A Origem do Conflito Israelo-Árabe!
Muitas vezes acredita-se que o conflito no Médio Oriente teve início em 1948. No entanto, um olhar atento à história revela que esta é, na verdade, uma tragédia de milénios, onde camadas teológicas e políticas se sobrepuseram.
Solidariedade é a essencia da Justiça Social
Para que uma sociedade se desenvolva em justiça social é fundamental a cultura da solidariedade.
domingo, 30 de novembro de 2014
Banco Alimentar - Campanha a 29 e 30 de Dezembro
Os Bancos Alimentares Contra a Fome, realizam este fim de
semana, dias 29 e 30 de novembro, mais uma campanha de recolha de
alimentos, como habitualmente é efetuada fundamentalmente nos hipermercados e
supermercados de norte a sul de Portugal.
Está prevista para esta campanha de recolha, a
participação de mais de 40 mil voluntários, no entanto a organização estende a
data para os que preferirem contribuir pela internet com as suas dádivas, ou
ainda com a compra de vales nas caixas dos supermercados.
Face à crise e a uma taxa de crescimento exponencial do
desemprego, devido a falências de empresas e insolvência de famílias, os
portugueses tem dado sinais de solidariedade com os mais desfavorecidos e com
as famílias em situação de vulnerabilidade social.
Segundo dados estatísticos do BA Banco Alimentar contra a
fome, foram recolhidos no mesmo período do ano passado,
aproximadamente 30 toneladas de alimentos, que foram distribuídas por mais
2.500 instituições de solidariedade social por todo o País, abrangendo mais de
400 mil pessoas com ajuda alimentar, esta é uma ideia que vele a pena alimentar.
sábado, 29 de novembro de 2014
Citações # 11 - A Paixão (Erasmo de Roterdão)
"Para que a vida humana não fosse totalmente triste e
enfadonha, Júpiter concedeu-lhes muito mais paixões do que razão, na proporção
de um asse para meia onça. Além disso, relegou a razão para um canto estreito
da cabeça, deixando todo o resto do corpo entregue ao domínio das paixões. Por
fim, opôs à razão isolada a violência de dois tiranos: a Cólera, que domina a
cidadela do peito, com a fonte de vida, que é o coração, e Concupiscência,
cujo império se estende até ao baixo ventre. Como conseguirá a razão defender-se
destes dois inimigos, para mais reunidos? A vida comum dos homens mostra-o com
bastante clareza. A razão apenas consegue gritar, até enrouquecer, as leis da
honestidade. É rainha de quem os homens troçam e injuriam até que, cansada , se
cala e se confessa vencida"
Erasmo de Roterdão
(Retirado de "Inteligência Emocional de Daniel Goleman)
Leituras visualizações
Filipe de Freitas Leal é Licenciado em Serviço Social pelo Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas da Universidade de Lisboa. Estagiou como Técnico de Intervenção Social numa ONG, vocacionada à reinserção social de ex-reclusos e apoio a famílias em vulnerabilidade social, É Blogger desde 2007, com o ideal de cariz Humanista, além disso dedica-se a outros blogs de cariz filosófico, teológico e poético.
Erasmo de Roterdão
(Retirado de "Inteligência Emocional de Daniel Goleman)
Por Filipe de Freitas Leal
Sobre o Autor
Merkel, Portugal e os Licenciados
Há alguns dias a Chanceler
alemã, afirmou que Portugal tinha licenciados a mais, o que gerou um grande
celeuma na imprensa portuguesa, deste modo para se saber se o que a Chanceler
disse é fundamentado ou não, será necessário comparar dados estatísticos, e ver
se há ou não falta de técnicos de nível médio.
No entanto o que há demasiado em Portugal, é desempregados, ora, se o Estado financia, através de bolsas de estudo o ensino superior em detrimento do ensino tecnológico, e sem investir no emprego, claro que ela terá razão.
E se Portugal precisa de captar investimento externo em Industrias mais do que serviços, então é preciso investir na Educação Tecnológica, tal como tinha programado o anterior governo, e ai ela também terá razão.
No entanto o que há demasiado em Portugal, é desempregados, ora, se o Estado financia, através de bolsas de estudo o ensino superior em detrimento do ensino tecnológico, e sem investir no emprego, claro que ela terá razão.
E se Portugal precisa de captar investimento externo em Industrias mais do que serviços, então é preciso investir na Educação Tecnológica, tal como tinha programado o anterior governo, e ai ela também terá razão.
