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quinta-feira, 26 de setembro de 2024

Falta a Portugal um Grande Projeto Nacional

Portugal tem estado no caminho errado, mas poderá voltar a ser grandioso, se forem grandiosas as ambições dos empresários dos políticos e do povo português, não basta amar o país é preciso ter ambição, patriotismo e pensar o futuro em grande para realizar um grande projeto nacional.

É preciso haver políticas de apoio às famílias portuguesas, na natalidade, na habitação, também aos jovens recém-licenciados apoio na empregabilidade, no empreendedorismo na área da inovação e das tecnologias de ponta. É preciso repovoar o interior e cativar os jovens portugueses a permanecer em Portugal e engrandecer a Pátria.
Mas para quando? E quem levará este ideal avante? Quem está disposto a defender esta bandeira? Pois o Futuro não se faz só a discutir o Orçamento de Estado, o Orçamento é que deve ser adequado a um projeto nacional suprapartidário.

Enquanto Portugal estiver sem um grande plano de longa prazo para um Projecto Nacional para o futuro, enquanto estiver apenas de mãos estendidas à espera de subsidios europeus, que se perdem nos gabinetes e não chega ao cidadão comum, enquanto não controlar a sua política migratória e disser a Bruxelas que quem manda em Portugal é o governo de Lisboa e não uma comissão qualquer sedeada em Bruxelas, então Portugal já acabou e não deu conta disso.

Falta ainda hoje a Portugal um grande projeto nacional, a produtividade não depende das horas trabalhadas mas sim do que se produz com a mesma carga horária. Portugal deixou de fabricar navios, comboios, e não temarca.proproa de automóveis. É preciso uma nova política económica e passar a produzir produtos de maior rentabilidade e valor agregado. Só assim os salários serão maiores.

Autor Filipe de Freitas Leal

Sobre o Autor

Filipe de Freitas Leal nasceu em Lisboa, em 1964, é licenciado em Serviço Social pelo Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas da Universidade de Lisboa, com Pós-graduação em Políticas Públicas e Desigualdades Sociais, frequentou o Mestrado de Sociologia na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa. Estagiou com reinserção social de ex-reclusos e o apoio a famílias em vulnerabilidade social. É Bloguer desde 2007, tem publicados oito livros de temas muito diversos, desde a Poesia até à Política.

terça-feira, 1 de novembro de 2022

Autocarros da Carris Apedrejados na Ajuda

Não é típico nem comum, no meu bom e amado povo português, apedrejar autocarros, nunca vi tal coisa em Portugal em toda a minha vida.

Sempre disse e volto a dizer, que Portugal não é um país seguro, e volto a dizer, Portugal não é um país seguro como comummente se apregoa, Portugal é sim, um país pacífico, temos um povo sereno e ordeiro.
Não podemos confundir paz social com segurança, o ideal é ter ambas. E por isso creio que a tendência de fecharem esquadras da Polícia, é uma política errada que deixa a população vulnerável em casos destes e de outros que ainda não vimos. Costumo andar pelas ruas de Lisboa e não vejo patrulhas de polícias, nem de dia nem à noite, portanto não estou seguro, a sorte é que este país chama-se Portugal.
Deixemos a hipocrisia de lado, sabemos que fronteiras abertas trazem também o joio juntamente com o trigo.

Autor do blog: Filipe de Freitas Leal

Sobre o Autor

Filipe de Freitas Leal nasceu em Lisboa, em 1964, é licenciado em Serviço Social pelo Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas da Universidade de Lisboa, com Pós-graduação em Políticas Públicas e Desigualdades Sociais, frequentou o Mestrado de Sociologia na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa. Estagiou com reinserção social de ex-reclusos e o apoio a famílias em vulnerabilidade social. É Bloguer desde 2007, tem publicados oito livros de temas muito diversos, desde a Poesia até à Política.

segunda-feira, 6 de junho de 2022

Portugal - País Seguro ou Não Violento?



Portugal não é um país violento, há um baixo índice de criminalidade, te tal modo, que muitas pessoas sentem-se seguras em  viver neste retângulo à beira mar plantado, algumas pessoas abandonaram o seu país de origem, como os EUA e o Brasil onde os índices de violência e a sensação de segurança são grandes, e assim vêm para se fixarem neste cantinho da Europa, onde nada de muito grave acontece.

