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domingo, 28 de junho de 2026

A Filosofia como base do saber

A Crise Silenciosa do Capital Cultural

Vivemos numa era paradoxal: nunca tivemos tanto acesso à informação, mas raramente fomos tão pobres em densidade cultural.

Discute-se com frequência, nos corredores académicos, a gritante escassez de capital cultural tanto nos estudantes que ingressam no ensino superior, como naqueles que o concluem. Esta lacuna na cultura geral não é um fenómeno espontâneo; é o sintoma de uma crise estrutural.

Trata-se de um défice partilhado, que:

  • Começa na erosão do estímulo intelectual no seio familiar;
  • Perpetua-se nas diretrizes tecnocráticas do Ministério da Educação;
  • É exponenciado pela ditadura do clique rápido na internet;
  • Alimenta-se do esvaziamento de conteúdos das televisões generalistas;
  • Propaga-se na manipulação do pensamento através das redes sociais;
  • Consolida-se numa tendência de consumo e imediatismo que despreza a análise e o pensamento crítico.

Confrontada com esta fragmentação, a Universidade vê-se na ingrata posição de tentar erguer catedrais de conhecimento sobre fundações de areia.

A Filosofia como Matriz do Conhecimento

Um dos erros mais graves desta engrenagem pedagógica é a ausência da Filosofia como disciplina obrigatória e transversal do 10.º ao 12.º ano.

Sendo a matriz fundacional das ciências sociais, a Filosofia não é um mero exercício de abstração ou de erudição estéril. Ela oferece o mapa conceptual e ontológico necessário para compreender a evolução das sociedades humanas.

O conhecimento das correntes filosóficas ao longo da História é a chave que nos permite descodificar as premissas teóricas de tantas outras disciplinas. Idealmente, a transição para o espaço académico pressupõe a posse deste ecossistema mínimo de referências, indispensáveis para a construção de um percurso científico e reflexivo sólido.

O Pensamento Complexo e a Aprendizagem em Rede

Mais do que acumular dados isolados, a verdadeira aprendizagem opera no que Edgar Morin designou como "pensamento complexo" — uma interligação holística entre saberes, onde o conhecimento funciona em rede.

A Filosofia atua como o nó central desta teia, coadjuvada pela História e pela Geografia, que contextualizam as coordenadas temporais e espaciais onde as grandes ideias da humanidade ganharam corpo.

É este diálogo interdisciplinar que nos dota de um espírito crítico agudo. A Filosofia ensina-nos a ver além das aparências, a julgar com base na ética e a agir com discernimento. Torna-se, assim, a ferramenta basilar para o exercício pleno da cidadania, assente na dialética entre direitos e deveres, e no refinamento do "saber ser" e do "saber estar".

Do Pensamento Crítico à Prática do Serviço Social

Para quem escolhe o caminho das ciências sociais — e, especificamente, para a minha área de formação, o Serviço Social —, esta base filosófica não é opcional; é uma exigência de sobrevivência profissional.

O Serviço Social não se reduz a uma prática tecnocrática ou burocrática de triagem de problemas sociais. Ele exige o diagnóstico das estruturas de opressão, a compreensão das desigualdades e a promoção da dignidade humana.

"Sem a Filosofia e a sua herança ética, o assistente social corre o risco de se tornar um mero reprodutor de regras do sistema, privado da capacidade crítica para questionar as causas profundas da injustiça social."

A Filosofia dá-nos o suporte reflexivo para que a nossa intervenção no terreno seja verdadeiramente transformadora e promotora de emancipação. Contudo, esta necessidade não se limita aos profissionais das Ciências Sociais. Esta matriz permite formar melhores alunos, melhores cidadãos e profissionais de excelência em qualquer área, precisamente por desenvolver o sentido analítico e o pensamento crítico.

