terça-feira, 7 de julho de 2015

Morreu a Eterna Primeira-dama - Maria Barroso

Morreu Maria de Jesus Barroso (1925 – 2015) mulher do Ex-Presidente português Mário Soares, após ter estado em coma profundo devido a uma queda no passado dia 26 de junho.

Conhecida como a Eterna Primeira-dama de Portugal, e também no meu ver a eterna resistente anfi-fascista e Mãe da democracia portuguesa, tendo sido uma das grande figuras públicas, uma grande mulher na luta democrática tanto em Portugal como no exílio em França, sempre ao lado de Mário Soares e membro ativo do PS Partido Socialista desde a primeira hora, foi uma mulher que sempre manteve o seu nome de solteira, bem como a sua autonomia de pensamento, ensinando-nos a frontalidade com a doçura, sempre num tom respeitoso a que nos habituamos.

Tenho por esta ímpar senhora uma grande admiração, que é para mim mais que a Eterna Primeira-dama, mas acima de tudo um exemplo de um Ser Humano marcante e rico de qualidades e convicções que soube enriquecer a nossa história com o seu ativismo e presenteou-nos com a sua amabilidade, falando-nos sempre com franqueza e com doçura.

Autor Filipe de Freitas Leal

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Sobre o Autor

Filipe de Freitas Leal nasceu em Lisboa, em 1964, estudou Serviço Social pelo Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas da Universidade de Lisboa. Estagiou como Técnico de Intervenção Social numa Instituição vocacionada à reinserção social de ex-reclusos e apoio a famílias em vulnerabilidade social, é blogger desde 2007, de cariz humanista, também dedica-se a outros blogs de temas diversos.

Grécia - O Não Grego e o Génio de Tsipras.

O NÃO (OXI) Vence o referendo por 61,3% face aos 38,7% do Sim, é caso para se brincar com as palavras, Oxigénio para a Europa dos povos, Oxi do referendo e o génio de Tsipras, que conseguiu angariar uma grande vitória política tanto interna com externa, e que sai reforçado pelo referendo, sem nos esquecermos que Yanis Veroufakis, demitiu-se do Ministério das Finanças para dar espaço de manobra nas negociações que se seguem, o que mostra de forma clara a liderança de Tsipras, um homem que não traiu os seus ideais nem abandona o seu povo, face às chantagens do Neo-liberalismo Eurocentrista, que não disfarça o défice democrático e a arrogância dos poderosos do Eurogrupo.


Yanis Varoufakis demitiu-se
Após o redondo não dado pelos gregos de todas as classes sociais os partidos da oposição apoiaram formalmente a estratégia de Tsipras, a Nova Democracia, o Pasok e o To Potami apoiaram no Parlamento as medidas a apresentar por Tsipras à Europa, Europa essa que tremeu perante a incerteza, no entanto Merkel e Hollande reuniram se no dia a seguir em Paris, Hollande aliás está a ser o mediador para manter-se a Grécia na Zona Euro, e também para impedir uma radicalização da direita europeia do PPE, ou o mero desprezo incompreensível vindo de setores do PSE.

Merkel e Hollande reunidos em Paris
 Esta é a verdadeira face da União Europeia, a "desunião  europeia" nasce de uma agenda político-ideológica  claramente vinculada ao neo-liberalismo e desvinculada da  justiça social e da solidariedade entre os povos algo algo  que marcou o principio fundador da CEE.

 No dia anterior ao referendo, postei no facebook uma  homenagem à Grécia, com um maestro holandês de  Maastricht, André Rieu e uma famosa música grega do  filme Zorba o grego, foi o suficiente para encherem o post de criticas infundadas aos gregos, algo que é na realidade a alma dos xenófobos e de um novorriquismo pedante.

Não devemos misturar as coisas, não confundindo o povo com os políticos, sobretudo porque os políticos que governaram a Grécia de forma leviana deveriam estar presos.

