sábado, 14 de setembro de 2013

Poema # 22 - À Poetisa

Não tecerei um único fio de critica,
À perfeição dos teus versos ó poetisa,
Vive-se e sente-se poesia, ó lírica
Alma que em folhas brancas vive e versa,
Dos mais luminosos sonhos que sonhaste
Saem de ti, sons de outro canto que cantaste.

Vives só, como se fosses eterna poesia,
Fazendo de ti própria, a arte que és deveras,
Fazendo da tua noite iluminada o nosso dia.

Sentes e vives na carne a matéria-prima,
De se escrever com primazia e excelência,
Tudo o que a alma vive e na boca rima,
Das nossas sinas,  recitadas com eloquência.
Da doçura do lirismo que os teu lábios cantam,
À amargura viva das dores que se versam.

Teus versos são tua voz,  que nos canta e fala,
E são silêncios do teu olhar, devolvidos poesia,
E são gritos de amor, que no beijo a boca cala.

(Poema em homenagem a Florbela Espanca, a poetisa das poetisas, que melhor versou sobre a alma humana)




Autor Filipe de Freitas Leal


Sobre o Autor

Filipe de Freitas Leal nasceu em Lisboa, em 1964, estudou Serviço Social pelo Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas da Universidade de Lisboa. Estagiou como Técnico de Intervenção Social numa Instituição vocacionada à reinserção social de ex-reclusos e apoio a famílias em vulnerabilidade social, é blogger desde 2007, de cariz humanista, também dedica-se a outros blogs de temas diversos.

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