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domingo, 28 de junho de 2026

A Filosofia como base do saber

A Crise Silenciosa do Capital Cultural

Vivemos numa era paradoxal: nunca tivemos tanto acesso à informação, mas raramente fomos tão pobres em densidade cultural.

Discute-se com frequência, nos corredores académicos, a gritante escassez de capital cultural tanto nos estudantes que ingressam no ensino superior, como naqueles que o concluem. Esta lacuna na cultura geral não é um fenómeno espontâneo; é o sintoma de uma crise estrutural.

Trata-se de um défice partilhado, que:

  • Começa na erosão do estímulo intelectual no seio familiar;
  • Perpetua-se nas diretrizes tecnocráticas do Ministério da Educação;
  • É exponenciado pela ditadura do clique rápido na internet;
  • Alimenta-se do esvaziamento de conteúdos das televisões generalistas;
  • Propaga-se na manipulação do pensamento através das redes sociais;
  • Consolida-se numa tendência de consumo e imediatismo que despreza a análise e o pensamento crítico.

Confrontada com esta fragmentação, a Universidade vê-se na ingrata posição de tentar erguer catedrais de conhecimento sobre fundações de areia.

A Filosofia como Matriz do Conhecimento

Um dos erros mais graves desta engrenagem pedagógica é a ausência da Filosofia como disciplina obrigatória e transversal do 10.º ao 12.º ano.

Sendo a matriz fundacional das ciências sociais, a Filosofia não é um mero exercício de abstração ou de erudição estéril. Ela oferece o mapa conceptual e ontológico necessário para compreender a evolução das sociedades humanas.

O conhecimento das correntes filosóficas ao longo da História é a chave que nos permite descodificar as premissas teóricas de tantas outras disciplinas. Idealmente, a transição para o espaço académico pressupõe a posse deste ecossistema mínimo de referências, indispensáveis para a construção de um percurso científico e reflexivo sólido.

O Pensamento Complexo e a Aprendizagem em Rede

Mais do que acumular dados isolados, a verdadeira aprendizagem opera no que Edgar Morin designou como "pensamento complexo" — uma interligação holística entre saberes, onde o conhecimento funciona em rede.

A Filosofia atua como o nó central desta teia, coadjuvada pela História e pela Geografia, que contextualizam as coordenadas temporais e espaciais onde as grandes ideias da humanidade ganharam corpo.

É este diálogo interdisciplinar que nos dota de um espírito crítico agudo. A Filosofia ensina-nos a ver além das aparências, a julgar com base na ética e a agir com discernimento. Torna-se, assim, a ferramenta basilar para o exercício pleno da cidadania, assente na dialética entre direitos e deveres, e no refinamento do "saber ser" e do "saber estar".

Do Pensamento Crítico à Prática do Serviço Social

Para quem escolhe o caminho das ciências sociais — e, especificamente, para a minha área de formação, o Serviço Social —, esta base filosófica não é opcional; é uma exigência de sobrevivência profissional.

O Serviço Social não se reduz a uma prática tecnocrática ou burocrática de triagem de problemas sociais. Ele exige o diagnóstico das estruturas de opressão, a compreensão das desigualdades e a promoção da dignidade humana.

"Sem a Filosofia e a sua herança ética, o assistente social corre o risco de se tornar um mero reprodutor de regras do sistema, privado da capacidade crítica para questionar as causas profundas da injustiça social."

A Filosofia dá-nos o suporte reflexivo para que a nossa intervenção no terreno seja verdadeiramente transformadora e promotora de emancipação. Contudo, esta necessidade não se limita aos profissionais das Ciências Sociais. Esta matriz permite formar melhores alunos, melhores cidadãos e profissionais de excelência em qualquer área, precisamente por desenvolver o sentido analítico e o pensamento crítico.

O Papel Transformador da Academia

Recentemente, num debate sobre este tema, uma pessoa amiga lembrava-me de que "para quem detém os fundamentos, a Faculdade oferece os meios propícios para o desabrochar das capacidades e potencialidades". É uma constatação feliz e visível em muitos estudantes do nosso instituto.

O ensino superior funciona como um catalisador que nos projeta para voos intelectuais mais altos. Contudo, estas competências e este privilégio do saber não nos pertencem de forma egoísta; temos o imperativo ético de colocar este capital cultural ao serviço da comunidade, devolvendo à sociedade o conhecimento aqui gerado.

