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terça-feira, 11 de agosto de 2026

360 Livros imperdíveis para a vida toda


Tenho quase 62 anos, talvez já só tenha ainda uns poucos anos de vida ativa, talvez mais uns 11 ou 15 ou, na melhor das hipóteses, mais 20 anos. Mas li pouco, até hoje li em toda a vida apenas uns 200 ou talvez 230 livros. Muito do que li foram livros de consulta na área de ciências sociais e humanas. Mas quero ainda ler mais. Imaginemos que eu tenha mais 15 anos, a ler 2 livros por mês, para isso criei esta lista de livros  imprescindíveis? Destes 360 eu já li com certeza uns bons 53 livros. Mas deixo na lista por serem imperdíveis para os leitores que querem os meus conselhos de leitura.

Aqui está uma biblioteca monumental de 360 obras imprescindíveis — o número exato para ler nos próximos 15 anos a um ritmo de 2 livros por mês (24 por ano). Mas não é necessário ter exatamente esta lista, pode adaptá-la, nem é necessário ler na ordem que aparece aqui, basta ir lendo de forma aleatória, avançando um a um. 

Esta seleção foi difícil de fazer, visto que há outras centenas de obras tão valiosas e importantes que ficaram de fora, mas para mim é o que é possível hoje, uma vez feita, foi organizada de forma cronológica e temática em 15 blocos anuais, entrelaçando Textos Sagrados e Judaísmo, Filosofia, História, Teoria Política, Literatura Universal e Ciências Humanas.

Ano 1: As Origens — Mito, Fé e Filosofia Antiga

  1. A Bíblia Sagrada (Tanakh e para quem é cristão a Bíblia com o Novo Testamento) — Textos Fundamentais da civilização ocidental.
  2. A Odisseia — Homero
  3. A Ilíada — Homero
  4. Histórias — Heródoto
  5. A República — Platão
  6. Apologia de Sócrates, Crito e Fédon — Platão
  7. Ética a Nicómaco — Aristóteles
  8. Política — Aristóteles
  9. Poética — Aristóteles
  10. A Eneida — Virgílio
  11. Sobre a Natureza das Coisas — Lucrécio
  12. Da Natureza dos Deuses e Dos Deveres — Cícero
  13. Cultura, tudo o que é preciso saber - Dietrich Schwnitz.

Ano 2: Sabedoria Clássica, Misticismo Judaico e Idade Média

  1. Meditações — Marco Aurélio
  2. Cartas a Lucílio — Séneca
  3. O Zohar (Seleções/Edição Académica) — Atribuído a Shimon bar Yochai / Moses de León
  4. Sefer Yetzirah (O Livro da Criação) — Texto Místico Fundamental
  5. O Guia dos Perplexos — Maimónides (Rambam)
  6. Pirkei Avot (A Ética dos Pais) — Mishná
  7. Confissões — Santo Agostinho
  8. A Cidade de Deus — Santo Agostinho
  9. Suma Teológica (Seleção) — Santo Tomás de Aquino
  10. A Divina Comédia — Dante Alighieri
  11. O Decameron — Giovanni Boccaccio
  12. A Consolação da Filosofia — Boécio

Ano 3: Renascimento, Iluminismo Judaico e Grandes Epopeias

  1. Os Lusíadas — Luís Vaz de Camões
  2. O Príncipe — Nicolau Maquiavel
  3. Discursos sobre a Primeira Década de Tito Lívio — Nicolau Maquiavel
  4. Ensaios — Michel de Montaigne
  5. Dom Quixote — Miguel de Cervantes
  6. Utopia — Thomas More
  7. Elogio da Loucura — Erasmo de Roterdão
  8. Kuzari — Judah Halevi
  9. O Dever dos Corações (Chovot HaLevavot) — Bahya ibn Paquda
  10. Leviatã — Thomas Hobbes
  11. Tratado Teológico-Político — Baruch Spinoza
  12. Ética — Baruch Spinoza

Ano 4: O Século das Luzes e a Filosofia Política

  1. Do Cidadão — Thomas Hobbes
  2. Dois Tratados sobre o Governo Civil — John Locke
  3. Ensaio sobre o Entendimento Humano — John Locke
  4. O Espírito das Leis — Montesquieu
  5. Do Contrato Social — Jean-Jacques Rousseau
  6. Discurso sobre a Origem da Desigualdade — Jean-Jacques Rousseau
  7. Cândido, ou o Otimismo — Voltaire
  8. Dicionário Filosófico — Voltaire
  9. A Riqueza das Nações — Adam Smith
  10. A Teoria dos Sentimentos Morais — Adam Smith
  11. O Federalista — Alexander Hamilton, James Madison e John Jay
  12. Reflexões sobre a Revolução em França — Edmund Burke

Ano 5: Idealismo, Literatura Clássica e Filosofia Crítica

  1. Crítica da Razão Pura — Immanuel Kant
  2. Crítica da Razão Prática e Fundamentação da Metafísica dos Costumes — Immanuel Kant
  3. A Paz Perpétua — Immanuel Kant
  4. Fausto — Johann Wolfgang von Goethe
  5. Os Sofrimentos do Jovem Werther — Johann Wolfgang von Goethe
  6. Fenomenologia do Espírito — G. W. F. Hegel
  7. Princípios da Filosofia do Direito — G. W. F. Hegel
  8. O Mundo como Vontade e Representação — Arthur Schopenhauer
  9. A Arte de Ter Razão — Arthur Schopenhauer
  10. A Democracia na América — Alexis de Tocqueville
  11. O Antigo Regime e a Revolução — Alexis de Tocqueville
  12. Sobre a Liberdade — John Stuart Mill

Ano 6: O Século XIX — Drama, Ficção e Revolução do Pensamento

  1. Hamlet — William Shakespeare
  2. Rei Lear e Macbeth — William Shakespeare
  3. O Conde de Monte Cristo — Alexandre Dumas
  4. Os Miseráveis — Victor Hugo
  5. Notre-Dame de Paris — Victor Hugo
  6. O Vermelho e o Negro — Stendhal
  7. Madame Bovary — Gustave Flaubert
  8. A Comédia Humana (Seleção: Papai Goriot) — Honoré de Balzac
  9. O Capital (Volume I) — Karl Marx
  10. Manifesto do Partido Comunista e O 18 de Brumário — Karl Marx
  11. A Origem das Espécies — Charles Darwin
  12. A Invenção da Solidão / A Palma da Mão — Pensadores Românticos

