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quinta-feira, 13 de agosto de 2026

A Filosofia como base do saber

A Crise Silenciosa do Capital Cultural

Vivemos numa era paradoxal: nunca tivemos tanto acesso à informação, mas raramente fomos tão pobres em densidade cultural.

Discute-se com frequência, nos corredores académicos, a gritante escassez de capital cultural tanto nos estudantes que ingressam no ensino superior, como naqueles que o concluem. Esta lacuna na cultura geral não é um fenómeno espontâneo; é o sintoma de uma crise estrutural.

Trata-se de um défice partilhado, que:

  • Começa na erosão do estímulo intelectual no seio familiar;
  • Perpetua-se nas diretrizes tecnocráticas do Ministério da Educação;
  • É exponenciado pela ditadura do clique rápido na internet;
  • Alimenta-se do esvaziamento de conteúdos das televisões generalistas;
  • Propaga-se na manipulação do pensamento através das redes sociais;
  • Consolida-se numa tendência de consumo e imediatismo que despreza a análise e o pensamento crítico.

Confrontada com esta fragmentação, a Universidade vê-se na ingrata posição de tentar erguer catedrais de conhecimento sobre fundações de areia.

A Filosofia como Matriz do Conhecimento

Um dos erros mais graves desta engrenagem pedagógica é a ausência da Filosofia como disciplina obrigatória e transversal do 10.º ao 12.º ano.

Sendo a matriz fundacional das ciências sociais, a Filosofia não é um mero exercício de abstração ou de erudição estéril. Ela oferece o mapa conceptual e ontológico necessário para compreender a evolução das sociedades humanas.

O conhecimento das correntes filosóficas ao longo da História é a chave que nos permite descodificar as premissas teóricas de tantas outras disciplinas. Idealmente, a transição para o espaço académico pressupõe a posse deste ecossistema mínimo de referências, indispensáveis para a construção de um percurso científico e reflexivo sólido.

O Pensamento Complexo e a Aprendizagem em Rede

Mais do que acumular dados isolados, a verdadeira aprendizagem opera no que Edgar Morin designou como "pensamento complexo" — uma interligação holística entre saberes, onde o conhecimento funciona em rede.

A Filosofia atua como o nó central desta teia, coadjuvada pela História e pela Geografia, que contextualizam as coordenadas temporais e espaciais onde as grandes ideias da humanidade ganharam corpo.

É este diálogo interdisciplinar que nos dota de um espírito crítico agudo. A Filosofia ensina-nos a ver além das aparências, a julgar com base na ética e a agir com discernimento. Torna-se, assim, a ferramenta basilar para o exercício pleno da cidadania, assente na dialética entre direitos e deveres, e no refinamento do "saber ser" e do "saber estar".

Do Pensamento Crítico à Prática do Serviço Social

Para quem escolhe o caminho das ciências sociais — e, especificamente, para a minha área de formação, o Serviço Social —, esta base filosófica não é opcional; é uma exigência de sobrevivência profissional.

O Serviço Social não se reduz a uma prática tecnocrática ou burocrática de triagem de problemas sociais. Ele exige o diagnóstico das estruturas de opressão, a compreensão das desigualdades e a promoção da dignidade humana.

"Sem a Filosofia e a sua herança ética, o assistente social corre o risco de se tornar um mero reprodutor de regras do sistema, privado da capacidade crítica para questionar as causas profundas da injustiça social."

A Filosofia dá-nos o suporte reflexivo para que a nossa intervenção no terreno seja verdadeiramente transformadora e promotora de emancipação. Contudo, esta necessidade não se limita aos profissionais das Ciências Sociais. Esta matriz permite formar melhores alunos, melhores cidadãos e profissionais de excelência em qualquer área, precisamente por desenvolver o sentido analítico e o pensamento crítico.

O Papel Transformador da Academia

Recentemente, num debate sobre este tema, uma pessoa amiga lembrava-me de que "para quem detém os fundamentos, a Faculdade oferece os meios propícios para o desabrochar das capacidades e potencialidades". É uma constatação feliz e visível em muitos estudantes do nosso instituto.

