A Origem do Conflito Israelo-Árabe!
Muitas vezes acredita-se que o conflito no Médio Oriente teve início em 1948. No entanto, um olhar atento à história revela que esta é, na verdade, uma tragédia de milénios, onde camadas teológicas e políticas se sobrepuseram.
Solidariedade é a essencia da Justiça Social
Para que uma sociedade se desenvolva em justiça social é fundamental a cultura da solidariedade.
segunda-feira, 6 de junho de 2022
Boris Johnson Fica, mas... Até Quando?
Portugal - País Seguro ou Não Violento?
Enquanto nos EUA, só nesta semana, não houve um só dia sem que houvesse um tiroteio com feridos e mortos, ocorrem sempre muitos, seja em escolas, supermercados, igrejas ou até hospitais, e tudo serve para o móbil do crime. Enquanto isso, por cá nada disso se passou, nem nesta semana, nem neste mês, nem neste ano, mas porquê?
Será Portugal um país verdadeiramente seguro? Qual será a razão para além da cultura local? O que permite não haver um índice de criminalidade tão alto?
Apesar de termos uma boa Polícia Judiciária e de Segurança Pública, eu creio e arrisco dizer que a segurança em Portugal é deficitária, além disso, o facto de não haver muita violência, poderá dever-se a um comportamento social e cultural da maioria da população portuguesa. Assim sendo, creio que não será errado dizer que Portugal não é um país seguro, mas é sem dúvida um País "Não Violento", e muito provavelmente porque a população não anda armada como nos EUA.
Sobre o Autor
Filipe de Freitas Leal nasceu em Lisboa, em 1964, é licenciado em Serviço Social pelo Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas da Universidade de Lisboa, com Pós-graduação em Políticas Públicas e Desigualdades Sociais, frequentou o Mestrado de Sociologia na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa. Estagiou com reinserção social de ex-reclusos e o apoio a famílias em vulnerabilidade social. É Bloguer desde 2007, tem publicados oito livros de temas muito diversos, desde a Poesia até à Política.
domingo, 5 de junho de 2022
Cinco Tipos de Pessoas e Uma Estrela.
Sobre o Autor
Filipe de Freitas Leal nasceu em Lisboa, em 1964, é licenciado em Serviço Social pelo Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas da Universidade de Lisboa, com Pós-graduação em Políticas Públicas e Desigualdades Sociais, frequentou o Mestrado de Sociologia na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa. Estagiou com reinserção social de ex-reclusos e o apoio a famílias em vulnerabilidade social. É Bloguer desde 2007, tem publicados oito livros de temas muito diversos, desde a Poesia até à Política.
Quando o Poder torna-se Perigoso
Ver toda estes os acontecimentos recentes, tanto as atrocidades sobre a Guerra na Ucrânia, como os suicídios de vários oligarcas e das suas famílias, passa-nos a sensação que passa para fora, é que o Poder instalado no Kremlin, assemelha-se a uma gangue de mafiosos que tomaram o poder afastando Boris Yeltsin, e que desenvolveram uma promiscuidade amoral e antiética com os oligarcas russos, assemelha-se em tudo a um filme de terror, quem sabe, talvez até com pactos de sangue à mistura. Não que eu morra de amores por Biden, ou os lideres ocidentais, mas creio que não têm o nível de ameaça que Putn tem, e ver Putin e o seu séquito e lembrar de tudo isto é assustador.
Sobre o Autor
Filipe de Freitas Leal nasceu em Lisboa, em 1964, é licenciado em Serviço Social pelo Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas da Universidade de Lisboa, com Pós-graduação em Políticas Públicas e Desigualdades Sociais, frequentou o Mestrado de Sociologia na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa. Estagiou com reinserção social de ex-reclusos e o apoio a famílias em vulnerabilidade social. É Bloguer desde 2007, tem publicados oito livros de temas muito diversos, desde a Poesia até à Política.
sábado, 4 de junho de 2022
O Judeu Karl Marx e a Sua Triplice Identidade
Marx era judeu de etnia e sangue, filho e neto de judeus. Embora não fosse um homem crente ou religioso na sua vida adulta — tendo sido batizado no luteranismo na infância por contingências políticas que forçaram o seu pai a converter-se para poder advogar na Prússia —, a sua raiz cultural é inegável. O seu avô paterno, Meier Halevi Marx, foi o Rabino de Trier, e a sua família materna vinha de uma longa linhagem de rabinos.
Quando Marx criticava a religião oficial da sua época, o seu foco era a laicidade e a emancipação humana. Ao formular que a religião funciona como o "ópio do povo", ele não fazia um ataque gratuito à fé individual, mas sim uma crítica sociológica de como as instituições religiosas eram usadas pelo poder político para pacificar as classes dominadas, prometendo o paraíso no além para que aceitassem a miséria no presente.
O pensamento de Marx está circunscrito a uma realidade temporal e socioeconómica totalmente diferente da atual. Ele pensou e analisou as dores do capitalismo industrial do Século XIX. O grande problema contemporâneo não é o que ele escreveu, mas sim as distorções ideológicas feitas tanto à esquerda quanto à direita.
- O Avô Rabino: O avô paterno de Karl, Mordechai HaLevi Marx, foi o rabino de Trier. Seu tio também assumiu o cargo posteriormente.
