Neste post eu escrevo o facto de hoje vivermos tempos em que a análise geopolítica foi substituída pela paixão cega das claques. Quando a ideologia se sobrepõe à verdade humana, perdemos a capacidade de enxergar a raiz dos conflitos e o sofrimento de quem neles padece.
É desolador observarmos como os conflitos armados são
debatidos por colunistas, comentadores, intelectuais e até cidadãos comuns,
como se fossem meros jogos de futebol. A análise leviana, doutrinária e
sectária — moldada estritamente pelo espectro político de quem fala — ignora a
tragédia real em prol de uma narrativa de "claque".
Para compreender a profundidade dessas questões, recuso-me a
seguir cartilhas ideológicas. Elas são, por natureza, rígidas demais para
atingir a raiz dos problemas. O entendimento real exige, acima de tudo,
humildade intelectual: é preciso fazer "tábua rasa", buscar
informações multidisciplinares e manter a objetividade.
Sem intenção de ofender, é impossível não notar como a
"Nova Esquerda" e suas doutrinas pós-modernas têm se mostrado míopes
e sectárias, incapazes de uma visão holística. Minha crítica nasce de uma
percepção compartilhada por muitos: primeiro, a Esquerda abandonou a defesa das
classes trabalhadoras; depois, os valores da família. Agora, parece abandonar
os democratas ao redor do mundo.
Ao aliar-se estrategicamente a regimes como o do Irão,
Rússia, China e Cuba — ignorando que são ditaduras opressoras e persecutórias —
a Esquerda vira as costas aos venezuelanos, aos árabes e, tragicamente, às
feministas e democratas iranianos. Diante desse cenário, a pergunta torna-se
inevitável: afinal, o que é a Esquerda hoje e a quem ela realmente serve?
sábado, março 07, 2026
Filipe de Freitas Leal
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