Creio que chegamos a uma época em que, como sociedade ou civilização, já não há margem para erros. Não existe mais espaço para soluções que não tenham o Ser Humano como centro, objetivo e motor desta nova caminhada da Humanidade pela sobrevivência do Planeta e de toda a nossa espécie.
Muito do que foi feito em nome do "progresso" — e das suas falsas ilusões de riqueza e grandeza dentro de um prisma individualista — criou um fosso profundo entre as pessoas. Deixou, ano após ano e década após década, um rastro de erosão e destruição maciça do nosso planeta. A fauna e a flora agonizam; a natureza reage de forma agressiva, como que desesperada para salvar um ecossistema que destruímos de forma inconsciente e egoísta.
Sim, é urgente um "Novo Humanismo". São necessárias novas políticas, mais pragmáticas e inteiramente livres da obsessão pelo lucro ou pelo crescimento desenfreado. Neste momento de crise, seria salutar um revivalismo naturalista da humanidade, pautado pelo menor consumismo das populações, por uma maior solidariedade coletiva e pelo respeito mútuo entre governados e governantes.
No entanto, os tempos tornam-se difíceis e o futuro, duvidoso. Isso se reflete não apenas no desafio da sobrevivência económica das famílias, mas também na deterioração do ambiente social através da violência, do desemprego e do crime. Diante desses fenômenos alarmantes, precisamos projetar caminhos que garantam maior justiça social, igualdade, liberdades e direitos fundamentais. Somente sob o ecossistema de uma cidadania ativa e consciente poderemos ultrapassar os grandes obstáculos que se avizinham.
terça-feira, agosto 28, 2007
Filipe de Freitas Leal



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