sexta-feira, 16 de janeiro de 2026

Massacres No Irão e Silêncio da Esquerda


Por onde andas ó Esquerda que tanto lutas pelos Direitos Humanos?

Onde estás Greta Thunberg, porque te calas ó Mariana Mortágua, e porque não se fazem Flotilhas pelo povo martirizado no Irão?

E os governantes e líderes de Esquerda, o que dizem, o que vão dizer e fazer Sanchez, Lula, Guterres, António Costa, Melanchon, entre outros em defesa do povo iranano? 

Será porque o Irão que atropela os direitos humanos, persegue as mulheres e mata manifestantes é o mesmo Irão que defende a Palestina, financia os terroristas do Hezbollah e do Hamas, será o mesmo Irão que a Esquerda tanto ama e defende?

Será porque o Aiatolá Khamenei era o melhor amigo de Maduro, um caudilho esquerdista corrupto e acusado de transformar a Venezuela num Narco-estado?

Porque se cala a Esquerda quando morrem às centenas, talvez já milhares? É porque o Irão é o maior inimigo de Israel ?

Ao fim e ao cabo, o que é a Esquerda hoje?

Que raio de Esquerda é esta que luta pela Palestina e abandona as iranianas. Afinal não somos todos iguais?

Se a resposta for sim, então, equivale a dizer que esta nova Esquerda de hoje é cúmplice e cobarde, e que preferiu trocar os manuais humanistas e da luta de classes pelos "Protocolos dos Sábios de Sião".

Autor Filipe de Freitas Leal

Sobre o Autor

Filipe de Freitas Leal nasceu em Lisboa, em 1964, é licenciado em Serviço Social pelo Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas da Universidade de Lisboa, com Pós-graduação em Políticas Públicas e Desigualdades Sociais, frequentou o Mestrado de Sociologia na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa. Estagiou com reinserção social de ex-reclusos e o apoio a famílias em vulnerabilidade social. É Bloguer desde 2007, tem publicados oito livros de temas muito diversos, desde a Poesia até à Política.

sexta-feira, 9 de janeiro de 2026

Novos Conflitos na Geopolítica


Se a URSS, o Pacto de Varsóvia, o COMECOM e o Comunismo caíram em simultâneo no ano de 1991, deixando então de ser uma ameaça para o Ocidente, porque é que a NATO/OTAN permaneceu e expandiu-se ainda mais, até às fronteiras com a Rússia? Será que se a NATO já não existisse não teria havido guerra na Ucrânia?

Da mesma forma, a União Europeia expandiu-se para leste, mas também aqui, para além da parceria na Nord Stream, a Rússia sempre foi posta de lado e a subserviência europeia a Washington nunca foi posta em causa. Os países europeus do COMECOM poderiam ter aderido à UE tal como os países do Pacto de Varsóvia poderiam ter aderido à NATO/OTAN promovendo cooperação e intercâmbios para uma nova era de desenvolvimento. Mas não foi isso que aconteceu.

Com a ilusão da paz, e o boom económico da UE, a Europa optou pelo Soft power e desmilitarizou-se e assim, entregou à NATO/OTAN (EUA) a sua defesa, e na mesma época deslocalizou para a China muito da sua indústria e know how (fábricas) permitindo que esta viesse a ser a grande talvez já a maior potência económica, política e militar que é hoje, com o ser Hard Power.

E sim, é claro que se de facto houver a anexação da Groenlândia, aí sim, será o fim da NATO/OTAN, mas será mais do que isso, será o abandono da Europa à sua sorte. O ataque à Venezuela e o derrube de Maduro, bem como ameaças a outras áreas perto dos EUA são um sinal inequívoco disso.

E é claro que trata-se de uma guerra geopolítica num mundo que entrou em desequilíbrio, visto que até 1991, haviam duas superpotências, até que veio a queda do gigante urso soviético, depois por algum tempo só a Águia americana voo altaneira. Mas passadas três décadas e uma revolução tecnológica, o mundo passou a ser multipolar. Há sim uma disputa surda e feroz no Oceano Ártico por rotas abertas com o degelo. Há sim uma redefinição de posições no tabuleiro do xadrez das relações internacionais e está a ser obviamente feita com conflitos e provocações.

