequeno-almoço, tostas, bolachas Maria, feijão em lata, grão de bico em lata, ervilhas em lata, frango inteiro congelado, pescada congelada, atum em lata, marmelada, creme vegetal de barrar (margarina), azeite, cenouras, alho francês, brócolos, vegetais para sopa, tomate pelado, sardinha e cavala em lata, açúcar, farinha, salchichas em lata. 

Dos artigos acima os produtos mais caros ou que mais têm tido impacto na despesa de alimentação são o azeite e o bacalhau, sendo que o Cabaz alimentar ronda os 130,00 €, que é um valor muito superior aos 50,95 € entregues no cartão a quem é único titular, ou seja, agregado unipessoal. 

Autor Filipe de Freitas Leal

Sobre o Autor

Filipe de Freitas Leal nasceu em Lisboa, em 1964, é licenciado em Serviço Social pelo Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas da Universidade de Lisboa, com Pós-graduação em Políticas Públicas e Desigualdades Sociais, frequentou o Mestrado de Sociologia na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa. Estagiou com reinserção social de ex-reclusos e o apoio a famílias em vulnerabilidade social. É Bloguer desde 2007, tem publicados oito livros de temas muito diversos, desde a Poesia até à Política.

O 7 de Outubro e o Vácuo Moral da ONU


Há um ano, Israel sofreu o maior ataque terrorista da sua história; o mais brutal pogrom desde o Holocausto, perpetrado dentro das suas próprias fronteiras. Mil e trezentas vidas foram ceifadas de forma desumana e indescritível, vítimas de uma barbárie vil que desafia a imaginação. No entanto, enquanto o sangue ainda corria, parte do Ocidente escolheu relativizar o horror. No epicentro desta falha ética esteve o Secretário-Geral da ONU, António Guterres, que inverteu o ónus da culpa. O homem que deveria liderar a paz e condenar o massacre sem hesitação preferiu fustigar o país agredido.
Ao afirmar que o 7 de outubro "não surgiu do nada", Guterres não apenas proferiu uma frase infeliz; ele tentou justificar o injustificável. Quer o tenha feito por uma ignorância perigosa ou por uma vontade consciente, o resultado é o mesmo: tornou-se indigno do cargo que ocupa. Há uma fronteira onde a dicotomia entre Esquerda e Direita deve cessar; uma fronteira onde as ideologias se curvam perante o bom senso e a humanidade básica. O 7 de outubro, tal como o 11 de setembro, é essa fronteira. Ao ultrapassá-la, Guterres ilibou os assassinos e condenou um povo, sugerindo que aquela morte bárbara era uma consequência merecida.
Esta postura é a face visível de um antissemitismo dissimulado sob a capa do antissionismo, uma tendência que se tornou tristemente comum em certa Esquerda. Esta atitude tem consequências reais: alimenta o ódio aos judeus na Europa e sustenta uma campanha internacional que visa deslegitimar o direito soberano de Israel à autodefesa. Guterres é hoje uma voz que ecoa o isolamento de Israel, um isolamento que poderá agravar-se dependendo dos desfechos políticos globais. É por isso que, simbolicamente, o Prémio Nobel da Paz para Guterres em 2024 ficou — e bem — no vácuo.
É imperativo recordar a verdade histórica que a ONU e a Esquerda insistem em tratar como tabu: o ataque não vem do "vácuo", mas de décadas de rejeição palestiniana a todas as soluções de dois Estados. De Yasser Arafat — que falhou a transição de líder militar para estadista — aos atuais líderes, a opção foi sempre recusar os planos de paz, incluindo os de Oslo, em favor da via da Jihad.
Há sete décadas que Israel estende a mão à paz, desde o momento da sua independência, apenas para ser rejeitado por líderes árabes que preferiram o caminho da guerra. A preocupação nunca foi a independência da Palestina ou o futuro do seu povo, mas sim o objetivo declarado de impedir a existência do Estado de Israel e, posteriormente, a sua total destruição. Negar isto é negar a História; justificar o terrorismo em nome desta negação é abdicar da civilização.