Enquanto nos EUA, só nesta semana, não houve um só dia sem que houvesse um tiroteio com feridos e mortos, ocorrem sempre muitos, seja em escolas, supermercados, igrejas ou até hospitais, e tudo serve para o móbil do crime. Enquanto isso, por cá nada disso se passou, nem nesta semana, nem neste mês, nem neste ano, mas porquê?

Será Portugal um país verdadeiramente seguro? Qual será a razão para além da cultura local? O que permite não haver um índice de criminalidade tão alto?

Apesar de termos uma boa Polícia Judiciária e de Segurança Pública, eu creio e arrisco dizer que a segurança em Portugal é deficitária, além disso, o facto de não haver muita violência, poderá dever-se a um comportamento social e cultural da maioria da população portuguesa. Assim sendo, creio que não será errado dizer que Portugal não é um país seguro, mas é sem dúvida um País "Não Violento", e muito provavelmente porque a população não anda armada como nos EUA.

Autor do blog: Filipe de Freitas Leal

Sobre o Autor

Filipe de Freitas Leal nasceu em Lisboa, em 1964, é licenciado em Serviço Social pelo Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas da Universidade de Lisboa, com Pós-graduação em Políticas Públicas e Desigualdades Sociais, frequentou o Mestrado de Sociologia na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa. Estagiou com reinserção social de ex-reclusos e o apoio a famílias em vulnerabilidade social. É Bloguer desde 2007, tem publicados oito livros de temas muito diversos, desde a Poesia até à Política.

quarta-feira, 19 de janeiro de 2022

Portugal e o Brasil Eram Um Só País

Bandeira do Reino Unido de  Portugal, Brasil e Algarves.





















O Brasil era Portugal, e os brasileiros nasciam portugueses, e assim foi de jure e de facto de 1500 a 1822, com o mesmo estatuto, as mesmas prerrogativas, os mesmos direitos e deveres, ou por outras palavras, Portugal e o Brasil foram um só país em dois continentes, pois antes de Pedro Alvares Cabral ou de Duarte Pacheco Pereira o Brasil não existia como identidade, o que existia antes, era um amplo território como pedra bruta a ser trabalhada.

O "Brasil" não foi conquistado, foi na verdade construído como parte integrante da Lusitanidade, assim, o Brasil é um produto de Portugal, onde ainda hoje o sangue português corre livre nas veias brasileiras, bem como o som dos nomes e sobrenomes portugueses que ecoam teimosamente no Brasil, país que fala um português de vogais abertas, com um som melódico e tropical.

Claro que é inegável que tenha havido uma ocupação do território, que aliás não apresentava unidade, pois o território estava dividido por diferentes nações indígenas, cada uma com o seu próprio idioma, cultura e as suas próprias crenças e religião, diferentes não apenas em relação aos portugueses, mas entre si mesmas, de facto os indígenas já estavam no local sim, mas não eram brasileiros, porque o Brasil ainda não existia. O Brasil nasce e se desenvolve com a colonização portuguesa.

O Anti-lusitanismo no Brasil é mera tática política do caciquismo que usa fantasmas e mitos históricos para manter o poder sobre uma massa que desconhece a sua verdadeira história; não esqueçamos que o Rei D. João VI foi coroado no Brasil em 1816, e foi o monarca que fez do Rio de Janeiro a Capital de todo o Império. Logo, ser anti-lusitano é na verdade ser anti-brasileiro porque tal sentimento visa negar a própria génese.

Não é por acaso que o Brasil é o que é na sua grandeza, pode-se perguntar os vários porquês. Como o porque será que se fala português em vez de italiano ou espanhol, e porquê é que o Brasil é o maior país Católico do mundo; Como veio parar o café ao Brasil; Quem foi que introduziu o Carnaval ou a laranja da Bahia? A resposta é que foi Portugal que introduziu a sua cultura no território que hoje é o Brasil.

Autor do blog: Filipe de Freitas Leal

Sobre o Autor

Filipe de Freitas Leal nasceu em Lisboa, em 1964, é licenciado em Serviço Social pelo Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas da Universidade de Lisboa, com Pós-graduação em Políticas Públicas e Desigualdades Sociais, frequentou o Mestrado de Sociologia na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa. Estagiou com reinserção social de ex-reclusos e o apoio a famílias em vulnerabilidade social. É Bloguer desde 2007, tem publicados oito livros de temas muito diversos, desde a Poesia até à Política.

terça-feira, 15 de setembro de 2020

A Nacionalidade Portuguesa no Brasil Colónia

Durante o período colonial no Brasil, todos os cidadãos tinham a nacionalidade portuguesa, na sociedade brasileira de então, os cidadãos dividiam-se em portugueses reinóis e os portugueses brasileiros, os primeiros eram nascidos na Metrópole (eram portugueses do Reino de Portugal) os segundos eram nascidos na colónia, ou seja a extensão do território português do Brasil.

