sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Música - Pra não dizer que não falei das flores

Caminhando e cantando e seguindo a canção,
Somos todos iguais, braços dados ou não,
Nas escolas, nas ruas, campos, construções,
Caminhando e cantando e seguindo a canção.

Vem, vamos embora que esperar não é saber,
Quem sabe faz a hora não espera acontecer.

Pelos campos há fome em grandes plantações,
Pelas ruas marchando indecisos cordões,
Ainda fazem da flor seu mais forte refrão,
E acreditam nas flores vencendo o canhão.

Vem, vamos embora que esperar não é saber,
Quem sabe faz a hora não espera acontecer.

Há soldados armados amados ou não,
Quase todos perdidos de armas na mão,
Nos quartéis lhes ensinam uma antiga lição:
De morrer pela pátria e viver sem razão.

Vem, vamos embora que esperar não é saber,
Quem sabe faz a hora não espera acontecer.

Nas escolas, nas ruas, campos, construções,
Somos todos soldados armados ou não.
Caminhando e cantando e seguindo a canção,
Somos todos iguais, braços dados ou não.

Vem, vamos embora que esperar não é saber,
Quem sabe faz a hora não espera acontecer.

Os amores na mente as flores no chão,
A certeza na frente a história na mão,
Caminhando e cantando e seguindo a canção,
Aprendendo e ensinando uma nova lição.

Vem, vamos embora que esperar não é saber,
Quem sabe faz a hora não espera acontecer.





Autor Filipe de Freitas Leal


Sobre o Autor

Filipe de Freitas Leal nasceu em Lisboa, em 1964, estudou Serviço Social pelo Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas da Universidade de Lisboa. Estagiou como Técnico de Intervenção Social numa Instituição vocacionada à reinserção social de ex-reclusos e apoio a famílias em vulnerabilidade social, é blogger desde 2007, de cariz humanista, também dedica-se a outros blogs de temas diversos.

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