O Hábito da Leitura e uma Recomendação

Todavia, este desabrochar esbarra num obstáculo contemporâneo alarmante: a perda do hábito da leitura profunda, uma crise que afeta jovens e adultos (e da qual eu próprio, por vezes, me sinto refém devido à tirania do tempo).

A leitura não pode ser um ato esporádico ou utilitarista de ler apenas algumas páginas por dia; deve ser um hábito quotidiano, um alimento intelectual, epistemológico e interdisciplinar. É ela que nos permite acumular conhecimentos, lançar novas questões e encontrar novas respostas através do ligar e religar de ciências e saberes.

Foi precisamente nesta busca pelas fontes do conhecimento, explorando a biblioteca do ISCSP, que me deparei com uma obra de excecional relevância: "Itinerários da Teoria Sociológica", de José Júlio Gonçalves.

É um livro que recomendo vivamente pela sua clareza e profundidade ao mapear com precisão as bases epistemológicas e filosóficas que fundaram e estruturaram a Sociologia, servindo de bússola para qualquer estudante que queira compreender o social.

Um Tributo Necessário à Docência

Por fim, seria de uma profunda injustiça atribuir este desenvolvimento académico apenas ao esforço individual ou às estruturas físicas da instituição. O verdadeiro milagre da academia reside no carisma, na dedicação e no rigor do profissionalismo dos professores.

Deixo aqui o meu sincero reconhecimento e agradecimento público a todo o corpo docente do ISCSP (Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas), onde frequentei com orgulho o curso de Licenciatura em Serviço Social.

Numa era em que os ventos da modernidade teimam em desvalorizar e precarizar a carreira docente, estes profissionais fazem da pedagogia, com enorme sacrifício pessoal, o sentido das suas vidas. Àqueles que transformam a transmissão do saber num ato de resistência e generosidade, dedico a minha mais sincera gratidão.





English Version

Philosophy as the Foundation of Knowledge

We live in a paradoxical era: never have we had so much access to information, yet rarely have we been so impoverished in cultural density.

It is frequently discussed within academic corridors how glaring the scarcity of cultural capital is, both in students entering higher education and in those completing it. This gap in general knowledge is not a spontaneous phenomenon; it is the symptom of a structural crisis.

It is a shared deficit that:

  • Begins with the erosion of intellectual stimulation within the family unit;
  • Perpetuates itself through the technocratic guidelines of the Ministry of Education;
  • Is compounded by the dictatorship of the quick click on the internet;
  • Feeds on the hollowed-out content of mainstream television;
  • Propagates through the manipulation of thought on social media;
  • Consolidates into a trend of consumerism and immediacy that disregards analysis and critical thinking.

Confronted with this fragmentation, the University finds itself in the ungrateful position of trying to build cathedrals of knowledge upon foundations of sand.

Philosophy as the Matrix of Knowledge

One of the gravest errors of this pedagogical machinery is the absence of Philosophy as a mandatory and transversal subject from the 10th to the 12th grade.

As the foundational matrix of the social sciences, Philosophy is not a mere exercise in abstraction or sterile erudition. It offers the conceptual and ontological map necessary to understand the evolution of human societies.

Knowledge of philosophical currents throughout history is the key that allows us to decode the theoretical premises of so many other disciplines. Ideally, the transition to the academic sphere presupposes the possession of this minimal ecosystem of references, which is indispensable for building a solid scientific and reflective path.

Complex Thought and Networked Learning

Rather than just accumulating isolated data, true learning operates within what Edgar Morin termed "complex thought" — a holistic interconnection between disciplines, where knowledge functions as a network.

Philosophy acts as the central node of this web, supported by History and Geography, which contextualize the temporal and spatial coordinates where humanity’s great ideas took shape.

It is this interdisciplinary dialogue that equips us with a sharp critical spirit. Philosophy teaches us to see beyond appearances, to judge based on ethics, and to act with discernment. It thus becomes the foundational tool for the full exercise of citizenship, grounded in the dialectic between rights and duties, and in the refinement of knowing how to "be" and how to "conduct oneself" in society.

