10 ANOS

Desde julho de 2007 a debater ideias e a defender causas.

Raif Badawi o Direito de Ser Blogger

Somos todos Raif Badawi, se acreditamos que a liberdade de expessão é um direito inalienável da Pessoa Humana, então todos somos Raif Badawi.

O Humanismo

O Humanismo mais que uma ideologia é uma praxis ao alcance de cada um de nós, somos chamados a fazer o que estiver ao nosso alcance e de acordo com as nossas possibilidades em prol do bem comum.

A Terceira Idade e a Cultura Intergeracional

A revolução grisalha, e a cultura de uma sociedade intergeracional, juntanto-se a todo o conjunto de uma cultura de inclusão, a força da juventude e a sabedoria da idade produzem um mundo novo.

Solidariedade Social

A solidariedade social, mais que comunhão de esforços em prol de causas é o dar-se em prol dos nossos semelhante, é um dos temas centrais deste blog,.

Trabalhos Académicos, do Serviço Social e Sociologia à Ciência Política

Desde 2010 que o Etcetera, disponibiliza para consulta, um conjunto de estudos académicos de várias áreas da ciência, como sociologia, psicologia, ciência política, economia social entre outras.

Sugestões de Leitura - Lista de Livros

Lista de Livros, sugestão dos mais importantes da Literatura Universal e Humanista, o mais importante é ler bons livros e não sermos guiados pelos livros da moda.

sexta-feira, 20 de julho de 2007

Bertold Brecht - Quem Faz a História

Quem construiu a Tebas das sete portas?
Nos livros constam os nomes dos reis.
Os reis arrastaram os blocos de pedra?
E a Babilónia tantas vezes destruída
Quem ergueu outras tantas?
Em que casas da Lima radiante de ouro
Moravam os construtores?
Para onde foram os pedreiros
Na noite em que ficou pronta a Muralha da China?
A grande Roma está cheia de arcos do triunfo.
Quem os levantou?
Sobre quem triunfaram os Césares?
A decantada Bizâncio só tinha palácios
Para seus habitantes?
Mesmo na legendária Atlântida,
Na noite em que o mar a engoliu,
Os que se afogavam gritaram por seus escravos.
O jovem Alexandre conquistou a Índia.
Ele sozinho?
César bateu os gauleses,
Não tinha pelo menos um cozinheiro consigo?
Filipe II de Espanha chorou quando sua armada naufragou.
Ninguém mais chorou?
Frederico II venceu a Guerra dos Sete Anos.
Quem venceu além dele?
Uma vitória a cada página.
Quem cozinhava os banquetes da vitória?
Um grande homem a cada dez anos.
Quem pagava as despesas?
Tantos relatos.
Tantas perguntas.

Bertolt Brecht
(1898-1956)

Autor do blog Filipe de Freitas Leal

Sobre o Autor

Filipe de Freitas Leal nasceu em Lisboa, em 1964, estudou Serviço Social pelo Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas da Universidade de Lisboa. Estagiou como Técnico de Intervenção Social numa Instituição vocacionada à reinserção social de ex-reclusos e apoio a famílias em vulnerabilidade social, é blogger desde 2007, de cariz humanista, também dedica-se a outros blogs de temas diversos.

Bertold Brecht - O Analfabeto Político


O pior analfabeto 
É o analfabeto político,
Ele não ouve, não fala,
Nem participa dos acontecimentos políticos.
Ele não sabe que o custo da vida,
O preço do feijão, do peixe, da farinha,
Do aluguer, dos sapatos e dos remédios
Dependem das decisões políticas.

O analfabeto político
É tão burro que se orgulha
E estufa o peito dizendo
Que odeia a política.

Não sabe o imbecil que,
da sua ignorância política
Nasce a prostituta, o menor abandonado,
E o pior de todos os bandidos,
Que é o político vigarista,
Malandro, corrupto e lacaio
Das empresas nacionais e multinacionais.


Bertolt Brecht
(1898-1956)


Autor do blog Filipe de Freitas Leal

Sobre o Autor

Filipe de Freitas Leal nasceu em Lisboa, em 1964, estudou Serviço Social pelo Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas da Universidade de Lisboa. Estagiou como Técnico de Intervenção Social numa Instituição vocacionada à reinserção social de ex-reclusos e apoio a famílias em vulnerabilidade social, é blogger desde 2007, de cariz humanista, também dedica-se a outros blogs de temas diversos.

O Que é a Filosofia Hoje?

