10 ANOS

Desde julho de 2007 a debater ideias e a defender causas.

segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

O Adeus a Eusébio

Não sou fã de futebol, quando anteriormente me perguntavam um clube da minha preferência, afirmava que era da seleção nacional, mas como a insistência era muita, lá cedia a custo e elegia um dos clubes mais fracos do momento, sempre´tomei partido pelos mais fracos, e estive do lado dos que perdem, no futebol decidi dizer que era do Sporting, um clube que à altura não ganhava um campeonato em Portugal à muitos anos.

Mas nunca fui um grande apreciador e muito menos, entendido na matéria, não vejo futebol nem percebo nada, a não ser, o Campeonato do Mundo quando Portugal jogava, mas hoje em dia nem isso, é algo que sinceramente não me cativa muito.

No entanto mesmo que em casa não se falasse de futebol, cresci a ouvir falar nas ruas e até na escola os meus colegas falavam sobre essa lenda, o "Pantera Negra", o Eusébio, ,muito embora eu nunca tivesse sido propriamente fã dele, visto ser para mim um vencedor, e como eu ao contrario estava do lado dos fracos. Mas marcou varias gerações de pessoas, e era de facto um grande jogador de futebol, que soube levar pela orientação técnica de brasileiro Oto Glória em 1966, a Seleção portuguesa a um honroso 3º lugar no mundial em Inglaterra.

Claro que a sua perda, é algo marcante, pois são pessoas do nosso tempo, da nosa cultura coletiva de toda uma época que desaparecem e levam com eles um pouco do que nós éramos na infância, sejam cantores, jogadores, atores, ou até o padeiro do bairro, o carteiro dos Correios (CTT's) a locutora do Telejornal. tudo e todos enfim. 

De há uns anos para cá, morreram muitas pessoas, que foram símbolos, ícones do meu tempo de criança, como a Amália, o Raul Solnado e agora o Eusébio.
Além das pessoas passam por nós, outras referencias, que também deixam de existir, tendo no entanto deixado uma marca indelével na memória coletiva. é o caso de um jornal por acaso que me lembro imenso, trata-se de "Diário de Lisboa", e hoje aproveito para imaginar como seria se ainda se editasse esse saudoso jornal com a notícia do desaparecimento de uma grande lenda como o Eusébio, e fiz eu mesmo a montagem dessa capa.

Filipe de Freitas Leal


Texto escrito conforme o Acordo Ortográfico
contador de visitas Pessoas viram este artigo

Sobre o Autor

 - Nasceu em 1964 em Lisboa, é estagiário em Serviço Social, numa ONG, tendo se licenciado pelo Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas da Universidade de Lisboa - ISCSP/UL, Fundou este blog em 2007, para o debate de ideias e a defesa do ideal humanista, edita ainda outros blogs, desde filosofia à teologia e apoio autodidático. (ver o Perfil)

0 comentários :

Enviar um comentário