A Origem do Conflito Israelo-Árabe!
Muitas vezes acredita-se que o conflito no Médio Oriente teve início em 1948. No entanto, um olhar atento à história revela que esta é, na verdade, uma tragédia de milénios, onde camadas teológicas e políticas se sobrepuseram.
Solidariedade é a essencia da Justiça Social
Para que uma sociedade se desenvolva em justiça social é fundamental a cultura da solidariedade.
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segunda-feira, 17 de outubro de 2011
Dou.pt e Eu Dou, no Dia Internacional para a Erradicação da Pobreza
Porque o problema não está geralmente na quantidade dos recursos mas na sua distribuição, comemoramos hoje o Dia Internacional para a Erradicação da Pobreza através do destaque de uma iniciativa que será lançada daqui a duas semanas, mas que convida desde já todos os interessados a ligar-se, quer ao seu propósito, quer ao seu movimento.
O portal www.dou.pt assume-se como o site das dádivas de objetos sem uso e que terão nova utilidade junto a pessoas carenciadas ou Instituições. Trata-se de uma iniciativa da ESCALA – Associação para o Desenvolvimento Sustentável, que terá a sua apresentação oficial no dia 3 de novembro na Fundação Calouste Gulbenkian.
O site é fruto do Movimento EU DOU e arranca a 31 de outubro, podendo ser seguido desde já pelo Facebook (aqui) e também pela rede social Twitter (aqui), onde irá certamente angariar fãs para o “ebay de doações”, que coloca o seu objetivo imediato nos 22 milhões de euros a “recolher” nos 3 primeiros anos de atividade.
Quanto às doações, não serão aceites alimentos, apenas objetos, desde roupa a aparelhos eletrónicos. Será o próprio doador, quer seja uma pessoa ou entidade, que terá a tarefa de anunciar o seu próprio produto de dádiva no site que, organizado por proximidade geográfica, será no fundo uma rede social. Vale a pena visitar o site e divulgá-lo. Para já apenas se podem ligar para receberem mais novidades, mas muito proximamente poderão começar a doar.
Para mais informações ver aqui.
domingo, 5 de junho de 2011
Exclusão Social, Pobreza e Imigração
A imigração mitos,
verdades e mentiras.
Portugal
passou a ser um país de imigração, sendo intensificado o fluxo de imigração
logo depois de 1986 quando da entrada para a então denominada CEE Comunidade
Económica Europeia, antes era apenas um país de emigração, onde milhares de
portugueses ao longo do século XX, buscavam fora o que não encontravam cá
dentro, (trabalho, oportunidades e liberdade) hoje centenas de milhares de
imigrantes, buscam no nosso país exatamente o mesmo, no entanto a emigração dos
portugueses voltou a acentuar-se, Portugal é pois um país ambivalente no fluxo
migratório.
A
imigração tem trazido reações, baseadas em ideias feitas e erradas, de que os
imigrantes vêm roubar-nos o trabalho, estão a invadir Portugal, vem gastar os
recursos da Segurança Social com a constante dependência de subsídios, que são
criminoso, que vem destruir a nossa cultura, enfim, reações que nascem do
desconhecimento, que são preconceituosas, baseando-se em sentimentos de
xenofobia e racismo que originam a exclusão social dos imigrantes na medida em
que não os acolhem.
Calcula-se
em torno de 200 milhões, o número de pessoas a viver fora dos seus países de
origem, havendo claramente um crescimento dos movimentos migratórios a nível
mundial, redefinam as suas políticas face ao problema. Em Portugal havia em
2007 segundo o INE, cerca de 452 mil imigrantes legalizados, sendo 10% da
população ativa e 5% da população total.
