segunda-feira, 27 de setembro de 2021

O Etcetera Chegou ao Fim - Obrigado por tudo

Olá a todos, é com alguma emoção que venho anunciar o fim da atividade deste Blog, e assim despedir-me de vós, lembrando que estivemos On-line 14 anos e que isso é tão marcante quanto foi gratificante. O Blog nasceu como Criticas & Humanismo, passou a chamar-se de Blog Humanista e depois derivou para Etcetera, abarcando vários assuntos, trazendo ideias, debates e defendendo causas na maioria dos posts. Sendo este o último post aqui publicado.

Todavia, a atividade como Blogger irá continuar, manteremos a página do Etcetera no Facebook, porque de facto reparamos que há novas tendências e que os blogs caíram em  audiência e procura por parte do público mais jovem.

A todos os seguidores, leitores, apoiantes, amigos, o meu muito obrigado por estes 14 anos na vossa companhia. Até sempre.

Filipe de Freitas Leal

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2021

Nefelibata - Andando nas Nuvens

Como sempre ando com a cabeça na lua ou melhor dizendo, nas nuvens.

E chamam-me de Nefelibata, como Eugénio de Andrade.

Elogio deveras honroso, quando de súbito chamam-me de Nefelibata, como se outro nome não houvera antes, e este, cujo significado é muito maior que um titulo nobiliárquico.

Aliás não tenho feito outra coisa, se não ir até às mais altas nuvens, que é aliás, onde adquiro sempre da melhor forma e com a maior alegria, a minha doce inspiração.

E ainda que fisicamente distante, é na inspiração das nuvens, que se encontra a proximidade de um ideal, ou de se rever quem está  longe, como as pessoas que amamos e com as quais nos identificamos.

Seremos todos nefelibatas, sempre que nos entregarmos ao doce trabalho do pensamento e da imaginação, e do qual surgem os livros, a pintura, a música, a poesia, e sobretudo, a capacidade de imaginar para além do espaço e do tempo.

Autor do blog: Filipe de Freitas Leal

Sobre o Autor

Filipe de Freitas Leal nasceu em Lisboa, em 1964, estudou Serviço Social pelo Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas da Universidade de Lisboa. Estagiou como Técnico de Intervenção Social numa Instituição vocacionada à reinserção social de ex-reclusos e apoio a famílias em vulnerabilidade social, é blogger desde 2007, de cariz humanista, também dedica-se a outros blogs de temas diversos.

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2021

Dois Sonetos de Amor da Hora Triste

'Dois sonetos de Amor da Hora triste', um poema que ficou imortalizado na memória dos portugueses, escrito pelo poeta Álvaro Feijó, (1916-1941), nascido em Viana do Castelo; cedo se fez poeta, e também cedo partiu, tinha apenas 25 anos de idade, morreu de doença prolongada em Lisboa, e deixou-nos o seu legado, a sua poesia e sensibilidade pelo estilo neorrealista que caracterizava à época, os grandes vultos da literatura. Tendo publicado apenas um livro em vida, 'Corsário' (1940), foi no entanto agraciado com uma obra póstuma, no mesmo ano da sua morte, 'Poemas de Álvaro Feijó' no qual consta o presente poema.

I 

Quando eu morrer, e hei-de morrer primeiro
do que tu - não deixes fechar-me os olhos 
meu Amor.

Continua a espelhar-te nos meus olhos 
e ver-te-ás de corpo inteiro 
como quando sorrias no meu colo.

 
E, ao veres que tenho toda a tua imagem 
dentro de mim, se, então, tiveres coragem, 
fecha-me os olhos com um beijo. 

Eu, Marco Pólo, 
farei a nebulosa travessia 
e o rastro da minha barca 
segui-lo-ás em pensamento. Abarca 
nele o mar inteiro, o porto, a ria... 

E, se me vires chegar ao cais dos céus, 
ver-me-ás, debruçado sobre as ondas, para dizer-te adeus. 

II 

Não um adeus distante 
ou um adeus de quem não torna cá, 
nem espera tornar. Um adeus de até já, 
como a alguém que se espera a cada instante. 

Que eu voltarei. Eu sei que hei-de voltar 
de novo para ti, no mesmo barco 
sem remos e sem velas, pelo charco 
azul do céu, cansado de lá estar. 

E viverei em ti como um eflúvio, uma recordação. 
E não quero que chores para fora, 
Amor, que tu bem sabes que quem chora assim, mente.

E, se quiseres partir e o coração to peça, diz-mo.