Autor Filipe de Freitas Leal

Sobre o Autor

Filipe de Freitas Leal nasceu em Lisboa, em 1964, é licenciado em Serviço Social pelo Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas da Universidade de Lisboa, com Pós-graduação em Políticas Públicas e Desigualdades Sociais, frequentou o Mestrado de Sociologia na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa. Estagiou com reinserção social de ex-reclusos e o apoio a famílias em vulnerabilidade social. É Bloguer desde 2007, tem publicados oito livros de temas muito diversos, desde a Poesia até à Política.

segunda-feira, 5 de janeiro de 2026

Queda de Maduro e a Nova Ordem Mundial

 



É ingénuo pensar que o que aconteceu na Venezuela seja só por causa do Petróleo, ou do Narcotráfico. Não foi nada disso, o que está por trás disto é algo muito maior, trata-se de um jogo de domínio político na redefinição de uma Nova Ordem Mundial.

Todos sabem que o Petróleo é um ativo poderoso no Xadrez Político e económico global, não se trata apenas de os EUA passarem a ter mais barris, mas num jogo geopolítico, equivale a decidir para quem será vendido e a que preço. Isto significa que os países que são aliados de Maduro terão menos petróleo, ou terão problemas de inflação e instabilidade com o aumento do preço.

Mas sejamos francos, apesar disto, de que seja Geopolítica, redefinição de uma Nova Ordem Mundial ou o mero interesse geo-estratégico pelo controlo da maior reserva petrolífera (e isto tudo é verdade, admito) temos que olhar o lado positivo disto. Primeiro, a Venezuela com o Regime de Maduro não era um Estado de Direito mas sim um Regime de Exceção, Segundo, o país hoje está livre de um Caudilho, um facínora torcionário que perseguiu, prendeu e torturou os seus opositores e hoje já pode aspirar a ser uma democracia plena. Maduro há muito que deveria ter sido derrubado por um Golpe de Estado, até porque além disso nem sequer foi de facto eleito, fez a maior fraude eleitoral da história de que há memória até hoje.

Creio também que estamos a assistir ao fim da globalização e a ver o mundo a ser dividido em "Quintais" outra vez, ou seja está a redefinir-se uma clara luta por zonas de influência. É neste contexto, a Europa poderá perder ainda mais a capacidade de influencia. 

Também é ingénuo pensar que o Regime de Maduro era ele mesmo. Não era, ele era uma peça no Xadrez de influência e interesses de um bloco específico na Geopolítica. Cuba, Rússia, Irão, China. Hoje essa peça do Xadrez caiu, em parte por culpa própria ao perder apoio popular devido à forma ditatorial com que governou e à falta de legitimidade, ao usurpar a Presidência, através de uma fraude eleitoral, falsificando os resultados das eleições, que de facto perdeu.

Sim. Tendo em conta que um dos principais aliados do Putin era a Venezuela e Maduro, e que a Venezuela era um dos principais fornecedores de Petróleo para a Rússia. Isto diz tudo e faz sentido. Como disse, trata-se não só de os EUA controlarem a área Geopolítica nas Américas, mas também definir para quem vai e a que preço vai o Petróleo da Venezuela. Outro país que será afetado, obviamente é Cuba.

Autor Filipe de Freitas Leal

Sobre o Autor

Filipe de Freitas Leal nasceu em Lisboa, em 1964, é licenciado em Serviço Social pelo Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas da Universidade de Lisboa, com Pós-graduação em Políticas Públicas e Desigualdades Sociais, frequentou o Mestrado de Sociologia na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa. Estagiou com reinserção social de ex-reclusos e o apoio a famílias em vulnerabilidade social. É Bloguer desde 2007, tem publicados oito livros de temas muito diversos, desde a Poesia até à Política.

domingo, 28 de dezembro de 2025

O Dilema da Europa: Federalismo Vs. Nacionalismo


Para preservar a Europa, será necessário que a União Europeia (UE) volte a ser apenas como a Comunidade Económica Europeia (CEE), não na dimensão das fronteiras, mas na forma como estava organizada; além disso, os países devem permaner independentes e soberanos, que tenham o pleno controlo de fronteiras, que sejam livres nas políticas de imigração, bem como a Constituição Nacional de cada país membro esteja claramente acima das Normativas europeias. 

