A Origem do Conflito Israelo-Árabe!
Muitas vezes acredita-se que o conflito no Médio Oriente teve início em 1948. No entanto, um olhar atento à história revela que esta é, na verdade, uma tragédia de milénios, onde camadas teológicas e políticas se sobrepuseram.
Solidariedade é a essencia da Justiça Social
Para que uma sociedade se desenvolva em justiça social é fundamental a cultura da solidariedade.
sexta-feira, 13 de novembro de 2015
Documento do Partido Humanista Face à Crise
DOCUMENTO DO PHI FACE À CRISE MUNDIAL
Quando os humanistas observam e participam nos processos
sociais, políticos e económicos em todo o mundo, não podem deixar de refletir
sobre a vigência que tem neste momento histórico o Documento do Movimento
Humanista, escrito por Silo em 19931. Da sua leitura pode compreender-se até
que ponto o rumo da história foi confirmando as tendências aí explicadas e até
que ponto hoje – mais do que nunca – se torna necessária a união de todos os
humanistas do mundo, para que as mais profundas aspirações humanas se possam
converter em realidade.
Como partido político inspirado nesta corrente do
Humanismo Universalista, acreditamos que neste momento histórico é necessário
analisar a situação atual, para assim chegar a propostas de ação no presente
contexto mundial.
A ANÁLISE CONJUNTURAL
A irrupção das novas gerações
Nos últimos tempos, por todo o mundo irromperam
diferentes movimentos sociais que surpreenderam os analistas e formadores de
opinião que anunciavam o fim da história. As expressões sociais em países tão
diferentes como a Tunísia, o Egito, a Islândia, a Espanha e o Chile, diversas
nas suas causas e reivindicações, têm em comum o facto das novas gerações terem
sido os protagonistas. Milhares de jovens começaram a ocupar as ruas mostrando
a sua indignação pelo mundo injusto que herdaram, assumindo o desafio de
protagonizar a mudança social e adotando a Não-violência Ativa como metodologia
de ação.
A expressão destes jovens, em conjunto com o que têm de
melhor as gerações passadas, começa a germinar o nascimento de uma nova
sensibilidade planetária. É uma nova sensibilidade que não dá importância aos
líderes acostumados a manipular tudo; que não só fala de horizontalidade como a
exerce quotidianamente nas suas distintas formas de organização
autogestionária. Uma nova sensibilidade que não só tolera a diversidade como a
aceita e estimula, pois sabe que essa diversidade é necessária quando se deseja
produzir verdadeiras mudanças; que reconhece a banca e o capital especulativo
como os verdadeiros adversários que sequestraram a democracia representativa,
evidenciando a necessidade de avançar para uma Democracia Direta.
Uma nova sensibilidade que já não entrega a sua
subjetividade aos meios de comunicação oficiais manipulados pelo Capital
Financeiro, mas que utiliza e se apropria das novas tecnologias e redes sociais
para se comunicar, informar, denunciar, organizar e ocupar a rua.
Além disso, e talvez mais importante, esta nova
sensibilidade intui que na base da injustiça social se encontra a violência
física, económica, racial e religiosa. E, portanto, a sua resposta à repressão
e à difamação é distanciar-se dessa atitude, é a não confrontação e a
desobediência civil, em suma a Não-violência Ativa.
Esta nova sensibilidade é apenas um sinal do novo mundo
que está a nascer no meio de um velho mundo que – com grande violência e
repressão – tenta permanecer.
Em direção à Nação Humana Universal.
Nos últimos 20 anos tem-se vindo a acelerar a comunicação
e a interconexão mundial, tendo-se definido certos aspetos desse fenómeno como
«globalização». Mas os humanistas, que são internacionalistas e aspiram a um
mundo múltiplo e diverso, vêm na tal «globalização» os sinais do
anti-humanismo, porque o poder económico mundial quis manipular esse processo
de acordo com os seus interesses, criando um Paraestado, tanto a nível dos
estados nacionais como a nível mundial. Esse paraestado opera dentro dos
limites dos países comprando ou chantageando os governos e manipulando a
opinião pública mediante o controlo dos meios de comunicação de massas. Em
simultâneo, opera também internacionalmente: mantendo ao seu serviço organismos
económicos como o FMI, o Banco Mundial e a OMC; criando tribunais
internacionais à sua medida como é o caso do CIADI; utilizando os exércitos dos
EUA e da NATO como polícias do mundo; encobrindo todas as suas maldades sob um
manto de legalidade mediante o controlo das decisões das Nações Unidas; e
manipulando a opinião pública através da imprensa internacional.
Assim sendo, as populações do mundo não só têm que
enfrentar os problemas que existem dentro das suas fronteiras, mas também, além
disso, sentem que muitos dos seus problemas são gerados globalmente e que não
têm modo de agir para os resolver. Os humanistas dizem que, tal como os povos
devem tomar o poder dentro das suas fronteiras através de uma Verdadeira
Democracia para que tenham governantes que os representem genuinamente, também
a nível mundial é preciso trabalhar para desarticular esse Paraestado que se
disfarça de institucionalidade mediante organismos que são meros
testas-de-ferro do poder económico global.