From Critical Thinking to the Practice of Social Work

For those who choose the path of the social sciences — and, specifically, for my field of training, Social Work — this philosophical foundation is not optional; it is a requirement for professional survival.

Social Work cannot be reduced to a technocratic or bureaucratic practice of sorting through social problems. It demands the diagnosis of structural oppression, the understanding of inequalities, and the promotion of human dignity.

"Without Philosophy and its ethical heritage, the social worker risks becoming a mere reproducer of the system's rules, deprived of the critical capacity to question the root causes of social injustice."

Philosophy provides us with the reflective support so that our intervention on the ground can be truly transformative and emancipatory. However, this need is not limited to social science professionals. This matrix allows for the development of better students, better citizens, and excellent professionals in any field, precisely by fostering an analytical mindset and critical thinking.

The Transformative Role of the Academy

Recently, during a debate on this topic, a close friend reminded me that "for those who hold the fundamentals, the University offers the propitious means for the blossoming of capabilities and potential." It is a joyful observation, visible in many students at our institute.

Higher education functions as a catalyst that projects us toward higher intellectual heights. Yet, these skills and this privilege of knowledge do not belong to us selfishly; we have an ethical imperative to place this cultural capital at the service of the community, returning to society the knowledge generated here.

The Habit of Reading and a Recommendation

Nevertheless, this blossoming clashes with an alarming contemporary obstacle: the loss of the habit of deep reading, a crisis that affects both youth and adults (and to which I myself, at times, feel held hostage due to the tyranny of time).

Reading cannot be a sporadic or utilitarian act of just flipping through a few pages a day; it must be a daily habit, an intellectual, epistemological, and interdisciplinary nourishment. It is what allows us to accumulate knowledge, raise new questions, and find new answers by linking and relinking sciences and fields of knowledge.

It was precisely in this search for the sources of knowledge, while exploring the ISCSP library, that I came across an exceptionally relevant work: "Itinerários da Teoria Sociológica" (Itineraries of Sociological Theory), by José Júlio Gonçalves.

It is a book I highly recommend for its clarity and depth in precisely mapping the epistemological and philosophical foundations that established and structured Sociology, serving as a compass for any student wishing to understand the social sphere.

A Necessary Tribute to Teaching

Finally, it would be a profound injustice to attribute this academic development solely to individual effort or the institution's physical structures. The true miracle of academia resides in the charisma, dedication, and rigorous professionalism of the teachers.

I leave here my sincere recognition and public gratitude to the entire faculty of ISCSP (Higher Institute of Social and Political Sciences), where I proudly completed my Bachelor’s Degree in Social Work.

In an era when the winds of modernity insist on devaluing and casualizing the teaching career, these professionals make pedagogy, at great personal sacrifice, the meaning of their lives. To those who transform the transmission of knowledge into an act of resistance and generosity, I dedicate my most sincere gratitude.


Sobre o Autor | About the Author

PT Filipe de Freitas Leal nasceu em Lisboa, em 1964. Com uma trajetória marcada pela vivência cultural e profissional entre Portugal e o Brasil, desenvolveu um olhar plural e sensível sobre as dinâmicas sociais e históricas. É licenciado em Serviço Social pelo Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas (ISCSP) da Universidade de Lisboa e pós-graduado em Políticas Públicas e Desigualdades Sociais pela Faculdade de Ciências Sociais e Humanas (FCSH/UNL). Pesquisador independente e estudioso autodidata do idioma hebraico, dedica-se há quase duas décadas à produção de conteúdo de cariz humanista, sendo o criador dos espaços digitais Etcetera e Conhecer o Judaísmo. Autor de diversas obras que transitam pela ciência política, poesia e espiritualidade, Filipe alia o rigor da investigação documental a uma profunda empatia analítica, oferecendo reflexões que fogem de julgamentos fáceis e priorizam a compreensão histórica.

