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segunda-feira, 18 de agosto de 2014

Centenário da I Guerra Mundial 1914-1918

A Europa e o Mundo celebraram o Memorial do Centenário da I Guerra Mundial, também conhecida como a "Guerra das Trincheiras", que se iniciou com o assassinato do Arquiduque austro-hungaro Francisco Fernando na cidade de Sarajevo, por um nacionalista sérvio, de nome Gavril Princip, esse foi o estopim para a declaração de Guerra do Império Austro-Hungaro ao Reino da Sérvia, tendo a Russia tomado a defesa dos sérvios, e assim sucessivamente, as Alianças complexas feitas na base de um xadrez político imperialista, despoleta uma situação irreversível e generalizada de guerra, em toda a Europa, e em outros continentes onde as potencias europeias tinham possessões.

O conflito divide-se em duas alianças fundamentais, a Tríplice Entente (Reino Unido, Russia, e França) e a Triplice Aliança, (Império Alemão,Império Autro-Hungaro e Império Otomano); Portugal em 1916 e o Brasil em 1917, participaram do conflito lutando ao lado da Tríplice Entente.

Portugal lutou com o CEP Corpo Expedicionário Português nas mais duras frentes de França, como na Batalha de Lalys, onde pereceram milhares de portugueses em combateA, e teve ainda combates em África na fronteira de Angola com a Namíbia, possessão alemã, outra possessão alemã em África era a Tanganica, que faz fronteira com Moçambique e onde houve outra frente de batalha.

A Revolução Russa de 1917, veio acelerar o fim da Guerra, retirando-se e entrando em cena os Estados Unidos da América, que graças a esse conflito, conquistaram a hegemonia mundial.

Com a derrota da triplice Aliança, desfazem-se impérios e surgem novos países e protetorados, assim o Império Otomano foi desmenbrado, ficando o Libano e a Siria com a França e o Egito e a Palestina (que incluia à altura o que é hoje a Jordânia), o Império Austro-Hungaro foi dividido e o Império Alemão que vê seu território diminuído, e ainda sofrendo humilhação pelo tratado de Versalles, condição que permitiu mais tarde a ascenção do Regime Nazista.

Recentemente os presidentes alemão Joachim Gauck e o presidente francês François Holland, estiveram de mãos dadas, colocaram flores no monumento aos soldados desaparecidos e discursaram em homenagem à paz, 100 anos após uma guerra fratricida opões o que hoje são povos aliados e irmãos, como sinal de experança para que outros conflitos também se resolvam e que outros povos desavindos também possam desfrutar da paz e do progresso para o bem geral e das gerações futuras. 

Por Filipe de Freitas Leal

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Este artigo respeita as normas do Novo Acordo Ortográfico

Sobre o Autor

 - Nasceu em 1964 em Lisboa, é estagiário em Serviço Social, numa ONG, tendo se licenciado pelo Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas da Universidade de Lisboa - ISCSP/UL, Fundou este blog em 2007, para o debate de ideias e a defesa do ideal humanista, edita ainda outros blogs, desde filosofia à teologia e apoio autodidático. (ver o Perfil)

 
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