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sexta-feira, 13 de março de 2026

Esquerda Woke: A Nova Face do Antissemitismo


Vivemos tempos de inversão de valores, onde as bandeiras do humanismo parecem ter sido substituídas por dogmas ideológicos cegos. Como alguém que dedicou a carreira a estudar as desigualdades sociais e os direitos humanos, observo com profunda preocupação o rumo que a chamada "Nova Esquerda" tomou. Neste artigo, analiso como o radicalismo Woke se tornou, ironicamente, o novo motor do antissemitismo global.

A Mecânica da Exclusão Ideológica

A perversão reside no facto de que esta "Nova Esquerda" sequestrou a linguagem da justiça social para a transformar numa arma de exclusão. Ao dividir o mundo numa dicotomia simplista entre "opressores" e "oprimidos" — baseada apenas em características identitárias e não em atos ou valores — retiraram ao indivíduo a sua humanidade para o reduzir a uma etiqueta coletiva. Nesta aritmética ideológica distorcida, o povo judeu foi arbitrariamente reclassificado como o "opressor supremo", ignorando séculos de perseguição e a sua própria autodeterminação. Assim, o que começou como uma suposta defesa das minorias vulneráveis transmutou-se, ironicamente, num sistema que legitima o antissemitismo sob a capa do progressismo, punindo o sucesso e a resiliência de um povo com a mesma retórica de exclusão que outrora dizia combater.

O Abandono da Razão pelo Dogma

A Nova Esquerda — radical e Woke — tornou-se o epicentro e o motor do antissemitismo a nível global. Ao promover a cultura do cancelamento e a "lacração", esta corrente perdeu a lucidez: abandonou a luta de classes e a lógica racional para se lançar num discurso dogmático, típico do fanatismo religioso. Mais grave ainda, apoia, com um silêncio sepulcral e cúmplice, as injustiças de ditadores como Maduro ou Khamenei, enquanto vocifera em altifalantes palavras de ordem como "morte a Israel" ou o já tristemente célebre mote "Palestina livre, do rio até ao mar".

A Ignorância como Ferramenta de Ódio

A esmagadora maioria destes políticos, intelectuais e influenciadores de opinião desconhece a origem real do conflito. Possuem uma visão enviesada e distorcida por doutrinas revisionistas de uma História que não estudaram, não conhecem e, por isso, não compreendem. Agem como cavaleiros do apocalipse, semeando o ódio onde deveria haver concórdia e festejando a guerra em vez de celebrar a paz. Incendeiam a opinião pública com desespero, em vez de oferecerem esperança.

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English Version

The New Left and the Betrayal of Humanism: The New Engine of Global Antisemitism

By Filipe de Freitas Leal

We live in times of inverted values, where the banners of humanism seem to have been replaced by blind ideological dogmas. As someone who has dedicated a career to studying social inequalities and human rights, I observe with profound concern the direction the so-called "New Left" has taken. In this article, I analyse how Woke radicalism has ironically become the new engine of global antisemitism.

The Mechanics of Ideological Exclusion

The perversion lies in the fact that this "New Left" has hijacked the language of social justice to transform it into a weapon of exclusion. By dividing the world into a simplistic dichotomy of "oppressors" versus "oppressed" — based solely on identity characteristics rather than actions or values — they have stripped the individual of their humanity, reducing them to a collective label. Within this distorted ideological arithmetic, the Jewish people have been arbitrarily reclassified as the "ultimate oppressor", ignoring centuries of persecution and their own right to self-determination. Thus, what began as a supposed defence of vulnerable minorities has, ironically, transmuted into a system that legitimises antisemitism under the guise of progressivism, punishing the success and resilience of a people with the very rhetoric of exclusion it once claimed to fight.

The Abandonment of Reason for Dogma

The New Left — radical and Woke — has become the epicentre and the motor of antisemitism on a global scale. By promoting cancel culture and "virtue signalling", this movement has lost its lucidity: it has abandoned the class struggle and rational logic to throw itself into a dogmatic discourse typical of religious fanaticism. Even more grave is its support, through a deathly and complicit silence, for the injustices of dictators such as Maduro or Khamenei, while shouting slogans through loudspeakers like "death to Israel" or the now infamously celebrated motto "Palestine free, from the river to the sea".