A
exclusão Social é um fenómeno que provoca desigualdades em relação, no que
refere ao acesso ao emprego e remuneração condigna, para fazer face
a todas as necessidades básicas de alimentação e habitação condigna;
a uma pensão de reforma/velhice que permita a subsistência de quem a aufere.[1]
Segundo
dados do ACIDI, a população imigrante é a primeira a perder o
emprego em situação de crise, dada a vulnerabilidade contratual e por
trabalharem em setores económicos sensíveis a mudanças bruscas na economia do
país.[2]
O
movimento migratório pode ser visto e analisado de duas formas, a regulação do
fluxo em termos de volume, origem e perfil, e no que se refere à Integração
Social, tendo em conta as necessidades do mercado de trabalho no país de
acolhimento.[3]
Há
no entanto, situações de exclusão social grave, como os imigrantes sem abrigo.
Nesse sentido a JRS Portugal – Serviço Jesuíta aos Refugiados, tem vindo a
desenvolver o programa Rua da Esperança, desde outubro de 2010, com
o intuito de promover a reinserção social.
Outro
fator de grande vulnerabilidade e exclusão social é o tráfico humano de
mulheres para exploração sexual, proveniente maioritariamente do Brasil e
países do Leste.[4]
Portugal
tem vindo desde os anos 90, a criar organismos, instituições e
programas com o objetivo de integrar, reinserir ou mesmo de evitar a exclusão
social dos imigrantes, e no combate à xenofobia e racismo, com atuação na área
da aprendizagem do idioma português, da formação profissional (Novas
Oportunidades) em áreas não abrangidas pelo sistema normal de ensino e da
educação escolar, com aplicação do Sase - Serviço de Ação Social Escolar
(Serviço no âmbito da promoção de medidas de combate à exclusão social, abandono
escolar e de igualdade de oportunidades no acesso e sucesso escolar, apoiando
todos os alunos carenciados (aplicados aos alunos maioritariamente de origem
estrangeira e também aos nacionais, neste caso), de acordo com as normas
publicadas anualmente no Diário da República) com os seguintes
programas de intervenção:
1 - A.E.D (Auxílios Económicos Diretos):
Empréstimo de manuais escolares; transporte especial para alunos com deficiência; Complemento Curricular (visitas de estudo).
Empréstimo de manuais escolares; transporte especial para alunos com deficiência; Complemento Curricular (visitas de estudo).
2 - Refeitório:
Fornecimento de refeições completas.
Fornecimento de refeições completas.
3 - Bufete:
Fornece pequenas refeições aos alunos ao menor custo possível, tendo em conta uma alimentação saudável.
Fornece pequenas refeições aos alunos ao menor custo possível, tendo em conta uma alimentação saudável.
4 - Papelaria:
Serviço de apoio onde o aluno pode adquirir algum material escolar ao menor custo possível.
Serviço de apoio onde o aluno pode adquirir algum material escolar ao menor custo possível.
5 - Transportes:
Requisição de passes ou títulos de transporte junto das empresas para os alunos que deles necessitem, desde que a eles tenham direito.
Requisição de passes ou títulos de transporte junto das empresas para os alunos que deles necessitem, desde que a eles tenham direito.
6 - Seguro Escolar:
Levantamento de inquéritos quando ocorrem acidentes na Escola ou a caminho de e para ela, de modo a que os alunos sinistrados sejam socorridos a coberto do Seguro Escolar.
Levantamento de inquéritos quando ocorrem acidentes na Escola ou a caminho de e para ela, de modo a que os alunos sinistrados sejam socorridos a coberto do Seguro Escolar.
Nota: O Seguro Escolar cobre apenas os encargos resultantes do acidente, que não sejam cobertos pelo subsistema de saúde do aluno sinistrado.
São
desenvolvidos também projeto dentro da rede escolar, visando a melhor
integração intercultural entre crianças e jovens, e verificando o lado positivo
da boa integração existente e a modificação de mentalidades das novas gerações,
em que se apercebem que é na diversidade que se cria uma sociedade mais
evoluída e enriquecida quer a nível cultural, linguístico, gastronómico,
profissional e de uma maior criatividade e produtividade.
