segunda-feira, 1 de junho de 2015

A Desnecessária Discussão do Acordo Ortográfico

As línguas são mais que instituições, são orgânicas, são vivas, e feitas por quem as fala e usa no dia-a-dia.
Isso vem reforçar a minha ideia de que não se deve perder tempo em discutir o acordo, nem de se propor uma fuga para trás e nem uma fuga para a frente, mas antes entregar o assunto a um conjunto de sábios (linguistas) que corrijam o que por ventura possa estar errado.

Voltar atrás e abandonar o AO90, significa transformar em desperdício tudo o que foi investido em recursos humanos e financeiros, bem como uma enorme perda de tempo de 25 anos, um desperdício colossal a que o Pais não se pode dar ao luxo de permitir em tempos tão difíceis e incertos, que hoje vive.

A questão do acordo em si é muito mais abrangente do que parece à primeira vista, o português falado em Portugal, corresponde a pouco mais de 6% dos falantes da lusofonia, já contando com os portugueses da diáspora lusitana, o português falado no Brasil tem um peso de 82%, e isso tem repercussões num mundo globalizado e informaticamente, pois sem o Acordo Ortográfico a forma ortográfica brasileira será adotada a nível internacional na produção tanto de softwares como editorial ou documental, o que quer isto dizer?

Quer dizer, que Portugal terá vantagens numa ortografia ratificada pelos signatários dos 8 países da CPLP, e que tem portanto de saber se adaptar a um mundo novo, altamente competitivo, pragmático e voltado para mercados grandes e emergentes, ou seja o custo de Portugal ter uma ortografia diferenciada acarretará custos de outra ordem que as grandes  multinacionais não estão dispostas a aceitar, e as empresas portuguesas devem ter em conta as vantagens de aproximação e reforço das relações comerciais e culturais com o Brasil. quererem um exemplo? As grandes editoras portuguesas, Leya, Bertrand e Difel estão presentes no Brasil.

Por outras palavras, para mim, tanto faz qual a ortografia adotada, prefiro é olhar as coisas por um lado positivo e acho que é chegada a hora de Portugal e os portugueses pró e contra o acordo voltarem-se para questões de futuro do nosso país, mais importantes, sobretudo em ano de eleições. Pois infelizmente a grande maioria quando não discute o acordo, discute o mero clubismo futebolístico, ou a vida alheia, mas pensar sobre em quem é que vão votar para que haja um Presidente da República com P maiúsculo, que de facto saiba presidir, ou qual o partido que apresente um projecto de futuro em vez de um programinhas eleitorais de governo para míseros 4 anos, (programas alias dificilmente levados a cabo), isso sim é mais difícil, porque requer de nós, uma identificação politica e um comprometimento cívico com a comunidade.

A discussão do acordo é o mesmo que irmos todos para a taberna falar do futebol e deixar tudo na mesma.


Autor: Filipe de Freitas Leal

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Sobre o Autor

Filipe de Freitas Leal nasceu em Lisboa, em 1964, estudou Serviço Social pelo Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas da Universidade de Lisboa. Estagiou como Técnico de Intervenção Social numa Instituição vocacionada à reinserção social de ex-reclusos e apoio a famílias em vulnerabilidade social, é blogger desde 2007, de cariz humanista, também dedica-se a outros blogs de temas diversos.

domingo, 31 de maio de 2015

Novo Acordo Ortográfico divide Portugal

Se é para acabar com o Acordo Ortográfico de 1990, assim, sem mais nem menos, quase como tudo em Portugal, porque então o terão proposto vários dos Governos portugueses, desde o Estado Novo até ao governo de Cavaco Silva? Por nada?

Porque foram precisos 25 anos para se chegar a esta constatação de que está errado?
Quanto tempo e recursos humanos e financeiros não foram gastos com esse intuito, tal como os estudos do malogrado Aeroporto da Ota, em detrimento do malogrado Aeroporto de Alcochete, ou o malogrado TGV?

Que mais não são do que sinais de uma malograda Republica com muitos estudos, mas sem nenhum projeto de futuro.

Esta é na verdade uma daquelas discussões, que visam desviar os olhares para fora do foco dos problemas reais do Portugal profundo.

Nas se esqueçam os diletantes críticos, que reformas ortográficas houve muitas, e que tentativas de acordo malogradas foram pelo menos umas quatro. 1931, 1940 e 1971 durante o Estado Novo, e em 1978. (Todas de iniciativa portuguesa).

Já agora pergunto, como será encarada a diplomacia da CPLP e os respetivos signatários de um Tratado que tendo força de Lei, venha a ser pura e simplesmente abandonado? No mínimo risíveis.