Autor Filipe de Freitas Leal

Sobre o Autor

Filipe de Freitas Leal nasceu em Lisboa, em 1964, é licenciado em Serviço Social pelo Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas da Universidade de Lisboa, com Pós-graduação em Políticas Públicas e Desigualdades Sociais, frequentou o Mestrado de Sociologia na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa. Estagiou com reinserção social de ex-reclusos e o apoio a famílias em vulnerabilidade social. É Bloguer desde 2007, tem publicados oito livros de temas muito diversos, desde a Poesia até à Política.

sábado, 5 de outubro de 2024

Protestos Pró-Palestina por todo o mundo.


Na véspera do primeiro aniversário do massacre de 7 de outubro, houve um pouco por todo o mundo, e em particular nas principais capitais europeia, manifestações, as pessoas saíram à rua em defesa da autodeterminação da Palestina e para condenar a guerra em Gaza e no Líbano levada a cabo por Israel, desde o dia 8 de outubro de 2023, após os massacres de 1300 pessoas no maior pogrom de que há noticia, e ainda por cima, cometido dentro do território israelita no fatídico dia 07 de outubro daquele ano. Do Papa Francisco ao Secretário Geral da ONU António Guterres, passando por Emanuel Macron, entre outros líderes, pediram o Cessar fogo imediato e temem ainda mais consequências após o ataque que Israel está na iminência de fazer, na sequencia do ataque sofrido no dia 1 de outubro passado.

A comunidade internacional no geral, e a grande imprensa em particular, têm vindo a criticar uma atuação desproporcional de Israel, chegando mesmo a acusar o Estado Judaico de genocídio contra o povo palestiniano, pelo que já contabilizaram 42 mil mortos em Gaza desde o inicio das hostilidades, sendo desse número um total de 15 mil era operacionais treinados do Hamas.

A comunidade internacional entende que Israel não deveria atacar sabendo que muito provavelmente haverá sempre um número elevado de palestinianos civis atingidos pelas bombas que se destinam aos terroristas. Alguns dos alvos a abater eram estruturas hospitalares que tinham abrigos e esconderijos do Hamas dentro das suas instalaçõs.

É de salientar a diferença de atitude dos militares israelitas e dos militantes terroristas, que é o facto de que o Hamas não proteger a população de Gaza, antes pelo contrário, entende que quanto maior for o número de vítimas, tanto mais apoio terão do ocidente. E é precisamente isso que se está a passar.

Autor Filipe de Freitas Leal

Sobre o Autor

Filipe de Freitas Leal nasceu em Lisboa, em 1964, é licenciado em Serviço Social pelo Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas da Universidade de Lisboa, com Pós-graduação em Políticas Públicas e Desigualdades Sociais, frequentou o Mestrado de Sociologia na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa. Estagiou com reinserção social de ex-reclusos e o apoio a famílias em vulnerabilidade social. É Bloguer desde 2007, tem publicados oito livros de temas muito diversos, desde a Poesia até à Política.


sexta-feira, 4 de outubro de 2024

Montenegro Cede ao PS para viabilizar OE25


O governo do Primeiro Ministro português Luís Montenegro, apoiado pela Aliança Democrática (AD) encurralou o líder da oposição, o Partido Socialista (PS) ao apresentar uma proposta irrecusável por ter aceite as exigências dos socialistas para o Orçamento de Estado de 2025, que consistiam na não redução do IRC para as empresa e numa medida especifica sobre o IRS Jovem. Após esta jogada política de Montenegro, não há margem de manobra para os socialistas não aceitarem este orçamento, se o PS recusar ou se se abstiver e acabar por atirar o país para novas eleições, isto viria a trazer consequências para o PS que seria penalizado. Outra leitura que se faz desda aproximação do governo ao PS, é o isolamento do partido de Direita o Chega, liderado por André Ventura e que tem vindo a ser marginalizado, pois é na verdade o maior concorrente da área politica do maior partido do governo, o Partido Social Democrata (PSD).

