sábado, 17 de julho de 2010

Habitação Humanista

Hoje em dia, mais que em qualquer outro tempo, e devido ao aumento demográfico, crises económicas e sociais e devido também à necessidade ecológica de reciclagem, a arquitetura encontrou uma resposta à altura das necessidades face aos problemas acima citados, a chamada arquitetura biológica por uns e a arquitetura humanista por outros, levam a ter em conta que o Humanismo é hoje a ideologia que cresce, dando resposta a muitas das preocupações sociais, e tendo o a Pessoa Humana no centro das preocupações políticas, económicas, sociais culturais e culturais, preocupando-se com pessoas, grupos, comunidades e povos.  
Vejamos aqui como se constrói uma casa económica e ecológica a partir de reciclagem de garrafas de refrigerante PET, juntando terra, argila e cimento.  
Resta-nos saber se os interesses políticos e económicos das autoridade nacionais, camarárias e respetivas fiscalizações, que estando ligadas a construtores, bancos e imobiliárias, permitiria isto?
Esperemos que sim, pois urge promover de facto a justiça aos mais pobres e ter uma verdadeira arquitetura que leve em conta as pessoas e a ecologia.
1. Preparam-se as garrafas
2 . Atam-se as garrafas

3. Enchem-se as paredes

4. Fazem-se os acabamentos

Autor Filipe de Freitas Leal

Sobre o Autor

Filipe de Freitas Leal nasceu em Lisboa, em 1964, estudou Serviço Social pelo Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas da Universidade de Lisboa. Estagiou como Técnico de Intervenção Social numa Instituição vocacionada à reinserção social de ex-reclusos e apoio a famílias em vulnerabilidade social, é blogger desde 2007, de cariz humanista, também dedica-se a outros blogs de temas diversos.

quarta-feira, 7 de julho de 2010

Citações - Mahler - Sou Um Apátrida.

"Sou três vezes apátrida! 
Como natural da Boémia, na Áustria; 
como austríaco, na Alemanha; 
como judeu, no mundo inteiro. 
Em toda parte um intruso, 
em nenhum lugar desejado!"

Gustav Mahler (1860-1911)

Autor Filipe de Freitas Leal


Sobre o Autor

Filipe de Freitas Leal nasceu em Lisboa, em 1964, estudou Serviço Social pelo Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas da Universidade de Lisboa. Estagiou como Técnico de Intervenção Social numa Instituição vocacionada à reinserção social de ex-reclusos e apoio a famílias em vulnerabilidade social, é blogger desde 2007, de cariz humanista, também dedica-se a outros blogs de temas diversos.

sábado, 19 de junho de 2010

Não Acredites Apenas.

Não acredites em alguma coisa simplesmente porque a escutaste.
Nem nas tradições, simplesmente porque provêm desde há muitas gerações.
Nem em algo só porque é falado ou é motivo de rumor por muitos.
Nem em dogmas simplesmente porque vêm escritos nos teus livros religiosos.
Nem em lendas simplesmente porque é dito pelas tuas professoras ou anciãos.
Mas, após uma observação e análise cuidada e quando encontrares que algo vai de acordo com a razão e conduz à felicidade e ao beneficio de todos, então aceita-o e vive-o.


Autor Filipe de Freitas Leal


Sobre o Autor

Filipe de Freitas Leal nasceu em Lisboa, em 1964, estudou Serviço Social pelo Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas da Universidade de Lisboa. Estagiou como Técnico de Intervenção Social numa Instituição vocacionada à reinserção social de ex-reclusos e apoio a famílias em vulnerabilidade social, é blogger desde 2007, de cariz humanista, também dedica-se a outros blogs de temas diversos.

sexta-feira, 11 de junho de 2010

Hoje Chove em Sintra

Dia 11 de Junho, um dia após o dia de Camões e das comunidades portuguesas espalhadas pelo mundo, resolvi sair e dar um passeio a pé, como habitualmente gosto de fazer, indo pensativamente a observar que chove, e chove agradavelmente em Sintra, com um doce nevoeiro ao fundo a enfeitar a paisagem já de si pitoresca.
Eis a poesia desta Sintra chuvosa, algo digno de um clima londrino, dias assim, em Sintra, atraem-nos para a divagação, e entre a neblina nas ruas com o chão molhado, o cheiro do verde húmido, a sentir a chuva bem miudinha cai molhando-me o rosto, dando ideias para a meditação.
Bela como nunca, Sintra misteriosa e doce, que nos faz descobrir em nós mesmos a contemplação que sem ela não haveria, e assim saem as mais belas e inspiradas orações de agradecimento a um Criador que nos dá esta natureza, e a gratidão pela sabedoria necessária para aprecia-la decora-la.
Em Sintra, o Criador presenteou-nos com a beleza poética de cada canto, da Vila até o Castelo, e assim passando pela Pena, Seteais e cada canto, cada rua, cada árvore em Ti se tornam mais bonitas.