EN Filipe de Freitas Leal was born in Lisbon in 1964. With a career marked by cultural and professional experiences between Portugal and Brazil, he developed a plural and sensitive gaze on social and historical dynamics. He holds a bachelor's degree in Social Work from the Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas (ISCSP), Universidade de Lisboa, and a postgraduate degree in Public Policy and Social Inequalities from the Faculdade de Ciências Sociais e Humanas (FCSH/UNL). An independent researcher and self-taught scholar of the Hebrew language, he has dedicated himself for nearly two decades to producing humanist content, being the creator of the digital spaces Etcetera and Conhecer o Judaísmo. Author of several works spanning political science, poetry, and spirituality, Filipe combines the rigor of documentary research with a deep analytical empathy, offering reflections that avoid easy judgments and prioritize historical understanding.


terça-feira, 8 de setembro de 2015

A Reinserção Social de Cariz Humanista

"A Reinserção Social de Cariz Humanista" é o título do Relatório Final de estágio em Serviço Social, da autoria de Filipe de Freitas Leal, cuja defesa realizou-se dia 8 de setembro no Instituto Superior de Ciências Sociais e Politicas (ISCSP) da Universidade de Lisboa; Neste relatório entendemos por Humanismo, não uma mera corrente do trabalho social, mas sim a essência do Serviço Social, voltado para a emancipação e capacitação dos clientes (utentes).
O estágio desenvolveu-se no Gabinete de Intervenção Social (GIS) da Instituição "O Companheiro"IPSS, sob a orientação do Professor Doutor Jorge Rio Cardoso, economista e pedagogo, autor de diversos livros sobre métodos de estudo, como Método Ser Bom Aluno Bora Lá, e também Pais à Beira de Um Ataque de Nervos, da Drª. Sílvia Moço responsável pelo GIS, e também pela coorientadora Drª. Vera Rodrigues (socióloga) técnica social no "O Companheiro".
Com o Professor Jorge Rio Cardoso
no ISCSP após a defesa de relatório.
O trabalho efetuou-se ao longo de um ano, de setembro de 2013 a setembro de 2014, em contacto direto com os clientes (utentes) da Cantina Social, do Banco Alimentar e dos residentes daquela Instituição ímpar, culminou numa entrevista como conclusão do projeto de estágio, entrevista essa que visava compreender as causas que subjazem nas problemáticas sociais que surtem o pedido de apoio, quer por encaminhamento interinstitucional, quer por sinalização de terceiros ou ainda a pedido pelos, em situação de vulnerabilidade social.
A população entrevistada, foi a dos clientes (utentes) da Cantina Social, tendo a seguinte pergunta de partida: Em que medida, a consciencialização dos clientes (utentes) sobre a causa da sua problemática promove a mudança efetiva das suas condições de vida?

A resposta e a análise de conteúdo deste estudo das entrevistas, estão disponíveis no repositório do ISCSP, bem como no Box.com, sendo disponibilizado para leitura na hiperligação abaixo.
Hiperligação A Reinserção Social de Cariz Humanista.

Autor Filipe de Freitas Leal

Sobre o Autor

Filipe de Freitas Leal nasceu em Lisboa, em 1964, estudou Serviço Social pelo Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas da Universidade de Lisboa. Estagiou como Técnico de Intervenção Social numa Instituição vocacionada à reinserção social de ex-reclusos e apoio a famílias em vulnerabilidade social, é blogger desde 2007, de cariz humanista, também dedica-se a outros blogs de temas diversos.

sábado, 13 de dezembro de 2014

Workshop no ISCSP - Igualdade de Género 18 Dez

A Igualdade de Género é o tema central de um workshop no âmbito do programa "Cidadania Ativa" da iniciativa da Fundação Kaloust Gulbenian, sendo promovido pela  ACA - Associação Conversa Amiga em parceria com o Núcleo de Serviço Social dos estudantes do ISCSP, o respectivo evento realiza-se sob a orientação do formador Duarte Paiva, no dia 18 de Dezembro,  15h às 18h, no ISCSP, Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas no Polo da Ajuda da Universidade de Lisboa.

Este workshop tem como temas a serem abordados a igualdade de género, papeis sociais, paradigmas e estereótipos.

