10 ANOS

Desde julho de 2007 a debater ideias e a defender causas.

Raif Badawi o Direito de Ser Blogger

Somos todos Raif Badawi, se acreditamos que a liberdade de expessão é um direito inalienável da Pessoa Humana, então todos somos Raif Badawi.

O Humanismo

O Humanismo mais que uma ideologia é uma praxis ao alcance de cada um de nós, somos chamados a fazer o que estiver ao nosso alcance e de acordo com as nossas possibilidades em prol do bem comum.

A Terceira Idade e a Cultura Intergeracional

A revolução grisalha, e a cultura de uma sociedade intergeracional, juntanto-se a todo o conjunto de uma cultura de inclusão, a força da juventude e a sabedoria da idade produzem um mundo novo.

Solidariedade Social

A solidariedade social, mais que comunhão de esforços em prol de causas é o dar-se em prol dos nossos semelhante, é um dos temas centrais deste blog,.

Trabalhos Académicos, do Serviço Social e Sociologia à Ciência Política

Desde 2010 que o Etcetera, disponibiliza para consulta, um conjunto de estudos académicos de várias áreas da ciência, como sociologia, psicologia, ciência política, economia social entre outras.

Sugestões de Leitura - Lista de Livros

Lista de Livros, sugestão dos mais importantes da Literatura Universal e Humanista, o mais importante é ler bons livros e não sermos guiados pelos livros da moda.

segunda-feira, 28 de dezembro de 2015

Poema # 58 - Pequenino

Vou ser pequenino, já amanhã.
Quero passar despercebido no fundo
E ser eu mesmo logo pela manhã,
Só assim caberei no meu mundo.
Não vou mais sonhar alto, não.
Sonho só com o que me cabe na mente,
E quanto o que me nasce no coração.
Pisar seguro o chão e olhar de frente.
Vou ser simplesmente o que sou,
E dar meus passos noutra direção,
Mesmo sem saber para onde vou
Vou ser pequenino, por vocação.
E à noite minha mente desperta,
Vagueia nos sonhos e procuro-me
Na palavra dita, na palavra certa,
E só, diante de ti, descubro-me.
Amanhã, serei quem sou,
Pequeno e despercebido ser,
Que sabe que em tudo procurou,
Aprender a encontrar sem perder.

Autor Filipe de Freitas Leal

Sobre o Autor

Filipe de Freitas Leal nasceu em Lisboa, em 1964, estudou Serviço Social pelo Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas da Universidade de Lisboa. Estagiou como Técnico de Intervenção Social numa Instituição vocacionada à reinserção social de ex-reclusos e apoio a famílias em vulnerabilidade social, é blogger desde 2007, de cariz humanista, também dedica-se a outros blogs de temas diversos.