O ensino superior funciona como um catalisador que nos projeta para voos intelectuais mais altos. Contudo, estas competências e este privilégio do saber não nos pertencem de forma egoísta; temos o imperativo ético de colocar este capital cultural ao serviço da comunidade, devolvendo à sociedade o conhecimento aqui gerado.

O Hábito da Leitura e uma Recomendação

Todavia, este desabrochar esbarra num obstáculo contemporâneo alarmante: a perda do hábito da leitura profunda, uma crise que afeta jovens e adultos (e da qual eu próprio, por vezes, me sinto refém devido à tirania do tempo).

A leitura não pode ser um ato esporádico ou utilitarista de ler apenas algumas páginas por dia; deve ser um hábito quotidiano, um alimento intelectual, epistemológico e interdisciplinar. É ela que nos permite acumular conhecimentos, lançar novas questões e encontrar novas respostas através do ligar e religar de ciências e saberes.

Foi precisamente nesta busca pelas fontes do conhecimento, explorando a biblioteca do ISCSP, que me deparei com uma obra de excecional relevância: "Itinerários da Teoria Sociológica", de José Júlio Gonçalves.

É um livro que recomendo vivamente pela sua clareza e profundidade ao mapear com precisão as bases epistemológicas e filosóficas que fundaram e estruturaram a Sociologia, servindo de bússola para qualquer estudante que queira compreender o social.

Um Tributo Necessário à Docência

Por fim, seria de uma profunda injustiça atribuir este desenvolvimento académico apenas ao esforço individual ou às estruturas físicas da instituição. O verdadeiro milagre da academia reside no carisma, na dedicação e no rigor do profissionalismo dos professores.

Deixo aqui o meu sincero reconhecimento e agradecimento público a todo o corpo docente do ISCSP (Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas), onde frequentei com orgulho o curso de Licenciatura em Serviço Social.

Numa era em que os ventos da modernidade teimam em desvalorizar e precarizar a carreira docente, estes profissionais fazem da pedagogia, com enorme sacrifício pessoal, o sentido das suas vidas. Àqueles que transformam a transmissão do saber num ato de resistência e generosidade, dedico a minha mais sincera gratidão.





English Version

Philosophy as the Foundation of Knowledge

We live in a paradoxical era: never have we had so much access to information, yet rarely have we been so impoverished in cultural density.

It is frequently discussed within academic corridors how glaring the scarcity of cultural capital is, both in students entering higher education and in those completing it. This gap in general knowledge is not a spontaneous phenomenon; it is the symptom of a structural crisis.

It is a shared deficit that:

  • Begins with the erosion of intellectual stimulation within the family unit;
  • Perpetuates itself through the technocratic guidelines of the Ministry of Education;
  • Is compounded by the dictatorship of the quick click on the internet;
  • Feeds on the hollowed-out content of mainstream television;
  • Propagates through the manipulation of thought on social media;
  • Consolidates into a trend of consumerism and immediacy that disregards analysis and critical thinking.

Confronted with this fragmentation, the University finds itself in the ungrateful position of trying to build cathedrals of knowledge upon foundations of sand.

Philosophy as the Matrix of Knowledge

One of the gravest errors of this pedagogical machinery is the absence of Philosophy as a mandatory and transversal subject from the 10th to the 12th grade.

As the foundational matrix of the social sciences, Philosophy is not a mere exercise in abstraction or sterile erudition. It offers the conceptual and ontological map necessary to understand the evolution of human societies.

Knowledge of philosophical currents throughout history is the key that allows us to decode the theoretical premises of so many other disciplines. Ideally, the transition to the academic sphere presupposes the possession of this minimal ecosystem of references, which is indispensable for building a solid scientific and reflective path.

Complex Thought and Networked Learning

Rather than just accumulating isolated data, true learning operates within what Edgar Morin termed "complex thought" — a holistic interconnection between disciplines, where knowledge functions as a network.