Um dos grandes cidadãos portugueses nascido no Brasil, foi José Bonifácio de Andrade e Silva, foi um Pensador Livre, um Maçon, que chegou a ser Ministro do Reino, mais tarde viria a ser o Patrono da Independência do Brasil. Mesmo depois da independência a 7 de setembro de 1822, no Brasil surgiram dois partidos políticos, o Partido Brasileiro que defendia a soberania e o rompimento dos laços, e o Partido Português que pretendia reatar os laços com Portugal, desde que se mantivesse o Estatudo de Reino Unido, mesmo vencendo o primeiro partido, o Brasil continuou ligado a Portugal por laços sanguíneos, parentes de ambos os lados, e por herança cultural por um longo período. 

Autor: Filipe de Freitas Leal

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Sobre o Autor

Filipe de Freitas Leal nasceu em Lisboa, em 1964, estudou Serviço Social pelo Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas da Universidade de Lisboa. Estagiou como Técnico de Intervenção Social numa Instituição vocacionada à reinserção social de ex-reclusos e apoio a famílias em vulnerabilidade social, é blogger desde 2007, de cariz humanista, também dedica-se a outros blogs de temas diversos.


A Pimenta-do-Reino e as Especiarias: Uma Herança da Geopolítica Colonial

Até aos dias de hoje, o Brasil ainda mantém um hábito que advém do tempo de Colónia, é o facto de chamarem a pimenta preta, por "Pimenta do Reino", é curioso saber o porquê disso.

Até aos dias de hoje, o Brasil mantém um hábito que advém do período colonial: o facto de chamarem à pimenta-preta de "pimenta-do-reino". É interessante entender as razões históricas por trás desta nomenclatura.

Como se sabe, historicamente, a maioria das especiarias não era nativa da Europa, mas sim do Oriente, especificamente da Península Indiana (frequentemente denominada Indostão) e das Ilhas Molucas. Este comércio é milenar, remontando ao século IV a.E.C. (antes da Era Comum), quando produtos como a canela e o cravo já circulavam por rotas terrestres e marítimas complexas.

O Bloqueio de Constantinopla e a Crise do Mediterrâneo

A Rota das Especiarias consistia numa rede de trocas que trazia estes bens preciosos para o Mediterrâneo. Durante séculos, o fluxo foi monopolizado pela República de Veneza — então uma das potências da Península Itálica, ao lado de Génova e dos Estados Pontifícios. Contudo, esse equilíbrio geopolítico alterou-se em 1453 com a queda de Constantinopla perante o Império Otomano (que renomeou a cidade como Istambul). O bloqueio e a pesada tributação turca sobre as rotas terrestres fizeram com que o preço das especiarias disparasse no mercado europeu.

A Expansão Portuguesa e o Bloqueio do Estreito de Ormuz

Essa situação gerou uma crise comercial que impulsionou Portugal a investir na navegação marítima. O objectivo era encontrar um caminho direto para as Índias, contornando a África, para servir de alternativa à rota do Mediterrâneo e, assim, quebrar o monopólio veneziano e otomano. No âmbito deste projeto de expansão, a armada de Pedro Álvares Cabral chegou oficialmente ao Brasil em 1500. Embora a colonização efetiva só tenha ocorrido décadas depois, esta descoberta consolidou a presença portuguesa no Atlântico Sul.

A estratégia portuguesa não se limitou à descoberta de rotas. Para garantir o controlo absoluto, Portugal estabeleceu pontos de estrangulamento militar em locais estratégicos, como o Estreito de Ormuz. Ao conquistar Ormuz em 1515, os portugueses bloquearam a principal via de acesso ao Golfo Pérsico, impedindo que as especiarias chegassem ao Mediterrâneo por vias terrestres. Este cerco militar forçou o fluxo das mercadorias exclusivamente para a rota do Cabo da Boa Esperança, onde situa-se a Cidade do Cabo (ou Cape Town em inglês), consolidando assim, o monopólio da Coroa portuguesa.

Porquê "do Reino"?