Quanto aos cidadãos, estão a suportar com desemprego, reformas baixas, pobreza e impostos altos e fome, o que a cúpula da Europa lhes impõe, para serem sempre os pobres a salvar os bancos.

Mas há mais, eu acho que quem deve tem que pagar, mas como pagar se a economia está a ser destruída?

Por fim peço, que ao comentarem os meus posts tenham compreensão e solidariedade para com os gregos, pois sofrem sem ter culpa, já basta as palavras arrogantes dos governantes portugueses, não é preciso mais ecos semelhantes.

Eu não sabia que era com dinheiro que se desenvolvia uma democracia, sempre pensei que fosse através da cidadania ativa dos cidadãos e do respeito pelos Direitos Humanos por parte das instituições políticas.


Autor Filipe de Freitas Leal

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Sobre o Autor

Filipe de Freitas Leal nasceu em Lisboa, em 1964, estudou Serviço Social pelo Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas da Universidade de Lisboa. Estagiou como Técnico de Intervenção Social numa Instituição vocacionada à reinserção social de ex-reclusos e apoio a famílias em vulnerabilidade social, é blogger desde 2007, de cariz humanista, também dedica-se a outros blogs de temas diversos.

sexta-feira, 3 de julho de 2015

Grécia - Referendo Contra a Chantagem da UE

A Grecia vai referendar este domingo as propostas do Eurogrupo sobre a divida grega, tendo Tsipras apelado ao voto no NÃO, nesta sexta-feira último dia de campanha, afirmando ser a única resposta viável para negociar em melhores condições com os credores, pedindo ainda que mantenham a calma e não cedam às chantagens, pediu que votassem de forma serena, dando uma resposta clara e inequívoca à Europa.
Se eu fosse grego votaria ao lado do governo do Syrisa, pois teve a grande vantagem de nos fazer ver a verdadeira face da UE por baixo dos fatos, que mais não é que uma falsa união em torno dos grandes interesses, tal como o FMI, como já se sabe há muito.
Tirar mais umas pensões aos já desgraçados por anos de tormento para "recuperar a economia" e principalmente "pagar aos credores", que so visa recuperar os seus bancos, mais que a economia de um país.
Não é compreensível que Dijsselbloem, um Social-democrata, que defende a bandeira vermelha do seu partido o Partido do Trabalho, pelo qual é ministro das finanças da Holanda, esteja como presidente do Eurogrupo a defender e promover politicas que para além de não permitir o crescimento, imponham um sofrimento atroz aos mais pobres.
Em contrapartida, um jovem cidadão britânico, iniciou uma campanha para angariar 1,6 biliões de euros para ajudar a Grécia, um gesto louvável.
Estou do lado dos gregos, mas não concordo com está ideia, embora em Portugal já se tenham feito campanhas idênticas, uma até foi para ajudar a Finlândia.
Não concordo, porque o que é preciso é mudar a situação através de políticas públicas que combatam a corrupção e a evasão fiscal, bem como políticas que possam gerar o crescimento da economia e o emprego.
A Grécia não precisa de esmolas, nem Portugal, Chipre ou Espanha, são precisos é políticas e políticos humanistas, para governar para as pessoas e o bem comum.
Autor Filipe de Freitas Leal

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Sobre o Autor

Filipe de Freitas Leal nasceu em Lisboa, em 1964, estudou Serviço Social pelo Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas da Universidade de Lisboa. Estagiou como Técnico de Intervenção Social numa Instituição vocacionada à reinserção social de ex-reclusos e apoio a famílias em vulnerabilidade social, é blogger desde 2007, de cariz humanista, também dedica-se a outros blogs de temas diversos.

