A meu ver, Joe Biden está doente, mas não se fala disto. Recentemente confundiu outra pessoa com a sua mulher, o que foi altamente desagradável.
Muitas vezes acredita-se que o conflito no Médio Oriente teve início em 1948. No entanto, um olhar atento à história revela que esta é, na verdade, uma tragédia de milénios, onde camadas teológicas e políticas se sobrepuseram.
Para que uma sociedade se desenvolva em justiça social é fundamental a cultura da solidariedade.
A palavra puto, em português europeu, significa "menino" ou "rapazinho", um uso preservado especialmente em Portugal e regiões periféricas da Península Ibérica. Sua origem remonta ao latim clássico, onde putus (no século II a.C.) designava "menino", "garoto" ou "jovem rapaz", com conotação neutra ou afetiva. No latim vulgar (séculos III-V d.C.), evoluiu para puer ("menino"), mas formas arcaicas como putu persistiram em dialetos periféricos, influenciando o português como língua neolatina .
No feminino, puta equivalia a "menina" ou "garotinha". A depreciação semântica do feminino — associando-o a "prostituta" — ocorreu por processos linguísticos comuns: semelhança fonética com termos vulgares ou corruptelas. Um paralelo é o caso de rapariga no Brasil, originalmente o feminino de "rapaz" (do latim rapax, "ávido"), mas que ganhou conotação pejorativa de "prostituta" por associação cultural, enquanto em Portugal manteve o sentido neutro de "menina" ou "jovem" .
Essa evolução reflete mudanças semânticas por metonímia ou analogia, comuns nas línguas românicas. Em português moderno, "puto" permanece positivo em contextos como "ó puto!" (afetuoso para "ei, menino!"), enquanto o feminino sofreu estigma social, similar ao inglês "girl" (neutro) versus gírias depreciativas.
Na arte sacra, o termo aparece em inscrições latinas como PUTUS IESUS ("Menino Jesus"), comum em esculturas e pinturas medievais. Os querubins, anjos infantis rechonchudos, eram chamados de putti em latim e italiano renascentista — "meninos anjos" —, como nos afrescos de Rafael na Villa Farnesina (século XVI). Esse uso artístico reforça a origem inocente .
Uma nota filológica crucial: no século I d.C., o alfabeto latino não distinguia U de V; a letra V representava tanto o som /u/ (como em puer, pronunciado /ˈpu.er/) quanto /w/ ou /v/. Assim, escrevia-se PVER, mas pronunciava-se PUER. A separação U/V só ocorreu no Renascimento (século XV), padronizando grafias .
Em resumo, "puto" é um relíquia viva do latim, testemunha da riqueza etimológica do português. Sua conotação positiva em Portugal contrasta com usos coloquiais depreciativos em outros contextos lusófonos, ilustrando como o tempo e a cultura moldam as palavras.
Referências Bibliográficas
Ernout, A., & Meillet, A. (1959). Dictionnaire Étymologique de la Langue Latine. Klincksieck. (Entrada: putus, p. 548).
Corominas, J. (1974). Diccionario Crítico Etimológico Castellano e Hispánico. Gredos. (Entradas: puta e rapariga, vols. IV e V).
Blunt, A. F. (1980). Artistic Theory in Italy, 1450-1600. Oxford University Press. (Sobre putti na arte renascentista, pp. 45-67).
Allen, W. S. (1978). Vox Latina: A Guide to the Pronunciation of Classical Latin. Cambridge University Press. (Capítulo sobre V/U, pp. 22-25).
Houaiss, A. (2009). Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa. Objetiva. (Etimologia de "puto" e "rapariga").
O Universo pode ser compreendido por meio de dimensões fundamentais que descrevem o espaço, o tempo e a matéria. Na física clássica e na relatividade geral de Albert Einstein, o espaço é tridimensional — comprimento, largura e altura (ou profundidade) —, formando o que chamamos de "espaço tridimensional". Einstein unificou isso ao tempo, criando o conceito de espaço-tempo quadridimensional, onde o tempo atua como a quarta dimensão. Como ele descreveu em sua teoria da relatividade (1915), o tempo não é absoluto, mas entrelaçado ao espaço, curvado pela massa e energia .
