
A
Peça Auto da Lusitânia, da
autoria de Gil Vicente, escrita no Século XVI em 1531, e apresentada em 1532,
cujo trecho abaixo é uma das partes do respectivo Auto[1],
intitulada Todo o Mundo e Ninguém, estes são os nomes de dois personagens, o
primeiro representa um mercador, a maioria e a sua arrogância, o segundo
representa um pobre, a minoria, e a sua humildade, nos diálogos entre ambos, há
trocadilhos que mostram a natureza da alma humana no contexto social da época,
e que nos parece sempre tão atual.
Por
outras palavras, Gil Vicente faz neste ato da peça uma mordaz critica à
sociedade da época, a peça inteira que contém quatro atos, relata o nascimento
da Lusitânia filha de Lisbea e o Sol, no entanto quero focar apenas este diálogo
onde...