O Papel Transformador da Academia

Recentemente, num debate sobre este tema, uma pessoa amiga lembrava-me de que "para quem detém os fundamentos, a Faculdade oferece os meios propícios para o desabrochar das capacidades e potencialidades". É uma constatação feliz e visível em muitos estudantes do nosso instituto.

O ensino superior funciona como um catalisador que nos projeta para voos intelectuais mais altos. Contudo, estas competências e este privilégio do saber não nos pertencem de forma egoísta; temos o imperativo ético de colocar este capital cultural ao serviço da comunidade, devolvendo à sociedade o conhecimento aqui gerado.

O Hábito da Leitura e uma Recomendação

Todavia, este desabrochar esbarra num obstáculo contemporâneo alarmante: a perda do hábito da leitura profunda, uma crise que afeta jovens e adultos (e da qual eu próprio, por vezes, me sinto refém devido à tirania do tempo).

A leitura não pode ser um ato esporádico ou utilitarista de ler apenas algumas páginas por dia; deve ser um hábito quotidiano, um alimento intelectual, epistemológico e interdisciplinar. É ela que nos permite acumular conhecimentos, lançar novas questões e encontrar novas respostas através do ligar e religar de ciências e saberes.

Foi precisamente nesta busca pelas fontes do conhecimento, explorando a biblioteca do ISCSP, que me deparei com uma obra de excecional relevância: "Itinerários da Teoria Sociológica", de José Júlio Gonçalves.

É um livro que recomendo vivamente pela sua clareza e profundidade ao mapear com precisão as bases epistemológicas e filosóficas que fundaram e estruturaram a Sociologia, servindo de bússola para qualquer estudante que queira compreender o social.

Um Tributo Necessário à Docência

Por fim, seria de uma profunda injustiça atribuir este desenvolvimento académico apenas ao esforço individual ou às estruturas físicas da instituição. O verdadeiro milagre da academia reside no carisma, na dedicação e no rigor do profissionalismo dos professores.

Deixo aqui o meu sincero reconhecimento e agradecimento público a todo o corpo docente do ISCSP (Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas), onde frequentei com orgulho o curso de Licenciatura em Serviço Social.

Numa era em que os ventos da modernidade teimam em desvalorizar e precarizar a carreira docente, estes profissionais fazem da pedagogia, com enorme sacrifício pessoal, o sentido das suas vidas. Àqueles que transformam a transmissão do saber num ato de resistência e generosidade, dedico a minha mais sincera gratidão.





English Version

Philosophy as the Foundation of Knowledge

We live in a paradoxical era: never have we had so much access to information, yet rarely have we been so impoverished in cultural density.

It is frequently discussed within academic corridors how glaring the scarcity of cultural capital is, both in students entering higher education and in those completing it. This gap in general knowledge is not a spontaneous phenomenon; it is the symptom of a structural crisis.

It is a shared deficit that:

  • Begins with the erosion of intellectual stimulation within the family unit;
  • Perpetuates itself through the technocratic guidelines of the Ministry of Education;
  • Is compounded by the dictatorship of the quick click on the internet;
  • Feeds on the hollowed-out content of mainstream television;
  • Propagates through the manipulation of thought on social media;
  • Consolidates into a trend of consumerism and immediacy that disregards analysis and critical thinking.

Confronted with this fragmentation, the University finds itself in the ungrateful position of trying to build cathedrals of knowledge upon foundations of sand.

Philosophy as the Matrix of Knowledge

One of the gravest errors of this pedagogical machinery is the absence of Philosophy as a mandatory and transversal subject from the 10th to the 12th grade.

As the foundational matrix of the social sciences, Philosophy is not a mere exercise in abstraction or sterile erudition. It offers the conceptual and ontological map necessary to understand the evolution of human societies.

Knowledge of philosophical currents throughout history is the key that allows us to decode the theoretical premises of so many other disciplines. Ideally, the transition to the academic sphere presupposes the possession of this minimal ecosystem of references, which is indispensable for building a solid scientific and reflective path.