Por isso, a imagem de avançar em direção a uma Nação
Humana Universal não deveria ser somente a luminosa utopia que orienta as lutas
dos povos, mas também uma concepção estratégica a partir da qual surjam as ações
táticas tendentes a desmontar o poder desse Paraestado Global, enquanto se vão
construindo simultaneamente os pilares de uma verdadeira Nação Humana
Universal. Porque essa Nação Humana Universal, que para as velhas gerações pode
aparecer como uma mera expressão de desejos, para as novas gerações já aparece
como um horizonte visível a partir de uma nova sensibilidade.
Está claro que, entre a situação atual e o horizonte
visualizado, haverá que percorrer um caminho de ações, algumas das quais iremos
propor neste documento. A mudança de paradigmas económicos num mundo em que o
dinheiro se tornou o valor central da existência, não nos deveria surpreender
as consequências de semelhante negação do sentido da vida humana. Não nos pode
surpreender a crescente iniquidade na distribuição da riqueza, tendo em conta
que a concorrência individualista implica necessariamente que haja ganhadores e
perdedores. Não nos podem surpreender as sucessivas crises financeiras e
correspondente recessão num sistema que apenas se pode sustentar graças ao
endividamento crescente. Não nos podem surpreender as guerras pelos recursos
naturais escassos num mundo depredado pelo consumismo dos mais privilegiados. Não
nos pode surpreender a violência social, havendo cada vez mais pessoas que se
sentem marginalizadas e fracassadas quando se comparam com o mundo paradisíaco
oferecido pela publicidade consumista. E não nos pode surpreender o niilismo, a
loucura e o suicídio, quando se perdeu o sentido da existência ao querer
trocá-lo pelo afã do êxito materialista.
É evidente que existem procedimentos para transformar
este sistema económico desumano melhorando a distribuição do rendimento,
disciplinando o sistema financeiro, avançando em direção a um desenvolvimento
sustentável que permita uma vida digna a cada ser humano sem devastar o
planeta. Mas seria ingénuo pretender uma execução espontânea de tais
procedimentos sem antes estimular uma mudança genuína de paradigmas na concepção
da economia e que se fundamentem numa profunda mudança de valores culturais.
Há quem acredite que, apenas por as crises económicas
afetarem muita gente, haverá na maioria das pessoas a convicção de mudar o
sistema económico. Mas isso não será assim porque o individualismo está muito
enraizado e o facto de, perante uma crise generalizada, muitas individualidades
convergirem num protesto, não significa que se tenha transcendido o
individualismo. Por isso, não é tão simples passar a outras instâncias
organizativas que realmente sejam capazes de substituir o sistema.
De modo que a proposta de uma transformação do sistema
económico não pode ser pensada apenas em termos de exequibilidade técnica nem
em termos de conveniências maioritárias. Deve ser pensada a partir de uma
mística social que tenha como bandeira a ética da coerência, que no campo
económico significa dar prioridade à resolução das necessidades básicas de
todos os habitantes do mundo, antes de qualquer outro interesse setorial ou
individual.
Sabemos que hoje se está em condições de resolver as
necessidades básicas de todo o mundo. Há exemplos de sobra do que se poderia
fazer com os recursos que hoje se destinam ao armamento, à especulação
financeira, à produção de bens luxuosos ou ao consumismo irracional.
Bastaria mudar a direção das forças que já existem na economia
para, num prazo não muito longo, reconverter e multiplicar o aparelho
produtivo, com menos armas e mais alimentos, menos recursos para a especulação
e mais para a produção. Mas a direção das forças da economia não mudará apenas
por pedir a quem ocupa o cume da pirâmide que a desmonte; mudará quando uma boa
parte daqueles que ainda atuam como tijolos dessa pirâmide começar a
retirar-lhe sustentação e isso conseguir-se-á quando se deixe de acreditar na
pirâmide. Isso implica que haja novos valores, novos paradigmas e uma mística
social que os enraíze no coração dos seres humanos.
Efetivamente, o grau de perversão crescente na relação
entre o capital e o trabalho é possível graças ao individualismo reinante na
população, que impede as respostas conjuntas e deixa a grande maioria desarmada
face à minoria economicamente poderosa. Porém, o absurdo é tão grande que está
a impelir camadas cada vez maiores da população a uma tomada de consciência. O
Partido Humanista deverá trabalhar em todo o mundo organizando e dando
elementos de análise à maior quantidade possível de pessoas. A nossa resposta,
a não-violência ativa, indica-nos um primeiro passo de denúncia ao qual deverá
seguir-se a não colaboração com os violentos. Do mesmo modo como, a seu tempo,
deveremos promover a não colaboração com os Estados violentos, também deveremos
propugnar a não colaboração com um capital que maltrata as populações. A certa
altura, os trabalhadores (e consumidores) deverão assumir projetos de
desenvolvimento social construídos sem intervenção de sócios capitalistas (ou
com aqueles que admitirem uma relação justa e recíproca). Haverá um momento em
que a população deixará de reclamar a satisfação das suas necessidades ao
capital e decidirá resolvê-las como conjunto: «não queremos os vossos créditos,
nem os vossos postos de trabalho, nem os vossos produtos, nem os vossos
serviços». Isso só será possível quando a reciprocidade começar a ocupar o
lugar do individualismo.
