A Origem do Conflito Israelo-Árabe!
Muitas vezes acredita-se que o conflito no Médio Oriente teve início em 1948. No entanto, um olhar atento à história revela que esta é, na verdade, uma tragédia de milénios, onde camadas teológicas e políticas se sobrepuseram.
Solidariedade é a essencia da Justiça Social
Para que uma sociedade se desenvolva em justiça social é fundamental a cultura da solidariedade.
quarta-feira, 27 de outubro de 2010
O Conceito de Direito
1 - Introdução
ao Conceito de Direito
"Só engrandecemos o nosso
direito à vida, Cumprindo o nosso dever
de cidadãos do mundo”
Mohandas Gandhi
Neste trabalho
procuramos efetuar uma reflexão sobre o conceito de Direito, mas antes, importa
fazer uma breve viagem pela História, em busca da origem do vocábulo.
Segundo Levaggi1, a palavra
Direito foi introduzida no vocabulário jurídico pelo Direito Canónico, numa
emanação da cultura judaico-cristã. Tanto a Lei de Moisés, como a de Cristo,
orientavam a conduta pelo caminho recto - directum - esta será a definição
etimológica. A semântica, remete-nos para a Idade Média, cujo sentido seria o
de ir de acordo com os parâmetros.
Para além da definição nominal:
o que significa a palavra ; importa ainda, uma breve nota acerca da dimensão
real: o que é .
Nesse sentido, procurámos
perceber a importância do Direito na vida do Homem e onde encontramos as normas
jurídicas e os elementos que constituem o Direito e que disciplinam um
dever-ser essencial à convivência da sociedade.
2 - O Homem um animal social
“Praticar o
Direito é alegria para o justo,
Mas espanto para os malfeitores.”
Provérbios 21,15
Os Seres Humanos
por natureza são seres gregários, vivendo em sociedade, o que faz com que haja
a necessidade de uma norma de conduta para regular, as relações em sociedade
nos mais variados aspetos. De acordo com Locke, o ser humano é um ser social
por natureza e é possível viver em sociedade sem nenhuma força superior que
imponha a Lei, alcançando um estado utópico de perfeita liberdade e igualdade,
guiando-nos apenas pela Lei Natural2. Hobbes por seu lado, argumenta que a
natureza humana prende-se na necessidade infinita de querer sempre mais e que é
decisiva a existência de uma autoridade soberana que limite estes desejos
primários e que não ameace a preservação humana /3.
A verdade é que
a necessidade do Direito na nossa esfera social, não só como seres humanos mas
crucialmente como cidadãos torna-se uma necessidade complexa devido às relações
que estabelecemos uns com os outros, pois “todas as relações sociais são
regulamentadas por um estatuto de Direito que define o ónus de cada um dos seus
intervenientes”4.
3 - Fontes do Direito
“Os Costumes são mais poderosos que as leis.”
Talmude
“Fonte do Direito” em sentido
técnico-jurídico, consiste no modo de formação e revelação das normas jurídicas
num determinado ordenamento jurídico. Podem distinguir-se em fonte imediata/
direta (criam normas jurídicas) do Direito e mediata/ indireta (não criam
normas jurídicas mas contribuem para a sua formação) do Direito.
Lei: Segundo o art. 1º do CC, a
lei é a única fonte imediata do Direito.
Portanto cria normas jurídicas,
com caráter vinculativo emanadas do órgão dotado de competência legislativa. O
termo lei pode ter vários significados: o de ordenamento jurídico (ex: todos os
cidadãos têm a mesma dignidade social e são iguais perante a lei); ato
legislativo (Lei ou Decreto-Lei. ex: os impostos são criados por lei); norma
jurídica (ex: As decisões dos tribunais que não sejam de mero expediente são
fundamentadas na forma prevista na lei); diplomas legislativos.
Para compreendermos melhor o
termo lei temos que ter em conta a distinção entre os vários sentidos em que a
lei se apresenta:
Sentido amplo (refere-se a
qualquer diploma que consagre normas jurídicas emanadas dos órgãos estaduais
competentes);
Sentido restrito (refere-se aos
diplomas emanados pela Assembleia da República, ou seja, a lei propriamente
dita).