Autor: Filipe de Freitas Leal

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Sobre o Autor

Filipe de Freitas Leal nasceu em Lisboa, em 1964, estudou Serviço Social pelo Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas da Universidade de Lisboa. Estagiou como Técnico de Intervenção Social numa Instituição vocacionada à reinserção social de ex-reclusos e apoio a famílias em vulnerabilidade social, é blogger desde 2007, de cariz humanista, também dedica-se a outros blogs de temas diversos.

quinta-feira, 14 de maio de 2015

Pensamento - 49 - A Maledicência

"Falar mal das pessoas é destruí-las socialmente,
É negar-lhes a sua condição humana de pessoa,
Que ainda que erre, tem o direito a uma oportunidade,
A maledicência é má, não só em si mesma,
Mas por ser fruto do conluio e da inveja.
Não aceite que falem mal das pessoas!"

(In Facebook 18/01/2012)

Autor Filipe de Freitas Leal

Sobre o Autor

Filipe de Freitas Leal nasceu em Lisboa, em 1964, estudou Serviço Social pelo Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas da Universidade de Lisboa. Estagiou como Técnico de Intervenção Social numa Instituição vocacionada à reinserção social de ex-reclusos e apoio a famílias em vulnerabilidade social, é blogger desde 2007, de cariz humanista, também dedica-se a outros blogs de temas diversos.

Pensamento - 48 - O Verdadeiro Sábio

"Um sábio não critica, compreende.
Não castiga, incentiva.
Não destrói, edifica".

(In Facebook 18/01/2012)

Autor Filipe de Freitas Leal

Sobre o Autor

Filipe de Freitas Leal nasceu em Lisboa, em 1964, estudou Serviço Social pelo Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas da Universidade de Lisboa. Estagiou como Técnico de Intervenção Social numa Instituição vocacionada à reinserção social de ex-reclusos e apoio a famílias em vulnerabilidade social, é blogger desde 2007, de cariz humanista, também dedica-se a outros blogs de temas diversos.

Pensamento - 47 - O Antissemitismo

"Aproximam-se tempos difíceis,
Previsivelmente difíceis,
Processando-se por fases.
Da indiferença ao ódio,
Do ódio à loucura,
Da loucura à barbárie"*

*(esta frase é referente à nova onda de guerra civil que se vive no Iraque e na Síria, e simultâneamente à nova onda de antissemitismo que se espalha a nível mundial)


(in facebook 29/11/2014)


Autor Filipe de Freitas Leal


Sobre o Autor

Filipe de Freitas Leal nasceu em Lisboa, em 1964, estudou Serviço Social pelo Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas da Universidade de Lisboa. Estagiou como Técnico de Intervenção Social numa Instituição vocacionada à reinserção social de ex-reclusos e apoio a famílias em vulnerabilidade social, é blogger desde 2007, de cariz humanista, também dedica-se a outros blogs de temas diversos.

Pensamento - 46 - Dia dos Pais

"Hoje sou pai e filho, tenho de saber receber e também dar, o carinho ao meu PAI".

Autor Filipe de Freitas Leal


Sobre o Autor

Filipe de Freitas Leal nasceu em Lisboa, em 1964, estudou Serviço Social pelo Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas da Universidade de Lisboa. Estagiou como Técnico de Intervenção Social numa Instituição vocacionada à reinserção social de ex-reclusos e apoio a famílias em vulnerabilidade social, é blogger desde 2007, de cariz humanista, também dedica-se a outros blogs de temas diversos.

Pensamento - 45 - Dia Internacional da Amizade

"Deveras, o Amor Ágape é muito mais forte e duradouro que o Amor Eros, a amizade é um dos mais fortes elos da vida, por vezes maior que o parentesco"

(in Facebook 20/07/2012)

Autor Filipe de Freitas Leal

Sobre o Autor

Filipe de Freitas Leal nasceu em Lisboa, em 1964, estudou Serviço Social pelo Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas da Universidade de Lisboa. Estagiou como Técnico de Intervenção Social numa Instituição vocacionada à reinserção social de ex-reclusos e apoio a famílias em vulnerabilidade social, é blogger desde 2007, de cariz humanista, também dedica-se a outros blogs de temas diversos.

Pensamento - 44 - As Atitudes.

Tudo na vida depende de três coisas:
As circunstâncias, as escolhas e as atitudes,
As circunstâncias por si só, não são boas ou más, são a realidade que nos cerca, e que pode nos limitar ou potenciar.
As escolhas também não são más ou boas em si mesmas, apenas acarretam consequências positivas ou negativas.

Porém, as atitudes sim, podem ser más e agravar as circunstâncias, ou podem ser proativas e redefenir as nossas escolhas, e assim produzirão bons resultados onde menos se espera.




Autor Filipe de Freitas Leal

Sobre o Autor

Filipe de Freitas Leal nasceu em Lisboa, em 1964, estudou Serviço Social pelo Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas da Universidade de Lisboa. Estagiou como Técnico de Intervenção Social numa Instituição vocacionada à reinserção social de ex-reclusos e apoio a famílias em vulnerabilidade social, é blogger desde 2007, de cariz humanista, também dedica-se a outros blogs de temas diversos.

 
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