Estou a ler, vou devagarinho pois tenho mais coisas para ler e trabalhos
para fazer, mas decidi-me a ler O "Choque do Futuro", e estou a gostar imenso.
O livro foi publicado originalmente em 1970, "O Choque do Futuro" ou Future Shock em inglês, é uma obra seminal que analisa a aceleração das mudanças tecnológicas e sociais e o impacto disso na psicologia humana ou mais precisamente na mudança psicológica nas próximas gerações, foi em boa verdade, o
primeiro best-seller de Alvin Toffler, o escritor estadunidense formado
em letras que no entanto tem juntamente com Heidi Toffler sua mulher, uma veia
sociológica que influenciou qual mago ou adivinho o modo de pensar das novas
gerações de professores, políticos, sociólogos, antropólogos e
tantos outros profissionais dás ciências sociais e da gestão.
Toffler fala-nos de uma revolução tecnológica que além de afetar as nossas
vidas transformará o mundo de tal forma que será irreconhecível para
as gerações mais novas. Por outras palavras, entende o choque, como sendo uma desorientação física e psiquica causada não tanto pela mudança mas mais pela velocidade vertiginosa com que aocntece a chegada prematura de um futuro que não se esperava chegar de forma abrupta, tornando-nos incapazes de adaptação imediata.
O livro Choque do Futuro é
uma obra voltada para o microsociológico, abarca as mudanças pessoais e
microsociais no interior da família, da empresa, da cultura, das
comunicações que nos dirigem o modo de ver, pensar, julgar e agir em sociedade
à luz das revoluções tecnológicas, informacionais e corporativas que
são irreversíveis, por outras palavra Toffler escreveu com três décadas
de antecedência sobre o futuro, e realmente acertou, o que temos hoje
é tal qual falava, mas não termina aqui, o livro revela a dinâmica da
revolução tecnológica e informacional que funciona como bola de neve.
A onde isto irá parar? Talvez o leitor
consiga se aperceber onde, se ao ler o livro compreender o mundo em 1980 e o
comparar com o que temos hoje, e as mudanças políticas do pós 11 de setembro, a
crise económica nos Estados Unidos do surprime e consequentemente a crise
financeira europeia, bem como a contagem regressiva para salvar o planeta, e
por extensão a humanidade, provam que estamos numa revolução imensa e o leitor
é agente e ator nisto tudo, o pior que podemos fazer é fechar os olhos e não
querer ter consciência e tomar partido nesta revolução da nova era.
Principais Conceitos do livro
O livro estrutura sua análise em torno de fenômenos que Toffler previu que se tornariam dominantes na sociedade "superindustrial":
- A transitoriedade: As relações com objetos, lugares, organizações e pessoas tornam-se temporárias. Ele exemplifica isso com a "cultura do descartável" e a alta mobilidade geográfica e profissional, o ser humano sente-se desintegrado do seu espaço.
- A novidade: A busca constante pelo novo em produtos e em experiências, gera uma obsolescência acelerada, não só física, mas também de conhecimento e valores, o que por sua vez aceleram a mudança social e o conflito de gerações.
- A diversidade de opções: Ao contrário do que se imaginava, o excesso de escolhas pode afetar a decisão e levar-nos à paralisia, procrastinação ou à ansiedade, em vez de liberdade plena que se deseja.
- A Sobrecarga de informação: Os cidadãos são bombardeados por um excesso de informação impossível de absorver, são dados e estímulos que afetam o processamento cerebral da informação recebida, gerando ansiedade, cansaço e esgoramento.
Autor Filipe de Freitas Leal
segunda-feira, novembro 21, 2011
Filipe de Freitas Leal


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1 comentários:
Livro imperdível, atual desde 1970, e cuja leitura é importante, útil e necessária, além de tempestiva, no desenvolvimento de visão crítica acerca do mundo que nos cerca, e isso para a utilização nos mais variados campos de nossas vidas. É o tipo de obra que faz refletir a cada colocação marcante, ou em sentido mais amplo, a cada capítulo. Um clássico mundial. Leia. Não se arrependerá.
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