Os
organismos que mais atuam diretamente junto dos imigrantes e suas comunidades
são:
ACIDI Alto Comissariado
para a Integração e Dialogo Intercultural foi Criado então com o ACIME
prestando serviços de apoio à integração de Imigrantes, em 2007 passa a ser um
Instituto Publico interministerial e com ampliação de competências, que criou
um projeto de Reunificação Familiar, com o objetivo de melhorar as condições de
vida dos imigrantes e contribuindo de forma muito positiva para o combate de
entrada e permanência irregular no país e como consequência o aumento maior de
nascimentos, em contra partida ao envelhecimento da população portuguesa e
aumento da população ativa no mercado de trabalho.
CNAI's, Centros Nacionais de
Apoio aos Imigrantes que se subdividem em CLAII's, Centros Locais de
Apoio à Integração de Imigrantes, criados em 2003 no âmbito do antigo ACIME.
Fazem a nível regional e local as funções do ACIDI, com a promoção da
diversidade intercultural e a integração dos jovens no âmbito escolar e nas
suas associações locais.
Programa Escolhas, que trata da
prevenção da criminalidade e da inserção de jovens em risco de exclusão ou em
exclusão efetiva, foi criado em janeiro de 2001, abrangia na altura 50 projetos
e um universo de 6.712 indivíduos. Atualmente o Programa escolhas arrancou
desde 2010 tendo como medidas a Inclusão escolar e educação; formação
profissional e empregabilidade, cidadania, inclusão digital, empreendedorismo e
capacitação, tendo como exemplo o projeto de criação de documentários e curtas
metragens (audiovisuais) realizados por jovens, com sucesso de integração e
realização pessoal ou trabalhos artísticos, como os realizados no
bairro Armador (Escolhas PISCJA),Cova da Moura (Nu Kre), Bairro Alto
(+ Skillz), Bairro 6 de maio (Anos Ki ta Manda), Olais (Sementes), Vale da
Amoreira(Escolhas VA)Intendente (Contacto Cultural).
OIM Observatório da Imigração,
criado pela ACIDI para o estudo da realidade da Imigração em Portugal,
conhecendo o seu volume, origem e perfil, bem como a realidade social em que
estão a viver, com a qual se auxiliará na definição de politicas sociais a
tomar e o contributo para o desenvolvimento do país que as diferentes pessoas
dos diferentes países trazem para cá.
Cursos de Língua Portuguesa para
Estrangeiros: praticados nas escolas públicas, juntas de freguesias e
centros de formação profissional, em parceria com as câmaras municipais
e as juntas de freguesia, sendo necessário apenas o passaporte com
visto válido, que facilitam a inserção no mercado de trabalho ou a
naturalização portuguesa, conforme o caso, observando alguns critérios
definidos na Lei.
Outros Programas de Caracter
Interministerial : O do ponto de vista legal, os imigrantes que se
encontrem no território nacional, têm garantia de assistência médica e
hospitalar gratuita ou mediante taxas moderadoras; e promoção do Roteiros
de Saúde para Todos os Imigrantes, tendo ou não a situação
regularizada em Abril / 2010 (Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, C.M.L. e
ACIDI), sobre a Saúde Respiratória (Tuberculose e Saúde Materno-Infantil),
abordando a equidade no acesso, a importância do acompanhamento das grávidas e
do desenvolvimento das crianças, a utilização adequada de recursos, a
racionalidade do uso aos serviços de saúde por parte dos imigrantes, a
necessidade da promoção da saúde no campo das questões respiratórias, entre
outras questões.
Para
além desses organismo oficiais, os imigrantes contam com o apoio das
associações dos seus países, que orientam quanto às leis aplicadas em Portugal,
prestam assistência jurídica, e encaminhamento aos orgãos públicos, apoio ao
retorno voluntário, além da promoção de eventos culturais e étnicos que tornam
menos penoso a distancia da família e do seu país de origem.
Outro,
são as Instituições Religiosas, sejam elas cristãs ou não, onde os membros
encontram um ponto de apoio muito importante para a sua integração e colmatar a
solidão.