Philosophy acts as the central node of this web, supported by History and Geography, which contextualize the temporal and spatial coordinates where humanity’s great ideas took shape.

It is this interdisciplinary dialogue that equips us with a sharp critical spirit. Philosophy teaches us to see beyond appearances, to judge based on ethics, and to act with discernment. It thus becomes the foundational tool for the full exercise of citizenship, grounded in the dialectic between rights and duties, and in the refinement of knowing how to "be" and how to "conduct oneself" in society.

From Critical Thinking to the Practice of Social Work

For those who choose the path of the social sciences — and, specifically, for my field of training, Social Work — this philosophical foundation is not optional; it is a requirement for professional survival.

Social Work cannot be reduced to a technocratic or bureaucratic practice of sorting through social problems. It demands the diagnosis of structural oppression, the understanding of inequalities, and the promotion of human dignity.

"Without Philosophy and its ethical heritage, the social worker risks becoming a mere reproducer of the system's rules, deprived of the critical capacity to question the root causes of social injustice."

Philosophy provides us with the reflective support so that our intervention on the ground can be truly transformative and emancipatory. However, this need is not limited to social science professionals. This matrix allows for the development of better students, better citizens, and excellent professionals in any field, precisely by fostering an analytical mindset and critical thinking.

The Transformative Role of the Academy

Recently, during a debate on this topic, a close friend reminded me that "for those who hold the fundamentals, the University offers the propitious means for the blossoming of capabilities and potential." It is a joyful observation, visible in many students at our institute.

Higher education functions as a catalyst that projects us toward higher intellectual heights. Yet, these skills and this privilege of knowledge do not belong to us selfishly; we have an ethical imperative to place this cultural capital at the service of the community, returning to society the knowledge generated here.

The Habit of Reading and a Recommendation

Nevertheless, this blossoming clashes with an alarming contemporary obstacle: the loss of the habit of deep reading, a crisis that affects both youth and adults (and to which I myself, at times, feel held hostage due to the tyranny of time).

Reading cannot be a sporadic or utilitarian act of just flipping through a few pages a day; it must be a daily habit, an intellectual, epistemological, and interdisciplinary nourishment. It is what allows us to accumulate knowledge, raise new questions, and find new answers by linking and relinking sciences and fields of knowledge.

It was precisely in this search for the sources of knowledge, while exploring the ISCSP library, that I came across an exceptionally relevant work: "Itinerários da Teoria Sociológica" (Itineraries of Sociological Theory), by José Júlio Gonçalves.

It is a book I highly recommend for its clarity and depth in precisely mapping the epistemological and philosophical foundations that established and structured Sociology, serving as a compass for any student wishing to understand the social sphere.

A Necessary Tribute to Teaching

Finally, it would be a profound injustice to attribute this academic development solely to individual effort or the institution's physical structures. The true miracle of academia resides in the charisma, dedication, and rigorous professionalism of the teachers.

I leave here my sincere recognition and public gratitude to the entire faculty of ISCSP (Higher Institute of Social and Political Sciences), where I proudly completed my Bachelor’s Degree in Social Work.

In an era when the winds of modernity insist on devaluing and casualizing the teaching career, these professionals make pedagogy, at great personal sacrifice, the meaning of their lives. To those who transform the transmission of knowledge into an act of resistance and generosity, I dedicate my most sincere gratitude.


Sobre o Autor | About the Author

PT Filipe de Freitas Leal nasceu em Lisboa, em 1964. Com uma trajetória marcada pela vivência cultural e profissional entre Portugal e o Brasil, desenvolveu um olhar plural e sensível sobre as dinâmicas sociais e históricas. É licenciado em Serviço Social pelo Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas (ISCSP) da Universidade de Lisboa e pós-graduado em Políticas Públicas e Desigualdades Sociais pela Faculdade de Ciências Sociais e Humanas (FCSH/UNL). Pesquisador independente e estudioso autodidata do idioma hebraico, dedica-se há quase duas décadas à produção de conteúdo de cariz humanista, sendo o criador dos espaços digitais Etcetera e Conhecer o Judaísmo. Autor de diversas obras que transitam pela ciência política, poesia e espiritualidade, Filipe alia o rigor da investigação documental a uma profunda empatia analítica, oferecendo reflexões que fogem de julgamentos fáceis e priorizam a compreensão histórica.