Autor Filipe de Freitas Leal


Sobre o Autor

Filipe de Freitas Leal nasceu em Lisboa, em 1964, estudou Serviço Social pelo Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas da Universidade de Lisboa. Estagiou como Técnico de Intervenção Social numa Instituição vocacionada à reinserção social de ex-reclusos e apoio a famílias em vulnerabilidade social, é blogger desde 2007, de cariz humanista, também dedica-se a outros blogs de temas diversos.

quarta-feira, 10 de março de 2010

Meu Pai Manoel João Leal


Meu Pai, uma das pessoas que mais admiro, foi o meu melhor amigo de sempre, Manoel João de Freitas Leal, nasceu na Ilha da Madeira, mais precisamente na Freguesia do Monte, no Funchal a 19 de setembro de 1925, após a morte do pai (o advogado Alfredo de Freitas Leal), a família muda-se para o continente no ano de 1936, tendo-se fixando primeiramente no Bairro da Lapa em Lisboa
Estudou arquitetura na Escola Superior de Belas Artes de Lisboa (ESBAL), em 1954, juntamente com outros colegas, participa da primeira exposição de Arte Moderna na Junta de Turismo de Cascais e nessa mesma época teria criado conhecido o arquiteto Raul Lino, a quem teria dedicado artigos sobre o seu livro, “A Casa Portuguesa” nos “Cadernos de Arquitetura”.
Exerceu a sua atividade profissional, principalmente como arquiteto, em particular dedicara-se à arquitetura de interiores e design, continuando simultaneamente a dedicar-se ao desenho e à pintura.
Entre 1960/61 trabalhou em Goa, no que era denominado na altura de Índia Portuguesa, composta ainda pelos enclaves de Diu e Damão, o projeto de trabalho consistia na reconstrução de monumentos históricos da Velha Goa, mais precisamente de igrejas católicas que foram construídas ainda no tempo dos descobrimentos, foi um episódio inesquecível pelo pitoresco da paisagem e o exotismo da cultura, além de ter convivido de perto com o Governador no palácio em Goa, todavia o trabalho veio a ser interrompido por força da invasão do exercito indiano e a anexação das possessões portuguesas à União Indiana por ordem de Nehru o então Primeiro Ministro da Índia.
Entre 1961 e 1969 e posteriormente ao ocorrido na India, Manoel João fundara a primeira loja em Portugal de Decoração moderna, a “Decor” com artigos vindos da Suécia e de outros países europeus, contendo também vários artigos do mais moderno design de então.
Posteriormente ingressa na revista “Arquitetura” da qual veio a ser Redator-chefe, mais tarde viria a ser diretor adjunto; Em 1969 ingressara na Radiotelevisão Portuguesa (RTP), sendo chefe do Departamento de Artes Gráficas e Visuais, simultaneamente a este cargo, organiza em setembro de 1970 uma exposição a pedido da Sociedade de Porcelanas de Alcobaça (SPAL), relativa ao primeiro concurso de Design Industrial realizado em Portugal; Fez parte do Júri juntamente com José Augusto França, Fernando Távora e Francisco Conceição Silva. Trabalhaou como arquiteto de interiores de 1972 a 1975 em associação com outros arquitectos como Emauz Silva, Moura George, entre outros, tendo feito a reforma de alguns teatros e cinemas de Lisboa, destacando-se os cinemas Roxy, Cine Alvalade, entre outros. 
Em 1972 é convidado pela Fundação Calouste Gulbenkian para um debate sobre a Reforma do Ensino Artístico em Portugal, nesse ano participa do Projeto de uma Praça Pública com Escultura na urbanização de Olivais Sul.
De 1976 emigra para o Brasil, tendo-se fixado em São Paulo, cidade onde morou até ao ano de 1992, nesse exílio voluntário por Terras de Vera Cruz, trabalha no em Arquitetura de Interiores, Design e Pintura; Foi aliás na longa estadia de São Paulo que encontrou mais estimulo e oportunidade de se dedicar à pintura onde realizou exposições: Espaço Escarpa em 1984, Galeria Humberto em 1986, Galeria Paulista em 1990 entre outras exposições coletivas.
Depois de voltar a Portugal em 1992, regressa a Lisboa , dedicando-se à pintura; Em 2001 foi à grande Retrospetiva do Pintor Balthus no Palazzo Grassi na Bienal de Veneza, dessa viagem, mesmo não tendo estado ao lado de meu pai, o modo como descreveu a exposição, e sobretudo o que é estar naquela cidade, fazia-nos sentir como se nós mesmos tivéssemos ido.
Em 2013, aos 88 anos, sofreu um acidente cardiovascular, tendo ficado com sequelas, desde então, viveu os últimos anos em Sintra na companhia do seu companheiro, cuidador e melhor amigo, o meu irmão Miguel.
Em 17 de fevereiro partiu, creio que na certeza de ter cumprido a sua missão neste mundo.
Desde criança sinto que por trás de um bom profissional há sempre um grande homem, um grande amigo, e sobretudo um ótimo pai; Não há para mim, lugar mais sagrado que a memória de um ente querido, guardado nas lembranças dos mais felizes momentos vividos. Afinal é todo o que levamos, todo o resto deixamos cá, a nossa obra, a nossa missão cumprida.