domingo, 21 de junho de 2015

A Crise Grega - O Impasse para Evitar a Tragédia

Quanto à Grécia, a realidade, é bem pior do que as palavras fáceis de comentadores de jornais e tv's tentam fazer crer.
Porquê? Porque a Grécia pura e simplesmente está falida, não há outra saída, que não uma moratória para poder crescer.
Isto não tem nada a ver com "dar ajuda a quem quer ser ajudado", como foi dito, mas sim dar ajuda a quem de facto precisa e não tem como pagar a divida e não o quer fazer à custa dos mais desfavorecidos.
A Grécia está verdadeiramente na bancarrota, e o Syriza não é o culpado pela situação, mas sim os anteriores governos, da Nova Democracia e do Pasok, com as suas politicas Néo-liberais e a corrupção generalizada da sociedade grega.
É claro que a Europa não se pode dar ao luxo de dar dinheiro dos contribuintes a fundo perdido a nenhum país, mas também não ficará nada bem, se deixar ir para a fogueira da "bancarrota", todo um povo, e negar-se a ajudar ao crescimento e desenvolvimento de um Estado membro, como aliás era o objetivo inicial da CEE, que através da solidariedade entre os povos da Europa se construiria o futuro europeu.

O futuro deveria pertencer a Deus, mas parece que hoje pertence aos
tecnocratas ultra-liberais do Eurogrupo.
Autor Filipe de Freitas Leal

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Sobre o Autor

Filipe de Freitas Leal nasceu em Lisboa, em 1964, estudou Serviço Social pelo Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas da Universidade de Lisboa. Estagiou como Técnico de Intervenção Social numa Instituição vocacionada à reinserção social de ex-reclusos e apoio a famílias em vulnerabilidade social, é blogger desde 2007, de cariz humanista, também dedica-se a outros blogs de temas diversos.

quarta-feira, 17 de junho de 2015

Cartoon # 20 - A Grécia e a Crise Europeia



Este Cartoon, da autoria de Ingran Pinn, do Financial Times, ilustra um artigo no respectivo diário londrino, em que afirma que há um divórcio feito às pressas entre a Europa e a Grécia.

Outros jornais tem ilustrado a crise grego-europeia de pontos de vista divergentes, vendo que a rutura que Tsipras faz com o seu discurso, é corajosa, sendo no entanto tão perigosa para a Grécia como para a Europa, em particular, para países como Portugal, que estando fragilizado economicamente, não entende que poderá vir a ter que negociar no futuro a sua divida, e insiste em ser meramente "o bom aluno", pelo que o futuro é incerto para Portugal, que tendo vendido todo o seu património, não terá encaixe de capitais tão brevemente, e o governo português não deve fazer é pelo menos não se colocar contra a Grécia, tal como fez a Finlândia fez quando se opos a apoiar o resgate português.

Autor Filipe de Freitas Leal

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Filipe de Freitas Leal nasceu em Lisboa, em 1964, estudou Serviço Social pelo Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas da Universidade de Lisboa. Estagiou como Técnico de Intervenção Social numa Instituição vocacionada à reinserção social de ex-reclusos e apoio a famílias em vulnerabilidade social, é blogger desde 2007, de cariz humanista, também dedica-se a outros blogs de temas diversos.

Grécia - A Única Saída é Uma Moratória

O Primeiro Ministro Grego Alexis Tsipras, afirmou que o BCE - Banco Central Europeu, e o FMI - Fundo Monetário Internacional, querem humilhar a Grécia, tendo ambas as organizações responsabilidades criminosas, pela situação em que a Grécia está submergida hoje, e de facto o que está evidente é uma fratura quanto ao que pretendia ser o projeto europeu, visto que nem a  Troika, nem a Grécia querem dar o braço a torcer.

De acordo com uma notícia veiculada no site do semanário português "Expresso", em que afirma que o governantes portugueses, acusam o governo grego de estar a fazer uma chantagem inadmissível, no entanto no meu ponto de vista, inadmissível é a falta de solidariedade que os governantes portugueses estão a ter com a Grécia, pois há a possibilidade de Portugal poder vir a estar na mesma situação em que hoje se encontram os gregos.

