#BringThemHomeNow!
Ha ainda nos túneis de Gaza, um numero estimado em 136 reféns israelitas e judeus sequestrados no fatídico dia dos massacres de 07/10/23.
Solidariedade é a essencia da Justiça Social
Para que uma sociedade se desenvolva em justiça social é fundamental a cultura da solidariedade.
quinta-feira, 29 de janeiro de 2026
EUA X IRÀO - Guerra ou Pressão ?
terça-feira, 20 de janeiro de 2026
Eleições em Portugal: Seguro Vs. Ventura.
É precisamente este tipo de rigidez ideológica, em defesa da ortodoxia, (algo próprio das religiões) que fez com que a Esquerda mais radical perdesse estas eleições de uma forma humilhante. A Esquerda parece que vive fora da realidade algo quase patológico.
E por fim, não é preciso ser de esquerda nem de direita para se defender a democracia, princípios e valores humanistas que de resto os democratas-cristãos há muito tempo têm, basta ver a Encíclica Rerum Novarum do Papa Leão XIII no fim do século XIX e que serviu de base à fundação da Democracia Cristã em Itália,
Não sei se Ventura será eleito. Penso que não, tal como o Miguel Morgado, que nesta luta uma grande parte dos eleitores da direita e centro-direita votarão no Seguro, o que não quer dizer que não seja uma luta renhida. Mas o discurso por vezes mono-temático e radical de André Ventura não é um discurso transversal. Não nos esqueçamos que os liberais não se prendem por discursos mono-temáticos ou excessivamente radicais do ponto de vista ideológico, eles querem é pragmatismo estão-se nas tintas para leis de imigração desde que os imigrantes ganhem pouco e dêem lucro, para os Liberais a Pátria é a União Europeia, o Euro e a Bolsa de Valores. Discursos do ventura não dão lucro.
E os demais partidos são a grosso modo mais do mesmo, com um verniz socializante mas só mesmo de fachada. O próprio Seguro é um liberal.
Quanto ao Almirante Gouveia e Melo, creio que ele esperava ser o novo Ramalho Eanes, e obter como há 50 anos, o apoio das forças democráticas do PS, PSD e CDS, mas o PSD não teve coragem de apoiar a candidatura transversal como o Almirante pretendia, e sem apoios partidários o discurso de Gouveia e Melo foi fraco, periclitante, vazio, porque tentou não se comprometer demasiado e quis agradar a gregos e troianos. E assim o PSD mereceu esta derrota ( para aprender a dar a palavra às bases) E com esta derrota, Montenegro colocou a sua imagem e o próprio PSD em perigo, e até pode ser substituído pelo Chega e a IL nas próximas eleições.
O Almirante naufragou numas eleições em que não serviu para ser o novo Ramalho Eanes com o eixo-democrático e nem o novo Américo Thomaz em Belém com o Ventura em São Bento.
Se Ventura for eleito, o que eu acho difícil, ele terá então um desafio enorme, o de ultrapassar a imagem de extremista que não é de todo aceitável na UE, vai ter que lidar com dossiers muito para além da imigração, e não poderá se posicionar contra os compromissos assumidos por Portugal nos governos anteriores. Ou seja, terá que fazer uma metamorfose, indo de Salazar a Georgia Meloni. Deixar de lado a linguagem agressiva e apresentar uma imagem moderada, assertiva e diplomática.
António José Seguro tem tudo o que precisa para agradar a quase todos como queria o Almirante, é que seguro é na verdade um líder fraco, um hesitante, aliás no PS líderes de punho só me lembro de dois, goste-se ou não , foram Mário Soares e José Sócrates, os demais líderes foram hesitantes como António Guterres que se queixava do pântano, mas o pântano era a sua falta de punho nas decisões políticas e partidárias.
Voltando à questão central deste texto que já vai longo, creio que a ascensão de André Ventura a Belém, seria o início da "Era da Incerteza" em Portugal em particular para o PSD e o PS, bem como do início de crises políticas que culminariam em dissoluções do Parlamento que fizessem Ventura beneficiar o seu partido em eleições legislativas. Mas ao contrário do que se diz, Ventura não é um fascista, nem um perigo para a democracia porque claramente ele não governaria em Ditadura.
