Para que uma sociedade se desenvolva em justiça social é fundamental a cultura da solidariedade.
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segunda-feira, janeiro 12, 2015
Filipe de Freitas Leal
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A religião, seja ela qual for, é algo de ordem pessoal, e não está e nem poderá ser colocada acima do Estado e nem da Lei. A validade de uma determinada religião, mede-se pela sua capacidade em ser um instrumento que auxilie os seus fiéis, e contribua para o desenvolvimento dos mesmos e da coletividade, estando assim a par com outros instrumentos sociais, de cariz psicossocial, educativo, cultural e de solidariedade social. Abraçar a causa de grupos-religiosos ou para-religiosos que ultrapassem estas características e finalidades, pode revelar-se uma má escolha. Artigo 18.º - Declaração Universal dos Direitos Humanos. Toda a pessoa tem o direito à liberdade de pensamento, consciência e religião, este direito implica a liberdade de mudar de religião ou de convicção, assim como a liberdade de manifestar a religião, sozinho ou em comum, tanto em público como em privado, pelo ensino, pela prática pelo culto e pelos ritos.
Filipe de Freitas Leal nasceu em Lisboa, em 1964, estudou Serviço Social pelo Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas da Universidade de Lisboa. Estagiou como Técnico de Intervenção Social numa Instituição vocacionada à reinserção social de ex-reclusos e apoio a famílias em vulnerabilidade social, é blogger desde 2007, de cariz humanista, também dedica-se a outros blogs de temas diversos.
quinta-feira, janeiro 08, 2015
Filipe de Freitas Leal
Sem comentários
Que a Fé seja luz no coração dos Seres
Humanos e que nos permita ser verdadeiramente livres no sentir e pensar.
E que não seja como uma pala na nossa visão,que nos
impeça de ver, julgar, agir e amar.
Que a Fé nos indique caminhos para o outro,num
espírito de diálogo, partilha e respeito.
E que nos permita a Paz indispensável para a
ação,a ação fundamentalmente promotora de justiça,a Ação
Social que cabe a cada um de nós, de acordo com as possibilidades de cada um,
para cada qual consoante suas necessidades.
E só assim, será possível a união para que se
dê verdadeiramente o pão a quem tem fome, a água a quem tem sede, vestir os
nus, tratar os doentes e libertar os prisioneiros.
Só assim o Natal, o Channukah, o Eid Al Fitr
entre outras festas,
Poderão ser luz no coração dos Homens. 25/12/13 in facebook
Filipe de Freitas Leal nasceu em Lisboa, em 1964, estudou Serviço Social pelo Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas da Universidade de Lisboa. Estagiou como Técnico de Intervenção Social numa Instituição vocacionada à reinserção social de ex-reclusos e apoio a famílias em vulnerabilidade social, é blogger desde 2007, de cariz humanista, também dedica-se a outros blogs de temas diversos.
terça-feira, fevereiro 12, 2013
Filipe de Freitas Leal
4 comentários
Após 6 anos e 10 meses de pontificado, Bento XVI renuncia ao papado, alegando a incompatibilidade do peso da idade, para o pleno exercício da Cadeira de São Pedro. Passados mais de 600 anos da renuncia de um papa, com o Cisma Papal do Ocidente no Séc. XIV dividindo a Igreja entre o Papado de Roma e o Papado de Urbano VI em Roma e o Papado de Clement VII em Avignon, tendo sido por fim nomeado um terceiro João XXIII (antipapa) para por termo ao conflito. O que agora se passa é totalmente diferente, é uma Igreja no novo Século a tentar adaptar-se à realidade de mudanças rápidas e profundas que afetam, não só a sociedade, mas todo o mundo, da cultura religiosa à economia global, das dicotomias de um ocidente materialista e de uma cristandade em crise. Bento XVI, numa atitude de coragem e de grande lucidez, anunciou que renuncia deixando o papado a dia 28 de fevereiro pelas 20h00 (hora local de Roma) em situação de "Sede Vacante" e será nomeado um conclave para a eleição papal. Mas deixa nas entrelinhas a necessidade de um Papa que possa ser capaz de conduzir com vigor e dinamismo os destinos da Igreja Católica em Roma e no Mundo. Bento XVI, o Papa tímido, que não cativou as multidões como o seu antecessor, é no entanto um teólogo, cujo seu pensamento é profundo e avançado, e muito contribuiu para a reaproximação e reconciliação com o judaísmo, tendo sido o primeiro papa a pedir perdão oficialmente em nome de toda a Igreja pela inquisição e antissemitismo que o cristianismo no passado ajudou a propagar, e que tão sérias consequências ainda hoje persistem na mentalidade de muitos cristãos que desconhecem a origem judaica da Igreja de Jesus Cristo.