Ano 7: A Grande Literatura Russa e o Existencialismo Temprano

  1. Crime e Castigo — Fiódor Dostoiévski
  2. Os Irmãos Karamázov — Fiódor Dostoiévski
  3. O Idiota — Fiódor Dostoiévski
  4. Notas do Subsolo — Fiódor Dostoiévski
  5. Guerra e Paz — Lev Tolstói
  6. Anna Karénina — Lev Tolstói
  7. A Morte de Ivan Ilitch — Lev Tolstói
  8. Pais e Filhos — Ivan Turguénev
  9. Ou Isto / Ou Aquilo (Entrenotas) — Søren Kierkegaard
  10. O Conceito de Angústia — Søren Kierkegaard
  11. Assim Falou Zaratustra — Friedrich Nietzsche
  12. Para Além do Bem e do Mal e A Genealogia da Moral — Friedrich Nietzsche

Ano 8: Literatura de Língua Portuguesa e Transição do Século

  1. Dom Casmurro — Machado de Assis
  2. Memórias Póstumas de Brás Cubas — Machado de Assis
  3. Quincas Borba — Machado de Assis
  4. O Primo Basílio — Eça de Queirós
  5. Os Maias — Eça de Queirós
  6. A Ilustre Casa de Ramires — Eça de Queirós
  7. Amor de Perdição — Camilo Castelo Branco
  8. Sertões — Euclides da Cunha
  9. O Livro do Desassossego — Fernando Pessoa
  10. Mensagem — Fernando Pessoa
  11. A Relíquia — Eça de Queirós
  12. Antologia Poética — Luís de Camões (Lírica)

Ano 9: Judaísmo Moderno, Pensamento Hasídico e Ética

  1. Eu e Tu — Martin Buber
  2. A Estrela da Redenção — Franz Rosenzweig
  3. O Deus em Busca do Homem — Abraham Joshua Heschel
  4. O Sábado — Abraham Joshua Heschel
  5. Tales of the Hasidim (Histórias Hasídicas) — Martin Buber
  6. O Sutra do Diamante e o Caminho — Misticismo Comparado
  7. A Palavra e o Silêncio — André Neher
  8. A Lógica do Talmude — Adin Steinsaltz
  9. A Essência do Judaísmo — Leo Baeck
  10. Nove Ensaios Talmúdicos — Emmanuel Levinas
  11. Totalidade e Infinito — Emmanuel Levinas
  12. O Pensamento Judaico na Modernidade — Gershom Scholem

Ano 10: O Início do Século XX — Modernismo e Sociologia

  1. Em Busca do Tempo Perdido: No Caminho de Swann — Marcel Proust
  2. Em Busca do Tempo Perdido: À Sombra das Raparigas em Flor — Marcel Proust
  3. Ulisses — James Joyce
  4. Retrato do Artista Quando Jovem — James Joyce
  5. A Montanha Mágica — Thomas Mann
  6. O Doutor Fausto — Thomas Mann
  7. A Metamorfose e O Processo — Franz Kafka
  8. O Castelo — Franz Kafka
  9. A Ética Protestante e o Espírito do Capitalismo — Max Weber
  10. Economia e Sociedade (Seleção) — Max Weber
  11. As Formas Elementares da Vida Religiosa — Émile Durkheim
  12. A Interpretação dos Sonhos — Sigmund Freud

Ano 11: Guerras, Totalitarismo e Filosofia Política do Século XX

  1. As Origens do Totalitarismo — Hannah Arendt
  2. A Condição Humana — Hannah Arendt
  3. Eichmann em Jerusalém — Hannah Arendt
  4. A Sociedade Aberta e os Seus Inimigos — Karl Popper
  5. O Caminho da Servidão — Friedrich Hayek
  6. Uma Teoria da Justiça — John Rawls
  7. Anarquia, Estado e Utopia — Robert Nozick
  8. 1984 — George Orwell
  9. A Revolução dos Bichos — George Orwell
  10. Admirável Mundo Novo — Aldous Huxley
  11. O Homem Revoltado — Albert Camus
  12. O Mito de Sísifo — Albert Camus

Ano 12: Existencialismo, Teologia e Grande Romance Moderno

  1. O Ser e o Nada — Jean-Paul Sartre
  2. O Existencialismo é um Humanismo — Jean-Paul Sartre
  3. O Segundo Sexo — Simone de Beauvoir
  4. O Estrangeiro e A Peste — Albert Camus
  5. O Mestre e Margarida — Mikhail Bulgákov
  6. O Som e a Fúria — William Faulkner
  7. O Velho e o Mar — Ernest Hemingway
  8. Por Quem Os Sinos Dobram — Ernest Hemingway
  9. Cem Anos de Solidão — Gabriel García Márquez
  10. O Amor nos Tempos de Cólera — Gabriel García Márquez
  11. Pedro Páramo — Juan Rulfo
  12. Ficções — Jorge Luis Borges

Ano 13: Literatura Lusófona Contemporânea e História

  1. Ensaio sobre a Cegueira — José Saramago
  2. O Ano da Morte de Ricardo Reis — José Saramago
  3. Memorial do Convento — José Saramago
  4. Grande Sertão: Veredas — João Guimarães Rosa
  5. Vidas Secas — Graciliano Ramos
  6. O Tempo e o Vento (A Fonte / O Continente) — Érico Veríssimo
  7. A Hora da Estrela — Clarice Lispector
  8. A Paixão Segundo G.H. — Clarice Lispector
  9. Terra Sonâmbula — Mia Couto
  10. O Asno de Ouro — Apuleio
  11. História da Riqueza do Homem — Leo Huberman
  12. A Desobediência Civil — Henry David Thoreau

Ano 14: História Global, Cabala Avançada e Pensamento Crítico

  1. As Grandes Correntes da Mística Judaica — Gershom Scholem
  2. Cabala e Seu Simbolismo — Gershom Scholem
  3. A Estrutura das Revoluções Científicas — Thomas Kuhn
  4. Raízes Judaicas de Portugal — Rabino Shlomo Pereira e Rabbi Eli Rosenfeld 
  5. A História da Sexualidade (Vol. I) — Michel Foucault
  6. A Dialética do Esclarecimento — Theodor Adorno e Max Horkheimer
  7. O Mínimo Moral — Theodor Adorno
  8. A Sociedade do Espetáculo — Guy Debord
  9. O Homem em Busca de Sentido — Viktor Frankl
  10. A Arte da Guerra — Sun Tzu
  11. O Tao Te Ching — Lao Tsé
  12. O Ocidente e o Resto do Mundo — Niall Ferguson

Ano 15: O Século XXI e a Visão do Futuro

  1. Sapiens: História Breve da Humanidade — Yuval Noah Harari
  2. Homo Deus — Yuval Noah Harari
  3. 21 Lições para o Século XXI — Yuval Noah Harari
  4. A Ilusão do Destino — Amartya Sen
  5. O Capital no Século XXI — Thomas Piketty
  6. Pensar, Depressa e Devagar — Daniel Kahneman
  7. A Sociedade do Cansaço — Byung-Chul Han
  8. Modernidade Líquida — Zygmunt Bauman
  9. O Clash de Civilizações — Samuel P. Huntington
  10. Da Ditadura à Democracia — Gene Sharp
  11. Cosmos — Carl Sagan
  12. Breves Respostas às Grandes Perguntas — Stephen Hawking

(Nota: Para completar o ciclo de 360 livros ao longo dos 15 anos, a lista continua abaixo dividida em módulos complementares de aprofundamento).