Costume: é uma fonte
mediata/indireta do Direito; é a prática de uma conduta social reiterada e
constante, acompanhada da convicção da sua obrigatoriedade pela comunidade. O
Código Civil Português exclui o costume como fonte imediata de Direito e nem
sequer o reconhece como meio de integração das lacunas da lei.
Devemos ter em conta que o
costume é diferente do uso, ou seja, o uso é prática reiterada de uma conduta a
que falta a convicção da respectiva obrigatoriedade.
Jurisprudência:
é uma fonte mediata/indireta do Direito; é o conjunto de decisões (sentenças e
acórdãos) proferidas pelos tribunais ao fazerem a interpretação e aplicação da
lei aos casos concretos que lhe são submetidos.
Em Portugal, não vigora a regra
do precedente, ou seja, a decisão proferida por um tribunal não vincula o
próprio tribunal, nem os demais tribunais aquando do julgamento de casos
futuros semelhantes.
No entanto a jurisprudência
desempenha um papel importante, sobretudo a proveniente dos tribunais
superiores, em que os acórdãos têm um peso efectivo nas decisões futuras,
muitas das vezes são referidos ou citados, quando se entende que o novo caso
sob judicio é análogo ao que foi decidido por um desses acórdãos.
Doutrina: é o conjunto de
estudos, opiniões e pareceres dos jurisconsultos sobre a forma adequada de
interpretação, integração ou aplicação do Direito.
Não é considerada fonte
imediata/direta do Direito uma vez que não cria normas jurídicas e por
consequência não tem carácter vinculativo.
Apesar de não criar Direito, tem
uma importante relevância prática na revelação do mesmo, dado que as opiniões
dos Jurisconsultos (juristas qualificados, em geral, professores nas
Universidades) contribuem para esclarecer o sentido e o alcance de determinadas
normas jurídicas e ajudam a colmatar algumas omissões na lei.
Uma outra relevância importante
da Doutrina é a influência que ela exerce na feitura das leis, nas decisões
judiciais e na actuação da administração pública.
4 - Elementos do Direito
“Além das
aptidões, e das qualidades herdadas,
É a tradição que faz de nós aquilo que somos.”
Albert Einstein
A definição do direito assenta
num sistema de normas de conduta em três ideias: Sistema Jurídico, Norma
Jurídica (elemento básico do Direito) e a Protecção Coactiva, que juntas formam
um Sistema Jurídico ou Ordem Jurídica.
O Sistema Jurídico, é um
conjunto de normas relacionadas entre si, formando uma Ordem, e a Ordem
Jurídica está acima do Direito, sendo uma ordem normativa.
A Norma Jurídica, assenta por
sua vez em três elementos:
Previsão: Que fixa os padrões de
conduta adequados para situações futuras que advenham.
Estatuição: É o
Dever ou Obrigação (como necessidade de conduta) do cumprimento da Lei.
Sanção: É um dos elementos
fundamentais da Norma Jurídica e o terceiro elemento do Direito.
Mas a Norma Jurídica, além deste
elemento, comporta em si as seguintes características:
Imperatividade: A Norma impõe a
Lei como uma estatuição ou “comando”.
Violabilidade: Sendo feita para
pessoas livres, a Norma pode ser violada.
Generalidade: A norma é feita
para a generalidade dos destinatários não para um só individuo.
Coercividade: É a característica
da norma, que impede, previne ou reprime a violação da Norma, quer seja por
Coacção Preventiva, Coacção Repressiva ou Sanção Coactiva.
A Protecção Coactiva, é um
mecanismo e elemento do Direito, que visa repor o cumprimento da Norma ou ainda
a reparação da violação da mesma.
A Protecção Preventiva, visa
evitar a violação da Norma, através de medidas de segurança, ou procedimentos
cautelares. A Protecção Repressiva é a imposição do cumprimento coactivo,
reintegração ou reparação, que é ou pode ser por compensação ou indemnização,
podendo ser uma pena Civil ou Criminal.