sábado, 26 de dezembro de 2015

Os Awá - Uma Tribo em Perigo de Extinção

Não são só os animais e as plantas que se extinguem, povos e tribos também podem se extinguir, perdendo-se também a riqueza da diversidade das suas culturas, histórias, mitos e línguas.
É precisamente isso o que esta a acontecer com uma tribo de indigenas no Brasil encontrando-se neste momento em perigo de extinção, trata-se dos guajá, que são uma tribo auto denomina por Awá, termo cujo significado é pessoa, gente, ser humano. Os awá são em número reduzido, supostamente não irá além dos 350 habitantes na sua totalidade, falam o dialeto indígena da família dos guajá e geograficamente situam-se no norte do Brasil, entre os Estados do Maranhão e do Pará. Este grupo ameríndio tem mantido inalteráveis as suas tradições, usos e costumes ao longo do tempo, são nómadas e praticam a recolecção de frutos além como a caça usando arcos e setas, não praticam nem a pastorícia nem a agricultura.
Tem surgido afirmações de que as awá usam armas de fogo para a caça, mas na realidade essa afirmação é falsa, pois trata-se de outras tribos, próximos da região que no entanto mantêm contacto com a civilização, tribos essas que aliás, têm vindo a aumentar a sua população e consequentemente, através da casa pelo uso de armas de fogo, têm colocado em perigo de extinção as espécies raras de macacos, no entanto não se trata dos awá que ao contrário têm vindo a diminuir a sua população, muito provavelmente pelas dificuldades de sobrevivência e das doenças que os afetam.
Segundo informações dadas pela Fundação Nacional do Índio (FUNAI) os awá, só foram contactados pela primeira vez em 1973, nesse sentido, por serem nómadas e viverem na floresta densa, evitam a civilização e o contato com o homem branco, que aliás temem. A mesma fonte afirmou em março de 2015 em entrevista à Rede Globo, que há tribos awá ainda sem terem sido contactadas ou avistadas, ou seja são grupos indígenas que nunca tiveram contacto ou até mesmo o conhecimento da existência da civilização moderna.
À primeira vista parece que se trata mais de um modo de eles sobreviverem e se manterem, mas na realidade com o desmatamento da Amazónia e a grave alteração climática, que por sua vez afeta o equilíbrio da fauna e da flora por via de extinção ou deslocação, faz com que os awá se encontrem numa situação de grande vulnerabilidade.

Autor Filipe de Freitas Leal

Sobre o Autor

Filipe de Freitas Leal nasceu em Lisboa, em 1964, estudou Serviço Social pelo Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas da Universidade de Lisboa. Estagiou como Técnico de Intervenção Social numa Instituição vocacionada à reinserção social de ex-reclusos e apoio a famílias em vulnerabilidade social, é blogger desde 2007, de cariz humanista, também dedica-se a outros blogs de temas diversos.

Nova Zelandia Muda de Bandeira

A Nova Zelândia poderá mudar em breve de bandeira, trata-se de um corte com Londres, mas fundamentalmente de um corte simbólico.
A escolha foi sugerida pelo novo Primeiro-ministro neozelandês John Key que entende que o pavilhão britânico no canto superior esquerdo e a excessiva semelhança da bandeira neozelandesa com a australiana não representam o país e nem os seus valores à luz dos tempos atuais.
Nesse sentido foi aberto um concurso para a escolha do novo símbolo nacional, que deixará de ter a Union Jack no cantão superior da haste, pelo que do concurso, surgem muitas ideias de vanguarda em termos de heráldica moderna.
A escolha da mudança de bandeira faz-se através de dois referendos, um já realizado a partir de 20 de novembro a 11 de dezembro, com cinco propostas que estão na imagem abaixo, pelo que os neozelandeses terão escolhido a bandeira ideal para o país em caso de mudança, seguir-se-á um segundo referendo em janeiro de 2016, no qual será escolhida a opção de preferência dos cidadãos eleitores, votando na bandeira atual ou escolhendo a que foi a mais votada do primeiro referendo.
A bandeira acima e que também está na imagem abaixo, sendo a primeira da direita para a esquerda, é considerada um equilíbrio entre a bandeira atual e a que representa o espírito de mudança face ao símbolos nacionais, contendo uma palma prateada, um dos símbolos dos maori, o povo autóctone da Nova Zelândia.



Autor Filipe de Freitas Leal

Sobre o Autor

Filipe de Freitas Leal nasceu em Lisboa, em 1964, estudou Serviço Social pelo Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas da Universidade de Lisboa. Estagiou como Técnico de Intervenção Social numa Instituição vocacionada à reinserção social de ex-reclusos e apoio a famílias em vulnerabilidade social, é blogger desde 2007, de cariz humanista, também dedica-se a outros blogs de temas diversos.