[1] ALVES, Sandra (1996):
Exclusão Social, Rotas de Intervenção (Coordenação de H. Carmo). Lisboa, ISCSP
[3] MACHADO, Fernando Luís (2003):
Sociologia, Problemas e práticas, n.º 41, pp. 183-188. Oeiras, Celta Editora
[4] CAVITP Comissão
de Apoio à Vitima do Tráfico de Pessoas: http://www.ecclesia.pt/ocpm [consulta: 28/05]
Autor Filipe de Freitas Leal
Sobre o Autor
Filipe de Freitas Leal nasceu em Lisboa, em 1964, estudou Serviço Social pelo Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas da Universidade de Lisboa. Estagiou como Técnico de Intervenção Social numa Instituição vocacionada à reinserção social de ex-reclusos e apoio a famílias em vulnerabilidade social, é blogger desde 2007, de cariz humanista, também dedica-se a outros blogs de temas diversos.
Filipe de Freitas Leal nasceu em Lisboa, em 1964, estudou Serviço Social pelo Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas da Universidade de Lisboa. Estagiou como Técnico de Intervenção Social numa Instituição vocacionada à reinserção social de ex-reclusos e apoio a famílias em vulnerabilidade social, é blogger desde 2007, de cariz humanista, também dedica-se a outros blogs de temas diversos.
domingo, 8 de maio de 2011
Jornadas da Saúde e Toxicodependência
Decorreu no passado dia 6 de maio as IX Jornadas da Saúde e da
Toxicodependência. Estas jornadas, integradas no programa “Crisis
Socialis”, tiveram lugar no Auditório da Escola Superior de Saúde de
Leiria, tendo estado a organização a cargo da Comunidade Vida e Paz (Centro
de Moimento – Fátima) que é uma conhecida instituição de solidariedade social,
sem fins lucrativos, que tem como objetivo o tratamento e a reinserção social
de indivíduos Sem Abrigo, Toxicodependentes e Alcoólicos.
Foram abordados temas relacionados com a
atual crise social e económica que o país atravessa, com o exponencial
agravamento de situações de dependência e exclusão, focando-se questões
diversificadas, das necessidades materiais às emocionais, passando pelos
efeitos da conjuntura socioeconómica no escalar das dependências.
O Evento teve a sessão de abertura pelo
Secretariado, onde estiveram presentes o Professor Doutor Ilídio Pinto (Escola
Superior de Saúde de Leiria); o Dr. Jorge Santos, diretor da Comunidade Vida e
Paz; o Dr. Carlos Ramalheira, delegado regional IDT Centro; e a Dr.ª Lurdes
Machado da Ação Social da Câmara Municipal de Leiria.
O Evento contou ainda com um workshop de técnicas motivacionais a cargo da
Dr.ª Maria Vieira da “Ideias e Desafios”.Autor Filipe de Freitas Leal
Sobre o Autor
Filipe de Freitas Leal nasceu em Lisboa, em 1964, estudou Serviço Social pelo Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas da Universidade de Lisboa. Estagiou como Técnico de Intervenção Social numa Instituição vocacionada à reinserção social de ex-reclusos e apoio a famílias em vulnerabilidade social, é blogger desde 2007, de cariz humanista, também dedica-se a outros blogs de temas diversos.
Filipe de Freitas Leal nasceu em Lisboa, em 1964, estudou Serviço Social pelo Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas da Universidade de Lisboa. Estagiou como Técnico de Intervenção Social numa Instituição vocacionada à reinserção social de ex-reclusos e apoio a famílias em vulnerabilidade social, é blogger desde 2007, de cariz humanista, também dedica-se a outros blogs de temas diversos.
terça-feira, 3 de maio de 2011
Mendicidade, Um Estigma na Pobreza II
Há um mês atrás escrevemos neste blog, sobre
a Mendicidade lembram-se? Nesse artigo falámos de duas instituições que prestam
auxílio na pobreza: a “CASA” e a “CEPAC”
(ver o artigo aqui). Agora
com o agravamento dos dados macroeconómicos do país a afetar diretamente a vida das pessoas,
escrevemos uma segunda parte do artigo. Hoje e por estarmos no Ano Europeu do Voluntariado falamos sobre o “Exército da
Salvação” e a “Comunidade Vida e Paz” que prestam ajuda às pessoas e famílias
em grande dificuldade ou mesmo em situação de exclusão social e indigência.