Conclusão
Ao percebermos a necessidade da
existência de normas que constituem o conceito de Direito, sendo este um
conceito intrinsecamente complexo e mutável devido à sua capacidade de
adaptação, é possível afirmar que o estudo do mesmo implica um conhecimento profundo
de todas as variáveis existentes nas Fontes do Direito e nos elementos que o
constituem e das suas interligações que permitem estabelecer regras e os
mecanismos imprescindíveis para o bom funcionamento da sociedade. No nosso
dia-a-dia deparamo-nos constantemente com situações reguladas pelo Direito, as
quais temos como um dado adquirido e sem as quais já não seria possível uma
vida em sociedade. Daí advém a extrema importância do Direito em todas as
nossas relações sociais.
Filipe
Leal e Sónia Suru
Bibliografia
LAVAGGI, Abelardo (1997), “La
Inquisicion en hispanoamérica”, Buenos Aires.Ed Ciudade.Universidad del Museo
Social Argentino.
SOUSA LARA, António de (2007),
“Ciência Política: Estudo da Ordem e da Subversão”, Instituto Superior de
Ciências Sociais e Políticas, Lisboa
NEVES, A. Castanheira (1972) “Curso de introdução ao estudo do
Direito”, Coimbra, Polic.
CARMICHAEL, D. J. C. (1990), “Hobbes on Natural Right in
Society: The "Leviathan"”, Canadian Journal of Political Science 23,
pp.3-21.
BRONZE, Fernando José (2006), Lições de Introdução ao Direito, Coimbra Editora, Coimbra.
terça-feira, 21 de setembro de 2010
Bibliografia # 1 - Sociologia Geral I
Dos diversos livros sugeridos aos alunos na bibliografia, destacam-se este
que fiz questão e esforço para o adquirir, trata-se de um
grande sociólogo judeu do Século XX, trata-se de Raymond Aron, com o seu livro,
"As Etapas do Pensamento Sociológico", uma obra indispensável no
estudo universitário das áreas sociais.
Para além desse foi-nos
ainda sugerido pela Professora Lurdes Fonseca, um excelente livro clássico da
sociologia, trata-se de um livro da autoria de Auguste Comte, "Reorganizar
a Sociedade, trata da emergência da sociologia, face
às consequências sociais advindas quer da Revolução Francesa,
quer da Revolução Industrial, a partir das quais o mundo já não seria o mesmo.
Muitos pensadores, debruçaram-se sobre a
necessidade de compreender o processo social de então, tal como o pensador e
economista Karl Marx, que discordava do ponto de vista de Auguste Comte e da
sua filosofia Positivista, para Marx o que era preciso era promover a mudança
social e a transformação social, para Comte e outros pensadores sociais, o que
importava era a ordem social.
Augusto Comte, é o primeiro fundador da
Sociologia, então denominada por ele de Fisica Social, mais tarde, resolve
denominar a nova ciencia por Sociologia, o mesmo que dizer, o Estudo das Coisas
Sociais.
Autor Filipe de Freitas Leal
Autor Filipe de Freitas Leal
Sobre o Autor
Filipe de Freitas Leal nasceu em Lisboa, em 1964, estudou Serviço Social pelo Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas da Universidade de Lisboa. Estagiou como Técnico de Intervenção Social numa Instituição vocacionada à reinserção social de ex-reclusos e apoio a famílias em vulnerabilidade social, é blogger desde 2007, de cariz humanista, também dedica-se a outros blogs de temas diversos.
Filipe de Freitas Leal nasceu em Lisboa, em 1964, estudou Serviço Social pelo Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas da Universidade de Lisboa. Estagiou como Técnico de Intervenção Social numa Instituição vocacionada à reinserção social de ex-reclusos e apoio a famílias em vulnerabilidade social, é blogger desde 2007, de cariz humanista, também dedica-se a outros blogs de temas diversos.
sábado, 18 de setembro de 2010
Stephen Hawking, O Direito de Mudar de Ideias
No seu best-seller cientifico «Uma Breve História do Tempo» de
1988, o cientista britânico Stephen Hawking demonstrava aceitar a possibilidade de um
Criador do Universo, no entanto voltou a trás e nega o seu ponto de vista anterior.