Este artigo respeita as normas do novo Acordo Ortográfico.
Filipe de Freitas Leal - Nasceu em 1964 em Lisboa, é estudante de Serviço Social no Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas - ISCSP, Fundou este blog em 2007, para o debate de ideias e a defesa do humanismo, edita outros blogs, cujo teor vai da filosofia à teologia, passando pelo apoio ao estudo autodidático. (ver oPerfil)
sábado, setembro 29, 2012
Filipe de Freitas Leal
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A Oração e a Fé de Mãos dadas.
As grandes filosofias religiosas, são imutáveis.
E são imutáveis porque o núcleo no qual se forma a sua
filosofia é extremamente simples e acessível a todos.
As grande religiões só são mutáveis no que
é falível e humano.
Ora o AMOR que está na base de todas as religiões, não é
falível, é perene.
O Mistério é que esse AMOR, e essa FÉ são percebidas pela
nossa mente, nem pelas nossas mãos, ou olhos, mas tão somente pelo nosso
coração se for simples, o grande problema é conquistar hoje a simplicidade.
Filipe de Freitas Lealnasceu em Lisboa, em 1964, estudou Serviço Social pelo Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas da Universidade de Lisboa. Estagiou como Técnico de Intervenção Social numa ONG, vocacionada à reinserção social de ex-reclusos e apoio a famílias em vulnerabilidade social, É Blogger desde 2007, com o ideal de cariz Humanista, além disso dedica-se a outros blogs de cariz filosófico, teológico e poético.
segunda-feira, maio 07, 2012
Filipe de Freitas Leal
1 comentário
Protestos em Israel contra segregação.
O IDI Instituto Democracia Israel, foi fundado em 1991, como um grupo não
partidário e não religioso e de cariz fundamentalmente humanista.
O instituto publicou recentemente uma pesquisa sobre a sociedade israelita,
cujas principais conclusões referem que 90% dos israelitas vem e participam dos
principais rituais judaicos, circuncisão, bar mitzva, casamentos e funerais
religiosos, bem como festas judaicas, bem como consideram importante que se
cumpram esses rituais; 80% além de participarem acreditam verdadeiramente em
Deus; 67% acreditam que o povo judeu é o povo escolhido por Deus; 65% acreditam
na Toráh; 24% do judeus são ortodoxos ou ultra-ortodoxos.
No entanto a sociedade é menos religiosa que nos Estados Unidos, no entanto
os ortodoxos dominam a vida social e cultural de Israel.
Os humanistas em Israel declararam-se como uma minoria religiosa em Israel,
devido ao facto de a sociedade Israel,
O IDI defende que a sociedade deve
permitir o pluralismo e tornar-se secular, mas como isso não está ainda no
horizonte próximo, os humanistas por exemplo declararam-se como uma minoria
religiosa, justamente por esse motivo, pois como seculares não teriam o mesmo
reconhecimento e apoio. A origem disso é a critica acirrada contra a esquerda
secular, que dominou a vida política em Israel no que se refere a elites politicas,
culturais e judiciais, a postura atual e as criticas ao secularismo geram uma
confusão na sociedade sobre o que é o secularismo e a democracia liberal, que em
nada impediu ou impedirá a religiosidade das pessoas.
O artigo é publicado no jornal diário
israelita “Haaretz” (O País) veja aqui.
Texto escrito conforme o Acordo Ortográfico - Convertido pelo Lince
domingo, dezembro 18, 2011
Filipe de Freitas Leal
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Nesta altura do ano, em que é grande a
movimentação em torno das festividades do Natal e do Ano Novo, em que se
vislumbram a Árvore de Natal, o Pai Natal (São Nicolau), as prendas e tantos
outros adornos e mimos desta quadra, há também no entanto outras festas, (sinal
de que a nossa sociedade é cada vez mais multicultural), e que
apesar de desapercebidas no nosso meio, são vividas por pessoas e comunidades
de outras confissões religiosas.
