10 ANOS

Desde julho de 2007 a debater ideias e a defender causas.

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

A Filosofia como base do saber

Fala-se por vezes, de que a maioria dos alunos que saem do secundário, e por conseguinte de outros tantos que entram no ensino superior, tem falta de uma boa base cultural.
Quanto à falta de bases de cultura geral, nos alunos que saem do 12ª ano, tenho a dizer que a culpa não é senão do pouco incentivo cultural, que não foi devidamente cultivado quer em casa, quer no próprio ensino secundário (e pelos vistos  não o será tão cedo) ou ainda de uma má política no ministério da educação,  mas também é das grelhas das TV's generalistas ou ainda das más escolhas no uso da internet, e contra isso pouco ou nada se pode fazer na Universidade.
Outro erro, é o de não se ensinar Filosofia, do 10º ao 12º ano, como disciplina obrigatória a todos os cursos, e porque? porque a Filosofia é a mãe da grande maioria das ciências sociais e porque o conhecimento das correntes filosóficas ao longo da História, facilita a compreensão de outras disciplinas, cujas principais correntes advém da filosofia.
Claro está, que ao chegar à faculdade pressupõe-se, que um mínimo de bases culturais já tenham sido adquiridas devidamente, para poder prosseguir no ensino superior.
Outrossim, é ter em conta que a aprendizagem deve funcionar em rede, ou seja uma interligação entre ciências e saberes, e a Filosofia é um desses elos, sendo um dos mais importantes, temos ainda a História e a Geografia, que ajudam-nos a saber localizar no tempo e no espaço, as diversas correntes filosóficas que marcaram a humanidade.
Como já deve o leitor ter notado eu adoro filosofia, e porquê? Porque creio que ensina-nos a pensar, promovendo em nós um senso critico, que nos faz ver, julgar e agir de modo mais assertivo e consciente, sendo ainda uma ferramenta importantíssima no exercício da nossa cidadania, com base nos deveres, nos direitos e no saber ser e saber estar.
Uma pessoa amiga, lembrou-me entretanto, em meio à conversa sobre este assunto, que no entanto "quem tem os fundamentos, a Faculdade dá os meios para o desabrochar das capacidades e das potencialidades, e acrescentou é o que vejo a acontecer com muitos alunos, e que esses continuem assim" concluiu.
Pelo que concordei pronta e plenamente, é sem duvida um patamar que nos impulsiona a voos mais altos, na cultura e nas potencialidades que não devemos negligenciar, pois temos de as colocar a serviço da comunidade.
Outra falta imensa na maioria dos jovens de hoje em dia e até de adultos é a leitura. (que eu próprio já sinto falta devido à escassez de tempo), é pois de salientar que a falta de tempo e hábito para tal, trás maus resultados nos estudos, pelo que não basta ler uma página por dia, é preciso sim, fazer disso um hábito, deveríamos de alimentar-nos de leitura diariamente e acumular e ligar e religar conhecimentos.
Nesse sentido andando pela biblioteca do instituto (ISCSP), descobri um livro, que é deveras interessantíssimo, é simples e muito útil para os alunos de ciências sociais, trata-se de "Itinerários da Teoria Sociológica" de José Júlio Gonçalves, gostei imenso e aconselho-o aos alunos, pois nesse livro está presente a base filosófica da maioria das correntes que fundaram e fundamentaram a Sociologia e outras ciências sociais.

Mais acrescento e fazendo a devida justiça (Não poderia ser de outra maneira), que dos meios para desabrochar as capacidades e as potencialidades, deve-se somar a parte dos professores com o seu carisma, e agradeço a todos, todos sem exceção, os que até aqui encontrei no ISCSP Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas, onde estou a cursar o 2º Ano da Licenciatura de Serviço Social, e isto para dizer que devemos reconhecer sempre o mérito a quem o tem por inerência, e justamente faz da profissão da docência e com sacrifícios, o sentido da sua vida, mesmo que o vento dos tempos modernos não corram a favor dos professores, como outrora, merecem e merecerão sempre a minha mais sincera gratidão, a seu tempo homenagearei todos neste blog.






Autor Filipe de Freitas Leal


Sobre o Autor

Filipe de Freitas Leal nasceu em Lisboa, em 1964, estudou Serviço Social pelo Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas da Universidade de Lisboa. Estagiou como Técnico de Intervenção Social numa Instituição vocacionada à reinserção social de ex-reclusos e apoio a famílias em vulnerabilidade social, é blogger desde 2007, de cariz humanista, também dedica-se a outros blogs de temas diversos.

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