A partir do século XVI, Portugal passou a controlar o comércio e a exportar a pimenta e outras especiarias a partir de Portugal Continental (a Metrópole) para as suas colónias e para os restantes países da Europa, vencendo assim o bloqueio veneziano e turco-otomano.

Ao contrário do que se possa pensar, a pimenta não era plantada em solo europeu, visto que o clima de Portugal Continental é incompatível com plantas tropicais como as especiarias. O que Portugal detinha era o monopólio do transporte e da distribuição. A pimenta-preta era colhida na Índia, transportada pelas carracas da "Carreira da Índia" e armazenada na Casa da Índia, em Lisboa, de onde era exportada de Portugal para as possessões portuguesas e para outros países europeus. É precisamente daqui que nasce o termo "pimenta-do-reino": como o produto chegava ao Brasil vindo diretamente de Portugal (o Reino), e não da fonte asiática, os colonos batizaram-no dessa forma. Para garantir o lucro, a Coroa proibia o cultivo de mudas nas colónias, forçando-as a consumir apenas o produto que passava pelos portos portugueses.

Escalas e Concorrência Futura

Nesta travessia para o Oriente, os portugueses estabeleceram pontos de escala cruciais na África Austral, como a Ilha de Moçambique. Curiosamente, a Cidade do Cabo, embora situada num ponto estratégico dobrado pelos portugueses, só viria a ser oficialmente fundada em 1652 pela Companhia Holandesa das Índias Orientais (VOC). Este facto evidencia o início da futura disputa global pelo controlo deste mercado, que eventualmente desafiaria a hegemonia portuguesa nos séculos seguintes.

Referências Bibliográficas

 

·        BOXER, Charles R. O Império Marítimo Português (1415-1825). Lisboa: Edições 70, 2001.

·        GODINHO, Vitorino Magalhães. Os Descobrimentos e a Economia Mundial. Lisboa: Editorial Presença, 1991.

·        NEWITT, Malyn. História da Expansão Portuguesa (1400-1668). Lisboa: Edições 70, 2010.

·        PAGE, Martin. A Primeira Aldeia Global. 19. ed. Mem Martins: Editora Casa das Letras, 2023

·        SARAIVA, José Hermano. História Concisa de Portugal. 25. ed. Mem Martins: Publicações Europa-América, 2007.


Autor: Filipe de Freitas Leal

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English Version

The Kingdom's Pepper and the Spice: A Heritage of Colonial Geopolitics

By Filipe de Freitas Leal



To this day, Brazil maintains a habit dating back to colonial times: the fact that black pepper is called "Pimenta-do-Reino" (Pepper from the Kingdom). It is interesting to understand the historical reasons behind this nomenclature.
As is well known, historically, most spices were not native to Europe but to the East, specifically the Indian Peninsula (often called Hindustan) and the Moluccas Islands. This trade is millennia-old, dating back to the 4th century BCE (Before the Common Era), when products such as cinnamon and cloves already circulated through complex land and sea routes.
The Blockade of Constantinople and the Mediterranean Crisis
The Spice Route consisted of a trade network that brought these precious goods to the Mediterranean. For centuries, the flow was monopolized by the Republic of Venice—then one of the powers of the Italian Peninsula, alongside Genoa and the Papal States. However, this geopolitical balance shifted in 1453 with the fall of Constantinople to the Ottoman Empire (which renamed the city Istanbul). The Turkish blockade and heavy taxation on land routes caused spice prices to skyrocket in the European market.
Portuguese Expansion and the Blockade of the Strait of Hormuz
This situation generated a commercial crisis that drove Portugal to invest in maritime navigation. The goal was to find a direct route to the Indies by bypassing Africa, serving as an alternative to the Mediterranean route and thus breaking the Venetian and Ottoman monopoly. Within this expansion project, Pedro Álvares Cabral’s fleet officially arrived in Brazil in 1500. Although effective colonization only occurred decades later, this discovery consolidated the Portuguese presence in the South Atlantic.
The Portuguese strategy was not limited to discovering routes. To ensure absolute control, Portugal established military choke points in strategic locations, such as the Strait of Hormuz. By conquering Hormuz in 1515, the Portuguese blocked the main access route to the Persian Gulf, preventing spices from reaching the Mediterranean by land. This military siege forced the flow of goods exclusively through the Cape of Good Hope route, where Cape Town is located, thus consolidating the Portuguese Crown's monopoly.
Why "From the Kingdom"?
From the 16th century onwards, Portugal began to control the trade and export pepper and other spices from Mainland Portugal (the Metropolis) to its colonies and other European countries, overcoming the Venetian and Turkish-Ottoman blockade.
Contrary to what one might think, pepper was not grown on European soil, as the climate of Mainland Portugal is incompatible with tropical plants like spices. What Portugal held was the monopoly on transport and distribution. Black pepper was harvested in India, transported by the carracks of the "Carreira da Índia" (India Run), and stored in the Casa da Índia in Lisbon, from where it was exported to Portuguese possessions and other European nations. It is precisely from this that the term "pimenta-do-reino" was born: since the product reached Brazil directly from Portugal (the Kingdom), rather than from the Asian source, the colonists named it accordingly. To ensure profit, the Crown prohibited the cultivation of seedlings in the colonies, forcing them to consume only the product that passed through Portuguese ports.
Stopovers and Future Competition
On this crossing to the East, the Portuguese established crucial stopover points in Southern Africa, such as the Island of Mozambique. Interestingly, Cape Town, although situated at a strategic point rounded by the Portuguese, was only officially founded in 1652 by the Dutch East India Company (VOC). This fact highlights the beginning of the future global dispute for control of this market, which would eventually challenge Portuguese hegemony in the following centuries.
Bibliographical References
  • BOXER, Charles R. The Portuguese Seaborne Empire (1415-1825).
  • GODINHO, Vitorino Magalhães. Os Descobrimentos e a Economia Mundial.
  • NEWITT, Malyn. A History of Portuguese Overseas Expansion (1400-1668).
  • PAGE, Martin. The First Global Village.
  • SARAIVA, José Hermano. A Concise History of Portugal.
Author: Filipe de Freitas Leal

