Ah, se eu fosse uma estrelinha,
Como brilhariam meus olhos, ao ver os teus,
Como brilhariam meus olhos, ao ver os teus,
Quem me dera ser a mais pequenininha,
Das que contemplas ao olhar os sete céus
Ou então poderia renascer num pássaro,
Um rouxinol que te cante manhã cedo alegremente,
E faria no teu telhado, o meu mais belo ninho,
E cantaria para ti belas melodias, eternamente.
Eu já tenho no peito a minha estrelinha,
E oiço na minha mente o Rouxinol e o seu belo canto.
Mas o astro que tanto queria, afastou-se, não quis ser minha,
E nem sobrou o canto alegre do rouxinol, apenas o pranto.
Dentro de mim sobrou espaço a um turbilhão,
Desejaria nesta galáxia poder ser tua estrelinha,
Sinto que dentro de mim há um imenso vulcão,
Que não me permite o canto, só a poesia destas linhas
E sobrou um enorme silêncio, que grita mil palavras de amor.
Que não as entendo, porque não sendo para mim, são dor.
E até já me disseste, escreveste eu lendo comovido,
Soube que me visitaste em sonho, e segredaste-me
Que eu não poderia receber de ti, o meu terno pedido,
Como impedir? se sem querer tu cativaste-me.
Agora estou agrilhoado, num amor que não tem fim,
Numa esperança que não cessará nunca em mim.
Numa esperança que não cessará nunca em mim.
dezembro 26, 2014
Filipe de Freitas Leal



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