Este artigo foi inicialmente escrito em 2009 e atualizado em 2017.


Autor Filipe de Freitas Leal


Sobre o Autor

Filipe de Freitas Leal nasceu em Lisboa, em 1964, estudou Serviço Social pelo Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas da Universidade de Lisboa. Estagiou como Técnico de Intervenção Social numa Instituição vocacionada à reinserção social de ex-reclusos e apoio a famílias em vulnerabilidade social, é blogger desde 2007, de cariz humanista, também dedica-se a outros blogs de temas diversos.

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Solidariedade Social

Muito tem sido feito e mudado nos últimos tempos, sobretudo a maneira como o poder político encara e administra as políticas sociais.

Nunca antes o capital havia ocupado tamanha importância, passando para segundo plano os cuidados com a saúde, a terceira idade, a maternidade, os subsídios necessários à reinserção social, desemprego entre tantos outros cuidados que até aqui o Estado se sentia na obrigação de cuidar e de fazer chegar a quem desses apoios precisasse, menorizando assim os desníveis sociais entre ricos e pobres.

E a consequência deste estado de coisas, em que o estado passou a ser um gerente em vez de regente, e que o poder político se submete ao poder económico, acarreta uma maior incidência de casos de injustiça social. Não tardará que aumente o índice de pobreza, criminalidade, desemprego, carências de variadíssimas formas nas camadas mais necessitadas da população.

A solução não é simples, e o problema tem vindo a agravar-se de uma forma caricata, com a crise económica agravada, a queda nas balanças comerciais, perda do valor das principais moedas e inflação, mostra que os Estados estão a ficar empobrecidos e as grandes multinacionais neles instaladas, bem como a classe dominante está cada vez mais rica, e cada vez mais a asfixiar o Estado, a manipula-lo e empobrece-lo não só de recursos financeiros mas também de falta de ética. 

Graça por todos os países do mundo, um aumento da corrupção activa e passiva, do branqueamento de capitais, do narcotráfico, entre tantos outros males.
Portanto o problema não é a falta de dinheiro, é a falta de uma distribuição justa, das riquezas existentes.

Autor Filipe de Freitas Leal


Sobre o Autor

Filipe de Freitas Leal nasceu em Lisboa, em 1964, estudou Serviço Social pelo Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas da Universidade de Lisboa. Estagiou como Técnico de Intervenção Social numa Instituição vocacionada à reinserção social de ex-reclusos e apoio a famílias em vulnerabilidade social, é blogger desde 2007, de cariz humanista, também dedica-se a outros blogs de temas diversos.