Os Ortodoxos por exemplo
só comemoram o Natal em janeiro, devido ao Calendário Juliano ainda em
vigor nas Igrejas do Leste, mas há
outras comunidades que comemoram no fim de ano ou perto dele (e por vezes
coincidindo com o Natal) as suas festividades religiosas próprias. É o caso de
muçulmanos com a "Ashura" que comemorada a 6 de dezembro e dos
judeus que vão comemoraram o Chanuká.
Os judeus em todo o
Mundo comemoram nesta altura a Festa das Luzes denominada de Chanuká, em que são erigidas
gigantes candelabros nas cidades de Nova York, Rio de Janeiro, Berlim entre
outras, em Israel este ano os enfeites das duas festas do Natal e Chanuká,
misturam-se e dividem o espaço nos centros comerciais e nas ruas.
O Hanukkah, segundo o
calendário hebraico, iniciar-se-á na noite de 25 de kislev de 5772 (20 de
dezembro de 2011), em que as famílias judias darão inicio à celebração na noite
de terça-feira, ao acender-se a primeira vela da Menorah, chamada de Hanukkiah,
cena que se repete nas outras sete noites, A cada dia acender-se-á uma
vela da Hanukkiah até ao oitavo, no qual termina a festa, a nona vela não conta
é a que acende as outras (denominada Shumash).
Tal como o Natal, a
festa é acompanhada de refeições apropriadas, cantares, danças, trocam-se
prendas (em especial para as crianças) e na ceia comem-se doces os
"sufganiots"(parecido com donnuts), as
crianças brincam, em particular com os piões os dreidels, das ruas consegue-se
ver nas janelas os candelabros acesos e nas portas as famílias judias
penduram ornamentos brilhantes a condizer com o tema da época, tudo
isto que somado ao ambiente festivo, familiar e religioso tornam o
Hanukkah uma festa com um grande sentido de identidade judaica que prevalece
até os nosso dias.
A origem da Festa é a
Celebração da purificação do Templo, que havia sido profanado por ordem do Rei
grego seleucida, Antioco IV, em 170
a.E.C; Os Irmãos Macabeus venceram os gregos e
encontraram no Templo o Menoráh aceso (que representa a presença divina), mas o
azeite que continha dava apenas para mante-lo aceso por mais um dia, no entanto
o candelabro sagrado por milagre permaneceu aceso sem cessar por oito dias, os
dias necessários para obter mais azeite, é daí que os judeus em todo
o mundo comemoram esta data como a Festa das Luzes.
Termino este artigo
fazendo votos, de Boas Festas a todos os leitores, de todas as comunidades e
tradições culturais ou religiosas em particular um Feliz Chanuká para as comunidades judaicas e Votos de Boas Festas para todos.
Filipe de Freitas Lealnasceu em Lisboa, em 1964, estudou Serviço Social pelo Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas da Universidade de Lisboa. Estagiou como Técnico de Intervenção Social numa Instituição vocacionada à reinserção social de ex-reclusos e apoio a famílias em vulnerabilidade social, é blogger desde 2007, de cariz humanista, também dedica-se a outros blogs de temas diversos.
sábado, agosto 28, 2010
Filipe de Freitas Leal
2 comentários
Tenho observado que à exceção do MH Movimento Humanista e PH Partido
Humanista, a maioria dos movimentos humanistas de hoje estão afastados de
D-us, de forma explicitamente ideológica, não respeitando assim a natureza
intrínseca de seus membros, no que se refere à fé, aceito que se coloque o
homem (pessoa humana) no centro das atenções, mas para fins políticos, ou seja
o fim máximo da politica governativa deve ser o bem estar da pessoa humana, a
promoção da alimentação, saúde, habitação, trabalho, educação, cultura,
liberdades e garantias fundamentais para a plena realização da pessoa humana em
sociedade, num mundo de paz e concórdia entre famílias, vizinhos, colegas,
países, etnias, povos e religiões diferentes.
Mas o discurso corrente do Humanismo atual, é baseado num ateísmo
disfarçado, embora com preocupações realmente humanas, de politicas sociais e
denuncias de crimes contra a humanidade, têm-se limitado a denunciar o mundo
capitalista, e as injustiças sociais ao modelo agora vigente.
Por isso acho que esses movimentos humanistas não têm conseguido atingir as
suas metas, de despertar a consciência politica da maioria das pessoa, só com
um humanismo pluralista e integrador de diferentes culturas e filosofias pode
atingir-se cotas de aceitação exponenciais, ou de um eleitorado considerável.