Não vejo porque a Chanceler iria dizer algo sem se informar primeiro do que estava a dizer. há de certo uma razão para tal afirmação, muito embora incomode muita gente que não gosta de ouvir as verdades.
O problema não é dos licenciados, nem dos trabalhadores ou dos empresários, é sim um problema de gerir bem ou gerir mal os recursos e as necessidades do nosso país.
Por Filipe de Freitas Leal
Sobre o Autor
Poema # 30 - Favas Contadas
Folgo em saber
que estás feliz,
A felicidade é assim, contagiante.
Não é garantida, tal como se diz,
Não são favas contadas certamente,
Não é garantida, tal como se diz,
Não são favas contadas certamente,
Vamos ensinar no
mundo, cada aprendiz,
Que só há incertezas concretamente,
Que só há incertezas concretamente,
E assim, resta abraçar a
felicidade
Sempre, sem parar e sem saudade.
Compreender, na certeza do abraço,
Ou quem sabe, na ternura de um olhar
Nos esperançamos por esquecer o cansaço.
E assim, a felicidade ressurge logo ao despertar,
Numa manhã de sol em fogo sem embaraço,
Dando-nos esperança
e ânimo para lutar,
Avançar para horizontes em verdade
Sempre a persistir até a eternidade.
Sobre o Autor
Filipe de Freitas Leal nasceu em Lisboa, em 1964, estudou Serviço Social pelo Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas da Universidade de Lisboa. Estagiou como Técnico de Intervenção Social numa Instituição vocacionada à reinserção social de ex-reclusos e apoio a famílias em vulnerabilidade social, é blogger desde 2007, de cariz humanista, também dedica-se a outros blogs de temas diversos.
Filipe de Freitas Leal nasceu em Lisboa, em 1964, estudou Serviço Social pelo Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas da Universidade de Lisboa. Estagiou como Técnico de Intervenção Social numa Instituição vocacionada à reinserção social de ex-reclusos e apoio a famílias em vulnerabilidade social, é blogger desde 2007, de cariz humanista, também dedica-se a outros blogs de temas diversos.
sexta-feira, 28 de novembro de 2014
Poema # 29 - Nas Águas Turbulentas
Nas
águas turbulentas,
E no Oceano aberto da vida,
Do rio que tudo leva,
Ou do mar que nos atormenta,
não se aprende apenas a navegar!
Aprende-se o quão valiosa é
Na nossa vida, cada lição aprendida.
Ou do mar que nos atormenta,
não se aprende apenas a navegar!
Aprende-se o quão valiosa é
Na nossa vida, cada lição aprendida.
E no Oceano aberto da vida,
Navega
minh'alma,
Sôfrega
e timidamente
Espera,
um porto de abrigo,
Que
só no outro se alcança,
Só
no outro se partilha.
Sobre o Autor
Filipe de Freitas Leal nasceu em Lisboa, em 1964, estudou Serviço Social pelo Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas da Universidade de Lisboa. Estagiou como Técnico de Intervenção Social numa Instituição vocacionada à reinserção social de ex-reclusos e apoio a famílias em vulnerabilidade social, é blogger desde 2007, de cariz humanista, também dedica-se a outros blogs de temas diversos.
Filipe de Freitas Leal nasceu em Lisboa, em 1964, estudou Serviço Social pelo Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas da Universidade de Lisboa. Estagiou como Técnico de Intervenção Social numa Instituição vocacionada à reinserção social de ex-reclusos e apoio a famílias em vulnerabilidade social, é blogger desde 2007, de cariz humanista, também dedica-se a outros blogs de temas diversos.
domingo, 23 de novembro de 2014
A Detenção de Sócrates, A imprensa e a Justiça
Começo por dizer que se deveria tentar ter uma nova atitude, algo contrária ao que se vive na nossa República, em que a tendência é de tornar os Cafés em tribunais mais que tribunas, alimentados por uma imprensa sensacionalista que sabe o que não devia e informa o que não sabe, sentenciando a um linchamento público as figuras públicas que lhes caem nas mãos, e não falo só de figuras públicas, falo no geral, falo do respeito que devemos ter para com a vida alheia de todo e qualquer cidadão independentemente das suas tendências políticas.