Analistas políticos de várias correntes, afirmam que o Primeiro Ministro Luís Montenegro teve um grande sentido de Estado em tentar garantir a aprovação do OE25 e de evitar uma crise de instabilidade política que claramente os portugueses não desejam. Todavia a Esquerda mais à Esquerda do PS irá votar contra o OE25, bem como os partidos de direita já vieram criticar o orçamento dizendo-que se trata de uma politica semelhante entre PSD-PS.

Autor Filipe de Freitas Leal

Sobre o Autor

Filipe de Freitas Leal nasceu em Lisboa, em 1964, é licenciado em Serviço Social pelo Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas da Universidade de Lisboa, com Pós-graduação em Políticas Públicas e Desigualdades Sociais, frequentou o Mestrado de Sociologia na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa. Estagiou com reinserção social de ex-reclusos e o apoio a famílias em vulnerabilidade social. É Bloguer desde 2007, tem publicados oito livros de temas muito diversos, desde a Poesia até à Política.

Para os Terroristas não há linhas vermelhas




Não existem "linhas vermelhas" para o terrorismo. O terrorista é o agente da invisibilidade cuja violência ostensiva visa paralisar populações e governos pelo trauma. O seu método é a barbárie: o sequestro de civis, a violação sistemática, o infanticídio e o assassinato de idosos; o seu rastro é o da destruição de infraestruturas e do saque da propriedade privada.
Financiados pelo narcotráfico, pela pirataria e por ditaduras agressoras, estes grupos paramilitares são compostos por combatentes sem farda que ignoram deliberadamente as Convenções de Genebra. Enquanto os Estados Soberanos estão presos aos tratados internacionais que regulam a legitimidade da guerra, os grupos terroristas utilizam a ausência de limites como uma arma estratégica. Surge, então, a questão fundamental: se apenas um dos lados respeita as leis da guerra, como se combate eficazmente o terror sem comprometer a integridade das próprias democracias?
Independentemente da sigla, da retórica ou da ideologia, a essência do terrorismo é universal e indiferenciada. Quer se chamem Hezbollah ou Hamas, ISIS ou Daesh, IRA ou ETA, Brigate Rosse ou FARC — sejam de extrema-esquerda ou extrema-direita, ateus ou religiosos — todos convergem para o mesmo ponto. O terrorismo reduz-se, em última análise, à sua natureza letal, ao enriquecimento ilícito através do crime e à vaidade pseudo-messiânica de líderes que sacrificam vidas alheias no altar do poder.

Autor Filipe de Freitas Leal

Sobre o Autor

Filipe de Freitas Leal nasceu em Lisboa, em 1964, é licenciado em Serviço Social pelo Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas da Universidade de Lisboa, com Pós-graduação em Políticas Públicas e Desigualdades Sociais, frequentou o Mestrado de Sociologia na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa. Estagiou com reinserção social de ex-reclusos e o apoio a famílias em vulnerabilidade social. É Bloguer desde 2007, tem publicados oito livros de temas muito diversos, desde a Poesia até à Política.