Stephen Hawking escreveu "O Grande Desígnio", com a co-autoria de Leonard Mlodinow, livro editado em setembro de 2010, e vem através deste seu novo livro criar algum mal estar perante os
crentes, que com esta afirmação, sentiram-se de algum modo traídos ou insultados, como aconteceu em alguns círculos mais fundamentalistas como os creacionistas estadunidenses, sendo que este é um sentimento transversal aos crentes de todas as religiões,
embora, muito provavelmente creio deveras que não fosse essa a intenção, talvez não o tenhamos
entendido, no entanto negando que seja Divina a criação do Universo, derruba o
mito da criação, muito embora a ciência e a fé não se complementem e nem tenham
as mesmas funções, é no entanto certo que a teoria que nega a criação,
impõe-nos a teoria que é do acaso que nasce o Universo o mundo e todos os seres
vivos.
Ao afirmar que não há espaço para D-us na
ciência moderna, conclui o autor claramente que o Universo nasceu do nada e que nós
próprios somos fruto do acaso.
De acordo com a lógica sugerida por Hawking, sendo assim, também a ciência existe por mero acaso, o que não me parece que faça sentido pensar assim, visto que a ciência nasce da necessidade de obter respostas e compreender fenómenos naturais, sociais ou psíquicos; Embora eu respeite o direito da opinião do cientista, tenho também o direito de não crer que tudo o que me cerca seja fruto do acaso, posto isto, resta-me dizer, tendo em conta que quanto à Filosofia ou mesmo a ciência como a Física, Química por exemplo, afirmam que há a causa e o
efeito em todos os fenómenos que nos rodeiam, resta-me neste sentido crer que há uma razão de ser em tudo e mesmo uma causa primeira que terá gerado o Universo, que no entanto não conhecemos e à qual chamamos ou designamos por D-us.
Na realidade a Ciência não visa negar a fé,
pelo que esta apenas estuda o que pode ser mensurado e analisado, do mesmo modo a Teologia não visa
negar a ciência, pois pode e deve buscar na ciência as explicações capazes de
corroborar conceitos teológicos ou filosóficos, embora também não seja esse o objetivo da
ciência, mas sim o de encontrar respostas para compreender os problemas que se
colocam à humanidade e de encontrar soluções plausíveis para os mesmos.
Ser humanista acima de tudo é ser responsável
e preocuparmo-nos com um mundo melhor e mais justo. Se não houvesse a criação ou mesmo o Criador, que sentido teriam as nossas vidas? Pois se não podemos provar a existência de um Criador, também não pode-se provar a sua não existência, ateus e crentes estão assim em pé de igualdade.
Para além disso tudo é preciso ver que se
trata de uma contradição com ideias suas anteriormente escritas em livro, onde
afirmava não haver contradição entre a ciência e a crença de um D-us criador do
Universo, logo o Big Bang seria fruto da vontade Divina em criar
o Universo e todas as suas criaturas, claro que todos temos o direito de mudar
de opinião, isso é também parte do desenvolvimento pessoal de cada um,
resta-nos saber pensar por nós mesmos e encontrarmos o nosso próprio modo de
pensar sem sermos sujeitos passivos da ciência ou do fundamentalismo.
Temos o exemplo de Einstein, que foi um
cientista esclarecido e erudito e isso não o impediu de ser um judeu praticante
e um homem de fé em D-us.
Abaixo estão para o caro leitor, os links que
podem ajudar a aprofundar mais este assunto, com acesso gratuito para descarregar
de três livros de Stephen Hawking que valem a pena ler e ser refletidos.