Pois ao se rejeitar o que de mais importante há em 6 biliões de seres
humanos: a fé no Criador, faz com que quem crê não se volte para os
movimentos humanistas.
Quem coloca D-us acima de tudo não se coloca contra o seu semelhante, mas
coloca-se em igualdade perante ele.
Há que promover um HUMANISMO verdadeiramente coerente com este aspeto tão
humano que é a religião, a filosofia, a fé, temos de ver que todas as religiões
tem características humanistas, todas elas, sem exceção, sendo que o judaísmo e
o cristianismo em particular são o berço do Humanismo ocidental.
Pelo que vejo o Movimento Humanista Internacional e Partido Humanista tem
mostrado um grande respeito pelas diferentes correntes religiosas, nas fileiras
dos seus membros, e defendendo inclusive que o oposto seria o contrario do
ideal humanista é isso que faz que tenha uma grande aceitação internacional e
um crescimento de militantes e eleitores por vários países.
Filipe de Freitas Lealnasceu em Lisboa, em 1964, estudou Serviço Social pelo Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas da Universidade de Lisboa. Estagiou como Técnico de Intervenção Social numa Instituição vocacionada à reinserção social de ex-reclusos e apoio a famílias em vulnerabilidade social, é blogger desde 2007, de cariz humanista, também dedica-se a outros blogs de temas diversos.
sábado, junho 19, 2010
Filipe de Freitas Leal
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Não acredites em alguma coisa simplesmente porque a escutaste.
Nem nas tradições, simplesmente porque provêm desde há muitas gerações.
Nem em algo só porque é falado ou é motivo de rumor por muitos.
Nem em dogmas simplesmente porque vêm escritos nos teus livros religiosos.
Nem em lendas simplesmente porque é dito pelas tuas professoras ou anciãos.
Mas, após uma observação e análise cuidada e quando encontrares que algo vai de
acordo com a razão e conduz à felicidade e ao beneficio de todos, então
aceita-o e vive-o. Autor Filipe de Freitas Leal
Filipe de Freitas Lealnasceu em Lisboa, em 1964, estudou Serviço Social pelo Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas da Universidade de Lisboa. Estagiou como Técnico de Intervenção Social numa Instituição vocacionada à reinserção social de ex-reclusos e apoio a famílias em vulnerabilidade social, é blogger desde 2007, de cariz humanista, também dedica-se a outros blogs de temas diversos.
domingo, agosto 05, 2007
Filipe de Freitas Leal
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Osocialismo cristãotem antecedentes que remontam a épocas anteriores, não
apenas na figura de Jesus Cristo mas na de outras importantes figuras como Thomas More, com a sua Utopia, e mesmo santos da Igreja Católica, como São Francisco de
Assis, é fundamentalmente, com o
surgimento daRevolução
Industrialque nascem as
bases deste ideal, como resposta às desigualdades gritantes surgidas de um
sistema capitalista emergente, e de um estado despreparado para respostas
sociais em prol dos mais desfavorecidos, na medida em que se entende que o
cristianismo é naturalmente uma forma de socialismo, mas também por outro lado,
que o socialismo marxista, é sumamente influenciado pelos ideais
judaico-cristãos em Karl Marx, que se sabe nasceu judeu e convertera-se ao
catolicismo, e que o ateísmo pregado no seu materialismo
dialético, não era mais que a
necessidade de se criar um estado leigo.
O socialismo cristão desenvolveu-se, mais tarde, como um ramo ou variante
progressista docatolicismo
socialconsignado nas
encíclicas papais, sobretudo deLeão XIIIePio XI. Em
oposição ao socialismo deProudhone,
mais tarde, aomarxismoousocialismo científico, mas opondo-se também e de igual modo aocapitalismo, o catolicismo social recusa aluta de classes, promove a colaboração
entre patrões e trabalhadores e prega a aplicação da doutrina cristã e a
intervenção do Estado para corrigir os males criados pela industrialização,
criando uma maior justiça social e uma distribuição mais equitativa da riqueza
produzida.
Na encíclicaRerum Novarumo Papa Leão XIII reconhecia a
gravidade das questões sociais provocadas pelocapitalismoque
é considerado mau em si mesmo, pelo que só os valores cristãos poderiam
corrigir esses males sociais, mas colocou-se contra alternativas igualitárias
ou mesmo revolucionárias.