Inscrição: Para o e-mail nss_iscsp@hotmail.com



Autor Filipe de Freitas Leal


Sobre o Autor

Filipe de Freitas Leal nasceu em Lisboa, em 1964, estudou Serviço Social pelo Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas da Universidade de Lisboa. Estagiou como Técnico de Intervenção Social numa Instituição vocacionada à reinserção social de ex-reclusos e apoio a famílias em vulnerabilidade social, é blogger desde 2007, de cariz humanista, também dedica-se a outros blogs de temas diversos.

segunda-feira, 7 de abril de 2014

Dicas Para Estudar Melhor

Uma das grandes preocupações dos alunos (incluindo os mais atarefados como os trabalhadores estudantes ou simplesmente os estudantes adultos) é precisamente a preocupação de como estudar de forma mais eficiente a fim de aprender de modo eficaz e obter resultados consideráveis nas provas ou exames. No entanto as dicas aqui presentes não se destinam exclusivamente à época de exames ou a provas, mas sim a todo o percurso da aprendizagem.
E aqui deixo aos leitores algumas dicas que também tive de aprender, quer pela pesquisa, quer pela consulta a colegas da faculdade ou até mesmo por tentativa e erro de métodos a que me propunha, e também pela leitura de livros afins, como o livro Método Ser Bom Aluno - Bora Lá? da Autoria de um meu Professor o Dr. Jorge Rio Cardoso, que aliás é meu orientador no estágio de Serviço Social, livro esse que é publicado pela editora 'Guerra e Paz', assim deixo-vos enumerado abaixo os seguintes métodos:
1.º) – Apontamentos: É sempre bom fazer apontamentos, embora eu não os fazia na sala de aula devido à necessidade de concentrar-me e compreende o que o Professor dizia e entender a matéria dada pelo docente, no entanto apontava sempre as palavras novas, as ideias centrais que depois estudava em separado em casa.
2.º) – Resumos: O aluno não deve deixar de fazer os seus resumos num caderno ou em folhas soltas, acerca dos capítulos dos livros, é alias aconselhável faze-lo sempre, os resumos tem como objetivo não o de decorar o capitulo, mas entender a matéria dada e saber relaciona-la com ciências afins que nos ajudam a compreender melhor o que está a ser estudado e ver como as ideias se conectam. Isso é observado em disciplinas como História, Sociologia, Filosofia, Antropologia etc.
No início é difícil fazer-se resumos, mas com o tempo ganha-se prática e desenvolve-se a aprendizagem de uma forma mais fluida, além do mais os resumos melhoram a memória e consolidam os conhecimentos adquiridos numa espécie de "Árvore de Ideias"
3.º) – Destacar ou sublinhar: São trechos do livro de estudos, é uma técnica muito usada, eu pessoalmente não faço isso pois torna o livro ilegível para terceiros, opto sempre por usar post-its ou marcadores (bandeirolas) coloridos para marcar a página e o parágrafo a reler.
Pode-se optar por usar lápis ou lapiseira para sublinhar de leve algumas linhas importantes ou fazer pequenos apontamentos nas margens das páginas do livro. Ajuda imenso e não estraga.
4.º) – Mnemónicas: É o uso de palavras-chave que podem ser uteis quando estamos perante um tipo de disciplina ou matéria que não estamos muito à vontade e precisamos lembrar para facilitar na ora de fazer a prova, evitando assim as chamadas “brancas” que na hora do exame podem por tudo a perder. A mnemónica pode ser inclusive formada por siglas, por exemplo: imagine que a pergunta é quais os países que formam a América do Norte? E a resposta correta será Canadá, Estados Unidos da América e México, então usa-se apenas as iniciais de cada resposta, C,E,M. e memoriza-se quando a pergunta for lida na prova, lembrar-se-á que a resposta é CEM. Este é um exemplo, outro pode ser o uso de palavras-chave, sem serem siglas, mas palavras que sirvam de ligação e memorização. Um nome uma data, etc.
5.º) – Gravar, uma outra técnica é a de gravar as aulas e em casa ou nas horas vagas no transito ou nos transportes públicos, relembrar a matéria, o problema é que para tal ser possível há que ter autorização prévia dos docentes, o que nem sempre é possível, pois ao permitirem a um terão aberto um precedente para os demais,
6.º) – Monólogo, ou seja fale consigo mesmo acerca da matéria dada, diga o que compreendeu, relacione factos, ideias, pode ser utilizado previamente ao resumo da aula, e posteriormente ao apontamento da leitura de livros da matéria que está a ser dada pelo Professor.
7.º) – Diversificar: Não estude num mesmo dia a mesma disciplina várias horas seguidas, diversifique o estudo com outras disciplinas, e se possível coloque à mistura leituras livres de outros temas como livros ou revistas, isso ajuda a manter a mente ativa mas não cansada.
8.º) – Pausas: Não estude sozinho por mais de uma hora faça pequenas pausas de 10 a 15 minutos, descanse, coma algo, beba água ou sumos naturais, mas nada que seja pesado a fim de poder voltar para os estudos mais animado.
9.º) – Tempo: Por vezes e sobretudo para os estudantes que trabalham, ou tem família, o estudo é difícil e com uma escassez de tempo bastante acentuada, o que faz com que se tenha de ser mais rigoroso nos horários pré-estabelecidos, por isso siga à risca os seus objetivos e tente controlar a assiduidade do seu estudo caseiro a fim consolidar o hábito.
Não deixe para estudar para a véspera, e se possível nem estude no dia, do exame, pois isso na maioria dos casos associado ao nervosismo gera esquecimento e pode sair a perder, por isso reserve para si no mínimo dos mínimos uma hora e meia por dia, com os tias 15 minutos de intervalo.
10.º) – Lugar: Tudo tem que ter o seu local próprio, e os estudos também, o ideal é numa mesa, ao pé de uma estante com todos os livros que necessita, de preferência sem TV, a televisão é um assassino do nosso tempo e um péssimo investimento para a nossa cultura, acredite, o lugar de estudos deve ser confortável mas não em demasia, devendo ser um lugar bem iluminado e silencioso.
Tenha o mínimo necessário na mesa, o livro e o caderno da disciplina que está a estudar, folhas em branco para rabiscar previamente ideias soltas, notas etc., canetas, lápis, marcadores de páginas.
11.º) – Música: A música faz parte do ser humano em diversas ocasiões, e pode fazer também parte dos estudos, porque não? Mas deverá ser algo adequada, como por exemplo música instrumental, sem letras, podendo optar por música clássica ou jazz, mas ainda assim em volume baixo.
12.º) – Bem-estar Físico e Emocional: Exercícios físicos e uma boa alimentação, bem como o descanso noturno de no mínimo 7 horas, ajudam imenso nos estudos, eu descobri isso muito tarde e aliás nunca dormia mais que cinco horas, por vezes menos de quatro, mas a verdade é que melhora imenso a performance nos estudos se exercitarmo-nos, quer seja a andar, correr um pouco ao ar livre, ou mesmo se for o caso praticar desporto com colegas e pessoas amigas.
O convívio deve ser tido em conta, estar bem emocionalmente é meio caminho para o êxito não só nos estudos mas em quase tudo na vida, e neste caso também melhora muito a nossa autoestima.
Quanto à alimentação, não decreto nenhuma receita, mas simplesmente a moderação na quantidade, e em época de exames deve-se evitar comidas pesadas e bebidas gasosas, para além de fazerem sentir-se mal desconcentram imenso na hora H dos Exames ou provas.
Enfim estas são as dicas que deixo, a concentração nunca foi o meu forte, por isto deixo aqui este conselho, se é trabalhador estudante, se tem família a cargo procure os métodos e tente ser rigoroso, pois vai poupar tempo e obter melhores resultados. Boa sorte a todos os alunos.