Complex Thought and Networked Learning

Rather than just accumulating isolated data, true learning operates within what Edgar Morin termed "complex thought" — a holistic interconnection between disciplines, where knowledge functions as a network.

Philosophy acts as the central node of this web, supported by History and Geography, which contextualize the temporal and spatial coordinates where humanity’s great ideas took shape.

It is this interdisciplinary dialogue that equips us with a sharp critical spirit. Philosophy teaches us to see beyond appearances, to judge based on ethics, and to act with discernment. It thus becomes the foundational tool for the full exercise of citizenship, grounded in the dialectic between rights and duties, and in the refinement of knowing how to "be" and how to "conduct oneself" in society.

From Critical Thinking to the Practice of Social Work

For those who choose the path of the social sciences — and, specifically, for my field of training, Social Work — this philosophical foundation is not optional; it is a requirement for professional survival.

Social Work cannot be reduced to a technocratic or bureaucratic practice of sorting through social problems. It demands the diagnosis of structural oppression, the understanding of inequalities, and the promotion of human dignity.

"Without Philosophy and its ethical heritage, the social worker risks becoming a mere reproducer of the system's rules, deprived of the critical capacity to question the root causes of social injustice."

Philosophy provides us with the reflective support so that our intervention on the ground can be truly transformative and emancipatory. However, this need is not limited to social science professionals. This matrix allows for the development of better students, better citizens, and excellent professionals in any field, precisely by fostering an analytical mindset and critical thinking.

The Transformative Role of the Academy

Recently, during a debate on this topic, a close friend reminded me that "for those who hold the fundamentals, the University offers the propitious means for the blossoming of capabilities and potential." It is a joyful observation, visible in many students at our institute.

Higher education functions as a catalyst that projects us toward higher intellectual heights. Yet, these skills and this privilege of knowledge do not belong to us selfishly; we have an ethical imperative to place this cultural capital at the service of the community, returning to society the knowledge generated here.

The Habit of Reading and a Recommendation

Nevertheless, this blossoming clashes with an alarming contemporary obstacle: the loss of the habit of deep reading, a crisis that affects both youth and adults (and to which I myself, at times, feel held hostage due to the tyranny of time).

Reading cannot be a sporadic or utilitarian act of just flipping through a few pages a day; it must be a daily habit, an intellectual, epistemological, and interdisciplinary nourishment. It is what allows us to accumulate knowledge, raise new questions, and find new answers by linking and relinking sciences and fields of knowledge.

It was precisely in this search for the sources of knowledge, while exploring the ISCSP library, that I came across an exceptionally relevant work: "Itinerários da Teoria Sociológica" (Itineraries of Sociological Theory), by José Júlio Gonçalves.

It is a book I highly recommend for its clarity and depth in precisely mapping the epistemological and philosophical foundations that established and structured Sociology, serving as a compass for any student wishing to understand the social sphere.

A Necessary Tribute to Teaching

Finally, it would be a profound injustice to attribute this academic development solely to individual effort or the institution's physical structures. The true miracle of academia resides in the charisma, dedication, and rigorous professionalism of the teachers.

I leave here my sincere recognition and public gratitude to the entire faculty of ISCSP (Higher Institute of Social and Political Sciences), where I proudly completed my Bachelor’s Degree in Social Work.

In an era when the winds of modernity insist on devaluing and casualizing the teaching career, these professionals make pedagogy, at great personal sacrifice, the meaning of their lives. To those who transform the transmission of knowledge into an act of resistance and generosity, I dedicate my most sincere gratitude.