Portanto, a Comissão Europeia deve abandonar a sua doutrina Neoliberal, que é a génese da atual crise sócioeconomica em toda a Europa, e deve ser subordinada às decisões dos Governos soberanos dos Países membros e não o contrário.

Porquê? É simples. Porque o problema da Europa, em particular a Comissão da UE, é que não só é Neoliberal, e com isso visa um mercado económico e financeiro alargado, e para esse fim, tenta a todo o custo erradicar os Nacionalismos e destruir as Nações para transformar esse Mercado Alargado num País equivalente aos EUA na Europa.

Talvez eu até corra o risco de ser censurado, pois hoje, os Tribunais estão a fazer uma jurisprudência muito má, na medida que não estão apenas a limitar-se a impor o cumprimento da Lei, mas a fazer um juízo de valores subjetivos e isso, além de não competir aos Tribunais, é uma forma de censura e de restrição da democracia no que toca à Liberdade de Expressão.

Este é o meu pensamento, sinceramente é a minha forma de ver a questão, além disso, obviamente, não sou dono de nenhuma verdade absoluta, e admito que em parte posso estar errado.

No entanto, eu ou qualquer outra pessoa, que ao defender a Soberania nacional e o regresso da UE ao que era a CEE, podemos ser censurados, e para desacreditar a nossa opinião, basta rotulá-la e denominá-la de fascista, racista, nacionalista e xenófoba.

Autor Filipe de Freitas Leal

Sobre o Autor

Filipe de Freitas Leal nasceu em Lisboa, em 1964, é licenciado em Serviço Social pelo Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas da Universidade de Lisboa, com Pós-graduação em Políticas Públicas e Desigualdades Sociais, frequentou o Mestrado de Sociologia na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa. Estagiou com reinserção social de ex-reclusos e o apoio a famílias em vulnerabilidade social. É Bloguer desde 2007, tem publicados oito livros de temas muito diversos, desde a Poesia até à Política.

sábado, 1 de março de 2025

A Armadilha de Trump contra Zelensky

Comenta-se em todo o mundo o modo rude como Trump destratou Zelensky na sala oval da Casa Branca em visita oficial, acime de tudo o que importa reter é que o que se passou na Casa Branca é inconcebível, não se pode destratar um Chefe de Estado de um País soberano, humilhando-o em canal aberto, e ofendendo-o, pura e simplesmente não se faz, é indecente e além disso, de acordo com normas de protocolo e do Direito Internacional, tal atitude é inadmissível. Trump e o seu Staff quebraram um protocolo diplomático e abriram um precedente. Não interessa se era o Zelensky, poderia ser até o Marcelo Rebelo de Sousa, o Macron, o Presidente de São Tomé e Príncipe ou do Nauru. Todos os chefes de Estado devem ser recebidos e tratados de forma respeitosa. Aquilo foi bullying uma coisa sórdida que deixou no fundo a América mal vista.

O Aparato do desentendimento foi tal, que até a embaixatriz da Ucrânia Oksana Markarova, levou a mão ao rosto e maneou a cabeça em sinal de perplexidade e vergonha pelo ato deplorável com que tudo se passou e sobretudo porque tudo aquilo foi programado, sabiam muito bem o que iam fazer e quiseram destruir a imagem de Zelensky.

Não interessa se gostamos ou não gostamos da pessoa A ou B, se defendemos a Ideologia C ou D. O que importa é ver as coisas de uma forma imparcial, nua e crua.