Livros da autoria de Jorge Rio Cardoso, também à venda no Brasil.
Método Ser Bom Aluno - Bora Lá? Link
O Professor do Futuro - Link

Autor Filipe de Freitas Leal


Sobre o Autor

Filipe de Freitas Leal nasceu em Lisboa, em 1964, estudou Serviço Social pelo Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas da Universidade de Lisboa. Estagiou como Técnico de Intervenção Social numa Instituição vocacionada à reinserção social de ex-reclusos e apoio a famílias em vulnerabilidade social, é blogger desde 2007, de cariz humanista, também dedica-se a outros blogs de temas diversos.

segunda-feira, 21 de outubro de 2013

Elaborar e Redigir Trabalhos Académicos

Um trabalho académico, é antes de tudo, um dos elementos fulcrais da vida de um estudante universitário, pois trata-se no fundo de um trabalho cientifico  feito de uma pesquisa ou um estudo, que visa compreender os fenómenos, em várias áreas cientificas, através de determinados textos científicos anteriores, dados estatísticos entre outros, que nos auxiliem na compreensão das causas e efeitos de determinados fenómenos, e diversas áreas da ciência, levando assim o aluno a estudar fazendo, e fazer estudando, ou ainda por outras palavras é também um instrumento que permite ao aluno a reflexão.