Sobre o Autor | About the Author

PT Filipe de Freitas Leal nasceu em Lisboa, em 1964. Com uma trajetória marcada pela vivência cultural e profissional entre Portugal e o Brasil, desenvolveu um olhar plural e sensível sobre as dinâmicas sociais e históricas. É licenciado em Serviço Social e pós-graduado em Políticas Públicas e Desigualdades Sociais pela Universidade Nova de Lisboa. Pesquisador independente e estudioso do idioma hebraico, dedica-se há quase duas décadas à produção de conteúdo de cariz humanista, sendo o criador dos espaços digitais Etcetera e Conhecer o Judaísmo. Autor de diversas obras que transitam pela ciência política, poesia e espiritualidade, Filipe alia o rigor da investigação documental a uma profunda empatia analítica, oferecendo reflexões que fogem de julgamentos fáceis e priorizam a compreensão histórica.

EN Filipe de Freitas Leal was born in Lisbon in 1964. With a career marked by cultural and professional experiences between Portugal and Brazil, he developed a plural and sensitive gaze on social and historical dynamics. He holds a bachelor's degree in Social Work and a postgraduate degree in Public Policy and Social Inequalities from the Universidade Nova de Lisboa. An independent researcher and scholar of the Hebrew language, he has dedicated himself for nearly two decades to producing humanist content, being the creator of the digital spaces Etcetera and Conhecer o Judaísmo. Author of several works spanning political science, poetry, and religion, Filipe combines the rigor of documentary research with a deep analytical empathy, offering reflections that avoid easy judgments and prioritize historical understanding.


quarta-feira, 11 de novembro de 2015

Livro - A Reinserção Social de Cariz Humanista

Editado em livro, pela Createspace/Amazon, o relatório de estágio em serviço social, com resultados de um estudo feito a um conjunto de utentes de uma Cantina Social em Lisboa, no âmbito de um estágio curricular, sendo este dividido em três partes, a primeira trata da caracterização institucional, descrevendo a história, a missão e a vocação da Instituição, a segunda parte, é o enquadramento teórico conceptual, voltado para as questões metodológicas do trabalho social e do estudo efetuado, e por fim a terceira e ultima parte referente aos resultados do estudo e às conclusões finais.

Estudo da autoria de Filipe de Freitas Leal, tendo sido orientadorespel o Professor Doutor Jorge Rio Cardoso, pelo ISCSP; a Dra. Sílvia Moço (Técnica Social) e a co-orientadora, a socióloga Dra. Vera Rodrigues pela Instituição "O Companheiro".

A edição é o segundo livro da Coleção de Livros Etcetera, editado online pela Editora CreateSpace, da Amazon.com, que atribuiu o ISBN (International Standard Book Number), a distribuição de vendas é feita via internet na Amazon dos EUA, Reino Unido e Europa. Outros canais de distribuição só estarão disponíveis dentro dos próximos dois meses, o livro é comprado pelos valores abaixo mais portes de envio.

Poderá fazer a compra do livro, nos seguintes links abaixo:

A Reinserção Social de Cariz Humanista:

Por Filipe de Freitas Leal

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Sobre o Autor

Filipe de Freitas Leal nasceu em Lisboa, em 1964, estudou Serviço Social pelo Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas da Universidade de Lisboa. Estagiou como Técnico de Intervenção Social numa Instituição vocacionada à reinserção social de ex-reclusos e apoio a famílias em vulnerabilidade social, é blogger desde 2007, de cariz humanista, também dedica-se a outros blogs de temas diversos.