terça-feira, 1 de janeiro de 2008

Anne Frank - A Voz que Superou o Silêncio e o seu Legado Universal

No dia 12 de junho de 1929, nascia em Frankfurt am Main, Alemanha, uma menina chamada Annelies Marie Frank. Naquela época, o país vivia sob a frágil República de Weimar e ninguém poderia prever que aquela criança se tornaria o rosto e a voz de uma das maiores tragédias da humanidade: o Holocausto. Com a ascensão de Adolf Hitler ao poder em 1933, o antissemitismo de Estado forçou a família Frank a tomar uma decisão drástica: abandonar sua terra natal e recomeçar a vida em Amsterdã, na Holanda.
Durante alguns anos, Anne e sua irmã mais velha, Margot, desfrutaram de uma infância relativamente normal. No entanto, a calmaria terminou em 1940, quando as tropas alemãs invadiram e ocuparam a Holanda. A perseguição aos judeus intensificou-se rapidamente. Em julho de 1942, após Margot receber uma convocação oficial para ser enviada a um campo de trabalho forçado nazista, o pai, Otto Frank, acionou um plano de emergência cuidadosamente preparado.
O Anexo Secreto: Dois Anos Imprensados entre Paredes
A família — composta por Otto, Edith, Margot e Anne — desapareceu no que ficou conhecido como o Anexo Secreto (Het Achterhuis). O esconderijo ficava nos fundos do edifício comercial onde funcionava a empresa de Otto, camuflado atrás de uma estante de livros móvel. Mais tarde, outras quatro pessoas juntaram-se a eles na luta pela sobrevivência.
Foi nesse espaço minúsculo, sob o medo constante da morte e o silêncio obrigatório durante o dia para não alertar os trabalhadores do armazém, que Anne encontrou seu refúgio: um pequeno diário quadriculado de capa vermelha, que ganhara de aniversário de 13 anos. Batizando o caderno de "Kitty", Anne transformou a escrita em sua confidente. Ali, ela registrou não apenas a rotina sufocante do confinamento, mas também seus conflitos internos, suas paixões juvenis e seu sonho inabalável de se tornar jornalista e escritora.
A Queda do Esconderijo e o Trágico Fim
A calmaria forçada foi brutalmente interrompida em 4 de agosto de 1944. Após 761 dias ocultos, o Anexo Secreto foi invadido pelas forças de segurança alemãs. Até hoje, o motivo exato da descoberta divide historiadores: teorias modernas investigam desde denúncias anônimas desesperadas até uma mera coincidência durante uma investigação sobre cupons de racionamento falsificados.
Os oito ocupantes foram capturados e enviados para o complexo de campos de concentração. Separada do pai, a mãe, Edith Frank, faleceu de exaustão e fome em Auschwitz-Birkenau em janeiro de 1945. Anne e Margot resistiram um pouco mais; foram transferidas para o campo de Bergen-Belsen. Em condições subumanas de higiene e frio absoluto, as duas irmãs contraíram tifo (uma doença transmitida por piolhos) e faleceram com poucos dias de diferença, no início de 1945, poucas semanas antes da libertação do campo pelas tropas aliadas. Anne tinha apenas 15 anos.
Das Cinzas da Guerra para as Escolas do Mundo
Dos oito escondidos, apenas Otto Frank sobreviveu. Ao regressar a Amsterdã, ele descobriu que os escritos de sua filha caçula haviam sido salvos da destruição por Miep Gies, uma das funcionárias leais que arriscou a vida para alimentar o grupo durante os dois anos de isolamento.
Impactado pela profundidade filosófica e pela maturidade dos textos da filha, Otto cumpriu o maior desejo de Anne. Em 25 de junho de 1947, o livro foi publicado na Holanda. Traduzido para mais de 70 línguas e lido por dezenas de milhões de pessoas, O Diário de Anne Frank transformou-se no maior testemunho em primeira pessoa contra a barbárie nazi-fascista.
Hoje, a obra é leitura recomendada e obrigatória em escolas de diversos países, incluindo Portugal. O texto cumpre um papel pedagógico vital: educar as novas gerações para a tolerância, a empatia e o respeito aos direitos humanos. Conhecer a história de Anne Frank não é apenas olhar para o passado, mas sim erguer um escudo ético para garantir que os erros da história humana permaneçam sob o lema definitivo de "nunca mais".
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English Version
Anne Frank - The Voice That Outgrew the Silence and Her Universal Legacy
By Filipe de Freitas Leal
On June 12, 1929, a girl named Annelies Marie Frank was born in Frankfurt am Main, Germany. At that time, the country was living under the fragile Weimar Republic, and no one could have predicted that this child would become the face and voice of one of humanity's greatest tragedies: the Holocaust. With Adolf Hitler's rise to power in 1933, state-sponsored antisemitism forced the Frank family to make a drastic decision: to abandon their homeland and restart their lives in Amsterdam, Netherlands.
