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domingo, 15 de julho de 2012

A vulgarização da Democracia


A Democracia é hoje uma palavra, cujo significado se torna confuso. devido à incongruencia dos atos dos governantes exclusivamente economicistas das potencias ocidentais, ou dos gigantes emergentes, que ainda caminham com fragilidade na estrada ainda por desbravar das novas democracias, democracias que esquecem o serviço do Estado, para impor os interesses do CAPITAL, e das grande multinacionais (que de facto perverte a democracia).
Há quem não  queira que o povo veja, julgue e aja.
Em que resultou a democracia portuguesa saída da revolução dos cravos? ou por outras palavras qual o nível máximo que se atingiu em termos de democracia? As respostas não devem ser simplistas, mas a realidade está à vista, Portugal nunca desenvolveu uma democracia plena e verdadeiramente descentralizada, por razões culturais, mas também obviamente pelos interesses estabelecidos de um "Caciquismo" que teima em permanecer, atrasar e empobrecer as instituições e o País.
Votamos em Partidos, mas não votamos em pessoas, e as listas dos candidatos são sempre feitas e impostas aos eleitores de forma ditatorial pela partidocracia, que decide quem e em que lugar, não dando uma oportunidade como em qualquer outra democracia europeia ou sul americana de ser o eleitor a votar em quem bem lhe apraz; Logo pergunto porque tenho de votar em Partidos, e se quiser votar num único individuo para deputado sendo ele independente, porque não? Então e a democracia onde reside de facto para além dos interesses da classe dominante do novo-riquismo provinciano, que gente que sobe a custo (mais dos outros que deles) e que invadiu a arena política em favor próprio e não do povo como deveria ser numa verdadeira democracia.
E na linguagem popular, a democracia é uma palavra corrente, já confusa e misturada numa nova cultura pouco culta, que com noções mal formadas e contraditórias, nega os papeis e a noção de equilíbrio hierárquico, que naturalmente deve existir nas instituições. Perdendo a noção da real importância e finalidade do exercício da cidadania em democracia, e essa falta de consciência política, sempre preteria ao futebol e à mediocridade é que permite existirem escândalos, corrupção, injustiças sociais, desemprego e pensões de reforma miseráveis.
Só uma visão humanista e tendo o Ser Humano como centro das opções politicas e económicas poderá corrigir estes erros, numa sociedade de diálogo e assim evitar uma catástrofe que nos coloque de novo em regimes ditatoriais.
       
Texto escrito conforme o Acordo Ortográfico - Convertido pelo Lince

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