terça-feira, 8 de setembro de 2015

A Reinserção Social de Cariz Humanista

"A Reinserção Social de Cariz Humanista" é o título do Relatório Final de estágio em Serviço Social, da autoria de Filipe de Freitas Leal, cuja defesa realizou-se dia 8 de setembro no Instituto Superior de Ciências Sociais e Politicas (ISCSP) da Universidade de Lisboa; Neste relatório entendemos por Humanismo, não uma mera corrente do trabalho social, mas sim a essência do Serviço Social, voltado para a emancipação e capacitação dos clientes (utentes).
O estágio desenvolveu-se no Gabinete de Intervenção Social (GIS) da Instituição "O Companheiro"IPSS, sob a orientação do Professor Doutor Jorge Rio Cardoso, economista e pedagogo, autor de diversos livros sobre métodos de estudo, como Método Ser Bom Aluno Bora Lá, e também Pais à Beira de Um Ataque de Nervos, da Drª. Sílvia Moço responsável pelo GIS, e também pela coorientadora Drª. Vera Rodrigues (socióloga) técnica social no "O Companheiro".
Com o Professor Jorge Rio Cardoso
no ISCSP após a defesa de relatório.
O trabalho efetuou-se ao longo de um ano, de setembro de 2013 a setembro de 2014, em contacto direto com os clientes (utentes) da Cantina Social, do Banco Alimentar e dos residentes daquela Instituição ímpar, culminou numa entrevista como conclusão do projeto de estágio, entrevista essa que visava compreender as causas que subjazem nas problemáticas sociais que surtem o pedido de apoio, quer por encaminhamento interinstitucional, quer por sinalização de terceiros ou ainda a pedido pelos, em situação de vulnerabilidade social.
A população entrevistada, foi a dos clientes (utentes) da Cantina Social, tendo a seguinte pergunta de partida: Em que medida, a consciencialização dos clientes (utentes) sobre a causa da sua problemática promove a mudança efetiva das suas condições de vida?

A resposta e a análise de conteúdo deste estudo das entrevistas, estão disponíveis no repositório do ISCSP, bem como no Box.com, sendo disponibilizado para leitura na hiperligação abaixo.
Hiperligação A Reinserção Social de Cariz Humanista.

Autor Filipe de Freitas Leal

Sobre o Autor

Filipe de Freitas Leal nasceu em Lisboa, em 1964, estudou Serviço Social pelo Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas da Universidade de Lisboa. Estagiou como Técnico de Intervenção Social numa Instituição vocacionada à reinserção social de ex-reclusos e apoio a famílias em vulnerabilidade social, é blogger desde 2007, de cariz humanista, também dedica-se a outros blogs de temas diversos.

segunda-feira, 7 de abril de 2014

Cantinas Sociais e a Emergência Alimentar

O número de cantinas sociais tem vindo a aumentar e expandir-se, atingindo neste momento as 811 unidades, de cantinas sociais espalhadas de Norte a Sul, e são um sintoma claro da situação de crise e de grave carência económica em que vive uma parcela considerável da população portuguesa, tal como um flagelo silencioso do qual não se fala, e por vezes- finge-se que não existe.

As Cantinas Sociais pertencem regra geral, a IPSS's Institutos Particulares de Solidariedade Social, entidades sem fins lucrativos, que atuam em colaboração com o ISS Instituto de Solidariedade Social de Portugal, inseridos por sua vez no PEA Programa de Emergência Alimentar através da RSCS Rede Solidária de Cantinas Sociais, cujo objetivo é suprir as necessidades alimentares dos indivíduos e famílias em situação de vulnerabilidade socioeconómica, através da disponibilização de refeições quentes, a serem consumidas no domicílio.

Segundo dados noticiados no DN Diário de Notícias, foram distribuídas no ano de 2013, cerca de 14 milhões de refeições, a agregados em situação de total dependência, sendo as maiores causas o desemprego, viuvez, divórcio e doença.

O aumento exponencial do desemprego em Portugal, muito embora os dados oficiais tentem disfarçar os números, através de formações dentro do âmbito do Programa VIDA ATIVA, a realidade é que o aumento só não é maior, porque uma grande parte da população jovem e composta maioritariamente por licenciados emigrou, tal como aconselhado pelo Primeiro-ministro Passos Coelho, no início do seu governo, e isso revela-nos que há um grave problema social, e político em Portugal, O Problema a meu ver, está em quem desenha as políticas publicas, esquecendo de conhecer a realidade de quem arregaça as mangas, e esquecendo-se de que é preciso desenhar convictamente politicas sociais, não para remediar, mas sim para consertar e construir um País melhor e mais justo.

