Não existem "linhas vermelhas" para o terrorismo. O terrorista é o agente da invisibilidade cuja violência ostensiva visa paralisar populações e governos pelo trauma. O seu método é a barbárie: o sequestro de civis, a violação sistemática, o infanticídio e o assassinato de idosos; o seu rastro é o da destruição de infraestruturas e do saque da propriedade privada.
Financiados pelo narcotráfico, pela pirataria e por ditaduras agressoras, estes grupos paramilitares são compostos por combatentes sem farda que ignoram deliberadamente as Convenções de Genebra. Enquanto os Estados Soberanos estão presos aos tratados internacionais que regulam a legitimidade da guerra, os grupos terroristas utilizam a ausência de limites como uma arma estratégica. Surge, então, a questão fundamental: se apenas um dos lados respeita as leis da guerra, como se combate eficazmente o terror sem comprometer a integridade das próprias democracias?
Independentemente da sigla, da retórica ou da ideologia, a essência do terrorismo é universal e indiferenciada. Quer se chamem Hezbollah ou Hamas, ISIS ou Daesh, IRA ou ETA, Brigate Rosse ou FARC — sejam de extrema-esquerda ou extrema-direita, ateus ou religiosos — todos convergem para o mesmo ponto. O terrorismo reduz-se, em última análise, à sua natureza letal, ao enriquecimento ilícito através do crime e à vaidade pseudo-messiânica de líderes que sacrificam vidas alheias no altar do poder.
Autor Filipe de Freitas Leal
sexta-feira, outubro 04, 2024
Filipe de Freitas Leal


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