O socialismo de cariz cristão, comumente denominado pelos católicos deMovimento Social Cristão,
defende as organizações sindicais, as lutas dos trabalhadores em prol de
melhores condições de trabalho e de vida e ajustiça social.
Filipe de Freitas Lealnasceu em Lisboa, em 1964, estudou Serviço Social pelo Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas da Universidade de Lisboa. Estagiou como Técnico de Intervenção Social numa Instituição vocacionada à reinserção social de ex-reclusos e apoio a famílias em vulnerabilidade social, é blogger desde 2007, de cariz humanista, também dedica-se a outros blogs de temas diversos.
sábado, julho 07, 2007
Filipe de Freitas Leal
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O
Judaísmo, não é meramente uma religião, e nem apenas marcada por dogmas profundos, no judaísmo não se
define a divindade, e a vida e o post-mortem não são o centro do
judaísmo, o que faz esta religião ser tão especial, é que do seu cunho surgiu a filosofia do Humanismo, e também as duas grandes religiões monoteístas, da revelação ou do livro, o Cristianismo e o
Islamismo, o judaísmo não é mera filosofia de vida, é fundamentalmente a
religião de um povo que não definindo D-us, conhece-o e relaciona-se com Ele de
um modo peculiar de geração em geração, séculos após séculos, com uma
verdadeira devoção a um D-us, que não pode ser definido nem representado por
imagem alguma, a não ser pela imagem do amor que tem para com seu Povo.
A
oração judaica mais conhecida, é por excelência a melhor definição do que é o
judaísmo e de quem são os judeus, ou qual o seu propósito, o "Shmáh Yisrael" que diz "Ouve
Ò Israel, o Senhor é o teu D-us, o Senhor é Um", e continua, “Amarás ao Senhor, teu Deus, com todo o teu coração,
com toda a tua alma e com toda a tua mente”, o que equivale a dizer que a fé em
D-us dá-se não só pela adesão, mas uma adesão completa de corpo, mente e
espírito.
A
aliança com Abraão e os Patriarcas.(1800-
AEC)
O
Judaísmoיהדותé a primeira religião monoteísta
da história, foi a partir de Avrahamque o Senhor D-us fez uma
aliança, a chamada "Aliança Abraamica", foi então que D-us fez de um
só homem, a partir de Ur na Babilónia disse a esse homem para sair de sua terra
em direção a Canaã, a Terra Santa, e dele fez um povo numeroso que seria e é o
"Povo Eleito", daí pai de nações é o significado do seu nome, devido
ao facto de ser o patriarca das três grandes religiões da revelação, chamadas
de religiões Abraamicas, ou monoteístas: o Judaísmo, o Cristianismo e o Islão,
em Abraão encontram-se Moisés, Cristo e Maomé.
Abraão fala com os anjos
Mas o
mais curioso é que Abraão e Sara não conseguiam ter filhos, e Abraão duvidava,
até que teve um filho com a escrava da sua mulher Agar e nasceu Ismael, mas o
Senhor não queria assim, quis sim um filho legitimo vindo de Sara que foi mãe
aos 90, Abraão foi pai aos 100, e a Aliança dizia que aos 8 dias o menino e
todo o varão do clã de Abraão teriam de ser circuncidados, daí o nome do filho
é Isaacיצחק, que junta os
números cabalísticos 100, 90 e 8 da raiz do verbo rir. No entanto D-us
testa a fidelidade de Abraão, e após mandar expulsar para o deserto Ismael e
sua mãe, pede o sacrifício de Isaac, e vê a sua fidelidade absoluta, dando-lhe
em troca um cordeiro sacrificial, daí vem a tradição hebraica de sacrifícios no
templo, contrastando com os outros povos bárbaros que cometiam infanticídios e sacrifícios
humanos em nome de deuses falsos.
O
cativeiro no Egito e o Êxodo.(1650-1260
AEC)
Moisés abre as águas do Mar Vermelho
Após
Abraão, Isaac foi pai de Jacobque o
anjo mudou o nome para Israel, este de 12 filhos dos quais se formariam as
dose tribos de Israel, seus filhos são Rúben, Simeão, Levi, Judá, Dã, Naftali,
Gade, Aser, Issacar, Zebulom, José e Benjamim e uma filha Diná.