Em direção a uma Democracia Real.
Os humanistas rejeitam os totalitarismos e as ditaduras
de qualquer tipo, porque pensam que a liberdade do ser humano de decidir o seu
destino sem amos, tutores ou chefes é um direito inalienável em qualquer
circunstância. Mas também denunciam a hipocrisia das democracias formais, nas
quais os poderosos da corporação económico-político-mediática utilizam a sua
capacidade de manipulação para deixar as populações perante falsas opções
eleitorais, tendo que escolher entre o “menos mau” dos seus verdugos ou o
suposto caos da instabilidade institucional.
É claro que atualmente no mundo nem todos os governos
eleitos livremente são iguais: há os mais progressistas e os mais
conservadores. Porém, seja por cumplicidade, seja pelas limitações impostas
pelo poder económico, não quiseram ou não conseguiram reverter a direção do
processo. Porque uma coisa é ter a boa intenção de “compensar” os mais
desfavorecidos por este sistema (apesar de a marginalização aumentar de igual
forma) e outra coisa é transformar a própria estrutura do sistema para que não seja
uma maquinaria de marginalizar pessoas. E desde o fracasso do socialismo real
não houve novas alternativas ao sistema atual.
Em qualquer caso, a possibilidade das populações
intervirem nas políticas públicas apenas se limita à eleição dos seus supostos
representantes nos períodos eleitorais. De modo que se pretendemos que haja
transformações substanciais no mundo, devemos conseguir que os cidadãos tenham
maior participação nas decisões públicas que mais os afetam, e não estar à
mercê dos arbítrios dos interesses dos mercados ou dos funcionários.
Concretamente, tudo isto significa, entre outras coisas,
consultas populares vinculativas para decisões de certa relevância, significa
orçamentos participativos, significa a eleição direta de todos os funcionários
e a possibilidade de os destituir dos cargos em qualquer momento.
Mas é evidente que, assim como não podemos pretender que
aqueles que estão na cúspide da pirâmide económica mudem as regras do jogo por
si mesmos, também não podemos esperar que aqueles que se enquistaram no poder
político graças à democracia formal, legislem para dar maior participação às
pessoas em decisões centrais. De modo que será necessário promover a prática da
Democracia Real já desde o seio da sociedade, apoiando com o voto apenas
aqueles que se comprometeram com a implementação das transformações democráticas
necessárias. E se não houver candidatos que se comprometam ou aqueles que o
fazem não merecerem a nossa confiança, então teremos que penetrar o sistema
político com candidatos próprios do povo, ao mesmo tempo que organizamos a
não-colaboração e a desobediência civil quando um número suficiente de pessoas
organizadas tomar consciência de que este sistema não tem emenda. Mas não há
outra saída para este embuste da democracia formal, pelo menos no caminho que
os humanistas propõem, que é o da luta não-violenta.
AS PROPOSTAS
Estas propostas, além de serem necessariamente
aperfeiçoáveis na sua amplitude e profundidade, e além de representarem apenas
alguns exemplos do que se poderia fazer, podem também ser recebidas de maneiras
diferentes por aqueles que concordarem com elas, de acordo com a sua
possibilidade de atuação. Para alguns, poderão significar ideais a alcançar e
funcionar como referências no momento de escolher os seus governantes. Para
outros, poderão significar imagens mobilizadoras, a partir das quais se podem
organizar para exigir aos governos que trabalhem para as concretizar. Outros
considerarão melhor a opção de participar politicamente e incluir tais
propostas na sua plataforma eleitoral. E aqueles que hoje tenham algum espaço
de poder político e económico e aspirem genuinamente a um mundo melhor, talvez
possam tentar aplicar já alguma delas.
Propostas para os governos, para avançar na direção de
uma confederação de estados nacionais com aqueles que se tenham comprometido
com as mesmas.
1. Estabelecer constitucionalmente a obrigação do Estado
de garantir de forma concreta a cobertura das necessidades básicas da
população, com políticas contributivas concordantes com tal prioridade. Estabelecer,
a partir da cobertura de tais necessidades, uma percentagem para destinar à
ajuda de nações mais desfavorecidas.
2. Desmantelamento total dos arsenais nucleares. Redução
progressiva do armamento convencional dos estados. Renúncia à guerra como
metodologia para resolver conflitos.
3. Controlo estatal do sistema financeiro. Criação de
bancos nacionais e regionais sem juros, com administração mista e participação
de utentes e trabalhadores. Regulamentação que castigue as práticas
especulativas e usurárias. Acordos internacionais para assegurar o reinvestimento
produtivo dos lucros das empresas, o desaparecimento dos paraísos fiscais e
qualquer manobra evasiva ou especulativa por parte do capital privado.
4. Liberdade de circulação e igualdade de direitos para
todos os habitantes do planeta, em todos os países. Liberdade e igualdade de
direitos para todas as culturas e religiões, garantindo o respeito pela
diversidade.
5. Implementação de mecanismos de Democracia Real:
consultas vinculativas, eleição direta dos três poderes do estado,
descentralização, representação de minorias, revogação de mandatos,
responsabilidade política e orçamentos participativos, em todos os níveis do
Estado. Utilização dos meios de comunicação de massas para a capacitação e o
debate sobre os temas a decidir, garantindo a pluralidade de opiniões em
igualdade de condições. Consultas internacionais a todos os habitantes
envolvidos em políticas regionais ou mundiais.
