O humanismo tem sido visto como uma mera filosofia que coloca o ser humano acima de qualquer outro interesse. Até certo ponto, isso não está longe de ser verdade, mas não é só isto. O humanismo que eu defendo é uma filosofia de vida, uma moral e uma ética centradas na ação humana — logo, uma práxis — que tem como objetivo a resolução de todos os problemas humanos em sociedade, abrangendo as áreas da ecologia, da política, da ciência e da cultura.
Acho que o ser humano não se pode entender como independente de uma entidade espiritual superior, seja ela qual for. A religião não deve ser subtraída pela filosofia humanista; antes pelo contrário, deve, juntamente com ela, dar resposta aos problemas humanos e sociais nas diferentes culturas, credos e raças de todo o mundo.
Claro está que, se me perguntarem sobre se é ou não utópico, eu vou afirmar positivamente que o é. Mas lembrem-se de que a viagem à Lua, a energia nuclear, a democracia, a robótica e tantas outras invenções que hoje são tidas como comuns — sobretudo para as camadas mais jovens — foram, em tempos, impensáveis e tidas como utópicas.
Não devemos ter medo de sonhar, de lutar por um mundo melhor. Creio, claro, como crente em Deus, que sem Ele nada nos será possível, mas lutemos. A solidariedade social é hoje, mais que nunca, uma necessidade urgente e deve partir de cada um particularmente, dando o melhor de si para construir, no Serviço Social, uma sociedade mais humanizada.
Houve vertentes diferentes de humanismo ao longo da história: o Humanismo clássico, o humanismo cristão, o humanismo marxista, entre outras variantes desta filosofia. Mas não me verão a fazer aqui qualquer tipo de apologia político-partidária, apenas a crítica social e o elogio sincero de grandes homens e mulheres que lutaram por um mundo melhor: Moisés, Buda, Hilel, Jesus, Leonardo da Vinci, Thomas More, João XXIII, Luther King, Gandhi, Aristides de Sousa Mendes, António Sérgio, Gilberto Freyre, Yitzhak Rabin, Sérgio Vieira de Mello, Nelson Mandela, Madre Teresa de Calcutá, entre tantos outros em todo o mundo.
Autor Filipe de Freitas Leal
segunda-feira, outubro 29, 2007
Filipe de Freitas Leal



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2 comentários:
Gostei muito de todas as informações que encontrei aqui e acho
fundamental,sabermos de tudo que nos coloque em contato,
com a realidade dos fatos sociais e tentarmos a partir de cada
um de nós,transformarmos as situações injustas para que tenhamos
uma sociedade mais justa,e uma qualidade de vida melhor para todos.
Cara Mia Sales,
Obrigado pelas suas palavras de incentivo, e sim de facto concordo plenamente em que na comunhão de esforços possamos criar uma sociedade melhor e mais justa, que a nossa voz se multiplique e conquiste adeptos para uma causa maior: Um mundo melhor amanhã para as crianças de hoje.
Um grande bem haja
Filipe de Freitas Leal
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