Sobre o Autor

Filipe de Freitas Leal nasceu em Lisboa, em 1964, estudou Serviço Social pelo Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas da Universidade de Lisboa. Estagiou como Técnico de Intervenção Social numa Instituição vocacionada à reinserção social de ex-reclusos e apoio a famílias em vulnerabilidade social, é blogger desde 2007, de cariz humanista, também dedica-se a outros blogs de temas diversos.

segunda-feira, 27 de julho de 2020

Salazar Morreu há 50 Anos


Fez hoje meio século que faleceu Salazar, o homem que governou Portugal em ditadura, e fundou um regime que leva o seu nome, o Salazarismo. Foi precisamente numa segunda-feira que faleceu,
todavia, quando da sua morte, Salazar já não era Presidente do Concelho, fazia então, dois anos que Marcello Caetano substituíra-o no cargo após o AVC que o fez cair de uma cadeira.
Mais quatro anos e caia também o Regime que fundara, o Estado Novo, que de tão velho, não teve forças nem balas para resistir aos cravos que numa manhã de primavera no mês de Abril, afastavam para sempre a imagem negativa que Portugal tinha pela ditadura, pelo atraso e pela Guerra Colonial.
António Oliveira Salazar, nasceu a 28 de abril de 1889, filho de agricultores pobres, conseguiu ser doutorado em Finanças pela Universidade de Coimbra, mais tarde torna-se Professor e chega ao governo da junta militar em 1928 como Ministro das Finanças, mais tarde, pede mais poder ao Presidente Carmona, que o nomeia Presidente do Concelho em 1930, em 1933 Salazar leva a referendo a nova constituição que aprovada por larga maioria cria o Estado Novo, regime ditatorial de cariz Nacionalista e de partido único, a UN União Nacional e apoiado nas forças armadas e na polícia política a PIDE. Salazar permaneceu no poder até à sua doença em 1968. Morreu em Lisboa na manhã de 27 de julho de 1970 e foi sepultado na sua terra natal em Santa Comba Dão, em campa rasa.

Autor Filipe de Freitas Leal

Sobre o Autor

Filipe de Freitas Leal é Licenciado em Serviço Social pelo Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas da Universidade de Lisboa. Trabalhou como Técnico de Serviço Social numa ONG vocacionada à reinserção social de ex-reclusos e ao apoio de famílias em vulnerabilidade social, é Blogger desde 2007 e escritor desde 2015, tem livros publicados da poesia à política, passando pelo Serviço Social.


segunda-feira, 11 de julho de 2016

Euro 2016 - Parabéns Portugal

Parabéns a Portugal e a 11 milhões de portugueses, representados no onze que dirigido por Fernando Santos e tendo como líder Cristiano Ronaldo, souberam levar a seleção verde rubra à vitória do Euro 2016 sobre a França que era a anfitriã e favorita num jogo que se adivinhava difícil, mas no qual Portugal mostrou ser a surpresa total, na mãos defensivas de Rui Patrício que impôs à França uma prorrogação na qual tudo era possível, sobretudo pela ávida vontade de ganhar de cada um dos lados, mas que só no pé certeiro de Eder foi possível concretizar um sonho de décadas das várias gerações de portugueses, sobretudo com o apoio sempre presente do Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa.

