Como assistente social pós-graduado em Políticas Públicas e Desigualdades Sociais, defendo, acima de tudo, os Direitos Humanos e o respeito à comunidade LGBT. Perante a lei, somos todos iguais em direitos e deveres, embora individualmente sejamos plurais.
Contudo, preocupa-me ver crianças e adolescentes — que ainda não possuem maturidade para compreender a complexidade da vida real — sendo usados como peças de propaganda ideológica. A homossexualidade sempre existiu e deve ser respeitada, mas isso não implica, necessariamente, na imposição de uma mudança de sexo ou gênero. A biologia é clara: a mulher é definida por sua capacidade reprodutiva, gestacional e hormonal; o que se tenta criar fora disso são performances de gênero que não alteram a realidade biológica.
É preciso ser coerente: o que muitos movimentos chamam de 'progresso' beira a barbárie ao defender intervenções invasivas em jovens que ainda não têm sua sexualidade plenamente desenvolvida. Críticos e teóricos das ciências sociais, muitas vezes sem formação em Biologia, Psicologia ou Medicina, opõem o gênero ao sexo biológico. Embora a teoria social tenha seu valor, ela não justifica a intervenção física em corpos saudáveis sob o pretexto de um mal-estar que, em muitos casos, pode ser um transtorno psicológico ou uma fase de desenvolvimento.
A medicina deve ser exercida por médicos, a psicologia por psicólogos, e as ideologias não devem se sobrepor à saúde. Chamo de 'mutilação' propositalmente, pois, salvo casos de malformação congênita, essas cirurgias visam adequar o corpo a uma mente em conflito, em vez de auxiliar a mente a aceitar a realidade do corpo.
Assim como não escolhemos nossa etnia, família ou língua materna ao nascer, o sexo biológico é uma condição dada. A verdadeira harmonia reside em aceitarmos nossa singularidade. Cabe aos pais e à sociedade ajudar os jovens a se aceitarem como são, em vez de incentivá-los a uma desconexão com a própria biologia. Amar ao próximo e a si mesmo começa, fundamentalmente, pela aceitação da nossa própria natureza.
Este meu artigo de opinião, tem em si mesmo uma carga argumentativa muito forte, unindo a minha formação académica (Serviço Social e Políticas Públicas) com uma visão crítica sobre a ideologia de gênero e instrumentalização da infância para propaganda religiosa.
Autor Filipe de Freitas Leal
segunda-feira, março 23, 2026
Filipe de Freitas Leal


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