Referências:
Autor Filipe de Freitas Leal
Sobre o Autor
Filipe de Freitas Leal nasceu em Lisboa, em 1964, estudou Serviço Social pelo Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas da Universidade de Lisboa. Estagiou como Técnico de Intervenção Social numa Instituição vocacionada à reinserção social de ex-reclusos e apoio a famílias em vulnerabilidade social, é blogger desde 2007, de cariz humanista, também dedica-se a outros blogs de temas diversos.
Filipe de Freitas Leal nasceu em Lisboa, em 1964, estudou Serviço Social pelo Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas da Universidade de Lisboa. Estagiou como Técnico de Intervenção Social numa Instituição vocacionada à reinserção social de ex-reclusos e apoio a famílias em vulnerabilidade social, é blogger desde 2007, de cariz humanista, também dedica-se a outros blogs de temas diversos.
quinta-feira, 2 de setembro de 2010
Israel e Palestina Discutem a Paz
Após algum tempo, de silêncio e expectativas
falhadas, muito contra a vontade do Irão e do Hamas, Mahmud Abbas e Beniamin
Netanyahu, sentam-se enfim à mesa das negociações com o objetivo de chegar a um
acordo para negociar a paz, sobretudo espera-se uma paz que seja duradoura e
que se concretize na criação e reconhecimento mutuo do direito a ambos os países
terem um Estado, tanto Israel como a Palestina.
Israel e o mundo ocidental também saem a
ganhar com a criação do estado palestiniano, a paz trará maior segurança e
reaproximação entre os povos, e a entrada de Israel como membro de pleno
direito da União Europeia poderá se realizar.
O mundo tem os olhos postos em Israel, desde
a sua fundação como Estado independente, devido ao barril de pólvora que é o
Médio Oriente, desde o fim do Império Otomano.
A questão é saber até que ponto as diferentes
correntes políticas e religiosas palestinianas estão de facto abertas à
realização de um acordo tecido na paz, ou antes irão continuar a incentivar os
populares ao ódio e a uma intifada sem fim, na ilusão de conquistar a
independência pela força.Autor Filipe de Freitas Leal
Sobre o Autor
Filipe de Freitas Leal nasceu em Lisboa, em 1964, estudou Serviço Social pelo Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas da Universidade de Lisboa. Estagiou como Técnico de Intervenção Social numa Instituição vocacionada à reinserção social de ex-reclusos e apoio a famílias em vulnerabilidade social, é blogger desde 2007, de cariz humanista, também dedica-se a outros blogs de temas diversos.
Filipe de Freitas Leal nasceu em Lisboa, em 1964, estudou Serviço Social pelo Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas da Universidade de Lisboa. Estagiou como Técnico de Intervenção Social numa Instituição vocacionada à reinserção social de ex-reclusos e apoio a famílias em vulnerabilidade social, é blogger desde 2007, de cariz humanista, também dedica-se a outros blogs de temas diversos.
sábado, 28 de agosto de 2010
Há Humanismo Sem D-us?
Tenho observado que à exceção do MH Movimento Humanista e do PH Partido
Humanista, a maioria dos movimentos humanistas de hoje estão afastados de
D-us, de forma explicitamente ideológica, não respeitando assim a natureza
intrínseca de seus membros, no que se refere à fé, aceito que se coloque o
homem (pessoa humana) no centro das atenções, mas para fins políticos, ou seja
o fim máximo da politica governativa deve ser o bem estar da pessoa humana, a
promoção da alimentação, saúde, habitação, trabalho, educação, cultura,
liberdades e garantias fundamentais para a plena realização da pessoa humana em
sociedade, num mundo de paz e concórdia entre famílias, vizinhos, colegas,
países, etnias, povos e religiões diferentes.
Mas o discurso corrente do Humanismo atual, é baseado num ateísmo
disfarçado, embora com preocupações realmente humanas, de politicas sociais e
denuncias de crimes contra a humanidade, têm-se limitado a denunciar o mundo
capitalista, e as injustiças sociais ao modelo agora vigente.
