Os humanistas são pessoas de todas as raças, credos, independentemente de
género, que tendo diferentes experiências de vida, diferentes
culturas e visões de mundo, formam um conjunto intergeracional de mulheres e
homens que lutam e acreditam num mundo melhor, por outras palavras são jovens,
adultos e idosos ativos deste século, que atuam neste tempo, com vista a um
futuro promissor para toda a humanidade. Os humanista revêem-se em cada pessoa,
colocando-se no seu lugar, sobretudo os mais necessitados e os mais desfavorecidos
pelo que não chamamos à humanidade o que comummente se designa como o
"Homem", para nós não há o Homem e sim de forma mais plena e mais abrangente
"o
Ser Humano", formado por homens e mulheres deste século e de todo
o Mundo, em igualdade de género e de gerações.
Se
anteriormente o humanismo, foi uma corrente ligada ao ressurgimento das artes,
das ciências e da reorganização da sociedade em moldes contrários à Teocracia,
é também verdade que o foi no intuito da reposição da centralidade do Ser
Humano nas questões políticas, sociais e económicas, e colocando a religião no
seu devido lugar, de serviço, consciencialização e fortalecimento filosófico, moral,
ético e teológico, que aliás sempre foi o seu lugar, e reconhecem nisso os
antecedentes do Humanismo histórico e as bases do novo humanismo, que
se quer voltado para a urgência dos problemas atuais e a eminência das
dificuldades que a Humanidade enfrentará no curto espaço que nos espera.
Os humanistas
são um movimento, que defende a democracia participativa, a liberdade, na são
internacionalistas, e pessoas presentes, de todas as profissões, atuando assim na sua
região, localidade e bairro, contactando e participando de forma ativa pela
defesa dos interesses das populações, sempre em prol de uma
comunidade humana universal.
Mas a luta e a
aspiração dos humanista é feita de forma plural, cada um com a riqueza da sua
cultura, língua, religião, costumes, tradições, bem como dos diferentes graus
de ensino e formação técnica e o respetivo exercício profissional, contribuem
para um mundo plural, rico e que no respeito e na integração de todos será um
mundo melhor.
É preciso que
todos se consciencializem do direito e do dever de exercerem da melhor maneira possível,
os direitos humanos, e a liberdade de pensamento, expressão e de associação
política ou religiosa.
Resta-me dizer
parafraseando um grande filósofo, Humanistas de todo o Mundo Uni-vos.
Autor Filipe de Freitas Leal
Sobre o Autor
Filipe de Freitas Leal nasceu em Lisboa, em 1964, estudou Serviço Social pelo Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas da Universidade de Lisboa. Estagiou como Técnico de Intervenção Social numa Instituição vocacionada à reinserção social de ex-reclusos e apoio a famílias em vulnerabilidade social, é blogger desde 2007, de cariz humanista, também dedica-se a outros blogs de temas diversos.