Módulo de Aprofundamento (Livros 181 a 360)

Grandes Obras do Humanismo e Ficção Universal

  1. O Aleph — Jorge Luis Borges
  2. O Jogo das Contas de Vidro — Hermann Hesse
  3. Siddhartha — Hermann Hesse
  4. O Lobo da Estepe — Hermann Hesse
  5. A Trégua — Primo Levi
  6. É Isto Um Homem? — Primo Levi
  7. Os Subterrâneos da Liberdade — Jorge Amado
  8. Gabriela, Cravo e Canela — Jorge Amado
  9. O Nome da Rosa — Umberto Eco
  10. O Pêndulo de Foucault — Umberto Eco
  11. As Cidades Invisíveis — Italo Calvino
  12. Se Um Viajante Numa Noite de Inverno — Italo Calvino
  13. O Sol Também se Levanta — Ernest Hemingway
  14. De Morte Tão Certa — William Faulkner
  15. O Som do Rugido — Joseph Conrad
  16. Coração das Trevas — Joseph Conrad
  17. Lord Jim — Joseph Conrad
  18. Fahrenheit 451 — Ray Bradbury
  19. O Apanhador no Campo de Centeio — J. D. Salinger
  20. O Grande Gatsby — F. Scott Fitzgerald

Filosofia, Ética e Pensamento Ocidental

  1. Discurso do Método — René Descartes
  2. Meditações Metafísicas — René Descartes
  3. Pensamentos — Blaise Pascal
  4. Novum Organum — Francis Bacon
  5. Monadologia — Gottfried Wilhelm Leibniz
  6. Novos Ensaios sobre o Entendimento Humano — Gottfried Wilhelm Leibniz
  7. Investigação sobre o Entendimento Humano — David Hume
  8. Tratado da Natureza Humana — David Hume
  9. Da Sabedoria dos Antigos — Francis Bacon
  10. A Gaia Ciência — Friedrich Nietzsche
  11. Ecce Homo — Friedrich Nietzsche
  12. O Nascimento da Tragédia — Friedrich Nietzsche
  13. Tractatus Logico-Philosophicus — Ludwig Wittgenstein
  14. Investigações Filosóficas — Ludwig Wittgenstein
  15. Ser e Tempo — Martin Heidegger
  16. A Origem da Obra de Arte — Martin Heidegger
  17. Verdade e Método — Hans-Georg Gadamer
  18. A Filosofia das Formas Simbólicas — Ernst Cassirer
  19. O Processo do Civilização — Norbert Elias
  20. A Sociedade dos Indivíduos — Norbert Elias

Tradição Judaica, Cabala, História e Pensamento Contemporâneo

  1. Pirkei de-Rabbi Eliezer — Literatura Midráshica
  2. O Derech Hashem (O Caminho do Criador) — Moshe Chaim Luzzatto (Ramchal)
  3. Mesillat Yesharim (O Caminho dos Justos) — Moshe Chaim Luzzatto
  4. Tania — Shneur Zalman de Liadi
  5. O Livro do Conhecimento (Mishné Torá - Livro I) — Maimónides
  6. O Livro das Luzes (Sefer HaBahir) — Atribuído ao Rabbi Nehunia ben HaKanah
  7. História dos Judeus — Paul Johnson
  8. Jerusalém: A Biografia — Simon Sebag Montefiore
  9. História do Antissemitismo — Léon Poliakov
  10. O Resgate da Razão — Jonathan Sacks
  11. Dignidade da Diferença — Jonathan Sacks
  12. Não em Nome de Deus — Jonathan Sacks
  13. História dos Hebreus - Flávio Josefo

Teoria Política, Sociologia e História Geral

  1. A Decadência do Ocidente — Oswald Spengler
  2. Um Estudo da História (Resumo) — Arnold J. Toynbee
  3. O Que é a História? — E. H. Carr
  4. A Era das Revoluções — Eric Hobsbawm
  5. A Era do Capital — Eric Hobsbawm
  6. A Era do Império — Eric Hobsbawm
  7. A Era dos Extremos — Eric Hobsbawm
  8. A Construção Social da Realidade — Peter L. Berger e Thomas Luckmann
  9. O Fenómeno Humano — Pierre Teilhard de Chardin
  10. Mente, Pessoa e Sociedade — George Herbert Mead
  11. A Estrutura da Ação Social — Talcott Parsons
  12. Teoria da Ação Comunicativa — Jürgen Habermas
  13. O MUNDO de Ontem: Memórias de um Europeu — Stefan Zweig
  14. Erasmo de Roterdão — Stefan Zweig
  15. Castellio contra Calvino — Stefan Zweig
  16. A Morte da Tradição — Hannah Arendt

Teatro, Poesia e Epopeia Clássica

  1. Édipo Rei — Sófocles
  2. Antígona — Sófocles
  3. Prometeu Acorrentado — Ésquilo
  4. A Orestreia — Ésquilo
  5. Medeia — Eurípides
  6. As Bacantes — Eurípides
  7. As Nuvens e A Paz — Aristófanes
  8. Metamorfoses — Ovídio
  9. Geórgicas — Virgílio
  10. O Romance da Rosa — Guillaume de Lorris e Jean de Meun
  11. O doente Imaginário / Molière — Molière
  12. Tartufo — Molière
  13. Fedra — Jean Racine
  14. Cid — Pierre Corneille
  15. O Jardim das Cerejeiras — Anton Tchékhov
  16. Tio Vânia — Anton Tchékhov
  17. Mãe Coragem e os Seus Filhos — Bertolt Brecht
  18. A Vida de Galileu — Bertolt Brecht
  19. Esperando Godot — Samuel Beckett
  20. Fim de Partida — Samuel Beckett