É importante retermos que logo após o desentendimento propositado na Casa Branca, o Presidente Trump cancelou de imediato toda a ajuda militar dos Estados Unidos à Ucrânia. Era esta a maneira de acabar com a Guerra em 24 horas como prometia Trump na sua campanha eleitoral. Se sim, na verdade o que está a fazer é dar uma vitória de mão beijada à Russia.

Autor Filipe de Freitas Leal

Sobre o Autor

Filipe de Freitas Leal nasceu em Lisboa, em 1964, é licenciado em Serviço Social pelo Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas da Universidade de Lisboa, com Pós-graduação em Políticas Públicas e Desigualdades Sociais, frequentou o Mestrado de Sociologia na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa. Estagiou com reinserção social de ex-reclusos e o apoio a famílias em vulnerabilidade social. É Bloguer desde 2007, tem publicados oito livros de temas muito diversos, desde a Poesia até à Política.

segunda-feira, 9 de dezembro de 2024

Síria - A Queda de Bashar Al Assad


Na Síria, a população celebrou nas ruas de Damasco e de forma efusiva, o fim de uma ditadura de mais de cinco décadas. O regime sírio do Partido Socialista Baath e do Presidente Bashar Al Assad caiu, obrigando Assad a abandonar o Poder e fugir de avião no domingo dia 8 de dezembro, este facto é para os seus adversários e inimigos uma boa noticia, mas não para os seus aliados principais a Rússia de Putin que perde um aliado na região, e para o Irão dos Ayatollás, porque a queda de Assad estanca o fornecimento de armas para as organizações terroristas como o Hezbollah e o Hamas, e corta a ligação aos seus próxis, além de ter a imagem do regime afetada.

A incursão dos rebeldes que se uniram numa grande aliança militar para derrubar o Regime de Assad, teve de certeza intervenção externa, aviões estadunidenses foram visto a sobrevoar o Leste da Síria, e isso explica que só com apoio os rebeldes terão tido condições de em tempo recorde avançar sobre Damasco, fazendo rendições das tropas do Regime em todas as grandes cidades, alguns quarteis e postos da policia jã estavam totalmente desocupados quando os rebeldes chegaram. E após a queda de Damasco, os rebeldes anunciaram que "doravante há uma Síria Livre (de Assad) e que os exilados e refugiados podem regressar porque a Nova Síria os espera".

Israel e a Turquia são os principais beneficiários da derrocada da ditadura da despótica família Assad, que estava no poder desde 1970. O Enfraquecimento do Irão beneficia o combate de Israel contra o Hamas e o Hezbollah, a Turquia beneficia porque viu-se livre de um adversário de longa data, mas os Estados Unidos ganham em toda a linha na medida em que destronaram a Rússia das suas posições no Médio Oriente, surgem no entanto, novas dúvidas quanto ao futuro. Ou seja, até quando este cenário da saída de Bashar Al Assad será motivo para celebrar, ou antes, a entrada num novo capitulo de guerras infindáveis.

Quem são os vários grupos que se uniram para derrubar Assad, quem poderá garantir a paz e um governo de transição, e que garantias há para as minorias étnicas e sobretudo a minoria de cristãos assírios ou mesmo a população xiita da Síria face ao novo poder sunita?; Ou seja, a verdade sobre a resposta a estas perguntas é a incerteza, pois levanta-se um veu que nos esconde o futuro em relação à paz ou à guerra naquele país já de si muito castigado por uma guerra civil que se iniciou em 2011 e continuou até aos dias de hoje. É grande o receio de que haverá mais uma vez uma nova fase da guerra sangrenta para que se clarifique quem governará a Síria e em que moldes. 

Poe outras palavras, os benefícios da vitória dos rebeldes tendem a ser efêmeros, e uma guerra civil no vazio do poder pode ser o que faltava para acabar de incendiar o Médio Oriente e alastrar o conflito a outras zonas. Esperemos que não, mas os EUA e Israel poderão ter que fazer o serviço de limpeza envolvendo-se no conflito para apoiar o grupo que melhor satisfaça os seus interesses geoestratégicos contra a Rússia e o Irão, e até que ponto, estes não irão também eles apoiar um grupo e envolver-se no conflito?