Exército da Salvação
O Exército da Salvação é uma instituição
caritativa religiosa da corrente evangélica, fundada por William Booth em 1865,
hoje presente e atuando em 120 países de acordo com as necessidades específicas
desses mesmos países, possuindo hospitais, orfanatos, casas de acolhimento para
os sem-abrigo, lares da terceira idade, centros de apoio para doentes
seropositivos e até em alguns países campos de refugiados.
Em Portugal esta instituição possui dois
centros de dia e lares para idosos, um centro de acolhimento para os sem-abrigo,
um lar para crianças, três programas de apoio domiciliário a pessoas
incapacitadas e um centro comunitário que fornece roupa e bens alimentares a
famílias carenciadas e ainda fornece sopa aos sem-abrigo duas vezes por semana.
Embora a obra seja religiosa, toda a ajuda é
bem vinda – seja através de voluntariado ou de ajudas materiais, são sempre bem
aceites pela instituição todos os apoios que se lhe possa dar.
Sede Institucional: Rua. Dr. Silva Teles, 16 1050-080 Lisboa
Qualquer pessoa interessada em voluntariado pode contactar:
Dra. Sandra Martins Lopes (Corpo
Normal) Tel: 217.802.930 Fax: 217.802.940
E-mail: sandra.martins@exercitodesalvacao.pt
Comunidade Vida e Paz
A Comunidade Vida e Paz, é uma Instituição
Particular de Solidariedade Social (IPSS) fundada pela Irmã Maria Gonçalves,
com sede em Lisboa. É uma instituição de cariz cristão, tutelada pelo
Patriarcado de Lisboa, e que recebe apoio de várias pessoas e instituições de
diferentes correntes religiosas e de pensamento, que em comum têm as
preocupações de caráter humanista.
O seu principal objetivo é recuperar, tratar
e promover a reinserção social dos sem-abrigo, de alcoólicos e
toxicodependentes, tendo para esse efeito três centros terapêuticos na Venda do
Pinheiro, Fátima e Sobral de Monte Agraço, Apartamentos de Reinserção em
Leiria, Venda do Pinheiro e São Pedro da Cadeira. A Comunidade aplica as
vertentes emocionais, física, psicológica e espiritual a favor da recuperação
da vida dessas pessoas, dispondo ainda da oferta de cursos de valorização
educacional, formação profissional entre outros, orientados para a reinserção
no mercado de trabalho.
A Comunidade Vida e Paz distribui todos os
dias, alimentos, leite, agasalhos e esperança aos sem-abrigo, não
faltando juntamente com os bens materiais uma palavra de conforto e
calor humano vinda dos voluntários empenhados neste desafio.
Pode-se ajudar a Comunidade Vida e Paz de
diversas formas, uma delas é como voluntário
nas equipas de noite e distribuição de alimentos. Pode-se ainda doar alimentos,
vestuário ou realizar a doação de dinheiro por telefone, pelos ctt, payshop ou transferência bancária para as
seguintes contas:
Montepio Geral – NIB – 0036 0000 9910 5505 0519 6
Caixa Geral de Depósitos – NIB – 0035 0675 0003 5284 6306 8
Banco Espírito Santo – NIB – 0007 0023 0054 6620 0189 3
Pode-se pedir recibo para efeitos de IRS
através do e-mail: geral@alvalade.cvidaepaz.pt
Sede Institucional: Rua
Domingos Bomtempo, Nº 7 / 1700-142 Lisboa
Telf: 218 460 165 / 843 97 93 Fax: 218 495 310
Email: geral@alvalade.cvidaepaz.pt
Autor Filipe de Freitas Leal
Sobre o Autor
Filipe de Freitas Leal nasceu em Lisboa, em 1964, estudou Serviço Social pelo Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas da Universidade de Lisboa. Estagiou como Técnico de Intervenção Social numa Instituição vocacionada à reinserção social de ex-reclusos e apoio a famílias em vulnerabilidade social, é blogger desde 2007, de cariz humanista, também dedica-se a outros blogs de temas diversos.