A travessia é longa... Não atino talvez na rota.

Que nos importa, aos dois, ir sem destino.

_____________

Autor do blog: Filipe de Freitas Leal

Sobre o Autor

Filipe de Freitas Leal nasceu em Lisboa, em 1964, estudou Serviço Social pelo Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas da Universidade de Lisboa. Estagiou como Técnico de Intervenção Social numa Instituição vocacionada à reinserção social de ex-reclusos e apoio a famílias em vulnerabilidade social, é blogger desde 2007, de cariz humanista, também dedica-se a outros blogs de temas diversos.

terça-feira, 29 de setembro de 2020

Como Candidatar-se a um Emprego por E-mail

Atualmente o e-mail é um dos meios mais utilizados para se comunicar, sendo o envio do mesmo válido com prova de entrega de documentos. Neste sentido, poupa-se em tempo e dinheiro com deslocações.
As respostas de anúncios de emprego não são exceção, pelo contrário é fundamental que sejam feitas por e-mail mal se tenha conhecimento da oferta, o que requer no entanto alguns cuidados que devem ser tidos em conta no momento de enviar o seu e-mail.
  • Ser simples nas palavras e conciso no conteúdo;
  • Especificar o cargo a que se candidata;
  • Suscitar interesse do responsável de Rh;
  • Colocar-se à disposição para dar mais informações;
  • Anexar Carta de Motivação e CV.
Portanto o ponto crucial do e-mail, é ser uma primeira apresentação, tente ser breve, para não cansar o selecionador na hora de ler o texto, deve fazer com que o e-mail possa suscitar interesse e assim, possibilitar um segundo contacto para uma entrevista pessoal, tendo em conta que muitas pessoas não passam da primeira fase, que é a do envio do e-mail.

Tente conseguir o máximo possível de informação sobre a empresa em questão, muitos anúncios não fornecem o nome completo, o endereço entre outros dados, se conseguir deve colocar alguma dessa informação no e-mail, como a localização da empresa. Deve adicionar um ficheiro anexo, contendo a Carta de Motivação, e o seu CV - Curriculum Vitae, lembre-se que em pdf.

Autor: Filipe de Freitas Leal

Sobre o Autor

Filipe de Freitas Leal nasceu em Lisboa, em 1964, estudou Serviço Social pelo Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas da Universidade de Lisboa. Estagiou como Técnico de Intervenção Social numa Instituição vocacionada à reinserção social de ex-reclusos e apoio a famílias em vulnerabilidade social, é blogger desde 2007, de cariz humanista, também dedica-se a outros blogs de temas diversos.


terça-feira, 15 de setembro de 2020

A Nacionalidade Portuguesa no Brasil Colónia

Durante o período colonial no Brasil, todos os cidadãos tinham a nacionalidade portuguesa, na sociedade brasileira de então, os cidadãos dividiam-se em portugueses reinóis e os portugueses brasileiros, os primeiros eram nascidos na Metrópole (eram portugueses do Reino de Portugal) os segundos eram nascidos na colónia, ou seja a extensão do território português do Brasil.

Um dos grandes cidadãos portugueses nascido no Brasil, foi José Bonifácio de Andrade e Silva, foi um Pensador Livre, um Maçon, que chegou a ser Ministro do Reino, mais tarde viria a ser o Patrono da Independência do Brasil. Mesmo depois da independência a 7 de setembro de 1822, no Brasil surgiram dois partidos políticos, o Partido Brasileiro que defendia a soberania e o rompimento dos laços, e o Partido Português que pretendia reatar os laços com Portugal, desde que se mantivesse o Estatudo de Reino Unido, mesmo vencendo o primeiro partido, o Brasil continuou ligado a Portugal por laços sanguíneos, parentes de ambos os lados, e por herança cultural por um longo período. 

Autor: Filipe de Freitas Leal

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Sobre o Autor

Filipe de Freitas Leal nasceu em Lisboa, em 1964, estudou Serviço Social pelo Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas da Universidade de Lisboa. Estagiou como Técnico de Intervenção Social numa Instituição vocacionada à reinserção social de ex-reclusos e apoio a famílias em vulnerabilidade social, é blogger desde 2007, de cariz humanista, também dedica-se a outros blogs de temas diversos.


A "Pimenta do Reino" - Uma Herança Histórica

Até aos dias de hoje, o Brasil ainda mantém um hábito que advém do tempo de Colónia, é o facto de chamarem a pimenta preta, por "Pimenta do Reino", é curioso saber o porquê disso.

