Não faz sentido nenhum gerar uma enorme despesa militar e toda a aparatosa armada americana no Golfo, se fosse só para pressionar. Tudo de facto indica para uma Guerra, a meu ver, o Irão fez por merecer, está em guerra com Israel, o Ocidente e a civilização cristã há 47 anos, mas usa apenas os Proxies ou forças entrepostas como se nada tivesse a ver com o regime teocrático xiita e persecutório dos Ayiatholás.
Os muitos ataques a Israel e os ataques a navios ocidentais no Mar Vermelho partiram das ordens de Teerão, o hediondo ataque de 07/10 em Israel foi orquestrado por ordem de Teerão e visava levar Israel a perder a cabeça. Nada foi por acaso e nem em vão na cabeça daquela gente fanática, capaz de matar o próprio povo para se manterem no poder, e fazem tudo isso em nome de Deus. Portanto Chega! O que eu acho é que a guerra vai trazer consequências que não sabemos bem quais serão.
O Esmagamento do Hamas e do Hezbollah eram condição sine qua non para pôr fim ao terrorismo. E o mundo árabe sabe que Israel não vai fazer as malas, entregar Jerusalém, Tel Aviv e o resto de Israel e ir-se embora.
Daí a emergência dos acordos de Abraão. Aliás, na queda do Irão, quem mais sai a ganhar é a Arábia Saudita. A questão é que a Solução dos dois Estados tem que ser resolvida de facto, quer Netanyahu goste quer não, porque para o bem dos palestinianos e dos israelitas, é importante resolver esta questão. Que todavia, há que dizer, a bem da verdade, que nunca foi aceite pelos países e líderes árabes mais radicais, entre eles o Irão que defende a destruição do Estado de Israel e o extermínio dos judeus, daí a célebre frase "Palestina Livre do Rio até ao Mar".
Após o esmagamento do Hamas, do Hezbollah, da queda de Maduro e da asfixia do Iémen, a prioridade passa a ser derrubar o regime que financia o terrorismo, ou seja, a teocracia do Irão. Para mim, tudo isto faz parte de um plano de sobrevivência ou morte dos EUA e de Israel em maior grau, mas também do Ocidente, que pode permitir um maior equilíbrio e estabilidade no Médio Oriente.
Mas esta guerra pode ser o estopim para um conflito maior, oxalá não seja, mas tem potencial para isso. E ainda por arrastão, irá antecipar a grande crise económica que será parecida com a crise de 1929, que aliás fará com que os ricos fiquem ainda mais ricos e os pobres mais pobres.
Mas há outro fator, é que a queda do Irão, asfixia em parte a Rússia, que é fomentada por armas e pelos drones iranianos na Guerra contra a Ucrânia. E é aqui que a porca torce o rabo, o que fará a China e como reagirá a Rússia, vão ficar a ver quietinhos a estratégia geopolítica dos EUA e Israel ou vão intervir? E se sim, como?
Creio que a China ganha em manter o Soft power, o objetivo deles é preciso, certeiro e infalível, o domínio econômico, e vão conseguir. A Rússia é que pode se aventurar, ou talvez ceda num acordo de paz, desde que lhe concedam território. Não sei o que se irá passar.
Enquanto isso, a Índia cresce economicamente seguindo os passos dos sábios chineses. A família Tata esfrega as mãos de contente com as escaramuças dos EUA e a derrocada da economia ocidental. Sim a crise será mundial, mas vai afetar os mercados "decadentes" muito mais do que os emergentes.
Resta uma palavra final de solidariedade e sentimento para o povo iraniano, homens e mulheres, corajosos e lutadores, de diferentes classes sociais e faixas etárias, que são hoje os mártires pela democracia e a libertação da sua patria. Fala-se em muitos milhares de mortos. Para dar apoio à insurreição popular a ONU e a UE declaram a Guarda Revolucionária do Irão como um grupo terrorista e genocida que massacra o próprio povo.
Autor Filipe de Freitas Leal
quinta-feira, janeiro 29, 2026
Filipe de Freitas Leal


Posted in:
0 comentários:
Enviar um comentário