Assusta-me
o que se passa em Portugal, não sou socialista e nem social democrata, sou
humanista e um mero cidadão comum, mas sinto deveras um mal estar com este
estado de coisas; Assusta-me deveras este tempo nebuloso que vivemos, porque há
regras fundamentais que não estão a ser cumpridas, como o segredo de justiça
que parece ter sido violado à descarada.
De
facto acho muito estranho o modo como foi feita a prisão do Ex-Primeiro
Ministro José Sócrates na sexta feira dia 21 de novembro, à noite no Aeroporto de Lisboa quando chegava de Paris, com uma estação de televisão previamente informada para registar o momento em direto, algo verdadeiramente humilhante e típico de uma cena sensacionalista.Acho tudo isto intrigante e acho estranha também a coincidência do momento político, que se vive no país e particularmente no PS que se prepara para um congresso este mês, lembrando que estamos a menos de um ano das eleições legislativas.
No entanto o pior ainda foram as notícias nos jornais de sábado que sabiam de tudo como se dentro do processo estivessem, se de facto sabem, como é que sabem? e porque é que sabem? ou por outras palavras qual a finalidade que a imprensa saiba o que não deveria verdadeiramente de saber se se trata de segredo de justiça? Não estou a tentar dizer que acho que José Sócrates seja inocente e nem culpado, não sei, e não me compete julgar, devemos deixar a justiça trabalhar como deve, no entanto num Estado de Direito todo o réu tem presunção de inocência, ou seja é considerado inocente até que se prove a sua culpa e em caso disso a gravidade da mesma, como se diz o termo jurídico latino "In dubio pro reo", porque de facto devido às noticias publicadas sem fontes credíveis presumivelmente, faz com que já se esteja a fazer justiça em praça pública devido à imprensa que temos e é muito próprio do nosso país.
Por vezes sinto que
tal como na "Jangada de Pedra" de José Saramago, estamos à deriva, ou
quem sabe a democracia passou a ser um cromo para se por num álbum.
Autor Filipe de Freitas Leal
Sobre o Autor
Filipe de Freitas Leal nasceu em Lisboa, em 1964, estudou Serviço Social pelo Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas da Universidade de Lisboa. Estagiou como Técnico de Intervenção Social numa Instituição vocacionada à reinserção social de ex-reclusos e apoio a famílias em vulnerabilidade social, é blogger desde 2007, de cariz humanista, também dedica-se a outros blogs de temas diversos.
Filipe de Freitas Leal nasceu em Lisboa, em 1964, estudou Serviço Social pelo Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas da Universidade de Lisboa. Estagiou como Técnico de Intervenção Social numa Instituição vocacionada à reinserção social de ex-reclusos e apoio a famílias em vulnerabilidade social, é blogger desde 2007, de cariz humanista, também dedica-se a outros blogs de temas diversos.
Todo o Mundo e Ninguém - Gil Vicente
A
Peça Auto da Lusitânia, da
autoria de Gil Vicente, escrita no Século XVI em 1531, e apresentada em 1532,
cujo trecho abaixo é uma das partes do respectivo Auto[1],
intitulada Todo o Mundo e Ninguém, estes são os nomes de dois personagens, o
primeiro representa um mercador, a maioria e a sua arrogância, o segundo
representa um pobre, a minoria, e a sua humildade, nos diálogos entre ambos, há
trocadilhos que mostram a natureza da alma humana no contexto social da época,
e que nos parece sempre tão atual.
Por
outras palavras, Gil Vicente faz neste ato da peça uma mordaz critica à
sociedade da época, a peça inteira que contém quatro atos, relata o nascimento
da Lusitânia filha de Lisbea e o Sol, no entanto quero focar apenas este diálogo
onde entram quatro personagens dois demónios, o Diabo Belzebu
que ordena que o outro demónio, Dinato (Pessoa
digna) escreva como em ata todo o diálogo entre os outros dois personagens,Todo o Mundo e Ninguém.
Entra Todo o Mundo, rico mercador, e
faz que anda buscando alguma cousa que perdeu; e logo após, um homem, vestido
como pobre. Este se chama Ninguém e diz:
Ninguém: Que andas tu aí buscando?
Todo o Mundo: Mil cousas[2] ando a buscar:
delas não posso achar,
porém ando porfiando
por quão bom é porfiar[3].
Ninguém: Como hás[4] nome, cavaleiro?
Todo o Mundo: Eu hei nome Todo o Mundo
e meu tempo todo inteiro
sempre é buscar dinheiro
e sempre nisto me fundo.