EN Filipe de Freitas Leal was born in Lisbon in 1964. With a career marked by cultural and professional experiences between Portugal and Brazil, he developed a plural and sensitive gaze on social and historical dynamics. He holds a bachelor's degree in Social Work from the Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas (ISCSP), Universidade de Lisboa, and a postgraduate degree in Public Policy and Social Inequalities from the Faculdade de Ciências Sociais e Humanas (FCSH/UNL). An independent researcher and self-taught scholar of the Hebrew language, he has dedicated himself for nearly two decades to producing humanist content, being the creator of the digital spaces Etcetera and Conhecer o Judaísmo. Author of several works spanning political science, poetry, and spirituality, Filipe combines the rigor of documentary research with a deep analytical empathy, offering reflections that avoid easy judgments and prioritize historical understanding.


segunda-feira, 7 de maio de 2012

Humanistas de Israel declaram-se minoria

Protestos em Israel contra segregação.
O IDI Instituto Democracia Israel, foi fundado em 1991, como um grupo não partidário e não religioso e de cariz fundamentalmente humanista.
O instituto publicou recentemente uma pesquisa sobre a sociedade israelita, cujas principais conclusões referem que 90% dos israelitas vem e participam dos principais rituais judaicos, circuncisão, bar mitzva, casamentos e funerais religiosos, bem como festas judaicas, bem como consideram importante que se cumpram esses rituais; 80% além de participarem acreditam verdadeiramente em Deus; 67% acreditam que o povo judeu é o povo escolhido por Deus; 65% acreditam na Toráh; 24% do judeus são ortodoxos ou ultra-ortodoxos.
No entanto a sociedade é menos religiosa que nos Estados Unidos, no entanto os ortodoxos dominam a vida social e cultural de Israel.
Os humanistas em Israel declararam-se como uma minoria religiosa em Israel, devido ao facto de a sociedade Israel,

O IDI defende que a sociedade deve permitir o pluralismo e tornar-se secular, mas como isso não está ainda no horizonte próximo, os humanistas por exemplo declararam-se como uma minoria religiosa, justamente por esse motivo, pois como seculares não teriam o mesmo reconhecimento e apoio. A origem disso é a critica acirrada contra a esquerda secular, que dominou a vida política em Israel no que se refere a elites politicas, culturais e judiciais, a postura atual e as criticas ao secularismo geram uma confusão na sociedade sobre o que é o secularismo e a democracia liberal, que em nada impediu ou impedirá a religiosidade das pessoas.
O artigo é publicado no jornal diário israelita “Haaretz” (O País) veja aqui.

Texto escrito conforme o Acordo Ortográfico - Convertido pelo Lince

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Manifestação de 15 de Outubro - A Democracia Sai à Rua -

"Fora, Fora Daqui, a Fome, a Miséria e o FMI"
Todos os Humanistas e homens e mulheres de boa vontade, de todos os credos, etnias, nacionalidades e condições, indignados com a situação atual da economia mundial e das políticas recessivas, no nosso país, foram convocados a participar na marcha que ocorreu em vários locais de Portugal, Europa e em mais de 80 países do Mundo atravessando os 5 continentes, com o objetivo de fazer ouvir a nossa voz, a voz dos INDIGNADOS, numa marcha de Protesto por uma Democracia mais ampla e uma economia mais justa, bem como por uma sociedade onde a cidadania seja real e participativa.

A Condição Sine Qua Non é A NÃO VIOLÊNCIA, a paz entre os homens é sem duvida a marca do Homem novo, por uma nova civilização.