Que esse discurso de bater no ceguinho seja tido pela Alemanha, entre outros países poderosos, é compreensível, embora seja de igual modo errado, mas que o mesmo comportamento de falta de solidariedade parta de Portugal, um dos três países que pediu resgate, e que ainda náo sabe o dia de amanhá, ai é totalmente incompreensível, é uma verdadeira diplomacia de subserviência.

Penso ser necessário que a Europa adote de facto uma Realpolitik, e seja realista tanto quanto pragmática, no entanto não estamos a ver isso, não estão a ser realistas, como querer que a Grécia pague, se não permitem que a mesma se reerga, pelo facto de não ser à custa do desemprego, da fome, emigração em massa, cortes nas despesas entre outras fatalidades, que se erguerá a economia de um país.

Creio que caso a Europa, não chegue a um acordo que permita uma moratória para a Grécia poder pagar a divida, então todos sairão a perder, inclusive Portugal, porque se lutar por esta possibilidade, em caso de o país voltar a estrar em incumprimento, também poderá então beneficiar de uma moratória semelhante.

Neste sentido, acho que não devemos falar de modo fácil, da dificuldade vivida pelos gregos sem olhar para a realidade de Portugal, que recebeu biliões de euros nestes últimos 30 anos, desde que aderiu à CEE, e onde 
e que foi parar esse dinheiro todo, que era para o desenvolvimento da indústria, formação, etc? Porque é que com tanto dinheiro, Portugal continua de mão estendida, na UE? E a história não acaba aqui, pois Portugal poderá vir a pedir mais um resgate e ai já não pode falar dos gregos.

Mas no fundo, o que não bate certo, nesta história é a posição da Troika e da UE, que ao pressionar a Grécia, está a dizer algo, e a tomar uma política de desmembramento e de segregação usando o caso grego, como exemplo para os demais membros, mas será só isso? Presumo que sim, mas com algo mais, caso contrário a atitude de Tsipras não teria sido esta, a vida mais lógica nesta situação é a reestruturação da Grécia através de uma moratória, ou do perdão de parte da divida, o que acarreta que o mesmo se faca, em relação a Portugal, bem como à Irlanda, e é aqui que   está parte do Problema, enquanto os países não se vierem todos descapitalizados, tendo vendido todos o seu património estatal, e rendidos ao ultra-liberalismo a Grécia nem nenhum outro país terá hipóteses dentro deste clube.

Autor Filipe de Freitas Leal

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Filipe de Freitas Leal nasceu em Lisboa, em 1964, estudou Serviço Social pelo Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas da Universidade de Lisboa. Estagiou como Técnico de Intervenção Social numa Instituição vocacionada à reinserção social de ex-reclusos e apoio a famílias em vulnerabilidade social, é blogger desde 2007, de cariz humanista, também dedica-se a outros blogs de temas diversos.

sexta-feira, 5 de junho de 2015

Galeano - O Grande Pensador Uruguaio

Há ainda quem não tenha tido o privilégio de conhecer a obra, o génio e a alma, daquele que foi o grande poeta e pensador latino-americano o uruguaio Eduardo Galeano.
Confesso que também eu, só muito recentemente tomei conhecimento deste grande pensador, e isso tornou-me mais rico, na medida em que aprendi muito, e no que também me revejo em muito do seu pensamento profundo, livre, criativo, poético, humanista e detentor de uma critica acutilante, marcadamente presente no seu livro As Veias Abertas da América Latina, editado em 1971.
Infelizmente Galeano, deixou-nos pobres e tristes com a sua partida, aos 74 anos, cheguei a lembrar-me de um salmo em que diz: "A vida é até aos setenta anos, o resto é cansaço e enfado".
"Há que lutar por um mundo que seja a casa de todos e não apenas a casa de alguns, e o inferno da maioria."

Foi com Galeano, numa entrevista que deu, que melhor percebi para que servem as utopias, pelo seu modo muito poético e criativo de falar, de acordo com a frase de um cineasta argentino Fernando Birri, que disse assim: "A Utopia está no horizonte, e sei que nunca a alcançarei  porque se caminhar dez passos, ela distancia-se também dez passos mais, e quanto mais a procuro menos a encontrarei, porque se afasta sempre à medida que caminho, e a Utopia serve para isso, para caminhar".





