Joséיוֹסֵף, através do qual o clã desceu ao
Egito, onde o povo acabou por viver em cativeiropor 400 anos, como havia sido dito
pelo próprio D-us a Abraão. É no cativeiro do Egito, que nasceu um líder que os
irá libertar Moisés, que se revoltando descobre as suas origens hebraicas e
de ter sido salvo das águas de um rio por uma princesa egípcia de nome Seth.
Vai
para o deserto e de lá casa, tem filhos até que D-us o chama no cume do monte
do Monte Horeb, onde D-us o nomeia libertador do povo hebreu.
Após as
sucessivas investidas de Moisés e Araão, e as pragas de D-us culminaram na fuga
do povo hebreu do Egito, através do mar Vermelho o povo pisou chão seco e o
atravessou em direção a 40 anos no deserto.
Nesse
tempo Moisés dá a partir do Monte Sinai, os 10 primeiros dos 613 mandamentos da
Toráh, que é a Instrução do judaísmo, e criou-se o Tabernáculo, ninguém daquela
geração entrou na Terra Santa.
A
Conquista da Terra Santa e os Juízes(1200-1055
AEC)
Conquista de Jericó
Após a
conquista gradativa da Canaã, com o seu líder Josuée o seu desaparecimento,
criou-se um vazio, pois não havia uma unidade nacional, o país estava dividido
em 12 tribos, liderados por seus próprios Patriarcas, tendo apenas a religião,
a língua e as tradições culturais como ligação, cada tribo tinha os seus Juízes, que
eram homens santos ligados à Religião e à observância da Toráh bem como aos
sacrifícios no Tabernáculo.
Mas o
povo, entendeu que só uma monarquia forte, como tinham os países vizinhos, e
portanto um Rei que os unisse, é que lhes poderia proporcionar vitórias,
conquistas e paz.
Assim o
Juiz Samuelnomeou
Saulda tribo de Benjamin como
o primeiro Rei de Israel unificado.
O Reino
Unificado de Israel (1055-931
AEC)
"Saul arremessa lança contra David" por George Tinworth
Uma vez
coroado Samuel, começa a governar Israel e o conduz em vitórias, mas começou a
entrar em decadência ao cometer transgressões no seu reinado, que o levaram a
perder a graça divina, ao invés de se reabilitar Saul cometeu pecados mais
graves que acabaram por lhe custar a vida na sua ultima batalha, e lançar o
pais na Guerra Civil pela sucessão, opondo o filhos de Saul a David, este
último já havia sido nomeado por Samuel, para o substituir, e só assumiu o
Reinado de Israel após a morte de Isboset I, filho de Saul.
O
reinado de David foi dos mais notáveis da História de Israel, conquistando
Jerusalém e fazendo dela a Capital do Reino de Israel, no entanto não Conseguiu
construir o Templo, o que só foi realizado por seu filho Salomão, rei
de grande sabedoria.Foi um rei amado por muitos, tanto de Israel como de reinos
vizinhos, Construiu o 1º Templo de Jerusalém, mas também cometeu pecados por
ter casado com mulheres estrangeiras. Divisão e Cativeiro (931-586 AEC)
Add caption
No fim do reinado de Salomão, o Reino divide-seentre
Israel e Judá, com diversos reinados e guerras civis encarniçadas, pelo meio o
pecado da idolatria, e o castigo seria o Cativeiro da Babilónia e Assíria, o
cativeiro teve um impacto enorme na vida e religião do povo Israelita, pois
tiveram que adaptar a praticar a religião sem o Templo que fora destruído a 9
de Av, daí o jejum deTesha
BeAv. A toráh foi o grande alicerce do povo
judeu no exílio. Desse tempo muitos relatos saíram para a Tanakh, como o livro
de Ester, o profeta Daniel entre outros livros e histórias que marcaram o povo
judaico nesta fase. O que marcou este período foi o aparecimento anterior à
conquista de Nabucodonossor, dos profetas que, avisavam e profetizavam o que
poderia acontecer, se Israel não se arrependesse de pecar pela Idolatria e
desobediência, uma outra consequência do Cativeiro da Babilónia foi a diáspora,
e separação de muitos judeus e 10 das doze tribos. Um dos Profetas ditos
maiores dessa época, foi Daniel, ele que até hoje tem profecias que se
cumpriram no fim dos Tempos.