Segundo a conceituada plataforma brasileira de ensino a distância Planeta EAD, sobre os objetivos fundamentais que um trabalho, académico deve ter em conta, são:
1º observar o fenómeno, a visão e compreensão do fenómeno;
2º explicar o fenómeno, reflexão do mesmo;
3º elaborar o trabalho, a partir de um ou mais textos científicos.

Há para além disso a necessidade de complementar o trabalho corroborando as suas ideias com o texto cientifico, apoiando-se noutros textos pertinentes ao estudo, do qual sairá a sua informação bibliográfica.

Há para este tema de como elaborar e redigir trabalhos académicos, numa vasta informação quer bibliográfica quer infográfica, sobre a elaboração de trabalhos académicos, fundamentalmente todos corroboram, em maior ou menor grau as informações no que toca à padronização dos trabalhos académicos, com respeito às normas ISO.

Dentre os elementos que se deve ter em conta são, a Capa, o frontispício, o índice  o corpo do trabalho, a bibliografia, entre outros elementos de suma importância, pelo que colocamos  abaixo o manual em pdf, que contém as normas para a redação de trabalhos académicos, o respetivo manual é da autoria do Concelho Cientifico da Escola Superior de Saúde de Alcoitão - Portugal.

 Manual Redação de Trabalhos Académicos - consulta Aqui

Autor Filipe de Freitas Leal

Sobre o Autor

Filipe de Freitas Leal nasceu em Lisboa, em 1964, estudou Serviço Social pelo Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas da Universidade de Lisboa. Estagiou como Técnico de Intervenção Social numa Instituição vocacionada à reinserção social de ex-reclusos e apoio a famílias em vulnerabilidade social, é blogger desde 2007, de cariz humanista, também dedica-se a outros blogs de temas diversos.

sexta-feira, 20 de setembro de 2013

ISG - Intervenção Social com Grupos # 1 - Apresentação

A Cadeira de ISG, (Intervenção Social com Grupos) é uma cadeira obrigatória do 1.º semestre do 3.º ano do Curso de Serviço Social - Pós Laboral do ISCSP/UTL Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas da Universidade Técnica de Lisboa, no ano letivo de 2012/13, cadeira esta que equivale no final a 5 créditos, 5 ECTS.

Trata-se de uma cadeira da Área Cientifica do Serviço Social, com carga horária de 3 horas por semana sendo que no total devem ser dadas 130 horas, já contando com 42 horas de Trabalhos Práticos/aulas, 20 horas de Orientação de Trabalhos por parte do aluno individualmente ou em grupo, sendo o restante a carga horária que é feita pelo aluno, no estudo pessoal e continuado.

Adicionar legenda
Corpo Docente: A presente cadeira é ministrada pelo Professor Catedrático, o Doutor Hermano Carmo, sendo respectivamente o regente e o coordenador desta cadeira, tendo também a colaboração das Professoras, a Doutora Carla Pinto, e a Mestre Ana Esgaio, que ministram também cadeiras desta área cientifica.

Metodologia Didática: Esta é uma disciplina que requer do aluno, conhecimento prévio em outras disciplinas como sejam as teóricas e as de metodologia. Preconizando também o estudo no método participativo nas aulas, baseado fundamentalmente em informação essencial, no qual o professor tem o direito à Ignorância, o não saber tudo é a essencia comum de todos os Seres Humanos, logo parte-se para uma descoberta do conhecimento em conjunto mestre que orienta, alunos que pesquisam, e não num sistema hierárquico vertical, de imposição do saber, mas sim numa hierarquia horizontal de participação na produção do saber, pela leitura, pela inquirição, pela observação e participação no debate necessário ao desenvolvimento do conhecimento do aluno. E tudo isso baseado em discussão, debates, trabalhos de grupo.