Eu pessoalmente prefiro mil vezes Ventura como Primeiro Ministro para mostrar o que de facto vale, do que como Presidente que tem que ser para todos os portugueses e não apenas para uma parcela de portugueses que votaram nele.
Sobre o Autor
Filipe de Freitas Leal nasceu em Lisboa, em 1964, é licenciado em Serviço Social pelo Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas da Universidade de Lisboa, com Pós-graduação em Políticas Públicas e Desigualdades Sociais, frequentou o Mestrado de Sociologia na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa. Estagiou com reinserção social de ex-reclusos e o apoio a famílias em vulnerabilidade social. É Bloguer desde 2007, tem publicados oito livros de temas muito diversos, desde a Poesia até à Política.
sexta-feira, 16 de janeiro de 2026
Massacres No Irão e Silêncio da Esquerda
Por onde andas ó Esquerda que tanto lutas pelos Direitos Humanos?
Onde estás Greta Thunberg, porque te calas ó Mariana Mortágua, e porque não se fazem Flotilhas pelo povo martirizado no Irão?
E os governantes e líderes de Esquerda, o que dizem, o que vão dizer e fazer Sanchez, Lula, Guterres, António Costa, Melanchon, entre outros em defesa do povo iranano?
Será porque o Irão que atropela os direitos humanos, persegue as mulheres e mata manifestantes é o mesmo Irão que defende a Palestina, financia os terroristas do Hezbollah e do Hamas, será o mesmo Irão que a Esquerda tanto ama e defende?
Será porque o Aiatolá Khamenei era o melhor amigo de Maduro, um caudilho esquerdista corrupto e acusado de transformar a Venezuela num Narco-estado?
Porque se cala a Esquerda quando morrem às centenas, talvez já milhares? É porque o Irão é o maior inimigo de Israel ?
Ao fim e ao cabo, o que é a Esquerda hoje?
Que raio de Esquerda é esta que luta pela Palestina e abandona as iranianas. Afinal não somos todos iguais?
Se a resposta for sim, então, equivale a dizer que esta nova Esquerda de hoje é cúmplice e cobarde, e que preferiu trocar os manuais humanistas e da luta de classes pelos "Protocolos dos Sábios de Sião".
Sobre o Autor
Filipe de Freitas Leal nasceu em Lisboa, em 1964, é licenciado em Serviço Social pelo Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas da Universidade de Lisboa, com Pós-graduação em Políticas Públicas e Desigualdades Sociais, frequentou o Mestrado de Sociologia na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa. Estagiou com reinserção social de ex-reclusos e o apoio a famílias em vulnerabilidade social. É Bloguer desde 2007, tem publicados oito livros de temas muito diversos, desde a Poesia até à Política.
sexta-feira, 9 de janeiro de 2026
Novos Conflitos na Geopolítica
Se a URSS, o Pacto de Varsóvia, o COMECOM e o Comunismo caíram em simultâneo no ano de 1991, deixando então de ser uma ameaça para o Ocidente, porque é que a NATO/OTAN permaneceu e expandiu-se ainda mais, até às fronteiras com a Rússia? Será que se a NATO já não existisse não teria havido guerra na Ucrânia?
Da mesma forma, a União Europeia expandiu-se para leste, mas também aqui, para além da parceria na Nord Stream, a Rússia sempre foi posta de lado e a subserviência europeia a Washington nunca foi posta em causa. Os países europeus do COMECOM poderiam ter aderido à UE tal como os países do Pacto de Varsóvia poderiam ter aderido à NATO/OTAN promovendo cooperação e intercâmbios para uma nova era de desenvolvimento. Mas não foi isso que aconteceu.
Com a ilusão da paz, e o boom económico da UE, a Europa optou pelo Soft power e desmilitarizou-se e assim, entregou à NATO/OTAN (EUA) a sua defesa, e na mesma época deslocalizou para a China muito da sua indústria e know how (fábricas) permitindo que esta viesse a ser a grande talvez já a maior potência económica, política e militar que é hoje, com o ser Hard Power.