Autor Filipe de Freitas Leal

Sobre o Autor

Filipe de Freitas Leal nasceu em Lisboa, em 1964, é licenciado em Serviço Social pelo Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas da Universidade de Lisboa, com Pós-graduação em Políticas Públicas e Desigualdades Sociais, frequentou o Mestrado de Sociologia na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa. Estagiou com reinserção social de ex-reclusos e o apoio a famílias em vulnerabilidade social. É Bloguer desde 2007, tem publicados oito livros de temas muito diversos, desde a Poesia até à Política.

domingo, 24 de novembro de 2024

Lista de Partidos Políticos dos EUA

Comummente, imagina-se que nos Estados Unidos há o bipartidarismo, ou seja, um sistema político onde só existem dois partidos políticos, os Democratas e os Republicanos, mas esta ideia é falsa, na medida em que na terra do Tio Sam, criar um partido é fácil e inclusive além de partidos nacionais, há os partidos Estaduais e os locais, tanto de um só Estado como de um só Condado (que é equivalente a um município), portanto, o que existe nos Estados Unidos não é o Bipartidarismo, mas sim, algo que em Ciência Política denomina-se por pluripartidarismo com 'Bipolarização', este termo significa que apenas dois partidos dominam a cena política a nível nacional.O Bipartidarismo é um sistema que foi usado no Brasil durante o Regime Militar de 1964 a1982, onde só podiam existir dois partidos políticos, um do governo ARENA e outro, o MDB que agregava toda a oposição. Na história da democracia dos EUA nunca existiu tal sistema.