Romance Moderno e Contemporâneo

  1. O Som e o Fúria — William Faulkner
  2. As Vinhas da Ira — John Steinbeck
  3. A Leste do Éden — John Steinbeck
  4. Ratos e Homens — John Steinbeck
  5. Fahrenheit 451 — Ray Bradbury
  6. Contos da Aia — Margaret Atwood
  7. O Moinho do Floss — George Eliot
  8. Middlemarch — George Eliot
  9. Jane Eyre — Charlotte Brontë
  10. O Monte dos Vendavais — Emily Brontë
  11. Grandes Esperanças — Charles Dickens
  12. David Copperfield — Charles Dickens
  13. A Cidade e as Serras — Eça de Queirós
  14. O Mandarim — Eça de Queirós
  15. A Sibila — Agustina Bessa-Luís
  16. O Quarto de Jacob — Virginia Woolf
  17. To the Lighthouse (Ao Farol) — Virginia Woolf
  18. Orlando — Virginia Woolf
  19. Mrs. Dalloway — Virginia Woolf
  20. Um Teto Todo Seu — Virginia Woolf

Filosofia do Conhecimento, Ciência e Humanismo

  1. O Ceticismo e a Vida Cotidiana — Sexto Empírico
  2. A Filosofia da Ciência — Karl Popper
  3. Conjecturas e Refutações — Karl Popper
  4. O Ponto de Mutação — Fritjof Capra
  5. O Gene Egoísta — Richard Dawkins
  6. Guns, Germs, and Steel (Armas, Germes e Aço) — Jared Diamond
  7. Colapso — Jared Diamond
  8. A Estrutura do Comportamento — Maurice Merleau-Ponty
  9. Fenomenologia da Percepção — Maurice Merleau-Ponty
  10. A Busca do Sentido — Jean-Paul Sartre
  11. O Homem e Seus Símbolos — Carl Gustav Jung
  12. Tipos Psicológicos — Carl Gustav Jung

Grandes Ensaios, Biografias e Filosofia Moral

  1. Ensaios de Moral e Política — David Hume
  2. Sobre a Verdade e a Mentira — Friedrich Nietzsche
  3. A Condição Humana Moderna — Leszek Kołakowski
  4. As Principais Correntes do Marxismo — Leszek Kołakowski
  5. A Ideia de Justiça — Amartya Sen
  6. Desenvolvimento como Liberdade — Amartya Sen
  7. Ensaios sobre a Liberdade — Isaiah Berlin
  8. A Fisiologia do Gosto — Brillat-Savarin
  9. Da Tranquilidade da Alma — Séneca
  10. A Vida Feliz — Séneca
  11. Elogio da Sombra — Jun'ichirō Tanizaki
  12. O Livro do Chá — Okakura Kakuzō

Grandes Vozes da Literatura Lusófona e Hispânica

  1. Sagarana — João Guimarães Rosa
  2. Primeiras Estórias — João Guimarães Rosa
  3. O Tempo e o Vento (O Retrato) — Érico Veríssimo
  4. O Tempo e o Vento (O Arquipélago) — Érico Veríssimo
  5. Fogo Morto — José Lins do Rego
  6. Menino de Engenho — José Lins do Rego
  7. São Bernardo — Graciliano Ramos
  8. Memórias do CÁRCERE — Graciliano Ramos
  9. O Quinze — Rachel de Queiroz
  10. O Auto da Compadecida — Ariano Suassuna
  11. Canto Geral — Pablo Neruda
  12. Vinte Poemas de Amor e Uma Canção Desesperada — Pablo Neruda
  13. O Labirinto da Solidão — Octavio Paz
  14. O Arco e a Lira — Octavio Paz
  15. Conversa no Catedral — Mario Vargas Llosa
  16. A Festa do Bode — Mario Vargas Llosa
  17. A Cidade e os Cães — Mario Vargas Llosa

Síntese Mística, Filosofia da Religião e Encerramento

  1. O Sagrado — Rudolf Otto
  2. O Mito do Eterno Retorno — Mircea Eliade
  3. O Sagrado e o Profano — Mircea Eliade
  4. História das Ideias Religiosas (Vol. I) — Mircea Eliade
  5. A Filosofia Perene — Aldous Huxley
  6. A Sabedoria dos Salmos — Abraham Joshua Heschel
  7. A Fé dos Profetas — Abraham Joshua Heschel
  8. O Pensamento Místico de Rabi Nachman de Breslev — Chaim Kramer / Rabbi Nachman
  9. História da Filosofia Ocidental — Bertrand Russell
  10. Os Problemas da Filosofia — Bertrand Russell
  11. Elogio do Ocio — Bertrand Russell
  12. Cartas a um Jovem Poeta — Rainer Maria Rilke
  13. Elegias de Duino — Rainer Maria Rilke
  14. Poemas Escolhidos — Konstantínos Kaváfis
  15. Folhas de Relva — Walt Whitman
  16. A Terra Inútil (The Waste Land) — T. S. Eliot
  17. Quatro Quartetos — T. S. Eliot
  18. Poeta em Nova York — Federico García Lorca
  19. Romancero Gitano — Federico García Lorca
  20. O Sermão da Montanha / Tratado dos Teólogos — Leitura Teológica Crítica
  21. Sermões — Padre António Vieira
  22. História do Futuro — Padre António Vieira
  23. O Evangelho Segundo Jesus Cristo — José Saramago
  24. Caim — José Saramago
  25. A Caverna — José Saramago
  26. Memória de Elefante — António Lobo Antunes
  27. A Morte de Virgílio — Hermann Broch
  28. Os Sonâmbulos — Hermann Broch
  29. O Livro das Horas — Rainer Maria Rilke

Esta biblioteca garante uma travessia monumental. A leitura de duas destas obras por mês proporcionará um diálogo contínuo entre os mistérios do sagrado, os dilemas do poder, as grandes ideias filosóficas e as mais profundas criações da literatura humana, é uma viagem pela cultura.

Depois de ler alguns destes livros não seremos os mesmos, porque as ideias são como as águas de um rio, elas transformam- nos em novas pessoas.

sexta-feira, 17 de abril de 2026

Conflito Israelo-Árabe: Uma Tragédia em Camadas Sobrepostas (Parte I)







(Parte I) Da Teologia Cristã do Séc I aos Nacionalismos  na Europa

Muitas vezes acredita-se que o conflito no Médio Oriente teve início em 1948. No entanto, um olhar atento à história revela que esta é, na verdade, uma tragédia de milénios, onde camadas teológicas e políticas se sobrepuseram para criar o impasse atual. Para compreender o presente, é preciso escavar o passado — de Roma à Europa Moderna, do dogma cristão à ortodoxia islâmica.