Por isso acho que esses movimentos humanistas não têm conseguido atingir as
suas metas, de despertar a consciência politica da maioria das pessoa, só com
um humanismo pluralista e integrador de diferentes culturas e filosofias pode
atingir-se cotas de aceitação exponenciais, ou de um eleitorado considerável.
Pois ao se rejeitar o que de mais importante há em 6 biliões de seres
humanos: a fé no Criador, faz com que quem crê não se volte para os
movimentos humanistas.
Quem coloca D-us acima de tudo não se coloca contra o seu semelhante, mas
coloca-se em igualdade perante ele.
Há que promover um HUMANISMO verdadeiramente coerente com este aspeto tão
humano que é a religião, a filosofia, a fé, temos de ver que todas as religiões
tem características humanistas, todas elas, sem exceção, sendo que o judaísmo e
o cristianismo em particular são o berço do Humanismo ocidental.
Pelo que vejo o Movimento Humanista Internacional e Partido Humanista tem
mostrado um grande respeito pelas diferentes correntes religiosas, nas fileiras
dos seus membros, e defendendo inclusive que o oposto seria o contrario do
ideal humanista é isso que faz que tenha uma grande aceitação internacional e
um crescimento de militantes e eleitores por vários países.
Sobre o Autor
Filipe de Freitas Leal nasceu em Lisboa, em 1964, estudou Serviço Social pelo Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas da Universidade de Lisboa. Estagiou como Técnico de Intervenção Social numa Instituição vocacionada à reinserção social de ex-reclusos e apoio a famílias em vulnerabilidade social, é blogger desde 2007, de cariz humanista, também dedica-se a outros blogs de temas diversos.
Filipe de Freitas Leal nasceu em Lisboa, em 1964, estudou Serviço Social pelo Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas da Universidade de Lisboa. Estagiou como Técnico de Intervenção Social numa Instituição vocacionada à reinserção social de ex-reclusos e apoio a famílias em vulnerabilidade social, é blogger desde 2007, de cariz humanista, também dedica-se a outros blogs de temas diversos.
domingo, 15 de agosto de 2010
Dar as Mãos Por Um Mundo Melhor

Solidariedade social não é uma mera
palavra de retórica, mas antes uma necessidade crescente num mundo
desumanizado, globalizado e intensamente competitivo, pelo que a queda dos
valores e princípios do "Estado Social", faz com que se preveja que,
cada vez mais pessoas venham a cair numa condição de vulnerabilidade, podendo
ficar abaixo da linha de pobreza, sofrer ainda o abandono e tornando-se vítimas
fáceis de injustiças de vários tipos.
O Estado de Direito, em que as sociedades democráticas e ocidentalizadas se
encontram, não podem cruzar os braços, e a sociedade civil não deve ficar à
espera que seja o Estado a tomar a iniciativa da solidariedade, mas ser agente
ativo e força de pressão.
Nem tão pouco se pode esperar que seja uma tarefa de caridade, algo
atribuído a organizações religiosas como a Igreja, mas urge sermos nós próprios
a agir, quer por uma mera contribuição consciente, pela divulgação de
necessidades e recursos, ou ainda pela participação ativa e voluntária, tanto
na rua, no bairro, na cidade, em associações e campanhas de organização e
apoio, fazendo um levantamento das necessidades e distribuindo com justiça, o
resultado da solidariedade do grupo para os mais necessitados.
Os tempos atuais estão a dar os seus sinais,
não mais veremos a ilusão do Eldorado, ou do Wellfare State, mas poderemos ver
ainda a solidariedade entre nós cidadãos simples, anónimos, poderemos vencer e
abrir as portas para um mundo mais humano, em prol da liberdade, da justiça
social e da igualdade de direitos, porque nada se recebe e tudo se conquistam
pelo esforço, dedicação e consciência.