E sim, é claro que se de facto houver a anexação da Groenlândia, aí sim, será o fim da NATO/OTAN, mas será mais do que isso, será o abandono da Europa à sua sorte. O ataque à Venezuela e o derrube de Maduro, bem como ameaças a outras áreas perto dos EUA são um sinal inequívoco disso.
E é claro que trata-se de uma guerra geopolítica num mundo que entrou em desequilíbrio, visto que até 1991, haviam duas superpotências, até que veio a queda do gigante urso soviético, depois por algum tempo só a Águia americana voo altaneira. Mas passadas três décadas e uma revolução tecnológica, o mundo passou a ser multipolar. Há sim uma disputa surda e feroz no Oceano Ártico por rotas abertas com o degelo. Há sim uma redefinição de posições no tabuleiro do xadrez das relações internacionais e está a ser obviamente feita com conflitos e provocações.
Sobre o Autor
Filipe de Freitas Leal nasceu em Lisboa, em 1964, é licenciado em Serviço Social pelo Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas da Universidade de Lisboa, com Pós-graduação em Políticas Públicas e Desigualdades Sociais, frequentou o Mestrado de Sociologia na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa. Estagiou com reinserção social de ex-reclusos e o apoio a famílias em vulnerabilidade social. É Bloguer desde 2007, tem publicados oito livros de temas muito diversos, desde a Poesia até à Política.
segunda-feira, 5 de janeiro de 2026
Queda de Maduro e a Nova Ordem Mundial
É ingénuo pensar que o que aconteceu na Venezuela seja só por causa do Petróleo, ou do Narcotráfico. Não foi nada disso, o que está por trás disto é algo muito maior, trata-se de um jogo de domínio político na redefinição de uma Nova Ordem Mundial.
Todos sabem que o Petróleo é um ativo poderoso no Xadrez Político e económico global, não se trata apenas de os EUA passarem a ter mais barris, mas num jogo geopolítico, equivale a decidir para quem será vendido e a que preço. Isto significa que os países que são aliados de Maduro terão menos petróleo, ou terão problemas de inflação e instabilidade com o aumento do preço.
Mas sejamos francos, apesar disto, de que seja Geopolítica, redefinição de uma Nova Ordem Mundial ou o mero interesse geo-estratégico pelo controlo da maior reserva petrolífera (e isto tudo é verdade, admito) temos que olhar o lado positivo disto. Primeiro, a Venezuela com o Regime de Maduro não era um Estado de Direito mas sim um Regime de Exceção, Segundo, o país hoje está livre de um Caudilho, um facínora torcionário que perseguiu, prendeu e torturou os seus opositores e hoje já pode aspirar a ser uma democracia plena. Maduro há muito que deveria ter sido derrubado por um Golpe de Estado, até porque além disso nem sequer foi de facto eleito, fez a maior fraude eleitoral da história de que há memória até hoje.
Creio também que estamos a assistir ao fim da globalização e a ver o mundo a ser dividido em "Quintais" outra vez, ou seja está a redefinir-se uma clara luta por zonas de influência. É neste contexto, a Europa poderá perder ainda mais a capacidade de influencia.
Também é ingénuo pensar que o Regime de Maduro era ele mesmo. Não era, ele era uma peça no Xadrez de influência e interesses de um bloco específico na Geopolítica. Cuba, Rússia, Irão, China. Hoje essa peça do Xadrez caiu, em parte por culpa própria ao perder apoio popular devido à forma ditatorial com que governou e à falta de legitimidade, ao usurpar a Presidência, através de uma fraude eleitoral, falsificando os resultados das eleições, que de facto perdeu.
Sim. Tendo em conta que um dos principais aliados do Putin era a Venezuela e Maduro, e que a Venezuela era um dos principais fornecedores de Petróleo para a Rússia. Isto diz tudo e faz sentido. Como disse, trata-se não só de os EUA controlarem a área Geopolítica nas Américas, mas também definir para quem vai e a que preço vai o Petróleo da Venezuela. Outro país que será afetado, obviamente é Cuba.
quinta-feira, janeiro 29, 2026
Filipe de Freitas Leal