Ignorance as a Tool for Hatred

The overwhelming majority of these politicians, intellectuals, and influencers are ignorant of the true origins of the conflict. They possess a biased vision, distorted by revisionist doctrines of a history they have not studied, do not know, and therefore do not understand. They act as horsemen of the apocalypse, sowing hatred where there should be concord and celebrating war instead of peace. They inflame public opinion with despair, rather than offering hope.

 Referências bibliográficas / References

·        Baddiel, D. (2021). Jews Don't Count. London: TLS Books.

·        Bernstein, D. L. (2022). Woke Antisemitism: How a Progressive Ideology Harms       the Jewish People. New York: Post Hill Press.

·        Braunstein, J.-F. (2022). La Religion Woke. Paris: Grasset.

·        Simons, J. W. (2023). Israelophobia: The Newest Version of the Oldest Hatred and What to Do About It. London: Constable.



Sobre o Autor | About the Author

PT Filipe de Freitas Leal nasceu em Lisboa (Portugal), em 1964, é licenciado em Serviço Social pelo ISCSP (Universidade de Lisboa) e pós-graduado em Políticas Públicas e Desigualdades Sociais pela Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa. Na sua trajetória profissional, destaca-se o estágio em reinserção social de ex-reclusos e o apoio a famílias em situação de vulnerabilidade. No mundo digital, é blogger desde 2007, atuou como ilustrador, editor e autor, conta já com oito livros publicados em áreas distintas, que vão desde o Serviço Social, Poesia até à Ciência Política, escreve artigos sobre atualidade política e conflitos geopolíticos.

EN Filipe de Freitas Leal was born in Lisbon in 1964. He holds a degree in Social Work from ISCSP (University of Lisbon) and a postgraduate degree in Public Policy and Social Inequalities. He also attended a Master’s program in Sociology at the Faculty of Social Sciences and Humanities (Universidade Nova de Lisboa). His professional background includes social reintegration of former inmates and support for families in situations of social vulnerability. A blogger since 2007, he has acted as an illustrator and independent editor, with eight published books ranging from Social Work and Poetry to Political Science. He currently writes about political current affairs and geopolitical conflicts.


sexta-feira, 4 de outubro de 2024

Para os Terroristas não há linhas vermelhas




Não existem "linhas vermelhas" para o terrorismo. O terrorista é o agente da invisibilidade cuja violência ostensiva visa paralisar populações e governos pelo trauma. O seu método é a barbárie: o sequestro de civis, a violação sistemática, o infanticídio e o assassinato de idosos; o seu rastro é o da destruição de infraestruturas e do saque da propriedade privada.
Financiados pelo narcotráfico, pela pirataria e por ditaduras agressoras, estes grupos paramilitares são compostos por combatentes sem farda que ignoram deliberadamente as Convenções de Genebra. Enquanto os Estados Soberanos estão presos aos tratados internacionais que regulam a legitimidade da guerra, os grupos terroristas utilizam a ausência de limites como uma arma estratégica. Surge, então, a questão fundamental: se apenas um dos lados respeita as leis da guerra, como se combate eficazmente o terror sem comprometer a integridade das próprias democracias?
Independentemente da sigla, da retórica ou da ideologia, a essência do terrorismo é universal e indiferenciada. Quer se chamem Hezbollah ou Hamas, ISIS ou Daesh, IRA ou ETA, Brigate Rosse ou FARC — sejam de extrema-esquerda ou extrema-direita, ateus ou religiosos — todos convergem para o mesmo ponto. O terrorismo reduz-se, em última análise, à sua natureza letal, ao enriquecimento ilícito através do crime e à vaidade pseudo-messiânica de líderes que sacrificam vidas alheias no altar do poder.