- A Conversão do Pai: Heinrich Marx (nascido Herschel Levi), pai de Karl, era um advogado de sucesso. Em 1815, o reino da Prússia aplicou leis que proibiam judeus de exercerem cargos públicos e profissões jurídicas. Para poder continuar trabalhando e sustentar a família, Heinrich converteu-se ao luteranismo por volta de 1817.
- O Batismo de Karl: Karl Marx nasceu em 1818 e foi batizado na Igreja Luterana em 1824, aos seis anos de idade, junto com seus irmãos.
- No Judaísmo (Tikkun Olam): Diferente de religiões focadas na salvação ultraterrena, o judaísmo clássico prioriza a ação no mundo presente. O conceito de Tikkun Olam ordena a "reparação do mundo" por meio da justiça social e da caridade coletiva.
- No Marxismo: Marx foca estritamente na emancipação material e terrena. Sua famosa frase resume isso: "Os filósofos apenas interpretaram o mundo; o que importa é transformá-lo".
- No Talmud: Existem extensas leis talmúdicas sobre as relações de trabalho (tratado de Bava Metzia). O Talmud proíbe a retenção do salário do trabalhador, exige condições dignas de descanso e condena o lucro excessivo obtido através da exploração da necessidade alheia.
- No Marxismo: Toda a base do livro O Capital é uma denúncia contra a extração da mais-valia e a exploração do trabalhador pela classe burguesa.
- No Judaísmo: A história da humanidade caminha de forma linear em direção a uma Era Messiânica de paz universal, onde a opressão desaparecerá.
- No Marxismo: A história avança por meio da luta de classes em direção a uma sociedade sem classes (o comunismo), que representa o fim da exploração humana. Muitos filósofos (como Walter Benjamin e Ernst Bloch) definiram o marxismo como uma forma de "messianismo secularizado".
- A frase de Marx: "De cada qual segundo sua capacidade, a cada qual segundo suas necessidades" (Crítica do Programa de Gotha, 1875).
- Paralelo Judaico: No Talmud e nos comentários sobre a justiça distributiva (Tzedaká), o princípio de ajudar o próximo baseia-se estritamente na necessidade de quem recebe, e a responsabilidade de dar pesa sobre a capacidade comunitária de quem possui.
Sobre o Autor
Filipe de Freitas Leal nasceu em Lisboa, em 1964, é licenciado em Serviço Social pelo Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas da Universidade de Lisboa, com Pós-graduação em Políticas Públicas e Desigualdades e frequenta o Mestrado de Sociologia na Faculdade de Sociais Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa. Estagiou numa Instituição vocacionada à reinserção social de ex-reclusos e apoio a famílias em vulnerabilidade social, é blogger desde 2007.
Porte de Armas - A Banalidade da Violência
A violência entra sorrateira na nossa vida, e sem darmos conta, divertimo-nos com a banalidade dos tiroteios, dos massacres e dos assassinatos, que são propagados através dos meios de comunicação e os audiovisuais como os filmes de cinema, as séries policiais na televisão e os videojogos, tudo isto pejado de armas e sangue, ou ainda na imprensa com jornais e telejornais com notícias das atrocidades das guerras, e assim, alimentamos os nossos jovens com violência do pequeno-almoço ao jantar, até que a violência passa a fazer parte intrínseca da cultura ocidental, com maior gravidade na sociedade estadunidense, visto que em 2022 até ao fim de maio, foram registados 144 tiroteios, com 256 vitimas, ataques ocorridos maioritariamente a escolas, mas também hospitais, supermercados e até templos religiosos.
Sobre o Autor
Filipe de Freitas Leal nasceu em Lisboa, em 1964, é licenciado em Serviço Social pelo Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas da Universidade de Lisboa, com Pós-graduação em Políticas Públicas e Desigualdades Sociais, frequentou o Mestrado de Sociologia na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa. Estagiou com reinserção social de ex-reclusos e o apoio a famílias em vulnerabilidade social. É Bloguer desde 2007, tem publicados oito livros de temas muito diversos, desde a Poesia até à Política.
Crer ou Não Crer? Eis a questão.
Quanto à Ciência, trata-se
de um conhecimento que não abrange tudo, e não visa destruir a crença ou
opor-se à fé (como muitos pensam), mas sim, estudar dentro dos limites do
possível, os fenómenos astronómicos, naturais, sociais e humanos, trazendo-nos
respostas à luz da verdade.
Muito antes de sabermos a
verdade que a Terra era esférica, e que andava à volta do Sol, acreditávamos
que era um disco e que o sol andava à volta da Terra, tal crença não mudou a
realidade dos factos, apenas revelaram-se mais tarde, com o advento da ciência.
De igual modo, para o
facto de a Ciência não poder estudar a existência ou não de D-us, porque não é
mensurável, tal não significa que não exista essa "Entidade"
espiritual, que é também inefável por palavras e indefinível em conceitos.
Por outras palavras, a
ciência não prova, não tem sequer como provar, e nem quer provar que D-us
existe ou não, porque não é essa a sua área de pesquisa, não é essa a sua
vocação cientifica e nem o seu papel na sociedade, e como tal, cabe a cada um
de nós crer ou não, nos limites do que se consegue crer, mas se possível,
sempre com "Verdade" e "honestidade".
junho 06, 2022
Filipe de Freitas Leal