Propostas para a mobilização social, para pressionar os
governos e construir alternativas ao poder constituído.
1. Exigir a implementação de uma consulta popular sobre
cada decisão relevante que os governantes devam tomar nos campos económico,
político ou social, denunciando as medidas não consultadas como
anti-democráticas.
2. Promover o intercâmbio, o debate, a capacitação e a
circulação da informação para que toda a sociedade possa formar opinião sobre
os temas que devem ser objeto de consultas populares. Utilizar para isso os
fóruns presenciais e as redes, exigindo aos meios de comunicação que cedam
espaço para tais fins e denunciando aqueles que não o fizerem como cúmplices da
democracia formal.
3. Elaborar anteprojetos de lei para exigir o seu
tratamento e impulsioná-los a partir da construção político-social alternativa.
Lei de Democracia Real (com a incorporação de todos os mecanismos da mesma). Reforma
fiscal que garanta a redistribuição da riqueza e o reinvestimento produtivo dos
lucros. Lei de Propriedade Participativa dos Trabalhadores nas empresas.
Controlo estatal do sistema financeiro e criação da Banca sem Juros.
4. Mobilização permanente pelos direitos fundamentais,
como é o caso da Educação e
Saúde públicas, gratuitas, universais e de grande
qualidade, exigindo não apenas a sua existência, mas também as dotações
orçamentais de acordo com a sua importância.
5. Impulsionar e difundir por todos os meios possíveis os
paradigmas de uma nova cultura para a Nação Humana Universal: a não-violência,
a não-discriminação, a reciprocidade, a liberdade, a justiça social e o sentido
da vida. Simultaneamente, denunciar comoretrógrados os valores do
individualismo, do consumismo, da violência, da xenofobia e da guerra.
Extraído de http://visaohumanista.blogspot.com/ Blog do Partido Humanista PH
Autor Filipe de Freitas Leal
quinta-feira, 12 de novembro de 2015
Discurso de Silo - O Fim do Sofrimento (1969)

1 - Durante a ditadura militar argentina, tinha sido proibida a realização de
todo e qualquer ato público nas cidades. Por conseguinte, escolheu-se uma
paragem isolada, conhecida como Punta de Vacas, perto da fronteira entre o
Chile e a Argentina. Desde muito cedo as autoridades controlaram as rotas de
acesso. Distinguiam-se ninhos de metralhadoras, veículos militares e homens
armados. Para aceder ao local era necessário exibir documentação e dados
pessoais, o que criou alguns conflitos com a Imprensa internacional. Num
magnífico cenário de montes nevados, Silo começou a sua alocução perante um
auditório de duzentas pessoas. O dia era frio e soalheiro. Por volta das 12h.
tudo tinha acabado.
2 - Esta é a primeira intervenção pública de
Silo. Com uma envolvente mais ou menos poética, explica-se que o conhecimento
mais importante para a vida (“a
real sabedoria”) não coincide com o conhecimento de livros, de leis universais,
etc., mas sim que é uma questão de experiência pessoal, íntima. O conhecimento mais importante para a
vida está referido à compreensão do sofrimento e à sua superação.
Em seguida, expõe-se uma tese muito simples,
em várias partes: 1. Começa-se por distinguir entre a dor física e os seus
derivados, sustentando que podem retroceder graças ao avanço da ciência e da
justiça, à diferença do sofrimento mental que não pode ser eliminado por elas;
2. Sofre-se por três vias: a da percepção, a da recordação e a da imaginação;
3. O sofrimento denuncia um estado de violência; 4. A violência tem como raiz o
desejo; 5. O desejo tem diferentes graus e formas. Atendendo a isto (“pela
meditação interna), pode-se progredir. Assim: 6. O desejo (“quanto mais
grosseiros são os desejos”) motiva a violência, que não fica no interior das
pessoas, antes contamina o meio de relação; 7. Observam-se diferentes formas de
violência e não somente a primária, que é a violência física; 8. É necessário
contar com uma conduta simples que oriente a vida (“cumpre com mandamentos
simples”): aprender a levar a paz, a alegria e sobretudo a esperança.
Conclusão: a ciência e a justiça são
necessárias para vencer a dor na espécie humana. A superação dos desejos
primitivos é imprescindível para vencer o sofrimento mental. Se vieste escutar
um homem de quem se supõe que transmite a sabedoria, enganaste-te no caminho,
porque a real sabedoria não se transmite por meio de livros nem de arengas; a
real sabedoria está no fundo da tua consciência como o amor verdadeiro está no
fundo do teu coração.
Se
vieste empurrado pelos caluniadores e os hipócritas para escutar este homem, a
fim de que o que escutas te sirva depois como argumento contra ele,
enganaste-te no caminho, porque este homem não está aqui para te pedir nada,
nem para te usar, porque não precisa de ti.
Escutas um homem desconhecedor das leis que regem o Universo, desconhecedor
das leis da História, ignorante das relações que regem os povos.
