10 ANOS

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terça-feira, 24 de novembro de 2015

Cavaco Silva - Um Presidente Sem Alma

Cavaco Silva, é de todos os Presidentes da República que Portugal teve, o mais só e o mais mal amado, sai da Presidência com o mais baixo índice de popularidade que um político pode ter; Mas isso não é por acaso, é sim, fruto da sua ação à frente dos destinos do país e fruto das consequências das políticas que impôs com veemência aos portugueses durante os 10 anos, que esteve à frente do governo como primeiro ministro, e agora os 10 anos que Presidiu a República, de modo que é como se não tivesse qualidades a serem salientadas.

Mas como descrever um homem sem qualidades? Sendo que pode-se descrever uma pessoa pela alma que carrega, pela aura que emana dela, ou por outras palavras, pelo seu carisma. Ora neste sentido, é difícil ver-se algum carisma, nem na imprensa se encontra facilmente relatos de qualidades em Cavaco Silva, apenas se pode vislumbrar no horizonte da sua história política, o conservadorismo político, o pragmatismo ultra-liberal enquanto primeiro ministro, e o facciosismo político enquanto Presidente, contudo há algo que se pode acrescentar, que no fim amargo da sua presidência mereceu a derrota política da direita, que fez com que mostrasse aos portugueses que Cavaco agiu por espírito de matilha e com laivos de vingança em adiar uma solução governativa ao país, pareceu ser arrogante à opinião publica,  as exigências que Cavaco fez a António Costa face ao acordo de esquerda, pelo que se presume que foi a contra gosto que Cavaco nomeou António Costa para um governo de esquerda.

Claramente foi parcial, em dar posse a Passos Coelho, sendo que no parlamentarismo o governo emana de uma maioria no Parlamento, e o cargo de chefe de governo não é um cargo de eleição, mas sim de nomeação.

Mais grave, e a saber que o país tinha urgência numa solução governativa, adia as decisões, e viaja à Ilha da Madeira, numa visita totalmente sem urgência, quando regressa, substitui o Concelho de Estado por uma longa audição de figuras consideradas públicas, que substituam assim a voz dos eleitores nas urnas no dia 4 de outubro.

Espera-se que os próximos inquilinos do Palácio de Belém, sejam merecedores da História a que irão pertencer, porque este que sai, não o foi de todo. 

Autor Filipe de Freitas Leal

Sobre o Autor

Filipe de Freitas Leal nasceu em Lisboa, em 1964, estudou Serviço Social pelo Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas da Universidade de Lisboa. Estagiou como Técnico de Intervenção Social numa Instituição vocacionada à reinserção social de ex-reclusos e apoio a famílias em vulnerabilidade social, é blogger desde 2007, de cariz humanista, também dedica-se a outros blogs de temas diversos.

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