Autor Filipe de Freitas Leal

Sobre o Autor

Filipe de Freitas Leal nasceu em Lisboa, em 1964, é licenciado em Serviço Social pelo Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas da Universidade de Lisboa, com Pós-graduação em Políticas Públicas e Desigualdades Sociais, frequentou o Mestrado de Sociologia na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa. Estagiou com reinserção social de ex-reclusos e o apoio a famílias em vulnerabilidade social. É Bloguer desde 2007, tem publicados oito livros de temas muito diversos, desde a Poesia até à Política.

quarta-feira, 2 de outubro de 2024

António Guterres: A Crise de Legitimidade da ONU em Israel



A decisão do governo de Israel em declarar o Secretário-Geral da ONU, António Guterres, como persona non grata a 2 de outubro de 2024, representa o ápice de uma relação diplomática em ruínas. Ao ser impedido de entrar em solo israelita, Guterres tornou-se o rosto de uma organização cuja imparcialidade é hoje severamente questionada. O pretexto imediato para esta sanção foi a ausência de uma condenação clara e inequívoca de Guterres ao ataque massivo de mísseis balísticos lançado pelo Irão contra Israel no dia anterior.
A insatisfação de Israel não é súbita. Remonta a outubro de 2023, quando Guterres proferiu a polémica afirmação de que os massacres de 7 de outubro "não aconteceram no vácuo". Para muitos, essa tentativa de contextualização histórica foi interpretada como uma relativização inaceitável da barbárie. O cargo de Secretário-Geral exige uma defesa intransigente de qualquer Estado soberano vítima de agressão, especialmente quando o ataque provém de organizações que visam a aniquilação total desse Estado.
A imagem da ONU agravou-se com o escândalo da UNRWA. A eliminação de Fateh Sherif Abu el-Amin, em setembro de 2024, revelou uma realidade perturbadora: o líder do Hamas no Líbano acumulava funções como funcionário graduado e presidente da associação de professores da agência da ONU em Tiro. Esta infiltração terrorista nas estruturas humanitárias expõe uma permeabilidade institucional que mina a credibilidade das Nações Unidas.
Neste cenário, a posição de Guterres é vista por Israel como uma capitulação moral. Ao falhar na condenação enérgica das agressões iranianas e ao presidir a uma organização infiltrada por elementos terroristas, o Secretário-Geral isolou-se. A crise de confiança é profunda: quando a agência que deveria promover a paz abriga líderes do terror, e o seu líder máximo hesita em condenar ataques estatais, o futuro da ONU como mediadora no Médio Oriente fica irremediavelmente comprometido
Autor Filipe de Freitas Leal

Sobre o Autor

Filipe de Freitas Leal nasceu em Lisboa, em 1964, é licenciado em Serviço Social pelo Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas da Universidade de Lisboa, com Pós-graduação em Políticas Públicas e Desigualdades Sociais, frequentou o Mestrado de Sociologia na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa. Estagiou com reinserção social de ex-reclusos e o apoio a famílias em vulnerabilidade social. É Bloguer desde 2007, tem publicados oito livros de temas muito diversos, desde a Poesia até à Política.

domingo, 31 de dezembro de 2023

As Razões de Um Espaço Vital para Israel


Foi o antissemitismo que levou à criação do Movimento Sionista em 1897 dirigido por Theodor Herzl, pela necessidade de um espaço Vital para a segurança da nação israelita, do qual a Inquisição, os pogroms e o holocausto foram os exemplos mais marcantes da caça às bruxas que foi o conjunto dos pensamentos ideológicos e teológicos que sustentaram o Antissemitismo, tornando o povo judeu no bode-expiatório para todos os males sociais.

Foi o antissemitismo, a intolerância e os respectivos discursos de ódio, que causaram a necessidade dos israelitas deixarem a Europa e retornarem a Tzion, uma dos montes de Jerusalém, daí o termo Sionismo, que nada mais foi do que a unica resposta capaz e corajosa para salvar toda uma nação que toda a Europa queria ver ou convertida à força, expulsa ou exterminada.