Este homem dirige-se à tua consciência a muita distância das cidades e das
suas ambições enfermas. Lá nas cidades, onde cada dia é um afã truncado pela
morte, onde ao amor sucede o ódio, onde ao perdão sucede a vingança; lá nas
cidades dos homens ricos e pobres; lá nos imensos campos dos homens, pousou um
manto de sofrimento e de tristeza.
Sofres quando a dor morde o teu corpo. Sofres quando a fome se apodera do
teu corpo. Mas não sofres só pela dor imediata do teu corpo, pela fome do teu
corpo. Sofres também pelas consequências das enfermidades do teu corpo.
Deves distinguir dois tipos de sofrimento. Há um sofrimento que se produz
em ti mercê da doença (e esse sofrimento pode retroceder graças ao avanço da
ciência, assim como a fome pode retroceder, mas graças ao império da justiça). Há
outro tipo de sofrimento que não depende da doença do teu corpo, mas que deriva
dela: se estás impedido, se não podes ver, ou se não ouves, sofres; mas ainda
que este sofrimento derive do corpo, ou das doenças do teu corpo, tal
sofrimento é da tua mente.
Há um tipo de sofrimento que não pode retroceder face ao avanço da ciência
nem face ao avanço da justiça. Esse tipo de sofrimento, que é estritamente da
tua mente, retrocede face à fé, face à alegria de viver, face ao amor. Deves
saber que este sofrimento está sempre baseado na violência que há na tua própria
consciência. Sofres porque temes perder o que tens, ou pelo que já perdeste, ou
pelo que desesperas alcançar. Sofres porque não tens, ou porque sentes temor em
geral... Eis os grandes inimigos do homem: o temor à doença, o temor à pobreza,
o temor à morte, o temor à solidão. Todos estes são sofrimentos próprios da tua
mente; todos eles denunciam a violência interna, a violência que há na tua
mente. Repara que essa violência deriva sempre do desejo. Quanto
mais violento é um homem, mais grosseiros são os seus desejos.
Gostaria de te propor uma história que aconteceu há muito tempo.
Dor. Assim então, o viajante levava a sua carroça para a direita e para a
esquerda, mas sempre rumo ao seu destino. Quanto mais velozmente andava a carroça,
mais rapidamente se moviam as rodas do Prazer e da Dor, ligadas como estavam
pelo mesmo eixo e transportando como estavam a carroça do Desejo. Como a viagem
era muito longa, o nosso viajante aborrecia-se. Decidiu então decorá-la,
ornamentá-la com muitas belezas, e assim foi fazendo. Porém, quanto mais
embelezou a carroça do Desejo mais pesado se tornou para a Necessidade. De tal
maneira que nas curvas e nas encostas empinadas, o pobre animal desfalecia, não
podendo arrastar a carroça do Desejo. Nos caminhos arenosos as rodas do Prazer
e do Sofrimento enterravam-se no solo. Assim, desesperou um dia o viajante
porque era muito longo o caminho e estava muito longe do seu destino. Decidiu
meditar sobre o problema nessa noite e, ao fazê-lo, escutou o relincho do seu
velho amigo. Compreendendo a mensagem, na manhã seguinte desbaratou a
ornamentação da carroça, aliviou-a dos seus pesos e muito cedo levou o seu
animal a trote, avançando rumo ao seu destino. No entanto, tinha perdido um
tempo que já era irrecuperável. Na noite seguinte, voltou a meditar e
compreendeu, por um novo aviso do seu amigo, que tinha agora de acometer uma
tarefa duplamente difícil porque significava o seu desprendimento. Muito de
madrugada, sacrificou a carroça do Desejo. É certo que ao fazê-lo perdeu a roda
do Prazer, mas com ela também a roda do Sofrimento. Montou o animal da
Necessidade e, em cima do seu lombo, meteu-se a galope pelas verdes pradarias
até chegar ao seu destino.
Repara como o desejo te pode encurralar. Há desejos de diferente qualidade.
Há desejos mais grosseiros e há desejos mais elevados. Eleva o desejo, supera o
desejo, purifica o desejo, que haverás certamente de sacrificar com isso a roda
do prazer, mas também a roda do sofrimento.
A violência no homem, movida pelos desejos, não fica só como doença na sua
consciência, antes actua no mundo dos outros homens, exercitando-se com o resto
das pessoas. Não creias que falo de violência referindo-me apenas ao facto armado
da guerra, em que uns homens destroçam outros homens. Essa é uma forma de
violência física. Há uma violência económica: a violência económica é aquela
que te faz explorar outro; a violência económica dá-se quando roubas outro,
quando já não és irmão do outro, mas sim ave de rapina para o teu irmão. Há,
além disso, uma violência racial: achas que não exercitas a violência quando
persegues outro que é de uma raça diferente da tua, achas que não exerces
violência quando o difamas por ser de uma raça diferente da tua? Há uma
violência religiosa: achas que não exercitas a violência quando não dás
trabalho, ou fechas as portas, ou despedes alguém, por não ser da tua mesma
religião? Achas que não é violência cercar aquele que não comunga os teus
princípios por meio da difamação; cercá-lo na sua família, cercá-lo entre a sua
gente querida, porque não comunga a tua religião? Há outras formas de violência
que são as impostas pela moral filisteia. Tu queres impor a tua forma de vida a
outro, tu deves impor a tua vocação a outro... mas quem te disse que
és um exemplo que se deve seguir? Quem
te disse que podes impor uma forma de vida porque a ti te apraz? Onde
está o molde e onde está o tipo para que tu o imponhas?... Eis outra forma de
violência. Só podes acabar com a violência em ti e nos outros e no mundo que te
rodeia pela fé interior e pela meditação interior. Não há falsas portas para
acabar com a violência. Este mundo está prestes a explodir e não há forma de
acabar com a violência! Não procures falsas portas! Não há política que possa
solucionar este afã de violência enlouquecido. Não há
partido nem movimento no planeta que possa acabar com a violência no mundo...