O Solo Sagrado - a Dimensão Teológica Islâmica 

O Islão, surgiu no  ano 622 EC, século VII, pelo Profeta Mohammed (Maomé) e tem uma mundivisão, na qual divide o mundo de forma binária: o Dar Al-Islam (Casa do Islão), indissociável do conceito de Waqf (património sagrado inalienável), e o Dar Al-Harb (Casa da Guerra), o mundo ainda por converter ou conquistar. Neste sentido, para a ortodoxia islâmica, a existência de Israel é vista como uma conspurcação ou um sacrilégio de um solo que se tornou sagrado.
De acordo com a doutrina tradicional, uma vez que uma terra foi integrada ao Dar al-Islam, ela deve pertencer a essa esfera para sempre. A criação de um Estado não-muçulmano em solo que foi governado pelo Islão por séculos — desde a conquista de Omar no século VII, tendo o intervalo do Reino Cristão de Jerusalém que foi conquistada aos cruzados em 2 de outubro de 1187 pelo líder muçulmano Saladino (Salah ad-Din) — é vista como uma regressão inaceitável. Na tradição corânica, judeus e demais infiéis, incluíndo os cristão, deveriam viver sob a condição de dhimmis (minorias protegidas, mas subordinadas). Estes conceitos estão na base religiosa do confronto.

As Raízes Europeias do Conflito - a Dimensão Cristã

Contudo, o problema moderno tem raízes profundas na Europa. Se na dimensão islâmica o obstáculo era o dogma do solo sagrado, na dimensão cristã europeia imperou o dogma do Deicídio. O Império Romano iniciou a Diáspora forçada e a renomeação da Judeia para Palestina. A partir de Constantino, (que não era batizado) foi oficializada a religião cristã, e feitos concílios onde se iniciou a marginalização dos judeus de forma institucional, nomeadamente com a Teologia da Substituição, em que os judeus por terem morto Jesus e não o  terem reconhecido como Messias deixaram de ser na ótica cristã, o povo de Deus, e é este o elemento que fundamentou o Antissemitismo na Europa cristã.
Ao longo dos séculos, essa exclusão assumiu formas violentas: expulsões em massa (como na Inglaterra e França medievais), o terror da Inquisição na Península Ibérica e os sangrentos pogroms na Europa de Leste e Rússia. A essa pressão somou-se a dimensão judaica, que é a própria resiliência do povo judeu na preservação da sua identidade, etnia, religião e cultura distinta que os mantinha como um povo separado, não apenas pelas comunidades israelitas espalhadas pelo mundo, mas também pelos guetos.

Das Revoluções Liberais ao Nacionalismo - a Dimensão Política.

Com o surgimento dos Estados-nação, fruto das revoluções liberais do fim do século XVIII e no início do século XIX, como fruto da Revolução Francesa, os judeus passaram a ser vistos como o "elemento estranho". A Europa de forma endémica, ansiava por ver-se livre dos judeus, e para alimentar este ódio, surgiram ferramentas de propaganda como os Protocolos dos Sábios de Sião, uma falsificação da polícia secreta czarista para culpar os judeus pelas agitações sociais. Quando a tentativa de integração via Haskalá (Iluminismo Judaico) faliu perante este antissemitismo sistémico, nasceu o Sionismo. Este movimento de autodeterminação foi, por fim, tragicamente validado pelo Holocausto, devido à exclusão que culminou na criação dos guetos na Europa do Leste durante a ocupação nazi, onde centenas de milhares de pessoas, como no caso de Varsóvia, foram empilhadas em condições subumanas de fome e doenças em áreas de apenas 3 km², transformando bairros históricos em antecâmaras para o extermínio. Assim, o Sionismo não foi uma ideolgia e nem sequer uma escolha opcional, mas a única saída para um problema profundamente europeu, tendo em conta a sua origem histórica e geografica.

O Testemunho da Pedra - a Dimensão Documental dos Factos Históricos 

A imagem que ilustra esta reflexão é a do Arco do Triunfo de Tito, em Roma. Ele é o testemunho histórico da guerra romano-judaica. Ali, gravada na pedra, está a prova de que o passado de há dois mil anos nunca deixou de estar presente nos dias atuais.
Resta-me dizer ainda, que não me cabe a competência de resolver o conflito, nem a pretensão de tomar partido como se de um jogo se tratasse. Cabe-me sim, o desejo pela paz e o esforço para compreender as raízes deste confronto, e procuro fundamentar o meu ponto de vista em dados históricos concretos em vez de narrativas ideológicas que ignoram a verdade dos factos.

Bibliografia Consultada

Para dar "qualidade e referências" a este estudo, consultei as seguintes obras de referência:

  • BENSOUSSAN, George. As Origens do Conflito Israelo-Árabe (1870-1950). Lisboa: Editora Guerra & Paz, 2009.
    (Preferi esta edição de Portugal, por ser-me a mais acessível do que a edição original no idioma francês).
  • ARENDT, Hannah. Origens do Totalitarismo: Antissemitismo, Imperialismo, Totalitarismo. São Paulo: Companhia das Letras, 1989.
    (Nota: No Brasil, o volume que contém "A Origem do Antissemitismo Moderno" é publicado pela Companhia das Letras).
  • HERZL, Theodor. O Estado Judeu. Lisboa: Antígona, 2009.
    (Preferi esta edição de Portugal, por ser a mais atual e acessível no idioma).
  • MORRIS, Benny. The Birth of the Palestinian Refugee Problem, 1947–1949. Cambridge: Cambridge University Press, 1987.
    (Nota: Não existe edição portuguesa deste título específico. A obra do autor publicada no Brasil é "Um Estado, Dois Estados", pela Editora Sêfer que irei consultar para a segunda parte da introdução).
  • ROSS, Dennis. The Missing Peace: The Inside Story of the Fight for Middle East Peace. New York: Farrar, Straus and Giroux, 2004.
    (Nota: Permanece a edição original em inglês, pois não há tradução para o português no Brasil ou em Portugal até o momento).
  • YE'OR, Bat. The Dhimmi: Jews and Christians Under Islam. London: Fairleigh Dickinson University Press, 1985.
    (Nota: Obra sem tradução para o português; utiliza-se a referência internacional padrão).
Este artigo tem continuação na Parte II ainda a ser elaborada. Previsão entre uma a duas semanas.
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English Version

The Arab-Israeli Conflict: A Tragedy of Overlapping Layers (Part I)

By Filipe de Freitas Leal

It is a common misconception that the conflict in the Middle East began in 1948. However, an analytical examination of history reveals a millennia-old tragedy, where theological and political strata have overlapped to create the current impasse. To comprehend the present, one must excavate the past—from Rome to Modern Europe, and from Christian dogma to Islamic orthodoxy.

Sacred Soil – The Islamic Theological Dimension

Islam emerged in 622 CE (7th century) through the Prophet Muhammad, presenting a world-view that divides the globe into a binary structure: Dar al-Islam (the House of Islam), which is inseparable from the concept of Waqf (an inalienable sacred endowment), and Dar al-Harb (the House of War), representing the world yet to be converted or conquered. Consequently, within Islamic orthodoxy, the existence of Israel is perceived as a desecration or a sacrilege of soil that has been rendered sacred.