quarta-feira, 2 de outubro de 2024

António Guterres: A Crise de Legitimidade da ONU em Israel



A decisão do governo de Israel em declarar o Secretário-Geral da ONU, António Guterres, como persona non grata a 2 de outubro de 2024, representa o ápice de uma relação diplomática em ruínas. Ao ser impedido de entrar em solo israelita, Guterres tornou-se o rosto de uma organização cuja imparcialidade é hoje severamente questionada. O pretexto imediato para esta sanção foi a ausência de uma condenação clara e inequívoca de Guterres ao ataque massivo de mísseis balísticos lançado pelo Irão contra Israel no dia anterior.
A insatisfação de Israel não é súbita. Remonta a outubro de 2023, quando Guterres proferiu a polémica afirmação de que os massacres de 7 de outubro "não aconteceram no vácuo". Para muitos, essa tentativa de contextualização histórica foi interpretada como uma relativização inaceitável da barbárie. O cargo de Secretário-Geral exige uma defesa intransigente de qualquer Estado soberano vítima de agressão, especialmente quando o ataque provém de organizações que visam a aniquilação total desse Estado.
A imagem da ONU agravou-se com o escândalo da UNRWA. A eliminação de Fateh Sherif Abu el-Amin, em setembro de 2024, revelou uma realidade perturbadora: o líder do Hamas no Líbano acumulava funções como funcionário graduado e presidente da associação de professores da agência da ONU em Tiro. Esta infiltração terrorista nas estruturas humanitárias expõe uma permeabilidade institucional que mina a credibilidade das Nações Unidas.
Neste cenário, a posição de Guterres é vista por Israel como uma capitulação moral. Ao falhar na condenação enérgica das agressões iranianas e ao presidir a uma organização infiltrada por elementos terroristas, o Secretário-Geral isolou-se. A crise de confiança é profunda: quando a agência que deveria promover a paz abriga líderes do terror, e o seu líder máximo hesita em condenar ataques estatais, o futuro da ONU como mediadora no Médio Oriente fica irremediavelmente comprometido
Autor Filipe de Freitas Leal

Sobre o Autor

Filipe de Freitas Leal nasceu em Lisboa, em 1964, é licenciado em Serviço Social pelo Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas da Universidade de Lisboa, com Pós-graduação em Políticas Públicas e Desigualdades Sociais, frequentou o Mestrado de Sociologia na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa. Estagiou com reinserção social de ex-reclusos e o apoio a famílias em vulnerabilidade social. É Bloguer desde 2007, tem publicados oito livros de temas muito diversos, desde a Poesia até à Política.

terça-feira, 1 de outubro de 2024

Israel x Palestina - O Erro dos Árabes em 1948


O maior erro do mundo árabe, foi não ter aceitado a solução dos dois Estados em 1947, inclusive não permitiram aos palestinianos que aceitassem ter o seu próprio Estado, porque aceita-lo era automaticamente reconhecer o Estado Judeu. esta é a verdade sobre o conflito Israelo-árabe. Mas Israel teve que se defender, de todos os ataques que sofreu desde 1948.

Até ao massacre hediondo perpetrado pelo Hamas (mandatário do Irão) em 07/10/24 que Israel estava a viver uma paz podre com os seus inimigos, foi como um cessar fogo que durou 9 anos, hoje passado quase um ano após o massacre, chovem bombas do Irão em todo o Israel, mas a resposta não tardará para ensinar aos Antissemitas o que é Israel e o quanto vale o povo israelita.

Uma das figuras que é emblemática no sentido de não aceitar a criação de um Estado Muçulmano Árabe-Palestiniano ao lado de um Estado Judaico foi o Grão-Mufti de Jerusalém Amin al-Husayni, (foto ao lado) um muçulmano que se exilou na Alemanha durante o III Reich e foi recebido por Adolf Hitler. Husayni entendia que não poderia existir um Estado não islâmico no Dar al-Islam, ou seja, o solo sagrado dos muçulmanos.

Mas Israel aceitara a resolução 181 e proclamou a independência no dia 14 de maio de 1948, o dia seguinte ao fim do Mandato Britânico para a Palestina, só que os britânicos saíram sem ter resolvido o problema, a consequência foi que no dia 15 de maio, os outros países árabes que não aceitaram a criação do Estado de Israel, como o Egito, Iraque, Líbano, Síria e Transjordânia decidiram invadir Israel a fim de desmantelar o novo país, mas perderam a guerra e Israel segiu em frente até aos dias de hoje.

Autor Filipe de Freitas Leal

Sobre o Autor

Filipe de Freitas Leal nasceu em Lisboa, em 1964, é licenciado em Serviço Social pelo Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas da Universidade de Lisboa, com Pós-graduação em Políticas Públicas e Desigualdades Sociais, frequentou o Mestrado de Sociologia na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa. Estagiou com reinserção social de ex-reclusos e o apoio a famílias em vulnerabilidade social. É Bloguer desde 2007, tem publicados oito livros de temas muito diversos, desde a Poesia até à Política.

 
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