Houve claro propostas antes da Declaração de Balfour, que indicavam a possibilidade de colocar todos os judeus, por exemplo no Quenia, no Uganda, e ate propostas de os levar para Angola ou até mesmo no Alentejo no sul de Portugal, daí que Oliveira Salazar (Presidente do Conselho no Estado Novo) chamou à I República, a República Judaízante, porque dizia ele, que os republicanos perseguiam a Igreja mas queriam resolver os problemas dos judeus.

Mas Theodor Herzl sabia e bem que, fossem para onde fossem os judeus haveria sempre problemas, sobretudo se os judeus não tivessem tido no passado uma ligação à terra, e assim, o único lugar para poder voltar e enfrentas esses problemas com determinação era a Palestina, a Terra dos Antepassados, o Israel e a Judéia Biblicos que são a base da fé, da cultura e das tradições judaicas. Só haviam duas opções para os judeus, ou eram aceites e amados no lugar onde há quase dois mil anos viviam, ou tinham que regressar a Israel.

E para termos a prova de que é verdade o que eu afirmo neste post, basta observar o crescimento do antissemitismo na Europa, onde os ataques a judeus aumentaram. Mas para além disso, as razões para um espaço vital, são hoje, mais do que nunca uma questão existencial, e prendem-se com o combate ao terrorismo patrocinado pelo Irão.

Autor Filipe de Freitas Leal

Sobre o Autor

Filipe de Freitas Leal nasceu em Lisboa, em 1964, é licenciado em Serviço Social pelo Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas da Universidade de Lisboa, com Pós-graduação em Políticas Públicas e Desigualdades Sociais, frequentou o Mestrado de Sociologia na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa. Estagiou com reinserção social de ex-reclusos e o apoio a famílias em vulnerabilidade social. É Bloguer desde 2007, tem publicados oito livros de temas muito diversos, desde a Poesia até à Política.

sexta-feira, 15 de julho de 2016

França - Terror e Morte no 14 de Julho


Mais um atentado terrorista em França, desta vez em Nice, que fica na Região de Provença-Alpes e Costa Azul (Cotê D'Azur), é o terceiro grande trauma desde o atentado ao Semanário Charlie Hebdo e ao supermercado Kosher em Paris, ocorrido em janeiro de 2015 e aos ataques de Paris em novembro do ano passado.

Os atentados de ontem, vitimaram 84 vitimas mortais, 16 dos quais de confissão judaica, deixou ainda centenas de feridos, alguns em estado grave, e um rasto de destruição por onde o terrorista de confissão muçulmana terá passado, atropelando e abalroando os pedestres, esta foi a data mais sombria do 14 de julho, data que comemora os valores da Liberdade, Igualdade e Fraternidade da Revolução Francesa de 1789 e que estão na base e na génese dos regimes democráticos e progressista.

O que quer dizer este atentado, o que pretende este "Poder Errático", senão o de levar a Europa ao desespero e ao preconceito abraçando a ideologia da guerra contra anti-islâmica, incluindo a intolerância e a exclusão. Claro que não é nem será de longe, esse o caminho escolhido pelo Mundo Ocidental, antes pelo contrário a solução é colocar os países Islâmicos e os lideres do islão no mesmo barco, na guerra total contra o Terrorismo.

Os valores Ocidentais da "Fraternidade, Igualdade e Liberdade", são mais fortes, o Ocidente jamais se curvará perante o fanatismo religioso, nem tão pouco embarcará pelos caminhos da exclusão. Os valores Ocidentais são laicos, porque baseiam-se no respeito por todas as crença e convicções numa só civilização, a da Tolerância e da Inclusão, contra o obscurantismo da ignorância, cuja arma é o Terror

Autor: Filipe de Freitas Leal

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Sobre o Autor

Filipe de Freitas Leal nasceu em Lisboa, em 1964, estudou Serviço Social pelo Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas da Universidade de Lisboa. Estagiou como Técnico de Intervenção Social numa Instituição vocacionada à reinserção social de ex-reclusos e apoio a famílias em vulnerabilidade social, é blogger desde 2007, de cariz humanista, também dedica-se a outros blogs de temas diversos.

quarta-feira, 18 de março de 2015

Estado Islâmico Destrói Museus da Síria e do Iraque


O Estado Islâmico - EI, tem vindo a mostrar o seu rosto sinistro de uma contínua perpetração de atrocidades contra a humanidade, e revela claramente os seus valores intrínsecos, pelo que não devemos confundir a generalidade dos muçulmanos com o terrorismo bárbaro dos fanáticos, que claramente são o rosto da insensatez e da intolerância de um grupo de bandidos, criminosos de guerra, sem qualquer sentimento de piedade para com um semelhante.