Como se sabe, a maioria das especiarias não havia na Europa, mas sim na Índia, ou nos vários países da Península Indiana, denominada de Indostão, o comercio das especiarias remonta ao século IV AEC (Antes da Era Comum).

A Rota das Especiarias, eram rotas comerciais que traziam para a Europa as especiarias plantadas no Indostão, rotas essas que eram monopolizadas pela República Veneziana (um dos mais importantes países da Península Itálica a par dos Estados Pontifícios e da República Genovesa), mas que foi bloqueada pelo Império Otomano com a conquista de Constantinopla.

A tomada pelos turcos-otomanos de Constantinopla que passou a chamar-se de Istambul, fez aumentar o custo das especiarias no mercado europeu. Essa situação impulsionou Portugal a investir na navegação, para que descobrisse fora do Mar Mediterrâneo o Caminho Marítimo para as índias (O Indostão). Dessa tentativa resultou em 1500 a descoberta do Brasil, com a fundação das primeiras cidades portuárias, e mais tarde a construção da Cidade do Cabo na África Austral, entreposto de abastecimento que permitiu chegar até às índias, ou Indostão.

A partir dessa época, no século XVI, Portugal passou a plantar em Portugal Continental (Vulgo Metropole) as especiarias, em particular a Pimenta. E monopolizava o comercio das especiarias com os restantes países da Europa vencendo assim o bloqueio turco-otomano.

As especiarias como a pimenta passaram a ser plantadas em Portugal, que passou a ter o monopólio da venda na Europa e também nas Colónias portuguesas, sendo que nas colónias, a pimenta não poderia ser plantada, não saia de Portugal uma única muda da planta, daí, que a pimenta preta quando desembarcava nos portos portugueses das várias colónias, incluindo o Brasil, já não era a Pimenta da Índia, mas passou a ser a Pimenta do Reino até aos dias de hoje.

Autor: Filipe de Freitas Leal

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Filipe de Freitas Leal nasceu em Lisboa, em 1964, estudou Serviço Social pelo Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas da Universidade de Lisboa. Estagiou como Técnico de Intervenção Social numa Instituição vocacionada à reinserção social de ex-reclusos e apoio a famílias em vulnerabilidade social, é blogger desde 2007, de cariz humanista, também dedica-se a outros blogs de temas diversos.

domingo, 13 de setembro de 2020

Afinal o que é um Bilião?

Mais do que uma discussão, a diferença entre um bilião europeu e um bilião americano, gera na verdade uma grande confusão numérica, tudo começou em 1948, quando inventaram uma nova escala numérica, de lá para cá, o mundo ficou dividido. No Brasil bilião diz-se "bilhão".

O Bilião não é igual em todo o mundo, desde 1948, quando a 9ª Conferência Geral de Pesos e Medidas, recomendou a adoção universal da Escala Longa, que só foi acatada pela maioria dos países europeus, nos quais, 1 bilião leva 12 zeros, e equivale a um milhão de milhões, nos países anglo-saxónicos escreve-se com apenas 9 zeros, e equivale a mil milhões, se por um lado esta diferença é meramente linguística, no que concerne à compreensão de valores monetários, então deveria ser promovida a uniformização da linguagem de Bilião, de preferência pela escala curta anglo-saxónica que é a mais fácil para a compreensão das pessoas em geral.

Isto porque a escala longa gera confusão, quando se fala de Um Bilião de Euros na Europa, é na verdade um Trilião de Euros para um americano. E um Bilião de Dolares, nunca será um bilião na Europa, mas apenas mil milhões, hora, isto é incongruente.

Eu pessoalmente prefiro o termo americano, que era o utilizado por Portugal até aos anos 60, quando então se passou a utilizar a escala longa dos números grandes. O Brasil manteve-se fiel ao sentido original da palavra não acatando as alterações propostas em 1948.

Um dos exemplos como o resto do mundo utiliza a diferença numérica entre bilião e trilião, mostra o isolamento da Europa face a este problema de mera nomenclatura.

Autor: Filipe de Freitas Leal

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Filipe de Freitas Leal nasceu em Lisboa, em 1964, estudou Serviço Social pelo Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas da Universidade de Lisboa. Estagiou como Técnico de Intervenção Social numa Instituição vocacionada à reinserção social de ex-reclusos e apoio a famílias em vulnerabilidade social, é blogger desde 2007, de cariz humanista, também dedica-se a outros blogs de temas diversos.

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