O Protesto foi convocado em Portugal por diversas entidades politico.partidárias, sindicais e culturais que pretendem defender os interesses dos indignados portugueses, tão humilhados pelas politicas de um capitalismo cada vez mais feroz e sem rosto, onde as pessoas contam cada vez menos nos seus direitos e são cada vez mais forçadas a pagar a crise que não criaram, vivendo amordaçados numa democracia fantoche e hipócrita.

O Protesto (Manifestação) teve inicio às 15h00 em vários locais de Portugal, como Braga, Coimbra, Évora, Faro, Lisboa e Porto, nos Açores foi em Angra do Heroísmo. 
     Em Lisboa, a marcha saiu da Praça do Marquês de Pombal, em passeata até ao Palácio de São Bento, com palavras de ordem como "Fora, fora daqui, a fome, a miséria e o FMI", estiveram presentes membros e simpatizantes do PH Partido Humanista, BE Bloco de Esquerda, PCTP Partido Comunista dos Trabalhadores Portugueses, foi visivel a presença de outros rostos da oposição politica portuguesa, de intelectuais, artistas, membros da igreja e outras comunidades religiosas, numa mistura multicultural com gente de todos os quadrantes da nossa sociedade neste protesto contra uma politica claramente contraproducente para o bem comum e a justiça social.

     A manifestação dirigiu-se às escadarias do Parlamento, onde houve alguns incidentes com as forças policiais e dois manifestantes foram detidos.

      De resto as manifestações foram mais ou menos pacificas, tendo havido detidos em Nova Iorue e Londres, em Roma foi exceção com atos de vandalismo.

          Ver o site oficial em http://www.15deoutubro.net/


domingo, 9 de outubro de 2011

Violência - Conferência do Núcleo de Serviço Social

Terá Lugar no dia 20 de Outubro Sexta-Feira, a Conferência com o tema "Violência", e que será moderada pela Professora Doutora Dália Costa (ISCSP-UTL) e com organização do NSS Núcleo de Serviço Social do ISCSP.
Os temas abordados serão os seguintes por ordem do programa: "Violência em sociedades multi-culturais", pelo Dr. Joaquim Quintino Aires (Psicólogo); "Violência na família", pela Drª. Fátima Duarte (da Equipa técnica da CNCPCJ); "Violência no namoro", pelo Professor Catedrático Carlos Poiares (Diretor da Faculdade de Psicologia da Universidade Lusófona); "Violência na sociedade política", pela Professora Doutora Sandra Balão do ISCSP-UTL.
Sendo uma iniciativa do NSS Núcleo de Serviço Social, contando também com a colaboração de Diogo Duarte, Patrícia Ricardo, Diogo Amaral entre outros membros do NSS, estando de parabéns pela iniciativa e pertinência do tema.
Data e Hora: 20 de Outubro de 2011 pelas 10h00.
Local: Lisboa, Polo Universitário da Ajuda / ISCSP-UTL - Auditório 2

Autor Filipe de Freitas Leal

Sobre o Autor

Filipe de Freitas Leal nasceu em Lisboa, em 1964, estudou Serviço Social pelo Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas da Universidade de Lisboa. Estagiou como Técnico de Intervenção Social numa Instituição vocacionada à reinserção social de ex-reclusos e apoio a famílias em vulnerabilidade social, é blogger desde 2007, de cariz humanista, também dedica-se a outros blogs de temas diversos.