Filipe de Freitas Leal nasceu em Lisboa, em 1964, estudou Serviço Social pelo Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas da Universidade de Lisboa. Estagiou como Técnico de Intervenção Social numa Instituição vocacionada à reinserção social de ex-reclusos e apoio a famílias em vulnerabilidade social, é blogger desde 2007, de cariz humanista, também dedica-se a outros blogs de temas diversos.
terça-feira, 29 de março de 2011
Adoção de Idosos e Exclusão Social
Portugal mais uma
vez está a realizar um censo, o seu XVº recenseamento geral da população, pelo
que esperamos o fim desta consulta para termos acesso a dados novos sobre a
nossa sociedade. O censo pode ser respondido on-line teoricamente por todos,
embora de facto essa possibilidade esteja vedada à faixa da população que se
encontra em “infoexclusão”, novo conceito de exclusão social em países
desenvolvidos que designa o conjunto de pessoas que não têm acesso aos meios
informáticos, quer seja por inaptidão devido à idade, quer seja por falta de
recursos.
Um dos dados que se
aguarda com antecipação é o do nível de envelhecimento da nossa população – a
expectativa de vida em Portugal é maior hoje que no passado naturalmente, mas
há que saber precisar exatamente quanto. Segundo a CIA
World Factbooka longevidade nas mulheres portuguesas atinge em
média os 82 anos e nos homens fica-se pelos 75, o que contudo é baseado apenas
nas estimativas possíveis entre recenseamentos gerais.
Segundo dados do INE, existiam em 2009 cerca de
321 mil idosos a viver sozinhos em Portugal (via), sendo a maioria mulheres viúvas.
Ora, estes dados, que aparecem associados ao relato por parte da autoridade
estatística do seu progressivo aumento no passado recente, exigem que se olhe
cada vez de modo mais sério para a problemática da terceira idade na nossa
sociedade, que vem associada a problemas gravosos e cada vez mais bem mapeados
como os da exclusão social dos idosos em geral, os da violência familiar sobre
os idosos, os da escassez de cuidados de saúde especializados e contínuos ou os
da falha da garantia aos idosos dos seus direitos básicos de dignidade
individual e social.
A Santa Casa da
Misericórdia de Lisboa (SCML) é
uma das instituições sociais mais ativas e diversificadas no cuidado que
presta a idosos - ver aqui a diversidade da sua oferta.
De destacar é
contudo, pela sua oportunidade e originalidade, a campanha que vem
desenvolvendo desde Maio de 2010, que pretende identificar famílias que estejam
disponíveis para adotar idosos carenciados sem família. Não obstante as famílias
disponíveis recebam pelo menos 447,27€ por mês para acolherem o idoso, podendo
acolher até um máximo de três, os primeiros meses da campanha foram uma
deceção, obrigando a uma nova fase de ativa publicitação dessa possibilidade,
no fim do ano passado, também sem grandes resultados (via).
Ora, continua em aberto essa possibilidade, e as necessidades são crescentes.
Sobre essa forma de apoio social, contacte-se a Direção de Acção Social da
Santa Casa da Misericórdia de Lisboa (ver aqui).
Outro serviço que merece relevo é o de
Atendimento e Apoio Telefónico para Idosos, em especial o de TeleAssistência. Para além de um fim
assistencial, estes serviços têm também o fim declarado de ajudarem a combater
a solidão dos idosos.
Actualmente, nesse âmbito, a SCML tem ao serviço
da população idosa as linhas abaixo:
- STA – Serviço Tele Alarme –
Serviços de Apoio a idosos: 21 793 33 60
- Linha do Cidadão Idoso: 800 20
35 31.
Autor Filipe de Freitas Leal
Sobre o Autor
Filipe de Freitas Leal nasceu em Lisboa, em 1964, estudou Serviço Social pelo Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas da Universidade de Lisboa. Estagiou como Técnico de Intervenção Social numa Instituição vocacionada à reinserção social de ex-reclusos e apoio a famílias em vulnerabilidade social, é blogger desde 2007, de cariz humanista, também dedica-se a outros blogs de temas diversos.