sexta-feira, 25 de dezembro de 2015

Curiosidades Históricas da Península Ibérica

Curiosidades históricas da Península Ibérica:
1 - O primeiro a conquistar território e a formar a sua Nação foi Portugal a partir de 1128 e definitivamente consolidada a independência em 1140 com D. Afonso Henriques o primeiro rei de Portugal, a Espanha surge a partir do Século XV, com a unificação dos reinos de Castela e Aragão, ou seja três séculos depois da formação de Portugal.
2 - No fim da II Grande Guerra, da qual aliás Portugal e Espanha não participaram, Portugal constitui-se no entanto como membro fundador da Organização do Tratado do Atlântico Norte, e logo em 1976 inicia o processo de adesão à CEE, passos que Espanha seguiu e em 1986 entram juntos na Comunidade económica Europeia, tendo a Espanha aderido nessa mesma data à OTAN.
3 - Após um longo período de ditadura em simultâneo nos dois países ibéricos, Portugal liberta-se pela revolução dos cravos em 1974, a Espanha só em 1976 daria os primeiros passos rumo à democracia, embora de forma menos traumática.
4 - Num regime parlamentarista, que só viu em 40 anos surgirem governos com maioria absoluta ou relativa, as eleições em Portugal revelam um novo cenário político em tudo igual às mais desenvolvidas democracias, quem teve mais votos, não conseguiu formar governo. Agora é a vez de Espanha, que nos segue nesse mesmo caminho, o do Parlamentarismo puro e de uma democracia pragmática, construída no diálogo e no respeito de todas as forças políticas como expressão dos eleitores.
No Entanto é a Espanha que está a ser o motor de Portugal, se o país vizinho entra em crise, Portugal ressente-se dessa crise na sua economia pelo desequilíbrio da balança comercial e consequentes desajuste nas finanças públicas pela queda das exportações.
Se a Espanha revigora a sua economia, Portugal vai atrás e ergue-se, por isso, é natural que em ambos os países ocorram fenómenos políticos e sociais idênticos, resta que os portugueses reconheçam isso e se abram as portas de uma maior concertação política e económica entre ambos, com vista ao fortalecimento dos países periféricos da União Europeia. Quiçá um Benelux Ibérico.
A Península Ibérica, a nossa casa, o nosso chão, sua forma faz-nos lembrar Jannus, o deus romano com duas caras, uma que olhava para o passado e outra para o futuro, assim são Portugal e Espanha, os lusitanos com a nostalgia da saudade olham o passado e o que construíram além mar e os espanhóis empenhados em seguir em frente olham para o futuro europeu.
Autor Filipe de Freitas Leal

Sobre o Autor

Filipe de Freitas Leal nasceu em Lisboa, em 1964, estudou Serviço Social pelo Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas da Universidade de Lisboa. Estagiou como Técnico de Intervenção Social numa Instituição vocacionada à reinserção social de ex-reclusos e apoio a famílias em vulnerabilidade social, é blogger desde 2007, de cariz humanista, também dedica-se a outros blogs de temas diversos.

quarta-feira, 16 de dezembro de 2015

Pensamentos # 23 - Filósofos

Um país não será pobre, por ter Filipe Pondé e Olavo de Carvalho como filósofos, mas será pobre, por serem só esses dois.
Pobre do país que não produza numa década, um único filósofo.
Ser filósofo não é estudar filosofia, ser comentador ou crítico, ser filósofo é pensar a sociedade do seu tempo e compreende-la, para poder indicar caminhos.
Autor Filipe de Freitas Leal

Sobre o Autor

Filipe de Freitas Leal nasceu em Lisboa, em 1964, estudou Serviço Social pelo Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas da Universidade de Lisboa. Estagiou como Técnico de Intervenção Social numa Instituição vocacionada à reinserção social de ex-reclusos e apoio a famílias em vulnerabilidade social, é blogger desde 2007, de cariz humanista, também dedica-se a outros blogs de temas diversos.

terça-feira, 15 de dezembro de 2015

Poema # 57 - Ausência

Ter um coração,
Sem ter quem se ama,
Não é ter coração,
É ter um pedaço da gente
Que espera por quem ama
E por isso sonha-se acordado
Na espera desse dia.
Ter coração com tanta distância,
De encanto e doçura,
É ter a dor da separação,
A surdez da ausência
Esquecida na canção,
Por isso faço do meu fado
A nossa melodia.