Dizem-me que os jovens em diferente latitudes estão a procurar falsas portas
para sair da violência e do sofrimento interior. Procuram a droga como solução.
Não procures falsas portas para acabar com a violência.
Irmão meu: cumpre com mandamentos simples, como são simples estas pedras e
esta neve e este sol que nos bendiz. Leva a paz em ti e leva-a aos outros. Irmão
meu: além, na História, está o ser humano mostrando o rosto do sofrimento, olha
esse rosto do sofrimento... mas recorda que é necessário seguir adiante e que é
necessário aprender a rir e que é necessário aprender a amar.
A ti, irmão meu, lanço esta esperança, esta esperança de alegria, esta
esperança de amor, para que eleves o teu coração e eleves o teu espírito, e
para que não te esqueças de elevar o teu corpo.
A cura do sofrimento (Punta de Vacas, Argentina. 04/05/69)
Texto na integra de http://www.movimentohumanista.com
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Sobre o autor do Artigo
Mario Luiz Rodriguez Cobos
(Silo) - Pensador, Escritor
e Político, nascido em 1964 na cidade de Mendonça (Argentina),no seio de uma
família da classe média, de ascendência espanhola, é conhecido pelo
apelido de Silo, Formado em Ciência Política, é o fundador do Movimento Humanista
Internacional e do PH Partido Humanista, também deixou uma vasta obra literária
e filosófica.
Sobre o autor do Blog
Filipe de Freitas Leal nasceu em Lisboa, em 1964, estudou Serviço Social pelo Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas da Universidade de Lisboa. Estagiou como Técnico de Intervenção Social numa Instituição vocacionada à reinserção social de ex-reclusos e apoio a famílias em vulnerabilidade social, é blogger desde 2007, de cariz humanista, também dedica-se a outros blogs de temas diversos.
Filipe de Freitas Leal nasceu em Lisboa, em 1964, estudou Serviço Social pelo Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas da Universidade de Lisboa. Estagiou como Técnico de Intervenção Social numa Instituição vocacionada à reinserção social de ex-reclusos e apoio a famílias em vulnerabilidade social, é blogger desde 2007, de cariz humanista, também dedica-se a outros blogs de temas diversos.
Banco Alimentar - Campanha 28 e 29 de novembro
Realiza-se neste último
trimeste do ano, mais precisamente no fim de semana, 28 e 29 de novembro de
2015, mais uma campanha de recolha e angariação do Banco Alimentar, campanha essa
que é feita junto das redes de supermercados espalhados em todo Portugal e
Ilhas, a campanha estende-se ainda mais alguns dias através da internet com o
lema alimente esta ideia e
segue até 3 de dezembro, sábado que vem, aproveite a oportunidade e doe, o
pouco que puder será muito na soma de gestos de solidariedade, as dádivas podem
ser feitas em géneros alimentares ou vales que se compram junto aos caixas.
Apesar da crise e do aumento do desemprego em Portugal, os portugueses não perdem o sentido da solidariedade com os mais necessitados, contudo deve-se salientar que os pedidos de apoio alimentar aumentaram exponencialmente nos últimos anos com as políticas de austeridade.
Apesar da crise e do aumento do desemprego em Portugal, os portugueses não perdem o sentido da solidariedade com os mais necessitados, contudo deve-se salientar que os pedidos de apoio alimentar aumentaram exponencialmente nos últimos anos com as políticas de austeridade.
Seja
Voluntário ou contribua com alimentos. Obrigado.
Autor Filipe de Freitas Leal
Sobre o Autor
Filipe de Freitas Leal nasceu em Lisboa, em 1964, estudou Serviço Social pelo Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas da Universidade de Lisboa. Estagiou como Técnico de Intervenção Social numa Instituição vocacionada à reinserção social de ex-reclusos e apoio a famílias em vulnerabilidade social, é blogger desde 2007, de cariz humanista, também dedica-se a outros blogs de temas diversos.
Filipe de Freitas Leal nasceu em Lisboa, em 1964, estudou Serviço Social pelo Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas da Universidade de Lisboa. Estagiou como Técnico de Intervenção Social numa Instituição vocacionada à reinserção social de ex-reclusos e apoio a famílias em vulnerabilidade social, é blogger desde 2007, de cariz humanista, também dedica-se a outros blogs de temas diversos.
quarta-feira, 11 de novembro de 2015
Helmut Schmidt - Um Político Assertivo e Brilhante
Morreu aos 96 anos, o antigo chanceler da extinta Alemanha Ocidental, Helmut Schmidt (1918-2015), cuja figura foi marcante e respeitada por todos os quadrantes políticos da Alemanha e da política mundial. Schmidt faria 97 anos no próximo dia 23 de dezembro. Schmidt governou de 1974 a 1982 quando foi sucedido pelo democrata-cristão Helmut Kohl.