Embora os dois principais partidos sejam o Partido Democrata e o Partido Republicano (respectivamente Democratic Party e Republican Party em inglês) há muitos outros partidos no universo do pluripartidarismo americanos, todavia devido à bipolarização, costumou-se dar uma conotação de Esquerda aos Democratas e de Direita aos Republicanos, todavia, apesar de uma maior conotação dos democratas com os direitos humanos e civis, a verdade é que ambos os partidos têm a mesma visão e doutrina política no campo da política internacional e do liberalismo económico. A diferença entre ambos é mais sentida na diferença do discurso. Para além dos dois principais partidos, vamos mostrar alguns dos mais notórios a nível nacional. 
Em 1792 fora fundado por Thomas Jefferson o Partido Democrata-Republicano (DRP), que se defenia como um partido progressista, defendia a República Federalista como sistema de governo, o liberalismo e os valores da Liberdade expressos Constituição Americana, o DRP era o partido que se opunha ao Partido Federalista (FP) fundado em 1777 por Alexander Hamilton. Mais tarde o DRP acaba e dá lugar ao actual Partido Democrata.
Posto isto, é difícil dizer ao certo quantos partidos políticos há nos Estados Unidos da América hoje, porque criam-se partidos e extinguem-se partidos constantemente, segundo a Ballotpedia, em junho de 2024, havia 53 partidos políticos qualificados para votação a nível nacional, além destes, há outros 235 partidos apenas a nível estadual.
RP - Republican Party (Partido Republicano
), é apelidado de Grand Old Party GOP,  partido conotado com a Direita, foi fundado em 1854 por abolicionistas, modernistas e na sequência do desaparecimento dos partidos Whig Party e Free Soil Party; defende o conservadorismo, o neoliberalismo. Nas últimas eleições o partido obteve uma grande vitória, com a maioria no colegio eleitoral e a reeleição de Trump, a maioria no Senado e no Congresso.
DP - Democratic Party (Partido Democrata) partido conotado com o Centro Esquerda, foi fundado em 1828, na sequencia do desaparecimento do DRP, o partido é portanto o mais antigo do mundo, como organização político-partidária, tendo sido fundado por Jaime Harrinson, e tem como bandeiras ideológicas o liberalismo americano, o ideal social-liberal. Actualmente tem sido acusado pela ala conservadora de promover a agenda Wokista.
LP - Libertarian Party (Partido Libertário)
, partido de Direita, fundado em 1971 e defende a não interferência do Estado nas questões económicas, defende um capitalismo laissez-faire, e o menorquismo, ou seja, a limitação do tamanho e das funções do aparelho do Estado. O Libertarianismo tem concorrido a todas as eleições nos últimos anos, e o seu crescimento influenciou uma parte do eleitorado republicano a defender esta corrente.
GPUS - Green Party of The United Sates (Partido Verde dos Estados Unidos)
, é um partido populista de Esquerda, fundado em 2001, actualmente o partido é liderado por Jill Stein, que foi candidata a Presidente e tem angariado a atenção dos média sobre as questões ambientais, o ecossocialismo, a não violência, a agenda LGBTQ e a igualdade de género. O partido tem sido uma dor de cabeça para os democratas, na medida em que lhes retiram votos que poderiam ter mudado o resulado das eleições.
CP - Constitution Party (Partido da Constituição)
, partido ultra-conservador de Direita Radical, fundado em 1990, como de U.S. Taxpayers Party (partido dos pagantes de impostos) e mudou para o nome actual em 1999, defende o isolacionismo dos EUA, cristianismo de direita, pretende introduzir na Leis dos Estados Unidos os valores bíblicos, defendem o ultra-conservadorismo, baseado nos princípios dos Pais fundadores da América.
FP - Forward Party (Partido Avante) 
define-se de Centro, fundado em 2020 por Andrew Yang, candidato democrata às primárias em 2020, juntamente com independentes; não tem acesso ao boletim de voto em todos os Estados, algo que só poderá ocorrer a partir de 2025. Defendem o reformismo politico partidário e o fim da Bipolarização e uma maior descentralização, em 2022 o Serve America Movement passou a integrar o novo partido.  
SPUSA - Socialist Party of USA (Partido Socialista dos EUA) Partido de Esquerda, fundado em 1973 pela saida de divergentes do antigo SPA que virou ao centro, o SPUSA defende o socialismo democrático, a democracia participativa, o anticapitalismo hegemónico, defende causas humanitárias, ecológicas, direitos humanos e a defesa dos interesses da classe trabalhadora contra o crescente libertarianismo nos EUA. Aparece nos boletins de voto de 11 Estados e os respectivos condados. 
PSL - Party for Socialism and Liberation (Partido para o Socialismo e a Liberdade) foi fundado em 2004 a partir de uma cisão do antigo WWP World Workers Party, apesar do nome, o PSL tem uma visão Marxista-Leinista e Comunista, é um partido conservador de
 Extrema-esquerda é um partido que defende o fim do liberalismo económico, e a construção de uma sociedade igualitária. Aparece no boletim de voto de apenas dois Estados.

CPUSA - Comunist Party of USA (Partido Comunista dos EUA) partido fundado
 em 1919 C. E. Ruthenberg e Alfred Wagenknecht devido a uma cisão no SPA, os fundadores do CPUSA foram os que optaram pela via revolucionária para chegar ao socialismo, são hoje um partido conservador de Extrema-Esquerda, além do ideal esquerdista, o CPUSA defende Bill of Rights Socialism.
DSA - Democratic Socialists of America (Socialistas Democratas da América) É um partido de Esquerda de corrente ambientalista ou ecossocialista, foi fundado em 1982, pelo social-democrata Michael Harrington, que não aceitou a viragem à direita do PSA, o DSA é hoje a maior organização socialista dos Estados Unidos, o partido tem correntes neomarxistas, sociais democratas, trabalhistas anti-neoliberal e defende a agenda identitária e woke. É membro da IS Internacional Socialista, todavia, não aparece no boletim de voto em todos os Estados Americanos.
Autor Filipe de Freitas Leal