Autor Filipe de Freitas Leal

Sobre o Autor

Filipe de Freitas Leal nasceu em Lisboa, em 1964, estudou Serviço Social pelo Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas da Universidade de Lisboa. Estagiou como Técnico de Intervenção Social numa Instituição vocacionada à reinserção social de ex-reclusos e apoio a famílias em vulnerabilidade social, é blogger desde 2007, de cariz humanista, também dedica-se a outros blogs de temas diversos.

segunda-feira, 14 de dezembro de 2015

Poema # 56 - Um beijo perdido

Um beijo perdido no chão,
Peguei-o com cuidado,
Tendo-lhe deitado a mão,
Vi nele um sorriso desenhado.
Um sorriso de espera,
De encanto e doçura,
Que num vermelho quisera,
Dizer palavras de ternura.
E de repente levou-o o vento,
Silenciosamente desapareceu,
No céu imenso e num lamento,
Diz-me, de quem seria o beijo teu?

Autor Filipe de Freitas Leal

Sobre o Autor

Filipe de Freitas Leal nasceu em Lisboa, em 1964, estudou Serviço Social pelo Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas da Universidade de Lisboa. Estagiou como Técnico de Intervenção Social numa Instituição vocacionada à reinserção social de ex-reclusos e apoio a famílias em vulnerabilidade social, é blogger desde 2007, de cariz humanista, também dedica-se a outros blogs de temas diversos.

Lançamento do Terceiro Livro da Coleção "Etcetera"

A Coleção de Livros Etcetera (CLE) tem marcado para Dia 30 de dezembro, pelas 19h30, a realização do lançamento virtual do seu terceiro livro, com o título Etcetera - oito anos blogger, precisamente por conter os posts mais lidos deste blog ao longo de oito anos, tal como prometido no oitavo aniversário ocorrido este ano em julho; O evento virtual, decorre em simultâneo neste blog e na respectiva página do facebook com o objetivo adicional de dar a conhecer a coleção, os dois livros anteriores e também a novidade do próximo livro a ser editado.

A coleção foi criada este ano com o lançamento de Páginas soltas ao Vento, seguindo-se A reinserção social de cariz humanista, todos da autoria de Filpe de Freitas Leal e editados pela CreateSpace e impressos pela Amazon.
Autor Filipe de Freitas Leal

Sobre o Autor

Filipe de Freitas Leal nasceu em Lisboa, em 1964, estudou Serviço Social pelo Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas da Universidade de Lisboa. Estagiou como Técnico de Intervenção Social numa Instituição vocacionada à reinserção social de ex-reclusos e apoio a famílias em vulnerabilidade social, é blogger desde 2007, de cariz humanista, também dedica-se a outros blogs de temas diversos.