Filipe de Freitas Leal nasceu em Lisboa, em 1964, estudou Serviço Social pelo Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas da Universidade de Lisboa. Estagiou como Técnico de Intervenção Social numa Instituição vocacionada à reinserção social de ex-reclusos e apoio a famílias em vulnerabilidade social, é blogger desde 2007, de cariz humanista, também dedica-se a outros blogs de temas diversos.
segunda-feira, 28 de março de 2011
Mendicidade, Um Estigma na Pobreza I
Mas eis que, na
realidade, não obstante seja positivo o sentido global de evolução,
inegavelmente, a grande desprotecção dos pobres e dos excluídos face à variação
das condições socioeconómicas fez com que, neste século que tem até ao momento
sido de mudanças e desafios profundos ao nível do modelo económico vigente, se
tem verificado um agravamento generalizado nas sociedades ocidentais da
situação dos mais desfavorecidos, quer em consequência da crise económica do Subprime em 2008 quer do efeito dominó que a
partir daí arrebatou as economias de países que entraram em banca rota,
como a Islândia, o Equador, a Grécia, a Irlanda. Portugal não ficou imune,
sendo arrastado para uma crise económica, política e social que se agrava.
Esta crise acarreta
a ruína de uma franja da população de forma violenta, os mais necessitados, os
sem abrigo, os sem emprego, os sem família os sem esperança, e sobretudo os
dependentes quase exclusivamente da caridade alheia e das instituições
religiosas e de solidariedade social, tais como por exemplo
(internacionalmente) “O Exército de Salvação” e a “Santa Casa da Misericórdia”
e por exemplo (nacionalmente) a “Comunidade Vida e Paz”, a “Casa” e a “CEPAC
Centro Padre Alves Correia” que prestam uma grande ajuda às pessoas mais
pobres e empobrecidas. Destacaremos hoje as duas últimas quer como modo de
divulgar os seus esforços, quer como de as promover junto dos estudantes e
especializados na área das Ciências Sociais, convidando todos a uma visita,
desde logo, aos seus sites.
A CEPAC, tem como objectivo reinserir os
imigrantes ilegais explorados em Portugal, tais como as ciganas romenas. O
centro pretende ajudar quem vive em situação de mendicidade, tendo baixa
escolaridade e encontrando-se em situação de uma forte exclusão social.
A CEPAC presta um enorme serviço, por exemplo no caso das mulheres ciganas romenas,
dando formação a estas mulheres, não só escolar mas também profissional, o que
se torna numa grande mais valia para a sua inserção social, auto estima,
autonomia, bem como para a conquista do seu espaço na sociedade, deixando as
ruas, a indigência e a mendicidade.
A CEPAC tem vários projectos de desenvolvimento para imigrantes, tais como o:
“Fronteiras do Imigrante – Agir para Incluir”, sendo apoiada pela ONGD
“Pórticus”.
Recomenda-se quer a
visita ao site quer a colaboração. Nesta página encontram-se dados sobre como apoiar
financeiramente a instituição ou como colaborar com tempo, em regime de
voluntariado.
Outra instituição, e
esta totalmente voltada para os “Sem Abrigo” é a “Casa – Centro de Apoio aos Sem Abrigo”, que suportando-se no apoio de voluntários e de restaurantes e benfeitores
das cidades onde actua, tem vindo a servir todas as noites, refeições quentes e
embaladas, a distribuir roupas e uma palavra amiga e de esperança, aos sem
abrigo nas cidades de Lisboa, Porto, Coimbra, Faro e Setúbal.
A “Casa” necessita também de voluntários, agradecendo também todos os donativos que
lhe possam ser encaminhados. Sobre donativos ver aqui. Sobre voluntariado especializado e
não especializado aqui.
Ambas as
instituições podem ser receptoras da consignação de 0,5% em sede de IRS. Vejam
nas páginas indicadas como.