O
Período do Segundo Templo (450 AEC a 70 EC)
Templo de Herodes
Este
período Relata, desde a Reconstrução do Templo por Neemias, até à Destruição do
Segundo Templo feito por Herodes, já no ano 70 EC pelos Romanos. Passando Claro
pela colonização Helénica de Alexandre o Grande.
Os
judeus estavam ansiosos por independência, haviam sido colonizados
sucessivamente por vários povos uns atrás dos outros, esperavam pois por um
líder Religioso que libertasse o país e o conduzisse à prosperidade, daí a
espera no Messias. Foi
uma época rica do ponto de vista filosófico e teológico, tais como o Rabbi
Hillel, contemporaneo de Jesus Cristo, e surgiram também muitos
movimentos como os zelotas, Essénios entre outros.
A
Diáspora e o novo judaísmo(70-1500
EC)
Com o
fim das guerras Romano-Judaicas, e a Derrota de Bar Kocbah, nasce
uma nova Diáspora. O massacre de "Massada", os milhares de judeus
crucificados, e um povo sem templo, partem por expulsão para o exílio em todas
as partes do mundo. Os judeus até então compreendiam grupos como os Fariseus,
Essénios, Zelotes, Saduceus, nasce o judaísmo caraíta, e vêm nascer no judaísmo
os Nazarenos, que se dividiram em Paulinos e Ebionitas, mas acabaram por se
separar do judaísmo recusando lutar ao lados dos judeus na defesa do Templo,
pois afirmavam que Jesus tinha previsto tal facto.
O
apogeu do cristianismo deu-se com a aceitação de gentius e a simbiose de outras
doutrinas como a religião pagã dos romanos entre outros. O que facilitou a
igreja a tomar atitudes antissemitas e perseguir os judeus mas também os
cristãos que praticassem as leis da Toráh tais como Shabat, alimentação kosher,
Pessach etc.
Saque do Templo
A
partir daqui, a extinção de Essénios e Zelotas, e a separação dos
Nazarenos, os judeus do grupo dos Fariseus é que tomam conta do judaísmo na
Diáspora.
Surge
doravante a reforma do judaísmo, que se faz pelo chamado judaísmo talmúdico, os
cristãos e os judeus separam-se definitivamente da fé judaica, no ano 70 EC (da
era comum), no Ano de 150 EC, a revolta de Bar Cokba, termina em tragédia no
cerco de Massada, Jerusalém é destruída e seria sucessivamente ao
longo da História ocupada e reocupada por vários povos, que deixaram sempre à
margem o povo judeu, obrigado à exclusão, os judeus são expulsos da
sua própria terra, uma vez convertido o Império Romano à nova
religião monoteísta, surgirá a prática do antissemitismo, que se prolongará no
longo tempo nebuloso da História humana, por mais de 1900 anos, não tendo no
entanto conseguido surtir o efeito desejado, da eliminação do povo judeu ou simplesmente
da sua fé inabalável em D-us.
O Muro das lamentações tornou-se o símbolo que testemunhou a perseverança,
a garra e a fé viva de um povo, que perpetuou na História o seu nome, por mais
pequeno que fosse o seu numero, na contagem total dos povos e religiões da
Terra, um povo que viu nascer e cair impérios, do Egito à Babilónia, da Grécia
a Roma, entre tantos outros como o Império Otomano, caíram
impérios e caíram regimes, das monarquias absolutas e dos seus pogroms, ao
fascismo, ao Nazismo e Comunismo, todos caíram, mas os judeus estão de pé, permanecem,
no ato continuo e atuante da história que D-us lhes confiou, e ainda assim
soube responder ao antissemitismo, sobressaindo-se,
tendo contribuído para a Humanidade dando, o seu melhor, em todas as
áreas do saber, da ciência e das artes. O Humanismo é um cunho ténue mas
permanente no coração da Toráh, e é uma prática que se sobressai na
solidariedade que os judeus ao longo de dois mil anos aprenderam a estender a
mão (Ten Yad) aos seus e também ao próximo com o anseio da Paz e da Tolerância.
Filipe de Freitas Lealnasceu em Lisboa, em 1964, estudou Serviço Social pelo Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas da Universidade de Lisboa. Estagiou como Técnico de Intervenção Social numa Instituição vocacionada à reinserção social de ex-reclusos e apoio a famílias em vulnerabilidade social, é blogger desde 2007, de cariz humanista, também dedica-se a outros blogs de temas diversos.
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