10 ANOS

Desde julho de 2007 a debater ideias e a defender causas.

domingo, 26 de junho de 2011

Trabalho e Emprego Depois dos 50

Como é do conhecimento geral, o mercado de trabalho sempre penalizou quem ultrapassasse os 45 anos, aos 50 anos então pior, somos novos para reforma (aposentadoria) e somos velhos para o trabalho; por outras palavras, isto redunda numa tremenda injustiça, que começa no preconceito de idade, e género, as mulheres sofrem mais nestes casos, e acaba-se por criar um fator grave de exclusão social e empobrecimento.
O desemprego está a subir a índices nunca antes vistos, no espaço europeu, Portugal não foge à regra, e a situação do desemprego é dramática. 
Mas nem tudo está perdido, as experiências de vida e profissional são um valor acrescentado a qualquer pessoa, aos 50 anos ainda se tem mais 15 ou 17 anos de vida ativa pela frente, há pois que lutar por isto, mas como?
O maior erro de um trabalhador, é ficar 15, 20 ou até 25 anos numa empresa, a fazer exatamente a mesma coisa, e nunca procurar formação profissional, reciclagem de técnicas de aprimoramento, como informática, inglês, ou mesmo a conclusão dos estudos secundários, caso não os tenha. E porque? Bem, porque o novo mercado de trabalho está cada vez mais flexível, e exige a flexibilidade e rentabilidade dos seus empregados.
O conceito de trabalho para toda a vida acabou, o patrão acabou, agora as empresas são sociedades, e regem-se por novos conceitos. E isso, faz-nos ter que sermos bons no que fazemos, temos de nos aperfeiçoar e preparar para sair por iniciativa patronal, ou mesmo sermos nós a sair para uma empresa que nos ofereça melhores condições. Portanto aqui ficam alguns conselhos para lutar por uma colocação.
·     Formação profissional e sucessivas reciclagens
·     Aperfeiçoamento de idiomas,
·     Atualizar o curriculum vitae
·     Conclusão dos estudos caso não tenha ainda a escolaridade obrigatória. Se já tiver, pondere um curso superior (Não é uma garantia, mas uma mais valia na valorização do trabalhador sénior).
·     Apostar nas novas tecnologias. 
·     Não pare, disciplina e força de vontade, o seu trabalho é arranjar trabalho.
·     Informe amigos e familiares da situação, não é vergonha estar desempregado.
·     Se estiver no fundo desemprego, tendo tempo livre, faça trabalho voluntário, alarga conhecimentos e aumenta a experiência profissional, com as quais poderão se abrir algumas portas.
·     Caso seja possível tente a criação do próprio emprego através da orientação do Centro de Emprego da Sua área de residência.  
·     Pensamento positivo, acredite em si.  

Autor Filipe de Freitas Leal

Sobre o Autor

Filipe de Freitas Leal nasceu em Lisboa, em 1964, estudou Serviço Social pelo Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas da Universidade de Lisboa. Estagiou como Técnico de Intervenção Social numa Instituição vocacionada à reinserção social de ex-reclusos e apoio a famílias em vulnerabilidade social, é blogger desde 2007, de cariz humanista, também dedica-se a outros blogs de temas diversos.

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