Os atentados terroristas que destruíram obras de arte, bem como as cidades arqueológicas da Assíria e Babilónica, e peças milenares nos museus da Síria e do Iraque, não destruindo tudo, pelo que reservaram peças para vender no mercado negro, obras de arte cujo valor é incalculável, mostram que os valores humanistas e dos Direitos Humanos, não são e nunca serão os seus valores, esta é uma guerra civilizacional, do Direito contra a Barbárie, da civilização democrática contra o Estado da Ignorância absoluta.

As barbaridades perpetradas pelo EI, como queimar vivo o piloto jordaniano, punir e executar barbaramente uma mulher por não se vestir de acordo com os valores da Shária, executar imigrantes coptas, queimar crianças cristãs de 5 a 13 anos, enjauladas e por outros variadíssimos crimes, e fim a tentativa de destruir os últimos vestígios da História Assíria e Babilónica, revelam-nos que o objetivo pelo qual se pautam é acima de tudo um projeto político de puro terror.

As autoridades mundiais devem promover o respeito pelas restantes comunidades muçulmanas em todo o mundo, porque não se pode e nem deve tomar o todo por uma das suas partes, mas deve-se pedir que os lideres religiosos islâmicos decretem em alto e bom som, que os valores do Estado Islâmico não são os valores muçulmanos presentes no Alcorão.
Por Filipe de Freitas Leal

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Sobre o Autor

Filipe de Freitas Leal nasceu em Lisboa, em 1964, estudou Serviço Social pelo Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas da Universidade de Lisboa. Estagiou como Técnico de Intervenção Social numa Instituição vocacionada à reinserção social de ex-reclusos e apoio a famílias em vulnerabilidade social, é blogger desde 2007, de cariz humanista, também dedica-se a outros blogs de temas diversos.

quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

Ataque ao Charlie Hebdo e à Democracia

Hoje estamos todos de luto, atacaram a democracia, derramando sangue de homens livres, no coração da liberdade.
O Mundo está chocado, a liberdade de expressão e o humor estão de luto, o humor de pessoas, cuja profissão era de nos fazer rir, e mostrando que com humor e com sátira podemos encarar o afã da vida com uma maior leveza.
O Ataque na manhã de 7 de janeiro, ao semanário francês de sátira e humor, Charlie Hebdo, é também um ataque à democracia, aos direitos fundamentais da pessoa humana, em especial à liberdade de expressão à qual se vinculam os valores do Estado de Direito.
A religião, quando usada como motivo, para atos de terror e violência, não é religião, nem sei bem como se pode classificar, mas parece ser meramente um instrumento de dominação, subversão e manipulação do poder.
Não pode ser permitido que tal se repita, em qualquer país que se entenda por Estado de Direito, a liberdade de pensamento, expressão, associação política, cultural, artística e até religiosa não podem ser colocadas em causa.

É momento de pela força, pela justiça, pelo direito de todos os cidadãos, exigir que a Europa faça uma política de segurança em prol da preservação da democracia dos Direitos Humanos, e fundamentalmente da Liberdade de expressão.
Autor Filipe de Freitas Leal


Sobre o Autor

Filipe de Freitas Leal nasceu em Lisboa, em 1964, estudou Serviço Social pelo Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas da Universidade de Lisboa. Estagiou como Técnico de Intervenção Social numa Instituição vocacionada à reinserção social de ex-reclusos e apoio a famílias em vulnerabilidade social, é blogger desde 2007, de cariz humanista, também dedica-se a outros blogs de temas diversos.

 
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