According to traditional doctrine, once a land has been integrated into Dar al-Islam, it must belong to that sphere in perpetuity. The establishment of a non-Muslim state on land that was governed by Islam for centuries—from the conquest by Umar in the 7th century, notwithstanding the interval of the Christian Kingdom of Jerusalem (later reconquered from the Crusaders on 2 October 1187 by the Muslim leader Saladin)—is viewed as an unacceptable regression. In the Qur'anic tradition, Jews and other "infidels", including Christians, were expected to live under the status of dhimmis (protected but subordinated minorities). These concepts form the religious foundation of the confrontation.

The European Roots of the Conflict – The Christian Dimension

Nevertheless, the modern problem has deep roots in Europe. Whilst the Islamic dimension presented the obstacle of sacred soil, the European Christian dimension was dominated by the dogma of Deicide. The Roman Empire initiated the forced Diaspora and the renaming of Judaea to Palestine. From the reign of Constantine onwards (who, notably, was not baptised at the time), the Christian religion was officialised. Subsequent councils initiated the institutional marginalisation of the Jews, most notably through "Replacement Theology" (Supersessionism). This doctrine posited that because the Jews had killed Jesus and failed to recognise him as the Messiah, they had ceased to be God’s chosen people in the Christian view. This element served as the fundamental basis for anti-Semitism in Christian Europe.

Over the centuries, this exclusion manifested in violent forms: mass expulsions (as seen in medieval England and France), the terror of the Inquisition in the Iberian Peninsula, and the bloody pogroms in Eastern Europe and Russia. Added to this pressure was the Jewish dimension itself—the resilience of the Jewish people in preserving their distinct identity, ethnicity, religion, and culture, which maintained them as a separate people, not only through scattered communities worldwide but also through the imposition of ghettos.

From Liberal Revolutions to Nationalism – The Political Dimension

With the rise of nation-states resulting from the liberal revolutions of the late 18th and early 19th centuries—the fruit of the French Revolution—Jews began to be perceived as the "alien element". Europe, in an endemic fashion, yearned to rid itself of its Jewish population. To fuel this animosity, propaganda tools emerged, such as The Protocols of the Elders of Zion, a forgery by the Tsarist secret police designed to blame Jews for social unrest. When the attempt at integration via the Haskalah (Jewish Enlightenment) failed in the face of this systemic anti-Semitism, Zionism was born. This movement of self-determination was, ultimately and tragically, validated by the Holocaust. This was the culmination of an exclusion that led to the creation of ghettos in Eastern Europe during the Nazi occupation, where hundreds of thousands—as in the case of Warsaw—were crowded into subhuman conditions of starvation and disease within areas of just 3 km², transforming historic neighbourhoods into antechambers for extermination. Thus, Zionism was not merely an ideology or an optional choice, but the sole recourse to a profoundly European problem, given its historical and geographical origins.

The Testimony of Stone – The Documentary Dimension of Historical Facts

The image illustrating this reflection is that of the Arch of Titus in Rome. It serves as a historical testimony to the Roman-Jewish War. There, etched in stone, lies the proof that the past of two thousand years ago has never ceased to be present in the modern day.

It remains for me to state that I possess neither the competence to resolve the conflict nor the pretension to take sides as if it were a game. Rather, I am driven by a desire for peace and an effort to understand the roots of this confrontation. I seek to ground my perspective in concrete historical data rather than ideological narratives that ignore factual truth.

Consulted Bibliography

To provide academic rigour and references to this study, the following seminal works were consulted:

BENSOUSSAN, George. As Origens do Conflito Israelo-Árabe (1870-1950). Lisbon: Editora Guerra & Paz, 2009. (The Portuguese edition was preferred due to its accessibility over the original French).

ARENDT, Hannah. The Origins of Totalitarianism: Antisemitism, Imperialism, Totalitarianism. New York: Harcourt, Brace & Co., 1951. (Note: In Brazil, the volume containing "The Origins of Modern Antisemitism" is published by Companhia das Letras).

HERZL, Theodor. The Jewish State (Der Judenstaat). 1896. (The 2009 Portuguese edition by Antígona, Lisbon, was utilised for this study).

MORRIS, Benny. The Birth of the Palestinian Refugee Problem, 1947–1949. Cambridge: Cambridge University Press, 1987. (Note: No Portuguese edition of this specific title exists; the author's work One State, Two States is available via Editora Sêfer).

ROSS, Dennis. The Missing Peace: The Inside Story of the Fight for Middle East Peace. New York: Farrar, Straus and Giroux, 2004. (Original English edition consulted as no Portuguese translation is currently available).

YE'OR, Bat. The Dhimmi: Jews and Christians Under Islam. London: Fairleigh Dickinson University Press, 1985. (Consulted via the standard international reference).


This article continues in Part II, currently in preparation. Expected within one to two weeks.

Sobre o Autor | About the Author

PT Filipe de Freitas Leal nasceu em Lisboa (Portugal), em 1964, é licenciado em Serviço Social pelo ISCSP (Universidade de Lisboa) e pós-graduado em Políticas Públicas e Desigualdades Sociais pela Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa. Na sua trajetória profissional, destaca-se o estágio em reinserção social de ex-reclusos e o apoio a famílias em situação de vulnerabilidade. No mundo digital, é blogger desde 2007, atuou como ilustrador, editor e autor, conta já com oito livros publicados em áreas distintas, que vão desde o Serviço Social, Poesia até à Ciência Política, escreve artigos sobre atualidade política e conflitos geopolíticos.

EN Filipe de Freitas Leal was born in Lisbon in 1964. He holds a degree in Social Work from ISCSP (University of Lisbon) and a postgraduate degree in Public Policy and Social Inequalities. He also attended a Master’s program in Sociology at the Faculty of Social Sciences and Humanities (Universidade Nova de Lisboa). His professional background includes social reintegration of former inmates and support for families in situations of social vulnerability. A blogger since 2007, he has acted as an illustrator and independent editor, with eight published books ranging from Social Work and Poetry to Political Science. He currently writes about political current affairs and geopolitical conflicts.


sábado, 19 de novembro de 2022

Qual é a "Verdadeira" História de Portugal?

O último livro de José Gomes Ferreira, levantou um coro de protestos dos historiadores, por relatar no livro factos que contradizem a historiografia oficial de Portugal, tal como se apresentam nos conteúdos programáticos dos manuais escolares. O jornalista que escreve sobre História, afirma que a história está mesmo muito mal contada, e que esta nova versão é a "Verdadeira História de Portugal".