Lembro-me bem desde os meus dez anos, da imagem de Helmut Schmidt nos noticiários da televisão (ainda a preto e branco) e dos jornais diários que o meu pai trazia, com um cheiro forte e agradável acabados de imprimir em offset, e continuei a ver a sua imagem ao longo do tempo, como um político sereno.
Helmut Schmidt foi um dos mais marcantes lideres alemães dos anos 70 e 80, pelo modo como fez política e como respeitava os seus adversários, não os vendo nunca como inimigos mas sim portadores de outros ideais e defensores de outras políticas, isso fez dele um modelo de político a seguir. O jornal The International New York Times, num artigo dedicado à sua memória, salienta que se tratou do mais assertivo dos lideres mundiais, além de afirmar ser um político brilhante, apesar de discreto mas dinâmico e de ter tido uma visão de longo alcance na política internacional da época. Atualmente Schimdt era um dos críticos das politicas europeias de austeridade económica.
Por Filipe de Freitas Leal
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Sobre o Autor
Filipe de Freitas Leal nasceu em Lisboa, em 1964, estudou Serviço Social pelo Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas da Universidade de Lisboa. Estagiou como Técnico de Intervenção Social numa Instituição vocacionada à reinserção social de ex-reclusos e apoio a famílias em vulnerabilidade social, é blogger desde 2007, de cariz humanista, também dedica-se a outros blogs de temas diversos.
Filipe de Freitas Leal nasceu em Lisboa, em 1964, estudou Serviço Social pelo Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas da Universidade de Lisboa. Estagiou como Técnico de Intervenção Social numa Instituição vocacionada à reinserção social de ex-reclusos e apoio a famílias em vulnerabilidade social, é blogger desde 2007, de cariz humanista, também dedica-se a outros blogs de temas diversos.
Crónica de Uma Morte Anunciada - Caiu o Governo
Caiu na
Assembleia da República, após 11 dias de existência, o governo PSD-CDS/PP de
Passos Coelho, foi o XX.º Governo Constitucional de Portugal, e a queda
inevitável e já anunciada, transformou este no mais curto da história da III
República Portuguesa.
A queda do governo de direita era já previsível, tendo sido anunciada logo no dia 4 de outubro, como consequência do resultado
inconclusivo nas eleições legislativas, nas quais quem tem a maioria
absoluta dos assentos parlamentares, não é um partido mas uma
corrente política, a esquerda; Quanto aos resultados partidários, curiosamente o PS foi o
mais votado a nível nacional, mas foi o PSD que obteve o maior numero de mandatos, devido ao
sistema de círculos nominais do sistema de hondt.
Primeiro foi a votação do Programa do governo que foi rejeitado, por fim foi
votada a moção de censura contra o governo, proposta pelo PS, que obteve 123
votos a favor, vindos das bancadas do PS, BE, PCP, PEV e PAN, e 107 votos
contra do PSD e CDS, automaticamente o governo cai, e agora está de novo nas
mãos de Cavaco Silva decidir se nomeará Costa para formar governo ou opta por
deixar este governo com funções limitadas.
Contudo, Cavado Silva, poderia ter evitado o atual cenário da morte anunciada de um governo que nem chegou a nascer, isto, caso tivesse nomeado António Costa logo de inicio, e assim o presidente evitaria a perda de tempo e o impasse que o país vive, além de ter contribuído para dividir os portugueses, apoiado por setores conservadores e de alguma imprensa, que tentam minar a opinião publica contra a alternativa de um governo de esquerda.
Cavaco deveria ter sido um presidente sensato e capaz de transformar esta crise política num normal acontecimento do sistema parlamentarista, e contribuido assim para que o cidadão comum encare com naturalidade ao invés de medo, o que se passa, fazendo-o encarar com normalidade do funcionamento exequível do sistema parlamentarista e que está expresso na constituição em vigor.
Contudo, Cavado Silva, poderia ter evitado o atual cenário da morte anunciada de um governo que nem chegou a nascer, isto, caso tivesse nomeado António Costa logo de inicio, e assim o presidente evitaria a perda de tempo e o impasse que o país vive, além de ter contribuído para dividir os portugueses, apoiado por setores conservadores e de alguma imprensa, que tentam minar a opinião publica contra a alternativa de um governo de esquerda.
Cavaco deveria ter sido um presidente sensato e capaz de transformar esta crise política num normal acontecimento do sistema parlamentarista, e contribuido assim para que o cidadão comum encare com naturalidade ao invés de medo, o que se passa, fazendo-o encarar com normalidade do funcionamento exequível do sistema parlamentarista e que está expresso na constituição em vigor.
Por Filipe de Freitas Leal
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Sobre o Autor
Filipe de Freitas Leal nasceu em Lisboa, em 1964, estudou Serviço Social pelo Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas da Universidade de Lisboa. Estagiou como Técnico de Intervenção Social numa Instituição vocacionada à reinserção social de ex-reclusos e apoio a famílias em vulnerabilidade social, é blogger desde 2007, de cariz humanista, também dedica-se a outros blogs de temas diversos.