Autor Filipe de Freitas Leal

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Filipe de Freitas Leal nasceu em Lisboa, em 1964, estudou Serviço Social pelo Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas da Universidade de Lisboa. Estagiou como Técnico de Intervenção Social numa Instituição vocacionada à reinserção social de ex-reclusos e apoio a famílias em vulnerabilidade social, é blogger desde 2007, de cariz humanista, também dedica-se a outros blogs de temas diversos.

segunda-feira, 1 de junho de 2015

A Desnecessária Discussão do Acordo Ortográfico

As línguas são mais que instituições, são orgânicas, são vivas, e feitas por quem as fala e usa no dia-a-dia.
Isso vem reforçar a minha ideia de que não se deve perder tempo em discutir o acordo, nem de se propor uma fuga para trás e nem uma fuga para a frente, mas antes entregar o assunto a um conjunto de sábios (linguistas) que corrijam o que por ventura possa estar errado.

Voltar atrás e abandonar o AO90, significa transformar em desperdício tudo o que foi investido em recursos humanos e financeiros, bem como uma enorme perda de tempo de 25 anos, um desperdício colossal a que o Pais não se pode dar ao luxo de permitir em tempos tão difíceis e incertos, que hoje vive.

A questão do acordo em si é muito mais abrangente do que parece à primeira vista, o português falado em Portugal, corresponde a pouco mais de 6% dos falantes da lusofonia, já contando com os portugueses da diáspora lusitana, o português falado no Brasil tem um peso de 82%, e isso tem repercussões num mundo globalizado e informaticamente, pois sem o Acordo Ortográfico a forma ortográfica brasileira será adotada a nível internacional na produção tanto de softwares como editorial ou documental, o que quer isto dizer?

Quer dizer, que Portugal terá vantagens numa ortografia ratificada pelos signatários dos 8 países da CPLP, e que tem portanto de saber se adaptar a um mundo novo, altamente competitivo, pragmático e voltado para mercados grandes e emergentes, ou seja o custo de Portugal ter uma ortografia diferenciada acarretará custos de outra ordem que as grandes  multinacionais não estão dispostas a aceitar, e as empresas portuguesas devem ter em conta as vantagens de aproximação e reforço das relações comerciais e culturais com o Brasil. quererem um exemplo? As grandes editoras portuguesas, Leya, Bertrand e Difel estão presentes no Brasil.

Por outras palavras, para mim, tanto faz qual a ortografia adotada, prefiro é olhar as coisas por um lado positivo e acho que é chegada a hora de Portugal e os portugueses pró e contra o acordo voltarem-se para questões de futuro do nosso país, mais importantes, sobretudo em ano de eleições. Pois infelizmente a grande maioria quando não discute o acordo, discute o mero clubismo futebolístico, ou a vida alheia, mas pensar sobre em quem é que vão votar para que haja um Presidente da República com P maiúsculo, que de facto saiba presidir, ou qual o partido que apresente um projecto de futuro em vez de um programinhas eleitorais de governo para míseros 4 anos, (programas alias dificilmente levados a cabo), isso sim é mais difícil, porque requer de nós, uma identificação politica e um comprometimento cívico com a comunidade.

A discussão do acordo é o mesmo que irmos todos para a taberna falar do futebol e deixar tudo na mesma.


Autor: Filipe de Freitas Leal

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Filipe de Freitas Leal nasceu em Lisboa, em 1964, estudou Serviço Social pelo Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas da Universidade de Lisboa. Estagiou como Técnico de Intervenção Social numa Instituição vocacionada à reinserção social de ex-reclusos e apoio a famílias em vulnerabilidade social, é blogger desde 2007, de cariz humanista, também dedica-se a outros blogs de temas diversos.

 
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