quarta-feira, 9 de dezembro de 2015

Ascensão da Extrema Direita, a França em Choque

O resultado das eleições regionais francesas, foi sobretudo surpreendente, na medida em que não se esperava, e pelas consequências políticas que poderão causar, tendo em conta que o partido que sai vencedor destas eleições, a FN Frente Nacional de Marine Le Pen, é agora o maior partido de toda a França, e o é por ter sido guindado a este resultado como consequência dos atentados ocorridos em Paris.
A França desta manhã é uma França transformada, e nada voltará a ser o que era antes, o país sofreu duas grandes humilhações, a primeira foi contra a liberdade de imprensa, a 7 de janeiro de 2015 com os ataques ao Charlie Hebdo, a segunda em novembro com os ataques de Paris causando 140 mortos. Mas a principal vitima, foi a sociedade francesa, que refugiada no medo, volta-se para a extrema direita como salvadora da pátria no combate ao terrorismo, em detrimento dos direitos e garantias vigentes no regime democrático de um Estado de Direito herdeiro da Revolução Francesa e da já universal e consagrado lema: "Liberté, egalité et fraternité".
Nestas eleições, o retrato dos eleitores é surpreendente e nitidamente claro com espectro do terramoto político que paira sobre toda a Europa, sendo que do eleitorado que votou na extrema direita, foram de 43% da classe operária; 36% dos restantes trabalhadores de diversos setores; 35% são jovens entre os 18 e os 24 anos.
Só as classes media alta e alta, e os eleitores com formação superior resistem ao fenómeno da Frente Nacional e do seu discurso radical, xenófobo, racista e antissemita.
Esperemos que por agora seja apenas um mero susto eleitoral, mas deve-se ter em conta que uma vez instalados no poder autárquico dos municípios e das Regiões Administrativas, poderá vir a criar-se a máquina eleitoral que dará obviamente o suporte para a conquista do poder; e isto já o vimos antes, em 1925 com o Partido Nacional Socialista dos Trabalhadores Alemães liderado por Adolf Hitler, o único ditador a chegar ao poder por meio de eleições livres.

Autor Filipe de Freitas Leal

Sobre o Autor

Filipe de Freitas Leal nasceu em Lisboa, em 1964, estudou Serviço Social pelo Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas da Universidade de Lisboa. Estagiou como Técnico de Intervenção Social numa Instituição vocacionada à reinserção social de ex-reclusos e apoio a famílias em vulnerabilidade social, é blogger desde 2007, de cariz humanista, também dedica-se a outros blogs de temas diversos.

terça-feira, 8 de dezembro de 2015

Cartoon # 26 - Vitória do Partido do Medo

Eis um cartoon que satiriza o resultado das eleições regionais em França, ocorridas no dia 07 de dezembro, e que deram uma clara vitória à extrema-direita da Frente Nacional liderada por Marine Le Pen, e que é um sintoma claro do reacendimento da xenofobia e do preconceito racial, nascido do medo após os atentados de Paris, tanto os de janeiro, como os que ocorreram em novembro com 140 vitimas mortais.

Claramente se pode compreender que a satira, alude ao facto de o Estado Islâmico e os atos de terrorismo capitalizam votos e simpatia à extrema direita, mas não é só, o que está em causa é todo um ideal de liberdade e democracia nascidos ali mesmo em França em 1789.

Autor Filipe de Freitas Leal

Sobre o Autor

Filipe de Freitas Leal nasceu em Lisboa, em 1964, estudou Serviço Social pelo Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas da Universidade de Lisboa. Estagiou como Técnico de Intervenção Social numa Instituição vocacionada à reinserção social de ex-reclusos e apoio a famílias em vulnerabilidade social, é blogger desde 2007, de cariz humanista, também dedica-se a outros blogs de temas diversos.

quinta-feira, 3 de dezembro de 2015

Poema # 55 - O Fogo Pelas Tuas Mãos

Que este dia esteja nas tuas mãos,
E que nelas se realizem os teus sonhos.
Sonhos como quem dominou o fogo
Antes da escrita,
Sonhos como quem viaja no Espaço
Depois da utopia.
Sonhos teus e nossos,
Sonhos de ontem, hoje e sempre,
Forjados na noite que dá à luz o dia,
Acordados na manhã da eternidade,
A dominar o eterno fogo,
Pelas tuas mãos.