Associações de Proteção Civil - Seminário

Realiza-se no próximo dia 29 deste mês, um Seminário intitulado de: "Associações de Proteção Civil que Paradigma Para Portugal" organizado e promovido pela "Safety" Associação para a Prevenção e Segurança em Protecção Civil, em que se pretende debater o papel que assumem as associações de protecção civil em Portugal na atualidade.
O debate contará com um vasto conjunto de oradores especialista da área, no qual terá também um alargado painel de debates por toda a manhã, em que serão abordados vários indicadores, bem como debater a missão das associações de protecção civil, mas também qual é o seu enquadramento e a sua integração no Sistema de Protecção Civil Nacional.
O Seminário é dirigido especialmente para profissionais e especialistas da área, para autarcas, não deixa no entanto de ser no entanto direcionado a estudantes do ensino supeior, assistentes sociais e demais interessados nas matérias programadas.
A Safety, convida, desde já, todos os interessados a acompanhar esta iniciativa, que decorrerá conforme programa publicado, vale a pena, requer inscrição.
Data e Hora: 29/10/2011 a partir das 09h30.
Local: Auditório da Junta de Freguesia de Vila Franca de Xira.

Download PDFManual de Proteção Civil. 

Autor Filipe de Freitas Leal

Sobre o Autor

Filipe de Freitas Leal nasceu em Lisboa, em 1964, estudou Serviço Social pelo Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas da Universidade de Lisboa. Estagiou como Técnico de Intervenção Social numa Instituição vocacionada à reinserção social de ex-reclusos e apoio a famílias em vulnerabilidade social, é blogger desde 2007, de cariz humanista, também dedica-se a outros blogs de temas diversos.

sábado, 8 de outubro de 2011

Suicídio - Índices Ultrapassam Acidentes de Viação

Dados revelados pelo Jornal Público, de acordo com o INE Instituto Nacional de Estatísticas Português, mostram que a incidência do Suicídio na mortalidade em Portugal, tem ao contrário do que supõe o censo comum, um índice superior à mortalidade causada por acidentes de viação, isto no que se refere a causas não naturais.
Este estudo, tem uma importância muito pertinente, para a compreensão sociológica do país, devido a dois factos, primeiro porque não é noticiado de forma clara nos meios de comunicação social quando as pessoas se suicidam, no entanto, sempre que há um acidente de viação com vitimas mortais, isso é noticiado na TV, rádio e imprensa escrita; Segundo aspeto é que os objetivos de noticiar ou não, são acima de tudo políticos e visam evitar o alarmismo face aos suicídios, mas tentam além disso incidir de forma didatica chamando os condutores a uma condução responsável e responsabilizadora do modo como nós todos como cidadãos conduzimos nas auto-estradas, para que se evite a mortalidade nos acidentes; Outro fator a ter em conta é que apesar da subida dos suicídios em Portugal, e devido aos tempos especialmente difíceis em que o Mundo e a Europa estão submergidos, não deixam no entanto de estar dentro da média europeia.
Isto leva-nos a ter em conta que numa sociedade de informação, nem sempre o que nós vimos mais vezes é o que acontece mais, ou mesmo seja uma verdade absoluta.
Logo o facto de não sabermos da existência do numero e do índice de suicídios não implica que eles não existam, e o facto de estarmos sempre em contacto com noticias de acidentes de viação, ou de assaltos ou outros tipos de crime, não significa que só existam catástrofes  acidentes e violência na nossa sociedade.
Devemos ser críticos face a isso, saber que os Mass Media, são forjadores de mentalidades e por trás do que se noticia há acima de tudo uma atitude política, com objetivos especificos que visam não alarmar para umas coisas e de educar perante outras, de igual modo posso aqui dizer e só para ilustrar que os abortos provocam em Portugal inúmeras mortes, e no entanto também não são referidas essas mortes na imprensa, por covardia política e de falta de honestidade informativa. E porquê? porque para evitar esses abortos, o que teria de se fazer politicamente não se quer, antes pelo contrário destroi-se o Estado Providência, abandonam-se as pessoas e escondem-se os dados, que é o mesmo como diria qualquer imperadorzinho romano, para o Povo pão e circo, muito Telelixo e futebol, para que o Estado Providência se destrua debaixo da ignorância dos nossos narizes.
Os dados do INE mostram que os suicídios ultrapassaram os acidentes de viação em 2004, mas muito antes andavam perto disso, desde os anos 60 do Séc XX,  no novo século e após o ano referido, tem vindo a aumentar exponencialmente. Só para termos uma ideia, em 2008 cometeram suicídio 1035 pessoas segundo dados do INE, quanto às mortes nos acidentes de viação foram de 776 segundo dados do MAI.
Artigo Público ver, Aqui.
Em casos de risco de suicidio, depressão, solidão e abandono, foi criado em Portugal em 1978 o serviço S.O.S. Voz Amiga, divulgue este site, veja Aqui.