Quanto à Descoberta do Brasil, sabe-se que terá havido uma descoberta oficial por Pedro Álvares Cabral, após uma navegação secreta para exploração da costa por parte de Duarte Pacheco Pereira. Isto já é falado há muito inclusive no Brasil, não é invenção de Gomes Ferreira.

Aliás, não duvido de que até fosse antes de Colombo, até porque corrobora o facto de o Rei de Portugal não querer financiar a expedição de Cristovão Colombo, porque muito provavelmente já teria tido conhecimento da existência do Novo Mundo. Outra ocorrência é o facto de Portugal ter exigido ao Papa Alexandre VI, a substituição do Tratado de Alcáçovas, por um novo tratado assinado em Tordesilhas, com uma nova e mais vantajosa linha divisória para oeste, onde então já Portugal obteria o direito de posse da terra que veio a ser o Brasil.
A questão aqui é a dificuldade de se ter provas desta teoria, não o argumento em si, ou a probabilidade de ter ocorrido.
Mas de facto, sempre houve, quer por motivos políticos, quer por razões de Estado, uma historiografia mantida como oficial, e mantidas em segredo as ocorrências dos jogos e dos movimentos nos bastidores.
Todavia, não creio que se deve sair por aí a reescrever a história, porque essa é uma nova tendência, com objetivos também políticos e ideológicos
A História é uma ciência e tem que ser preservada da manipulação e instrumentalização dos interesses de grupos terceiros, muito ao gosto dos ditadores e dos manipuladores de opinião.
Quanto ao texto de José Gomes Ferreira, creio que é inócuo, no sentido de não diminuir nem denegrir em nada a verdade Histórica e o engenho dos nossos dirigentes e navegadores.
Por último, creio que esta reportagem no semanário "Visão", acaba por ser uma publicidade às avessas, e José Gomes Ferreira, vai acabar por vender imensos livros.

Autor Filipe de Freitas Leal


Sobre o Autor

Filipe de Freitas Leal nasceu em Lisboa, em 1964, é licenciado em Serviço Social pelo Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas da Universidade de Lisboa, com Pós-graduação em Políticas Públicas e Desigualdades Sociais, frequentou o Mestrado de Sociologia na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa. Estagiou com reinserção social de ex-reclusos e o apoio a famílias em vulnerabilidade social. É Bloguer desde 2007, tem publicados oito livros de temas muito diversos, desde a Poesia até à Política.

terça-feira, 15 de setembro de 2020

A Nacionalidade Portuguesa no Brasil Colónia

Durante o período colonial no Brasil, todos os cidadãos tinham a nacionalidade portuguesa, na sociedade brasileira de então, os cidadãos dividiam-se em portugueses reinóis e os portugueses brasileiros, os primeiros eram nascidos na Metrópole (eram portugueses do Reino de Portugal) os segundos eram nascidos na colónia, ou seja a extensão do território português do Brasil.

Um dos grandes cidadãos portugueses nascido no Brasil, foi José Bonifácio de Andrade e Silva, foi um Pensador Livre, um Maçon, que chegou a ser Ministro do Reino, mais tarde viria a ser o Patrono da Independência do Brasil. Mesmo depois da independência a 7 de setembro de 1822, no Brasil surgiram dois partidos políticos, o Partido Brasileiro que defendia a soberania e o rompimento dos laços, e o Partido Português que pretendia reatar os laços com Portugal, desde que se mantivesse o Estatudo de Reino Unido, mesmo vencendo o primeiro partido, o Brasil continuou ligado a Portugal por laços sanguíneos, parentes de ambos os lados, e por herança cultural por um longo período. 

Autor: Filipe de Freitas Leal

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Sobre o Autor

Filipe de Freitas Leal nasceu em Lisboa, em 1964, estudou Serviço Social pelo Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas da Universidade de Lisboa. Estagiou como Técnico de Intervenção Social numa Instituição vocacionada à reinserção social de ex-reclusos e apoio a famílias em vulnerabilidade social, é blogger desde 2007, de cariz humanista, também dedica-se a outros blogs de temas diversos.


sábado, 3 de fevereiro de 2018

Quando a História é um Instrumento Ideológico

Quando utilizam a colonização portuguesa e espanhola para justificar o atraso socioeconómico e político em que a América Latina se encontra, está-se a julgar levianamente e a esquecer de que o poder há 500 anos, emanava do Papado instalado nos Estados Pontifícios e do catolicismo como modelo civilizacional, que exerceu, e ainda hoje exerce uma grande influência na cultura dos povos ibero-americanos.

Portugal e Espanha outrora estavam no topo das potências mundiais, chegaram a dividir o Mundo pelo tratado de Tordesilhas, obviamente com a bênção papal.


Os dois países ibéricos, mais tarde decaíram politicamente, quando os países do norte da Europa se rebelaram contra o Vaticano e aderiram à Reforma Protestante iniciada por Martinho Lutero, o que permitiu aos países dito protestantes tornarem-se potencias desenvolvidas.


Todos os países do sul da Europa, fiéis a Roma e que se mantiveram maioritariamente católicos (e por extensão as suas colónias) comprometeram o seu desenvolvimento socioeconómico, cultural e político.


Portanto, a respostas às questões da Histórica, têm de se buscar nas causas menos visíveis, porque não se pode julgar o passado com os olhos e a mentalidade do presente, pois isso será fazer pouco caso da história.


Eu escrevi este post, não para a divergência pura e simples, mas para contribuir para desmistificar mitos que se criaram e propagaram no discurso político sobre a história do Brasil, por vezes intencional, e ainda, para combater frases feitas e julgamentos demasiadamente fáceis.


É fácil demais acusar levianamente o passado anterior a 1822, no que concerne aos problemas do presente, se assim é, a proposta politica de hoje só pode ser a inanição total.


Ou seja, se a culpa dos meus problemas de hoje é a consequência dos erros dos meus avós, o que me restará então fazer? Nada, logo, isto aponta que o problema é na verdade FILOSÓFICO, ou seja, é uma questão de Lógica.