Não sou apreciador de futebol, sobretudo a competitividade clubística, mas gosto de ver o ânimo que um campeonato entre nações  é capaz de levantar o animo e a moral de um povo, sem esquecer o exemplo do desportivismo que os portugueses e os franceses mostraram no final do jogo, o respeito por quem ganha e por quem perde.

Autor: Filipe de Freitas Leal

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Sobre o Autor

Filipe de Freitas Leal nasceu em Lisboa, em 1964, estudou Serviço Social pelo Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas da Universidade de Lisboa. Estagiou como Técnico de Intervenção Social numa Instituição vocacionada à reinserção social de ex-reclusos e apoio a famílias em vulnerabilidade social, é blogger desde 2007, de cariz humanista, também dedica-se a outros blogs de temas diversos.

sexta-feira, 25 de dezembro de 2015

Curiosidades Históricas da Península Ibérica

Curiosidades históricas da Península Ibérica:
1 - O primeiro a conquistar território e a formar a sua Nação foi Portugal a partir de 1128 e definitivamente consolidada a independência em 1140 com D. Afonso Henriques o primeiro rei de Portugal, a Espanha surge a partir do Século XV, com a unificação dos reinos de Castela e Aragão, ou seja três séculos depois da formação de Portugal.
2 - No fim da II Grande Guerra, da qual aliás Portugal e Espanha não participaram, Portugal constitui-se no entanto como membro fundador da Organização do Tratado do Atlântico Norte, e logo em 1976 inicia o processo de adesão à CEE, passos que Espanha seguiu e em 1986 entram juntos na Comunidade económica Europeia, tendo a Espanha aderido nessa mesma data à OTAN.
3 - Após um longo período de ditadura em simultâneo nos dois países ibéricos, Portugal liberta-se pela revolução dos cravos em 1974, a Espanha só em 1976 daria os primeiros passos rumo à democracia, embora de forma menos traumática.
4 - Num regime parlamentarista, que só viu em 40 anos surgirem governos com maioria absoluta ou relativa, as eleições em Portugal revelam um novo cenário político em tudo igual às mais desenvolvidas democracias, quem teve mais votos, não conseguiu formar governo. Agora é a vez de Espanha, que nos segue nesse mesmo caminho, o do Parlamentarismo puro e de uma democracia pragmática, construída no diálogo e no respeito de todas as forças políticas como expressão dos eleitores.
No Entanto é a Espanha que está a ser o motor de Portugal, se o país vizinho entra em crise, Portugal ressente-se dessa crise na sua economia pelo desequilíbrio da balança comercial e consequentes desajuste nas finanças públicas pela queda das exportações.
Se a Espanha revigora a sua economia, Portugal vai atrás e ergue-se, por isso, é natural que em ambos os países ocorram fenómenos políticos e sociais idênticos, resta que os portugueses reconheçam isso e se abram as portas de uma maior concertação política e económica entre ambos, com vista ao fortalecimento dos países periféricos da União Europeia. Quiçá um Benelux Ibérico.
A Península Ibérica é a nossa casa, o nosso lar e o nosso chão, a sua forma faz-nos lembrar 'Jannus', o deus romano com duas caras, uma que olhava para o passado e outra para o futuro, assim estão Portugal e a Espanha, um rosto a olhar para o Grande Oceano e outro a olhar para oriente, o berço da Europa, os lusitanos com a nostalgia da saudade olham o passado e o que construíram além mar e os espanhóis empenhados em seguir em frente olham para o futuro europeu.
Autor Filipe de Freitas Leal

Sobre o Autor

Filipe de Freitas Leal nasceu em Lisboa, em 1964, estudou Serviço Social pelo Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas da Universidade de Lisboa. Estagiou como Técnico de Intervenção Social numa Instituição vocacionada à reinserção social de ex-reclusos e apoio a famílias em vulnerabilidade social, é blogger desde 2007, de cariz humanista, também dedica-se a outros blogs de temas diversos.

 
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