Além disso, a matéria existe em três estados de agregação principais: sólido, líquido e gasoso, determinados pela densidade e pela energia cinética das partículas. Esses estados representam "níveis de densidade" na matéria física, conforme explicado na termodinâmica clássica e na física do estado quântico . Os seres vivos, incluindo humanos, são compostos por todos esses elementos: átomos em estados sólido (ossos), líquido (sangue) e gasoso (ar nos pulmões), navegando pelo espaço-tempo, onde o tempo nos envelhece e nos torna finitos.
No entanto, o ser humano se coloca no centro do Universo não só por isso, mas por possuir uma dimensão psíquica: o ego e a consciência de si. Essa ideia remete à filosofia de René Descartes ("Penso, logo existo", 1637), que distingue o corpo material da mente imaterial . Somos matéria em movimento no espaço-tempo, mas dotados de autoconsciência, o que nos permite questionar nossa própria existência.
Os místicos e tradições espirituais, porém, propõem dimensões além das físicas. No esoterismo ocidental e em filosofias orientais como o hinduísmo, existe a dimensão primordial ou etérea, frequentemente chamada de "quinta dimensão". Nela, não há espaço tridimensional, matéria densa nem tempo linear — é um estado de pura consciência ou energia vibracional. Por exemplo, no budismo tibetano, isso se assemelha ao plano nirvânico, livre de samsara (ciclo de nascimento e morte) . Na física teórica moderna, conceitos como as teorias de cordas sugerem até 11 dimensões, onde dimensões extras são "enroladas" em escalas minúsculas, invisíveis ao cotidiano, mas influenciando a realidade . Embora especulativo, isso ecoa a visão mística: a "quinta dimensão" como um reino além do perceptível.
Essa perspectiva nos leva a uma reflexão profunda: a ausência de tempo é a eternidade, ecoando o conceito de "kairos" na filosofia grega (tempo qualitativo, eterno) versus "chronos" (tempo cronológico) . A ausência de matéria densa e espaço tridimensional seria o etéreo — uma dimensão espiritual onde a consciência transcende o corpo. Imagine o Universo como uma cebola: camadas materiais no centro, expandindo para o infinito etéreo. Ciência e misticismo, assim, se complementam: a física descreve o "como", enquanto a espiritualidade explora o "por quê".
Em resumo, do quadridimensional espaço-tempo à etérea quinta dimensão, o Universo nos convida a expandir nossa percepção, unindo corpo, mente e espírito em uma tapeçaria cósmica.
Referências
Einstein, A. (1915). A Teoria da Relatividade Geral.
Atkins, P. (1994). Physical Chemistry. Oxford University Press.
Descartes, R. (1637). Discurso do Método.
Evans-Wentz, W. Y. (1927). The Tibetan Book of the Dead.
Greene, B. (1999). The Elegant Universe. W.W. Norton.
Tillich, P. (1957). The Eternal Now. Scribner.
No dia 13 de julho, Trump estava a discursar cidade de Buttler, no Estado da Pensilvânia, quando se ouvem tiros e Trump fora alvejado de raspão na orelha direita, abaixando-se para se proteger. O atirador um jovem estadunidense de 20 anos de nome Thomas Crooks, que foi rapidamente abatido no local, tendo também morrido um bombeiro que fora alvejado nas costas ao tentar proteger as suas filhas.
Inicialmente muita gente precipitou-se a indicar como falso o atentado, de uma farsa conspiratória de Trump para se vitimzar, mas tal pensamento é completamente infundado, ninguém iria pôr em risco a sua própria cabeça para se vitimizar, afinal Trump só escapou do pior porque desviou o rosto na hora certa, se não tivesse virado o rosto noutra direção, teria sido atingido de forma fatal.
Blog de cariz humanista, com artigos sobre serviço social, solidariedade, filosofia, política, cultura, artes, trabalhos académicos. O Logotipo do Blog, representa o movimento e a centralidade que Humanidade deve ter nas questões sociais.
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