Autor Filipe de Freitas Leal
Sobre o Autor
Filipe de Freitas Leal nasceu em Lisboa, em 1964, estudou Serviço Social pelo Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas da Universidade de Lisboa. Estagiou como Técnico de Intervenção Social numa Instituição vocacionada à reinserção social de ex-reclusos e apoio a famílias em vulnerabilidade social, é blogger desde 2007, de cariz humanista, também dedica-se a outros blogs de temas diversos
Filipe de Freitas Leal nasceu em Lisboa, em 1964, estudou Serviço Social pelo Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas da Universidade de Lisboa. Estagiou como Técnico de Intervenção Social numa Instituição vocacionada à reinserção social de ex-reclusos e apoio a famílias em vulnerabilidade social, é blogger desde 2007, de cariz humanista, também dedica-se a outros blogs de temas diversos
sábado, 17 de julho de 2010
Habitação Humanista
Hoje em dia, mais que em qualquer outro tempo, e devido ao aumento
demográfico, crises económicas e sociais e devido também à necessidade
ecológica de reciclagem, a arquitetura encontrou uma resposta à altura das
necessidades face aos problemas acima citados, a chamada arquitetura biológica
por uns e a arquitetura humanista por outros, levam a ter em conta que o
Humanismo é hoje a ideologia que cresce, dando resposta a muitas das
preocupações sociais, e tendo o a Pessoa Humana no centro das preocupações políticas,
económicas, sociais culturais e culturais, preocupando-se com pessoas, grupos,
comunidades e povos.
Vejamos aqui como se constrói uma casa económica e ecológica a partir de
reciclagem de garrafas de refrigerante PET, juntando terra, argila e cimento.
Resta-nos saber se os interesses políticos e económicos das
autoridade nacionais, camarárias e respetivas fiscalizações, que estando
ligadas a construtores, bancos e imobiliárias, permitiria isto?
Esperemos que sim, pois urge promover de facto a justiça aos mais pobres e ter uma verdadeira arquitetura que leve em conta as pessoas e a ecologia.
Esperemos que sim, pois urge promover de facto a justiça aos mais pobres e ter uma verdadeira arquitetura que leve em conta as pessoas e a ecologia.
1. Preparam-se as garrafas
Autor Filipe de Freitas Leal
Sobre o Autor
Filipe de Freitas Leal nasceu em Lisboa, em 1964, estudou Serviço Social pelo Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas da Universidade de Lisboa. Estagiou como Técnico de Intervenção Social numa Instituição vocacionada à reinserção social de ex-reclusos e apoio a famílias em vulnerabilidade social, é blogger desde 2007, de cariz humanista, também dedica-se a outros blogs de temas diversos.
Filipe de Freitas Leal nasceu em Lisboa, em 1964, estudou Serviço Social pelo Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas da Universidade de Lisboa. Estagiou como Técnico de Intervenção Social numa Instituição vocacionada à reinserção social de ex-reclusos e apoio a famílias em vulnerabilidade social, é blogger desde 2007, de cariz humanista, também dedica-se a outros blogs de temas diversos.
quarta-feira, 7 de julho de 2010
Citações - Mahler - Sou Um Apátrida.
"Sou
três vezes apátrida!
Como natural da Boémia, na Áustria;
como austríaco, na Alemanha;
como judeu, no mundo inteiro.
Em toda parte um intruso,
em nenhum lugar desejado!"
Gustav Mahler (1860-1911)
Gustav Mahler (1860-1911)
Autor Filipe de Freitas Leal
Sobre o Autor
Filipe de Freitas Leal nasceu em Lisboa, em 1964, estudou Serviço Social pelo Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas da Universidade de Lisboa. Estagiou como Técnico de Intervenção Social numa Instituição vocacionada à reinserção social de ex-reclusos e apoio a famílias em vulnerabilidade social, é blogger desde 2007, de cariz humanista, também dedica-se a outros blogs de temas diversos.
Filipe de Freitas Leal nasceu em Lisboa, em 1964, estudou Serviço Social pelo Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas da Universidade de Lisboa. Estagiou como Técnico de Intervenção Social numa Instituição vocacionada à reinserção social de ex-reclusos e apoio a famílias em vulnerabilidade social, é blogger desde 2007, de cariz humanista, também dedica-se a outros blogs de temas diversos.
outubro 27, 2010
Filipe de Freitas Leal