Nota do autor: Em 2014 foram revelados os dados comparativos aos suicídios referentes ao ano anterior, que tinham tido uma queda de 7%, no entanto manteve-se superior à taxa de mortes por acidentes de viação.

Apoio Psicológico: Prevenção de Suicídio Download 


Autor Filipe de Freitas Leal

Sobre o Autor

Filipe de Freitas Leal nasceu em Lisboa, em 1964, estudou Serviço Social pelo Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas da Universidade de Lisboa. Estagiou como Técnico de Intervenção Social numa Instituição vocacionada à reinserção social de ex-reclusos e apoio a famílias em vulnerabilidade social, é blogger desde 2007, de cariz humanista, também dedica-se a outros blogs de temas diversos.

domingo, 26 de junho de 2011

Trabalho e Emprego Depois dos 50

Como é do conhecimento geral, o mercado de trabalho sempre penalizou quem ultrapassasse os 45 anos, aos 50 anos então pior, somos novos para reforma (aposentadoria) e somos velhos para o trabalho; por outras palavras, isto redunda numa tremenda injustiça, que começa no preconceito de idade, e género, as mulheres sofrem mais nestes casos, e acaba-se por criar um fator grave de exclusão social e empobrecimento.
O desemprego está a subir a índices nunca antes vistos, no espaço europeu, Portugal não foge à regra, e a situação do desemprego é dramática. 
Mas nem tudo está perdido, as experiências de vida e profissional são um valor acrescentado a qualquer pessoa, aos 50 anos ainda se tem mais 15 ou 17 anos de vida ativa pela frente, há pois que lutar por isto, mas como?
O maior erro de um trabalhador, é ficar 15, 20 ou até 25 anos numa empresa, a fazer exatamente a mesma coisa, e nunca procurar formação profissional, reciclagem de técnicas de aprimoramento, como informática, inglês, ou mesmo a conclusão dos estudos secundários, caso não os tenha. E porque? Bem, porque o novo mercado de trabalho está cada vez mais flexível, e exige a flexibilidade e rentabilidade dos seus empregados.
O conceito de trabalho para toda a vida acabou, o patrão acabou, agora as empresas são sociedades, e regem-se por novos conceitos. E isso, faz-nos ter que sermos bons no que fazemos, temos de nos aperfeiçoar e preparar para sair por iniciativa patronal, ou mesmo sermos nós a sair para uma empresa que nos ofereça melhores condições. Portanto aqui ficam alguns conselhos para lutar por uma colocação.
·     Formação profissional e sucessivas reciclagens
·     Aperfeiçoamento de idiomas,
·     Atualizar o curriculum vitae
·     Conclusão dos estudos caso não tenha ainda a escolaridade obrigatória. Se já tiver, pondere um curso superior (Não é uma garantia, mas uma mais valia na valorização do trabalhador sénior).
·     Apostar nas novas tecnologias. 
·     Não pare, disciplina e força de vontade, o seu trabalho é arranjar trabalho.
·     Informe amigos e familiares da situação, não é vergonha estar desempregado.
·     Se estiver no fundo desemprego, tendo tempo livre, faça trabalho voluntário, alarga conhecimentos e aumenta a experiência profissional, com as quais poderão se abrir algumas portas.
·     Caso seja possível tente a criação do próprio emprego através da orientação do Centro de Emprego da Sua área de residência.  
·     Pensamento positivo, acredite em si.  