Ninguém: Eu hei nome Ninguém,
e busco a consciência.
Belzebu: Esta é boa experiência:
Dinato, escreve isto bem.
Dinato: Que escreverei, companheiro?
Belzebu: Que Ninguém busca consciência.
e Todo o Mundo dinheiro.
Ninguém: E agora que buscas lá?
Todo o Mundo: Busco honra muito grande.
Ninguém: E eu virtude, que Deus mande
que tope com ela já.
Belzebu: Outra adição nos acude:
escreve logo aí, a fundo,
que busca honra Todo o Mundo
e Ninguém busca virtude.
Ninguém: Buscas outro mor bem qu'esse?
Todo o Mundo: Busco mais quem me louvasse
tudo quanto eu fizesse.
Ninguém: E eu quem me repreendesse
em cada cousa que errasse.
Belzebu: Escreve mais.
Dinato: Que tens sabido?
Belzebu: Que quer em extremo grado
Todo o Mundo ser louvado,
e Ninguém ser repreendido.
Ninguém: Buscas mais, amigo meu?
Todo o Mundo: Busco a vida a quem ma dê.
Ninguém: A vida não sei que é,
a morte conheço eu.
Belzebu: Escreve lá outra sorte.
Dinato: Que sorte?
Belzebu: Muito garrida[5]:
Todo o Mundo busca a vida
e Ninguém conhece a morte.
Todo o Mundo: E mais queria o paraíso,
sem mo Ninguém estorvar[6].
Ninguém: E eu ponho-me a pagar
quanto devo para isso.
Belzebu: Escreve com muito aviso.
Dinato: Que escreverei?
Belzebu: Escreve
que Todo o Mundo quer paraíso
e Ninguém paga o que deve.
Todo o Mundo: Folgo muito d'enganar,
e mentir nasceu comigo.
Ninguém: Eu sempre verdade digo
sem nunca me desviar.
Belzebu: Ora escreve lá, compadre,
não sejas tu preguiçoso.
Dinato: Quê?
Belzebu: Que Todo o Mundo é mentiroso,
E Ninguém diz a verdade.
Ninguém: Que mais buscas?
Todo o Mundo: Lisonjear[7].
Ninguém: Eu sou todo desengano.
Belzebu: Escreve, ande lá, mano.
Dinato: Que me mandas assentar?[8]
Belzebu: Põe aí mui[9] declarado,
não te fique no tinteiro:
Todo o Mundo é lisonjeiro,
e Ninguém desenganado.
[1] Auto - Substantivo masculino, significa ato público,
narração escrita, peça dramática.
[2] Cousa - Substantivo feminino, objeto ou ser
inanimado, sinónimo de coisa. pl. cousas, bens.
[3] Porfiar - Verbo, significa Perseverar, insistir,
teimar, altercar, contender,
[4] Has - Verbo Haver, Sinónimo de ser ou ter, neste
caso equivale a "que nome tens"
[5] Garrida - Adjétivo. Sinónimo de Ressoada, badalada,
muito falada, agradável.
[6] Estorvar - Verbo. Causar estorvo a alguém, embaraçar,
atrapalhar, dificultar, impedir.
[7] Lisonjear - Verbo. Significa Louvar de forma afetada,
adular, bajular, agradar, honrar-se.
[8] Assentar - Verbo. Fazer sentar, sinónimo de firmar,
anotar, apontar.
[9] Mui - Adverbio. Diminutivo de Muito só empregado
antes de adjétivos.
Por Filipe de Freitas Leal
Sobre o Autor
Filipe de Freitas Leal nasceu em Lisboa, em 1964, estudou Serviço Social pelo Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas da Universidade de Lisboa. Estagiou como Técnico de Intervenção Social numa Instituição vocacionada à reinserção social de ex-reclusos e apoio a famílias em vulnerabilidade social, é blogger desde 2007, de cariz humanista, também dedica-se a outros blogs de temas diversos.
Filipe de Freitas Leal nasceu em Lisboa, em 1964, estudou Serviço Social pelo Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas da Universidade de Lisboa. Estagiou como Técnico de Intervenção Social numa Instituição vocacionada à reinserção social de ex-reclusos e apoio a famílias em vulnerabilidade social, é blogger desde 2007, de cariz humanista, também dedica-se a outros blogs de temas diversos.
domingo, novembro 30, 2014
Filipe de Freitas Leal