C.A.S.A. – Centro de
Apoio ao Sem Abrigo
Sede Institucional: Rua
Dona Estefânia, 124, 1º, 1000-158 Lisboa
Tel: 212 419 968
Fax: 213 163 488 email: info@casaapoioaosemabrigo.org
CEPAC – Centro Padre
Alves Correia
Sede Institucional: Rua
Dona Estefânia, 124, 1º, 1000-158 Lisboa
Tel: 213.973.030 Fax: 213.951.280 e-mail: director.tecnico@cepac.pt
www.cepac.pt.
Autor Filipe de Freitas Leal
Sobre o Autor
Filipe de Freitas Leal nasceu em Lisboa, em 1964, estudou Serviço Social pelo Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas da Universidade de Lisboa. Estagiou como Técnico de Intervenção Social numa Instituição vocacionada à reinserção social de ex-reclusos e apoio a famílias em vulnerabilidade social, é blogger desde 2007, de cariz humanista, também dedica-se a outros blogs de temas diversos.
Filipe de Freitas Leal nasceu em Lisboa, em 1964, estudou Serviço Social pelo Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas da Universidade de Lisboa. Estagiou como Técnico de Intervenção Social numa Instituição vocacionada à reinserção social de ex-reclusos e apoio a famílias em vulnerabilidade social, é blogger desde 2007, de cariz humanista, também dedica-se a outros blogs de temas diversos.
quinta-feira, 29 de outubro de 2009
Solidariedade Social
Muito tem sido feito e mudado nos
últimos tempos, sobretudo a maneira como o poder político encara e administra
as políticas sociais.
Nunca antes o
capital havia ocupado tamanha importância, passando para segundo plano os
cuidados com a saúde, a terceira idade, a maternidade, os subsídios necessários
à reinserção social, desemprego entre tantos outros cuidados que até aqui o
Estado se sentia na obrigação de cuidar e de fazer chegar a quem desses apoios
precisasse, menorizando assim os desníveis sociais entre ricos e pobres.
E a consequência
deste estado de coisas, em que o estado passou a ser um gerente em vez de
regente, e que o poder político se submete ao poder económico, acarreta uma
maior incidência de casos de injustiça social. Não tardará que aumente o índice
de pobreza, criminalidade, desemprego, carências de variadíssimas formas nas
camadas mais necessitadas da população.
A solução não é
simples, e o problema tem vindo a agravar-se de uma forma caricata, com a crise
económica agravada, a queda nas balanças comerciais, perda do valor das
principais moedas e inflação, mostra que os Estados estão a ficar empobrecidos
e as grandes multinacionais neles instaladas, bem como a classe dominante está
cada vez mais rica, e cada vez mais a asfixiar o Estado, a manipula-lo e
empobrece-lo não só de recursos financeiros mas também de falta de ética.
Graça por todos os
países do mundo, um aumento da corrupção activa e passiva, do branqueamento de
capitais, do narcotráfico, entre tantos outros males.
Portanto
o problema não é a falta de dinheiro, é a falta de uma distribuição justa, das
riquezas existentes.
Autor Filipe de Freitas Leal
Sobre o Autor
Filipe de Freitas Leal nasceu em Lisboa, em 1964, estudou Serviço Social pelo Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas da Universidade de Lisboa. Estagiou como Técnico de Intervenção Social numa Instituição vocacionada à reinserção social de ex-reclusos e apoio a famílias em vulnerabilidade social, é blogger desde 2007, de cariz humanista, também dedica-se a outros blogs de temas diversos.
Filipe de Freitas Leal nasceu em Lisboa, em 1964, estudou Serviço Social pelo Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas da Universidade de Lisboa. Estagiou como Técnico de Intervenção Social numa Instituição vocacionada à reinserção social de ex-reclusos e apoio a famílias em vulnerabilidade social, é blogger desde 2007, de cariz humanista, também dedica-se a outros blogs de temas diversos.
outubro 17, 2011
Filipe de Freitas Leal