De Filipe de Freitas Leal

Abaixo, pode ver a Reportagem do Jornal I (Informação)



Diário de NotíciasCantinas sociais serviram mais de 14 milhões de refeições
Jornal de Notícias: Refeições em Cantinas Sociais aumentam 25%

Sobre o Autor

Filipe de Freitas Leal nasceu em Lisboa, em 1964, estudou Serviço Social pelo Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas da Universidade de Lisboa. Estagiou como Técnico de Intervenção Social numa Instituição vocacionada à reinserção social de ex-reclusos e apoio a famílias em vulnerabilidade social, é blogger desde 2007, de cariz humanista, também dedica-se a outros blogs de temas diversos.

sábado, 30 de março de 2013

Livros - Profissão: Assistente Social

A Cultura Académica Editora, de São Paulo (Brasil) lançou um livro em PDF, sobre o Serviço Social como Profissão, da autoria de Eudémia Corrêa Netto, que é também assistente social.
O livro está fundamentalmente voltado para o contexto e a realidade social brasileira, e do modo como os assistentes sociais no Brasil, trabalham e promovem os direitos humanos e a dignidade humana para a defesa dos utentes.
Este livro agora à disposição do leitor, tanto no blog humanista, como na página da UHL Universidade Humanista Livre, onde serão colocados mais livros técnicos e manuais. Profissão: Assistente Social - Eudémia Corrêa Netto - Download Aqui.

Autor Filipe de Freitas Leal

Sobre o Autor

Filipe de Freitas Leal nasceu em Lisboa, em 1964, estudou Serviço Social pelo Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas da Universidade de Lisboa. Estagiou como Técnico de Intervenção Social numa Instituição vocacionada à reinserção social de ex-reclusos e apoio a famílias em vulnerabilidade social, é blogger desde 2007, de cariz humanista, também dedica-se a outros blogs de temas diversos.

domingo, 17 de março de 2013

19 de Março - Dia Mundial do Serviço Social

Dia 19 de março, é comemorado o "Dia Mundial do Serviço Social", que será celebrado em todo o mundo, tendo como objetivo lembrar o papel libertador e de consciencialização do Serviço Social, e dos agentes que são os Assistentes Sociais, sobretudo porque fundamentalmente tocam nos aspetos fulcrais dos Direitos Humanos e na prática de uma cidadania ativa, que já é por si libertadora, que são os elementos que nos permitem promover a existência plena de um Estado de Direito.
O Serviço Social, moderno não visa só o combate à pobreza, não visa remediar os aflitos, nem curar as feridas, visa a criação ativa de um mundo melhor para todos, e isto de um modo independentemente de classe social, género, raça, credo ou profissão, todos somos um, e é fundamental que assim se faça entender. Uma população não é só um conjunto de pessoas, é antes de tudo um sistema, intrinsecamente ligados uns aos outros. O mal de um será o mal de todos, o bem de muitos promoverá o bem de todos.
O papel dos Assistentes Sociais, ou do Serviço Social, como práxis é o de promover a igualdade e a justiça social, também no aspeto económico e político, através de uma práxis comprometida com os Direitos Humanos.

A IFSW / FIAS International Federation of Social Work, instituiu esta data comemorativa, sempre na terceira terça-feira de março, que este ano calha a 19 de abril, é também uma oportunidade de avaliação do trabalho feitos, pelo Serviço Social em todo o mundo, reavaliando-se as dificuldades, as conquistas, os contributos à sociedade civil e politica, mas sobretudo aos povos,  pois o Serviço social não é e nem poderá ser, uma extensão funcionalista do Estado ou das instituições religiosas, mas antes de tudo, um braço livre e forte na luta pelos direitos dos mais desprotegidos, e com esse intuito a IFSW convoca todos os Assistentes Sociais em todo o Mundo, a comemorarem esta data, sob o lema da Agenda Global "Promoção de Igualdade Social e Económica", cujos campos de atuação do Trabalho Social, vão num leque imensamente alargado, da educação, à saúde, passando pela formação profissional, mas sempre tendo em vista a libertação da pessoa humana, das famílias, das comunidades e aos povos de todos os sistemas que as possam oprimir, pois a Igualdade faz-se pela libertação.

