segunda-feira, 2 de fevereiro de 2026

Israel x Palestina e Irão: A Origem do Conflito



Olá a todos, como estão? Cá estou de volta a aprofundar um tema muito polémico. Eu estive a informar-me sobre detalhes do conflito Israelo-árabe, detalhes que a imprensa não revela e uma parte dos intelectuais, uns desconhecem, outros não entendem, e outros ainda pior, escondem de nós.

Um desses detalhes é, a bem da verdade, uma das causas fundamentais do conflito, que opõe os países muçulmanos face ao Estado de Israel, (sobretudo os mais radicais), trata-se do dogma religioso do 'Waqf' ou Dogma do Solo Sagrado do Islão, e também dos 'Dhimis' (os não muçulmanos chamados de infiéis que para viverem no Dar al-Islam ou a Casa do Islão e poder praticar a sua religião devem pagar o imposto da 'Gizhya'), quanto ao solo Sagrado, compreende toda o território do I Califado. E é devido a isto que em 1979, após a Revolução Islâmica, o Irão colocou na sua constituição programática a missão da destruição total da Entidade Sionista, e dos judeus, chamando de Israel um cancro no solo Sagrado do Islão.

O Hamas em Gaza, tal como o Hezbollah do Líbano, ou a Jihad Islâmica, são os tais proxies, grupos terroristas, financiados pelo Irão, e que têm esta visão dogmática do Waqf. E foi este dogma religioso que levou os países árabes a não aceitarem a partilha da Palestina pela Resolução 181 da ONU em 1947.

Yasser Arafat não era um religioso, pelo contrário era um muçulmano secular casado com uma católica, mas apesar de ser secular, de reconhecer o direito de Israel como Estado e de querer a Palestina livre, ele hesitou, pois tinha medo do que se chama hoje de "A rua árabe" e a reação da ala mais radical, e por isso rejeitou a solução dos dois Estados, na Reunião de Camp David no ano 2000; bastava dizer sim e a Palestina hoje seria livre e existia. O mundo ficou perplexo, inclusive levou Bill Clinton a dizer que a recusa de Arafat foi "uma tragédia de dimensões históricas"

O atentado de 07/10 foi a gota D'Água que mudou o paradigma de ação defensiva de Israel e da politica dos EUA face ao conflito, somando-se os atentados contra os navios no Mar Vermelho pelos Houtis, e fez com que Israel e os EUA mudassem a tática, antes atacavam defensivamente apenas os tentáculos do polvo, que eram os grupos terroristas financiados pelo Irão, mas agora a tática passou a ser a necessidade de eliminar a cabeça do Polvo (o regime teocrático do Irão). Não é para menos, o governo de Teerão calculou mal as consequências do 07/10. Esperava liderar o mundo árabe contra Israel.

Agora o problema é saber como este embroglio se resolve. Nenhuma das possibilidades é fácil, e todas trazem consequências. A queda do regime é uma Caixa de Pandora, que pode abrir-se para outros males que não sabemos quais são. Se Yasser Arafat tinha medo da rua Árabe, é bom que os EUA tenham medo do vazio de poder, porque não sabemos até que ponto a população quer como líder o Príncipe Rheza Pahlavi, filho do Xá deposto em 1979.

Ou será que vale mais deixar tudo como está no Irão e fazer um ultimato como o Artigo 5 da NATO-OTAN, dizendo ao Irão: "Se atacares Israel, vais pelos ares". Enfim, algo tem que ser bem calculado, porque há o perigo de cair o poder na rua e no vazio de autoridade, algo que poderá deflagrar numa guerra civil, e nesse caso ninguém sai a ganhar.

Facto é que há milhares de mortos, milhares de presos políticos e de execuções no Irão. Um povo sem armas não consegue derrubar um governo Teocrático, fanático e tirano.

Enquanto tudo isto se passa os manifestantes e a oposição clamam pela libertação que venha dos EUA, mas até mais de Israel.

Autor Filipe de Freitas Leal

Sobre o Autor

Filipe de Freitas Leal nasceu em Lisboa, em 1964, é licenciado em Serviço Social pelo Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas da Universidade de Lisboa, com Pós-graduação em Políticas Públicas e Desigualdades Sociais, frequentou o Mestrado de Sociologia na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa. Estagiou com reinserção social de ex-reclusos e o apoio a famílias em vulnerabilidade social. É Bloguer desde 2007, tem publicados oito livros de temas muito diversos, desde a Poesia até à Política.

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