Objetivos: São as principais metas deste programa, o auxiliar o estudante universitário observar a matriz social e compreender as mudanças que se desenham na sociedade, no mundo, numa nova produção civilizacional que não é hoje a mesma da nossa permitindo assim que se observe de forma clara os problemas sociais contemporâneos, que sofrem os indivíduos, mas também os grupos em si, como por exemplo a família, que é por si só, um exemplo de um grupo, a célula principal da sociedade é o conjunto de todas os agregados, tais como os solos e as famílias que a forma
É ainda de valorizar o grupo perante o aluno, e de perceber que o mesmo desempenha no processo de intervenção social. E por fim falar-se da génese do Serviço Social, como nasceu e quais eram no fundo as sua práxis e sobre que matrizes estava assente, pois não nos basta apenas o ser, mas sim o saber ser e o saber estar, desse modo não basta o fazer, mas o saber fazer e o saber situar-se

Avaliação: A avaliação em ISGI é feita em RGA Regime Geral de Avaliação, que consiste num trabalho de grupo e numa prova, contribuindo com 50% cada para a nota final 100% , ou em Exame final, sendo que no regime geral, a frequência (prova escrita) contribui com 80% para a nota final, e os outros 20% provém do trabalho individual. Em exame final, contam os 100% do exame escrito ou oral.

A Bibliografia recomendada está contida numa extensa lista, no descritor da disciplina, ver anexo abaixo. na qual destaco aqui dois livros fundamentais dos quais o autor é o Professor Doutor Hermano Carmo.

O Programa, está exposto abaixo, capitulo a capitulo e visa acompanhar o seguimento das aulas dadas e respectivas datas, tendo o inicio a 20/09/2010.

I. Apresentação

II.Os Grupos e a Conjuntura Social I

III. Os Grupos e a Conjuntura Social II

IV. A ISG Enquadramento Geral 

Seguem-se as frequências e a apresentação dos trabalhos individual e de grupo.

Documentos para Download

terça-feira, 17 de setembro de 2013

Calendário Letivo - Serviço Social 2013/2014

Eis que terminada a fase de estudo teórico, e começamos a prática, pelo estágio curricular, no entanto o calendário é fundamental para o aluno se programar para exames de melhoria, reuniões com o orientador de estágio, elaboração de relatórios e defesa do mesmo, em época própria.

Este ano letivo começou a 16 de setembro, logo após terminar a época especial de exames, para os alunos finalistas que como eu tinham algumas disciplinas em atraso. 

Valha-me no tentanto ter passado em Inglês (ENG II), Modelos de Intervenção em Serviço Social (MISS), Metodo e Técnicas de Investigação Sociológica (MTIS I) e Economia Social (ECO-S), algumas destas com notas superiores à minha expectativa.

O meu estágio curricular, é na ONG "O Companheiro", entidade sem fins lucrativos cuja vocação é a reinserção social de ex-reclusos, entre outras valências como o Banco Alimentar, Banco de Roupa e Cantina Social, tendo no entanto iniciado o respectivo estágio em 28 de setembro de 2013.



4º Ano - Serviço Social - Pós-Laboral 2013/2014

Iniciou o Novo Ano Letivo, nas Universidades portuguesas, no dia 16 de setembro de 2013, tendo o 1º semestre o seu término em 14 de fevereiro após os exames de época normal e de recurso, como é habitual.

O que difere neste ano, é que se trata de um ano quase que exclusivamente voltado para o estágio Curricular, e a ida à faculdade é na maioria das vezes voltada para o intuito de consultar bibliografia, orientação curricular,
etc, todo o resto é feito no campo de trabalho pelo estágio, com o orientador interno da Instituição de acolhimento

Professor Jorge Rio Cardoso
Este primeiro dia de aulas, do 1º semestre do 4º Ano, do Curso de Serviço Social, do ISCSP não foi necessariamente o meu inicio no estágio curricular na ONG "O Companheiro" vindo somente a ocorrer no fim de setembro, mais precisamente a 28 numa sexta feira, na qual estou sob a orientação interna, do professor e autor de  livros didáticos como "Método ser bom aluno, Bora Lá" e "O Professor do Futuro", o Professor Doutor Jorge Rio Cardoso e a Técnica de Política Social, a Dra. Sílvia Moço como orientadora externa, ou seja da instituição que me acolhe para a realização do estágio que é a ONG "O Companheiro"

O Plano de Estudos abaixo apresentado foi por mim elaborado, com o intuito de orientar a pratica de estudos e estágio, a fim tirar o melhor proveito do tempo já de si tão escasso.


Aconselho o caro leitor aluno, a fazer o mesmo, para melhor organização e atingir melhor os objetivos a que nos propomos.







 
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