For a few years, Anne and her older sister, Margot, enjoyed a relatively normal childhood. However, the calm ended in 1940, when German troops invaded and occupied the Netherlands. The persecution of Jewish people intensified rapidly. In July 1942, after Margot received an official summons to be sent to a Nazi forced labor camp, her father, Otto Frank, activated a carefully prepared emergency plan.
The Secret Annex: Two Years Squeezed Between Walls
The family—consisting of Otto, Edith, Margot, and Anne—disappeared into what became known as the Secret Annex (Het Achterhuis). The hiding place was located at the back of the commercial building where Otto's company operated, concealed behind a movable bookcase. Later on, four other people joined them in the struggle for survival.
It was in this tiny space, under the constant fear of death and the mandatory silence during the day so as not to alert the warehouse workers, that Anne found her refuge: a small, red-and-white checkered diary that she had received for her 13th birthday. Naming the notebook "Kitty," Anne turned writing into her confidante. There, she recorded not only the suffocating routine of confinement but also her internal conflicts, her youthful passions, and her unwavering dream of becoming a journalist and writer.
The Fall of the Hiding Place and the Tragic End
The forced calm was brutally interrupted on August 4, 1944. After 761 days in hiding, the Secret Annex was raided by German security forces. To this day, the exact reason for the discovery divides historians: modern theories investigate everything from desperate anonymous betrayals to a mere coincidence during an investigation into forged ration coupons.
The eight occupants were captured and sent to concentration camp complexes. Separated from her husband and daughters, the mother, Edith Frank, died of exhaustion and starvation in Auschwitz-Birkenau in January 1945. Anne and Margot held on a little longer; they were transferred to the Bergen-Belsen camp. Under subhuman conditions of hygiene and absolute cold, the two sisters contracted typhus (a disease transmitted by lice) and passed away just days apart in early 1945, only a few weeks before the camp was liberated by Allied troops. Anne was just 15 years old.
From the Ashes of War to the Classrooms of the World
Of the eight who were hidden, only Otto Frank survived. Upon returning to Amsterdam, he discovered that his youngest daughter's writings had been saved from destruction by Miep Gies, one of the loyal employees who had risked her life to feed the group during their two years of isolation.
Deeply moved by the philosophical depth and maturity of his daughter's writings, Otto fulfilled Anne's greatest wish. On June 25, 1947, the book was published in the Netherlands. Translated into more than 70 languages and read by tens of millions of people, The Diary of a Young Girl (or The Diary of Anne Frank) became the greatest first-person testimony against Nazi-Fascist barbarism.
Today, the work is recommended and mandatory reading in schools across various countries, including Portugal. The text plays a vital pedagogical role: educating new generations in tolerance, empathy, and respect for human rights. Learning about Anne Frank's history is not just about looking at the past; it is about raising an ethical shield to ensure that the mistakes of human history remain under the definitive motto of "Never again." 

Sobre o Autor | About the Author

PT Filipe de Freitas Leal nasceu em Lisboa (Portugal), em 1964, é licenciado em Serviço Social pelo ISCSP (Universidade de Lisboa) e pós-graduado em Políticas Públicas e Desigualdades Sociais pela Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa. Na sua trajetória profissional, destaca-se o estágio em reinserção social de ex-reclusos e o apoio a famílias em situação de vulnerabilidade. No mundo digital, é blogger desde 2007, atuou como ilustrador, editor e autor, conta já com oito livros publicados em áreas distintas, que vão desde o Serviço Social, Poesia até à Ciência Política, escreve artigos sobre atualidade política e conflitos geopolíticos.

EN Filipe de Freitas Leal was born in Lisbon in 1964. He holds a degree in Social Work from ISCSP (University of Lisbon) and a postgraduate degree in Public Policy and Social Inequalities. He also attended a Master’s program in Sociology at the Faculty of Social Sciences and Humanities (Universidade Nova de Lisboa). His professional background includes social reintegration of former inmates and support for families in situations of social vulnerability. A blogger since 2007, he has acted as an illustrator and independent editor, with eight published books ranging from Social Work and Poetry to Political Science. He currently writes about political current affairs and geopolitical conflicts.

 
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