Sobre o Autor

Filipe de Freitas Leal nasceu em Lisboa, em 1964, é licenciado em Serviço Social pelo Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas da Universidade de Lisboa, com Pós-graduação em Políticas Públicas e Desigualdades Sociais, frequentou o Mestrado de Sociologia na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa. Estagiou com reinserção social de ex-reclusos e o apoio a famílias em vulnerabilidade social. É Bloguer desde 2007, tem publicados oito livros de temas muito diversos, desde a Poesia até à Política.

domingo, 17 de novembro de 2024

Trump: Plutocracia, Liberalismo e Anti-Wokismo


Donald Trump, após a eleição, alem de ter visitado Joe Biden, o Presidente democrata ainda em exercício, tem também apresentado em simultâneo uma a uma as caras da futura equipa do governo Trump, ou seja, os novos responsáveis pelas diversas pastas ministeriais, que nos Estados Unidos são designados por secretários. Uma grande novidade e que dois multimilionários fazem parte no novo governo, Elon Musk que será o responsável pelo novo Departamento para a Eficiência Governamental e do Aparelho do Estado, e que irá desempenhar esse cargo juntamente com Vivek Ramaswamy. O facto é que a combinação da Plutocracia com o Neoliberalismo poderá ser má para a América, vamos aguardar para ver os resultados.

Deste novo governo de Trump, eu espero que pelo menos em dois aspetos seja positivo, o fim da Guerra na Ucrânia e o fim da Guerra em Gaza e no Líbano, sobretudo se se verificar o fim dos grupos terroristas Hamas e Hezbollah. Permitindo uma paz duradoura na região.

Os nomes indicados para a pasta dos Negócios Estrangeiros dos EUA fica a cargo do novo Secretario de Estado, Marc Rubio, que por sinal e favorável a Israel e em promover a paz na região. Alem destes, surgem ainda os nomes de Elise Stefanik que foi nomeada a nova embaixadora na ONU e ainda o novo embaixador dos EUA em Israel Make Huckabee, todos nomes sonantes na diplomacia estadunidense que certamente irão tentar cumprir a promessa de Trump no que concerne a paz.

Os nomes apresentados por Trump para a formação do novo governo ainda não está completa, temos apenas alguns desses nomes, que mostram pelo cariz de cada um deles, a marca da luta de Donald Trump é o retorno dos valores conservadores e tradicionais contra a Agenda Woke nos Estados Unidos, desde a política externa, como o ambiente e a saúde, focando também nas questões da saúde, deitar por terra a Ideologia Woke é o grande objetivo de Trump e de todo o movimento MAGA Make América Great Again. Vejamos alguns dos nomes a seguir.

Marco Rubio – Secretário de Estado (negócios estrangeiros);

Susie Wiles - chefe de gabinete;

Wiliam McGinley – conselheiro da Casa Branca;

Elon Musk – conselheiro do DOGE (eficiência governamental);

Tom Homan – assuntos de imigração e o controlo das fronteiras;

Wivek Ramaswamy – conselheiro do DOGE (eficiência governamental);

John Ratcliffe – secretário da defesa;

Chris Wright – secretario da energia;

Robert F. Kennedy Jr. (ex-democrata) – secretário da saúde;

Michael Waltz – conselheiro de segurança nacional;

Matt Gaertz – secretário da justiça;

Kristi Noem – secretária de segurança interna;

Doug Burgum – secretário da administração interna;

Lee Zelden – secretário para o meio ambiente;

Karoline Leavit – Porta-voz da Casa branca;

Tulsi Gabard (ex-democrata) – Diretora para os serviços de Inteligência;

Elise Stefanik – Embaixadora dos EUA na ONU.


Autor Filipe de Freitas Leal 

Sobre o Autor

Filipe de Freitas Leal nasceu em Lisboa, em 1964, é licenciado em Serviço Social pelo Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas da Universidade de Lisboa, com Pós-graduação em Políticas Públicas e Desigualdades Sociais, frequentou o Mestrado de Sociologia na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa. Estagiou com reinserção social de ex-reclusos e o apoio a famílias em vulnerabilidade social. É Bloguer desde 2007, tem publicados oito livros de temas muito diversos, desde a Poesia até à Política.

 
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