sábado, 27 de dezembro de 2014

Poema # 36 - A Arte Fez-se Poesia

Oh poetisa e humana criatura,
Que de noite se fez arte
Desenhando em versos a figura,
De um coração que se reparte.

E a arte fez-se poesia
Nos teus versos escritos,
Nos teus lábios, ditos,
De tudo o que se sentia.

Noite fria que solitária mente,
De tudo o que o coração espera,
Em tudo o que a alma sente,
Não, minha alma não desespera.
E nem tão pouco desiste
Do amor que ainda existe.

E decididamente eu sempre insisto,
teimo tanto em ser quem sou.
Senhor de um sonho que não desisto.
Se errei não ninguém me avisou.

Trás para perto de mim o teu olhar,
Teus lindos olhos negros e brilhantes,
E se os vir iluminados irei me recordar,
Lembrando-me como eram dantes.




Autor Filipe de Freitas Leal


Sobre o Autor

Filipe de Freitas Leal nasceu em Lisboa, em 1964, estudou Serviço Social pelo Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas da Universidade de Lisboa. Estagiou como Técnico de Intervenção Social numa Instituição vocacionada à reinserção social de ex-reclusos e apoio a famílias em vulnerabilidade social, é blogger desde 2007, de cariz humanista, também dedica-se a outros blogs de temas diversos.

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