Autor Filipe de Freitas Leal

Sobre o Autor

Filipe de Freitas Leal nasceu em Lisboa, em 1964, estudou Serviço Social pelo Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas da Universidade de Lisboa. Estagiou como Técnico de Intervenção Social numa Instituição vocacionada à reinserção social de ex-reclusos e apoio a famílias em vulnerabilidade social, é blogger desde 2007, de cariz humanista, também dedica-se a outros blogs de temas diversos.

Época de Exames - Como Preparar-se

Quando chegamos perto do fim do ano letivo, começam a se esboçar no horizonte dos alunos a ansiedade e o pânico pela época de exames.
Chegados ao fim ano escolar, mês de junho no hemisfério Norte, ou em dezembro no hemisfério Sul, os alunos entram na reta final, há que nos prepararmos para os exames, a fim de conseguirmos obter as melhores notas e claro passar de ano.
Há algo que se deve ter em conta, muitos tentam ser os melhores, os primeiros, mas ser o melhor, implica em que se deve sê-lo em tudo, ora como isso é impossível, devemos limitar-nos a ser naturalmente nós mesmos, aceitando as qualidade e evitando a competição. O importante é adquirir a Sabedoria que nos irá preparar para a vida e o exercício pleno da profissão.
A preparação para os exames
O Estudo
  • Antes de mais, nada de dar tréguas aos estudos.
  • Escolha um lugar calmo, arejado e limpo para estudar. Caso não seja possível uma biblioteca é um lugar ideal. Até porque tem montes de livros à mão para tirar duvidas.
  • Elabore um horário de estudos e siga-o à risca, não deve estudar muitas horas seguidas e nem sempre a mesma disciplina.
  • Sublinhar as partes principais a caneta fluorescente (caderno) ou lápis com um traço ligeiro no caso de ser um livro para não o estragar.
Descanso, Alimentação e Lazer
  • Depois de tanto estudo, que não deve chegar à exaustão, há que descansar  e ter em conta que se deve dormir de 7 a 8 horas. As diretas são contraproducentes evite-as. 
  • Sublinhar as ideias importantes, consultar palavras novas que surjam, não se limite a um livro ou autor, amplie as fontes e confronte e apreenda a informação.
  • Quanto à alimentação, está claro que também influencia, todos dizem que se deve comer bem, o que não se deve é confundir comer bem com comer muito. O melhor é três refeições diárias, beba bastante água e coma frutas, evite doces em excesso. O café também costuma ser um bom companheiro mas pode influenciar o sono.
  • Pratique desporto com os colegas, caso não haja tempo, faça caminhadas, que por sinal são ótimas para se pensar e meditar.
Disciplina, Ânimo e Otimismo
  • Nada de pensamentos negativos, é daí que vem o medo, o nervosismo e as notas baixas.
  • Lembre-se o professor quer de verdade que os seus alunos consigam o melhor possível.
  • Se não acreditar em si, quem acreditará? Mas para isso, treine, treine muito as respostas dos exames de anos anteriores, é sempre possível conseguir alguns, faça em casa tal como fará na universidade, uma pagina e meia no mínimo por pergunta, e desenvolva de forma sintética. todo o conhecimento que a questão abarca.
  • Há quem queira queimar as pestanas a estudar e ouvir música ao mesmo tempo, mas calma, músicas muito movimentadas e barulhentas são contraproducentes, tenta antes clássica, caso não gostes experimenta jazz, ou então outro tipo mas tem de ser musica calma
  • Evitar ver Televisão, é o pior que se pode fazer, a TV é inimiga do estudo, nem que a desculpa seja um documentário, é de evitar. 
Autor Filipe de Freitas Leal


Sobre o Autor

Filipe de Freitas Leal nasceu em Lisboa, em 1964, estudou Serviço Social pelo Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas da Universidade de Lisboa. Estagiou como Técnico de Intervenção Social numa Instituição vocacionada à reinserção social de ex-reclusos e apoio a famílias em vulnerabilidade social, é blogger desde 2007, de cariz humanista, também dedica-se a outros blogs de temas diversos.

 
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