Autor Filipe de Freitas Leal

Sobre o Autor

Filipe de Freitas Leal nasceu em Lisboa, em 1964, estudou Serviço Social pelo Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas da Universidade de Lisboa. Estagiou como Técnico de Intervenção Social numa Instituição vocacionada à reinserção social de ex-reclusos e apoio a famílias em vulnerabilidade social, é blogger desde 2007, de cariz humanista, também dedica-se a outros blogs de temas diversos.

segunda-feira, 30 de novembro de 2015

A Época da Comunicação Sem Diálogo

Apesar da utilidade dos Smartphones, o seu uso exagerado, é cada vez mais comum, inclusive cada vez mais torna-se um habito às refeições, as pessoas ficarem ligadas aos telemóveis (celulares) a trocar mensagens, a ver posts nas redes sociais, e assim cada vez menos ficam ligadas a quem está presente à sua frente para para conversar, ouvir o que o outro tem a dizer.

O hábito generalizado a nível global, suscitou preocupação de vários sociólogos e também lideres religiosos, entre eles o Papa Francisco, com a sua exortação contra o uso da Televisão e dos telemóveis durante as refeições, como forma de promover o diálogo e os laços fraternais e familiares.

Tem-se vindo a observar na comunidade cientifica, nomeadamente por médicos e psicólogos, uma crescente preocupação com este fenómeno, vindo a advertir os utilizadores para os efeitos nocivos de um hábito com sinais de uma verdadeira patologia social e psíquica, com efeitos nefastos na alimentação e regulação do sono, bem como dos problemas de saúde que podem surgir.

O problema como relata a revista Época (Brasil) é que o vicio, começa de pequenino, na Televisão por cabo, nos video-jogos, e na internet, passando ao telemóvel (celular) já com tendência para a adição, pelo que os bons hábitos sociais herdados são completamente destruídos.

Posto isto, sinto-me cada vez mais estranho num mundo que se afasta das pessoas e liga-se à máquina, a nova religião, o novo D-us, que  parece ter todos os santos remédios, para todas as malditas maleitas. Ou no fundo uma grande falácia, de um tempo novo em que a Filosofia, a religião e as tradições com todo o humanismo que possam ter, foram literalmente deitadas fora para a lata do lixo, por uma mera cultura de massas, que claramente desumaniza.

Por outras palavras, há a inversão da função dos meios de comunicação, que em vez de aproximar as pessoas e convida-las ao diálogo, vicia-as, e fa-las agastarem-se do seu semelhante, assim e para ilustrar deixo aqui uma celebre frase, "É o sábado feito para o homem ou o homem feito para o sábado?", talvez muitos hoje, terão já esquecido quem a proferiu.

Autor Filipe de Freitas Leal




Sobre o Autor

Filipe de Freitas Leal nasceu em Lisboa, em 1964, estudou Serviço Social pelo Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas da Universidade de Lisboa. Estagiou como Técnico de Intervenção Social numa Instituição vocacionada à reinserção social de ex-reclusos e apoio a famílias em vulnerabilidade social, é blogger desde 2007, de cariz humanista, também dedica-se a outros blogs de temas diversos.

domingo, 29 de novembro de 2015

Cartoon # 25 - Coligação Anti-ISIS

Um cartoon que descreve  das alianças estratégicas e a geopolítica que nela subjaz, revelando o emaranhado e complicado fenómeno que é a Guerra Civil da Síria e o Estado Islâmico.

A autoria do Cartoon é do estadunidense Pat Bagley editado pelo jornal The Salt Lake Tribune, no Estado do Utah, EUA.

Autor Filipe de Freitas Leal

Sobre o Autor

Filipe de Freitas Leal nasceu em Lisboa, em 1964, estudou Serviço Social pelo Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas da Universidade de Lisboa. Estagiou como Técnico de Intervenção Social numa Instituição vocacionada à reinserção social de ex-reclusos e apoio a famílias em vulnerabilidade social, é blogger desde 2007, de cariz humanista, também dedica-se a outros blogs de temas diversos.

sábado, 28 de novembro de 2015

Cartoon # 24 - Cavaco, o Espantalho da República

Um dos últimos trabalhos do Cartoonista português António, ou mais precisamente António Moreira Antunes, cujos cartoons são publicados no semanário Expresso, aqui uma sátira à natureza da politica presidencial de Cavaco Silva.