Filipe de Freitas Leal nasceu em Lisboa, em 1964, estudou Serviço Social pelo Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas da Universidade de Lisboa. Estagiou como Técnico de Intervenção Social numa Instituição vocacionada à reinserção social de ex-reclusos e apoio a famílias em vulnerabilidade social, é blogger desde 2007, de cariz humanista, também dedica-se a outros blogs de temas diversos.
Livro - A Reinserção Social de Cariz Humanista
Editado em livro, pela Createspace/Amazon, o relatório de estágio em serviço social, com resultados de um estudo feito a um conjunto de utentes de uma Cantina Social em Lisboa, no âmbito de um estágio curricular, sendo este dividido em três partes, a primeira trata da caracterização institucional, descrevendo a história, a missão e a vocação da Instituição, a segunda parte, é o enquadramento teórico conceptual, voltado para as questões metodológicas do trabalho social e do estudo efetuado, e por fim a terceira e ultima parte referente aos resultados do estudo e às conclusões finais.
Estudo da autoria de Filipe de Freitas Leal, tendo sido orientadorespel o Professor Doutor Jorge Rio Cardoso, pelo ISCSP; a Dra. Sílvia Moço (Técnica Social) e a co-orientadora, a socióloga Dra. Vera Rodrigues pela Instituição "O Companheiro".
Estudo da autoria de Filipe de Freitas Leal, tendo sido orientadorespel o Professor Doutor Jorge Rio Cardoso, pelo ISCSP; a Dra. Sílvia Moço (Técnica Social) e a co-orientadora, a socióloga Dra. Vera Rodrigues pela Instituição "O Companheiro".
A edição é o segundo livro da Coleção de Livros Etcetera, editado online pela Editora CreateSpace, da Amazon.com, que atribuiu o ISBN (International Standard Book Number), a distribuição de vendas é feita via internet na Amazon dos EUA, Reino Unido e Europa. Outros canais de distribuição só estarão disponíveis dentro dos próximos dois meses, o livro é comprado pelos valores abaixo mais portes de envio.
Poderá fazer a compra do livro, nos seguintes links abaixo:
A Reinserção Social de Cariz Humanista:
Por Filipe de Freitas Leal
Sobre o Autor
Filipe de Freitas Leal nasceu em Lisboa, em 1964, estudou Serviço Social pelo Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas da Universidade de Lisboa. Estagiou como Técnico de Intervenção Social numa Instituição vocacionada à reinserção social de ex-reclusos e apoio a famílias em vulnerabilidade social, é blogger desde 2007, de cariz humanista, também dedica-se a outros blogs de temas diversos.
Filipe de Freitas Leal nasceu em Lisboa, em 1964, estudou Serviço Social pelo Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas da Universidade de Lisboa. Estagiou como Técnico de Intervenção Social numa Instituição vocacionada à reinserção social de ex-reclusos e apoio a famílias em vulnerabilidade social, é blogger desde 2007, de cariz humanista, também dedica-se a outros blogs de temas diversos.
quinta-feira, 5 de novembro de 2015
Coleção Etcetera - Os Livros do Blog
A coleção Etcetera, é uma edição própria do Etcetera - O Blog Humanista, tendo sido lançada recentemente através da plataforma editorial CreateSpace / Amazon.com, e tem atualmente quatro livros editados, o primeiro é uma coletânea dos poemas editados neste blog ao longo de 7 anos, e o segundo é um estudo em Serviço Social, a uma população assistida cliente de uma Cantina Social, ambos são do mesmo autor do blog, Filipe de Freitas Leal.
Estão previstos novos lançamentos ainda em tempo indeterminado, dos quais citamos os seguintes quatro livros:
- Ciência Política em 50 lições
- Conhecer o Judaísmo
- Aprendendo Hebraico
- Sociologia em 50 Lições
Os livros poderão ser adquiridos pela Amazon.com, que envia o livro no prazo de 7 a 9 dias úteis está também disponível através do site da Createspace.com, estará também disponível brevemente a venda em sites de venda de livros, tanto do Brasil como de Portugal.
Pode efetuar a sua compra na página da CreateSpace Store, há contudo um enorme conjunto de sites em diversos países, como o Fishpond da Nova Zelândia, o Ilibris dos Estados Unidos, e a EBuy, quem diversas partes do mundo onde se podem encontrar o livros acima.
Filipe de Freitas Leal nasceu em Lisboa, em 1964, estudou Serviço Social pelo Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas da Universidade de Lisboa. Estagiou como Técnico de Intervenção Social numa Instituição vocacionada à reinserção social de ex-reclusos e apoio a famílias em vulnerabilidade social, é blogger desde 2007, de cariz humanista, também dedica-se a outros blogs de temas diversos.
Filipe de Freitas Leal nasceu em Lisboa, em 1964, estudou Serviço Social pelo Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas da Universidade de Lisboa. Estagiou como Técnico de Intervenção Social numa Instituição vocacionada à reinserção social de ex-reclusos e apoio a famílias em vulnerabilidade social, é blogger desde 2007, de cariz humanista, também dedica-se a outros blogs de temas diversos.
sexta-feira, novembro 13, 2015
Filipe de Freitas Leal