Autor Filipe de Freitas Leal

Sobre o Autor

Filipe de Freitas Leal nasceu em Lisboa, em 1964, estudou Serviço Social pelo Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas da Universidade de Lisboa. Estagiou como Técnico de Intervenção Social numa Instituição vocacionada à reinserção social de ex-reclusos e apoio a famílias em vulnerabilidade social, é blogger desde 2007, de cariz humanista, também dedica-se a outros blogs de temas diversos.

terça-feira, 1 de maio de 2012

I Jornadas Sociais de Rio Tinto

A ARTES, Associação Rio Tinto para a Evolução Social, promoveu as I Jornadas Sociais, realizadas no Conselho, para além do convite feito a todos os interessados,  pediu-se também a que os interessados divulguem o trabalho social da Associação e os resultados das jornadas.
Dos diversos temas abordados no evento, destacaram-se: Nova geração e novos comportamentos; A prevenção em contexto escolar e a nova realidade; A Adesão e a não adesão ao tratamento de doenças infecciosas;  A dignidade no cuidar; A inclusão social através do desporto, entre outros temas.
Data: 4 de maio de 2012
Horário: das 8h30 (Inauguração) às 17h30
Local: Auditório da Escola Secundária de Rio Tinto.

Autor Filipe de Freitas Leal

Sobre o Autor

Filipe de Freitas Leal nasceu em Lisboa, em 1964, estudou Serviço Social pelo Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas da Universidade de Lisboa. Estagiou como Técnico de Intervenção Social numa Instituição vocacionada à reinserção social de ex-reclusos e apoio a famílias em vulnerabilidade social, é blogger desde 2007, de cariz humanista, também dedica-se a outros blogs de temas diversos.

domingo, 11 de março de 2012

Jornadas do Dia Mundial do Assistente Social

A delegação da APSS - Algarve, promove no dia 21 de março de 2012, as Jornadas do Dia Mundial do Assistente Social, que decorrerão na Universidade do Algarve em Faro.
Estarão presentes entre outros, Dr. Marco António, Secretário de Estado da Segurança Social; Dr. Macário Correia, Presidente da Câmara de Faro; Dr. João Guerreiro, Magnifico Reitor da Universidade do Algarve; Graça Rafael, Presidente da delegação regional da APSS do Algarve entre outros.
Serão abordados temas como:
  • O assistente social e as políticas sociais em contexto de crise
  • A Razão e o Sentir - Tensões e desafios do assistente social
  • A Ordem Profissional vs Equilíbrio e regulação
  • Novos desafios à Intervenção
  • Empreendedorismo Social
  • Abordagem sobre as redes sociais e o acesso ao emprego.
  • Assistentes sociais como mediadores dos Direitos Humanos.
Data: 21 de março
Horário: das 9h às 16h30
LocalAnfiteatro Engº José Silvestre - Instituto Superior de Engenharia - Universidade do Algarve - Faro
Contato: 289.895.963
Inscrições: Até 16 de março (para o e-mail: apssalgarve@gmail.com)
Página Webaqui.

Preços: 5,00€, é Gratuito para Assistentes Sociais e Estudantes de Serviço Social.


Autor Filipe de Freitas Leal

Sobre o Autor

Filipe de Freitas Leal nasceu em Lisboa, em 1964, estudou Serviço Social pelo Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas da Universidade de Lisboa. Estagiou como Técnico de Intervenção Social numa Instituição vocacionada à reinserção social de ex-reclusos e apoio a famílias em vulnerabilidade social, é blogger desde 2007, de cariz humanista, também dedica-se a outros blogs de temas diversos.

 
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