Autor Filipe de Freitas Leal

Sobre o Autor

Filipe de Freitas Leal nasceu em Lisboa, em 1964, estudou Serviço Social pelo Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas da Universidade de Lisboa. Estagiou como Técnico de Intervenção Social numa Instituição vocacionada à reinserção social de ex-reclusos e apoio a famílias em vulnerabilidade social, é blogger desde 2007, de cariz humanista, também dedica-se a outros blogs de temas diversos.

terça-feira, 24 de novembro de 2015

A Primeira Mulher Negra como Ministra em Portugal

Fez-se história em Portugal, se por um lado, António Costa é o primeiro governante não branco, de origem indiana em toda a Europa, Francisca Van Dunem, reforça a história, sendo a primeira mulher negra a entrar para o governo português, após ter sido indicada como Ministra da Justiça do XXI Governo, da II República Portuguesa, passados 41 anos após a instauração da democracia, e do fim do colonialismo português em África.

Francisca Van Dunem (60 anos), de ascendência angolana, nasceu em Angola, na cidade de Luanda, naturalizada portuguesa, é procuradora há mais de 30 anos, e muito conceituada pelo seus pares, pelo profissionalismo, pela honestidade e o modo afável como lida com as pessoas.

Portugal e a democracia portuguesa estão hoje de parabéns. Não é todos os dias que se faz história.

Autor Filipe de Freitas Leal



Sobre o Autor

Filipe de Freitas Leal nasceu em Lisboa, em 1964, estudou Serviço Social pelo Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas da Universidade de Lisboa. Estagiou como Técnico de Intervenção Social numa Instituição vocacionada à reinserção social de ex-reclusos e apoio a famílias em vulnerabilidade social, é blogger desde 2007, de cariz humanista, também dedica-se a outros blogs de temas diversos.

António Costa - O Obama Português

Decorridos que estão, um mês após o ato eleitoral, que deu uma vitória tímida ao governo de Passos Coelho, e um resultado inconclusivo, que fez essa vitória tornar-se numa grande derrota no Parlamento, tendo gerado uma crise política inédita no Parlamentarismo português, resolveu-se o impasse com a nomeação de António Costa, o líder socialista de origem goesa, que agregou uma grande aliança à esquerda, uma aliança com o PS Partido Socialista, BE Bloco de Esquerda, PCP Partido Comunista Português e o PEV Partido Ecologista "Os Verdes", tendo quebrado até agora todos os tabus que existiam na politica portuguesa após o 25 de abril de 1974.

O maior feito é o de ser considerado o Obama português, visto que é pela primeira vez que um país europeu tem um governante não branco, espera-se agora que o parlamentarismo funcione, e que a sociedade portuguesa, esteja definitivamente esclarecida, que no sistema político do seu país, os chefes de governo não são eleitos mas sim nomeados.

Os meses que se seguem não serão fáceis para António Costa e o governo socialista, com apoio parlamentar da esquerda (bloquistas, comunistas e ecologistas) sobretudo devido à antipatia que o Presidente Cavaco Silva nutre pela esquerda, e teima em não disfarçar essa mesma antipatia, pelo que usará provavelmente o seu poder de veto no que for aprovado no parlamento que não seja da sua vontade.

Lembremo-nos que em Portugal, o Presidente da República faz as vezes do Senado, visto o parlamento português ser unicameral.

Autor Filipe de Freitas Leal




Sobre o Autor

Filipe de Freitas Leal nasceu em Lisboa, em 1964, estudou Serviço Social pelo Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas da Universidade de Lisboa. Estagiou como Técnico de Intervenção Social numa Instituição vocacionada à reinserção social de ex-reclusos e apoio a famílias em vulnerabilidade social, é blogger desde 2007, de cariz humanista, também dedica-se a outros blogs de temas diversos.