Autor: Filipe de Freitas Leal


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Sobre o Autor

Filipe de Freitas Leal nasceu em Lisboa, em 1964, estudou Serviço Social pelo Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas da Universidade de Lisboa. Estagiou como Técnico de Intervenção Social numa Instituição vocacionada à reinserção social de ex-reclusos e apoio a famílias em vulnerabilidade social, é blogger desde 2007, de cariz humanista, também dedica-se a outros blogs de temas diversos.

sexta-feira, 6 de maio de 2016

Marcas de Um Tempo de Revoluções

A geração à qual eu pertenço, sofreu o impacto não de uma revolução, mas de três revoluções, uma revolução politica, uma revolução tecnológica e uma revolução cultural, fruto da sociedade da informação, e como consequência temos hoje Um admirável mundo novo", como diria Aldous Huxley, ou ainda entramos definitivamente na "A Era da Incerteza" de John Kenneth Galbraith. A realidade é que essas vagas de mudança como diria Alvin Toffler, não mudaram apenas o mundo, mudaram tudo à nossa volta, de forma drastica e em pouco tempo.
Não são os cabelos brancos que nos dizem que estamos velhos, é o tempo, a saudade, as mudanças à nossa volta e as memórias de coisas que nos ajudaram a ser quem somos e que já não voltam.
Vimos pois cair uma após outra as ditaduras, foi o fim do colonialismo, a queda do Muro de Berlim e o fim do comunismo e da guerra fria, foi também o inicio da globalização e o apogeu da internet e dos novos meios de comunicação, tudo isto à mistura num curto espaço de tempo, mudou drasticamente o modo como se pensa, vê e atua num mundo em constantes e aceleradas mudanças e de novos desafios e incertezas.
Para trás, ficou o jogo da carica, a TV a preto e branco, os velhos elétricos, algumas farmácias com "Ph", ficou também o livro de leitura que tínhamos na escola, e que passava de irmão para irmão; o berlinde e o pião, os carrinhos de rodas, a mercearia, a taberna da rua, os paralelepípedos, os autocarros de dois andares, o Diário de Lisboa com o cheiro dos jornais acabados de imprimir e que nos sujavam as mãos, para trás ficou a saudade, de tempos em que domingos pareciam dias de descanso, onde tudo estava verdadeiramente fechado como se tivesse parado o tempo.
Mas não escrevo estas linhas apenas para vos falar de saudades, mas acima de tudo para vos dar um testemunho da História do tempo que vivi.
Autor Filipe de Freitas Leal


Sobre o Autor

Filipe de Freitas Leal nasceu em Lisboa, em 1964, estudou Serviço Social pelo Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas da Universidade de Lisboa. Estagiou como Técnico de Intervenção Social numa Instituição vocacionada à reinserção social de ex-reclusos e apoio a famílias em vulnerabilidade social, é blogger desde 2007, de cariz humanista, também dedica-se a outros blogs de temas diversos.

domingo, 26 de outubro de 2014

Hemisférios Alternam Horários

Horário de Inverno atras-se em uma hora os ponteiros.
Os Horários de Inverno e Verão, alternaram-se, no dia 26 de outubro, pelas 2h00; hora em que os ponteiros do relógio foram movidos para a 1h00 da madrugada, reduzindo assim em uma hora no hemisfério norte, tendo já ocorrido a alteração com a adição de uma hora no hemisfério sul (onde agora é verão) facto que ocorreu na semana anterior, e a essa  mudança de horários, traduz-se no facto de que os hemisférios norte e sul, passarem a ter apenas duas horas de diferença como é o caso da diferença horária entre Portugal e o Brasil, o que é uma aproximação pelo tempo e um ganho, isso notar-se-á nas comunicações via telefone e Internet, que são feitas nos dois sentidos, bem como nas viagens onde os passageiros não sentirão a tão grave diferença horária.


Do ponto de vista histórico o que existe não é uma mudança no horário de inverno, mas sim no horário de verão, pois a mudança deu-se precisamente no verão, com o intuito de se economizar energia elétrica num período em que os dias são mais longos que as noites, o horário de inverno é a consequência de se voltar ao horário solar, ou seja tornar à hora normal, comummente associado à posição do Sol e os movimentos da Terra, desvios esses que geram as diferentes e alternadas estações do ano nos hemisférios.


Aproveitar para pôr em dia a leitura
Qualquer das formas não são todos os países que adotam o horário de verão, a medida favorece mais os países que se encontram longe da linha do Equador, na Austrália por exemplo só os estados do sul é que adotam esta medida, que aliás idealizada pelo Presidente dos Estados Unidos da América, Benjamin Franklin em 1874, mas só foi aplicada pela primeiras vez com caráter oficial pela Alemanha em 1916. Bem com este novo horário ganhamos mais uma hora no hemisfério norte, o que dá para pôr em dia as leituras.

Por Filipe de Freitas Leal

Sobre o Autor                                                                           
Filipe de Freitas Leal é Licenciado em Serviço Social pelo Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas da Universidade de Lisboa. É estagiário como Técnico de Intervenção Social numa ONG, vocacionada à reinserção social de ex-reclusos e apoio a famílias em vulnerabilidade social, Blogger desde 2007, com o ideal de cariz Humanista, além disso dedica-se a outros blogs de cariz filosófico e poesia.

quarta-feira, 11 de junho de 2014

História Geral

História é uma palavra que deriva do grego, e significa 'pesquisa', e de facto trata-se de uma pesquisa no passado para que possamos compreender o presente e planear o futuro.
A história tem sido uma ciência aliada dos grandes humanistas, estadistas e estudiosos, na medida em que ao descobrir-se a causa, pode-se compreender o efeito do fenómeno social ao longo do tempo e situado no espaço.

No entanto falar de História não é falar apenas, há todo um complexo método científico, cujas ferramentas documentais, são também ciências afins que nascem da história e que a servem como braço direito, estou a falar da Hermenêutica e da Heurística, que verificam por sua vez a veracidade e o significado dos documentos  a fim de classifica-los e categoriza-los de modo a que possam testemunhar a História.

Da Pré-História à Antiguidade Clássica, desta à Idade Média, assando pelo Renascença, a História vem desaguar por assim dizer, na mais nova fase surgida com no campo político com a Revolução Francesa em 1789 e no campo social com a Revolução Industrial surgida no Reino Unido, ambas as Revoluções, somando-se a Independência dos Estados Unidos e das revoluções liberais que se alastraram pela Europa, mudaram o mundo para sempre.

Hoje em dia, estamos numa terceira vaga, como afirma Alvin Toffler nos seus livros "Choque do futuro" e a "Terceira vaga", vaga essa que já não é a sociedade agrícola, já não é a sociedade industrial, mas sim a Sociedade da Informação, surgida no pós-guerra.

Mas vejamos isto e muito mais nos livros que vos deixo aqui, para lerem ou para baixarem, bons estudos e boas leituras.

Hiperligações:
História Geral - Download - Aqui
História de Portugal - Download - Aqui
História dos Hebreus - Flávio Josefo - Download - Aqui


Autor Filipe de Freitas Leal


Sobre o Autor

Filipe de Freitas Leal nasceu em Lisboa, em 1964, estudou Serviço Social pelo Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas da Universidade de Lisboa. Estagiou como Técnico de Intervenção Social numa Instituição vocacionada à reinserção social de ex-reclusos e apoio a famílias em vulnerabilidade social, é blogger desde 2007, de cariz humanista, também dedica-se a outros blogs de temas diversos.

 
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