A filosofia, é em si o método que nos leva a pensar de maneira correta e coerente, é o que nos tem ajudado, ao longo dos séculos a tomar as decisões corretas na vida, e é a ciência que gera ciências, é a ciência que procura respostas para os problemas e indica os caminhos para a sociedade e a humanidade.
Dos sofistas, aos filósofos clássicos como Sócrates, Platão, Aristóteles entre outros, passando pela Escolástica de São Tomás de Aquino ou Santo Agostinho, revolucionou o método cientifico com Descartes, revolucionou a filosofia e desbravou a Sociologia com Augusto Conte, a Política e a Economia com Karl Marx, e tem vindo a ser necessária para nos continuar a mostrar caminhos.
Há diferentes filosofias, tantas quantas necessárias forem, porque as pessoas também, são diferentes e inserem o seu cunho pessoal e ideológico nos conceitos filosóficos que defendem, daí haver diferentes religiões e partidos políticos, essa diferença filosófica é o motor do desenvolvimento humano, cultural, social, económico e político de todo o género humano, e é indubitável que está na génese da luta de classes e nos diferentes sistemas económicos, políticos e sociais do mundo de hoje que se projetará no amanhã.


Autor Filipe de Freitas Leal




Sobre o Autor

Filipe de Freitas Leal nasceu em Lisboa, em 1964, estudou Serviço Social pelo Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas da Universidade de Lisboa. Estagiou como Técnico de Intervenção Social numa Instituição vocacionada à reinserção social de ex-reclusos e apoio a famílias em vulnerabilidade social, é blogger desde 2007, de cariz humanista, também dedica-se a outros blogs de temas diversos.

quinta-feira, 19 de julho de 2007

Um Novo Olhar Sobre o Mundo


Ver o mundo e as pessoas pelo mesmo prisma é mais uma forma de prisão, porque pode ser também o princípio de uma mentalidade preconceituosa, a qual não vê as peculiaridades de cada um, seja uma pessoa, um grupo, uma comunidade ou um povo.
É imperioso que saibamos respeitar outros pontos de vista, não no sentido de ter obrigatoriamente que concordar com os mesmos, mas sim o de sabermos nos colocar no lugar do outro, sobretudo de tentar compreender o próximo no modo como é e vê o mundo, por outras palavras urge eliminar o critério do julgamento tácito e por vezes tenaz que se faz comummente na sociedade dos nossos dias, e que normalmente acontece de um grupo, contra um indivíduo, ou de uma maioria contra uma minoria.
O nosso próximo, não é apenas o outro ou uma pessoa diferente, é sim o outro, no seu todo, que é o  resultado não só da sua vontade, mas fundamentalmente de uma série de fatores e circunstâncias que lhe moldaram a liberdade e o fizeram ser quem é, ou fazer o que as circunstâncias lhe permitem. Ou seja o resultado de um processo natural, cultural, e também social, sem este olhar a tolerância não terá o mínimo espaço para emergir no meio de nós, pelo que não poderíamos provocar uma mudança para a evolução do mundo que nos rodeia.
Todos nós somos em parte, fruto dos nossos esforços, em nos cultivarmos e em termos uma consciência crítica sobre nós mesmos e o mundo, ou a sociedade que nos cerca, não obstante, nem todos têm tido a mesma capacidade ou sorte, há no mundo toda uma enorme quantidade de flagelos e injustiças que em maior ou menor grau destroem e deformam a pessoa humana.
Muitas pessoas rendem-se, já não questionam nada, contudo estão desesperadas à procura de um emprego, de páo para matar a fome, de uma solução que tardem em vir em seu socorro, e assim tornam-se escravos do sistema globalizado, inconsequente, frio e desumano do capitalismo renascido com a queda do Muro de Berlim.
As religiões, e em particular o cristianismo, quer católico quer ortodoxo, criticam naturalmente qualquer socialismo materialista e totalitário. Contudo também condena veementemente o capitalismo e o neoliberalismo existentes hoje, que apesar do pragmatismo é nociva e acaba por deformar a consciência das massas, para as tornar numa massa meramente submissa e rendida ao consumismo.
O capitalismo venceu, dizem muitos, de facto é o que as aparências indicam, mas terá mesmo vencido, ou conduz-nos a todos para uma destruição final do Planeta e da espécie humana, devido à irresponsabilidade e da destruição dos recursos naturais e dos ecossistemas frágeis.
O grito do Mundo para salvar o planeta, poderá ser tardio se não for também o grito do mundo para acabar com a globalização e o capitalismo, se não for também o grito do mundo para salvaguardar os direitos e liberdades das pessoas e dos povos, mas a mudança ansiada, ou mesmo necessária, não deve impor o fim de todo o conjunto da nossa herança civilizacional milenar, nem deve subverter os valores tradicionais, só porque são tidos como de uma outra era, para agradar ou as massa ou interesses, movidos segundo a condução de uma batuta cujo móbil será tão somente os interesses comerciais e financeiros cujo pano de fundo será a moda ou a modernidade.

Autor Filipe de Freitas Leal




Sobre o Autor

Filipe de Freitas Leal nasceu em Lisboa, em 1964, estudou Serviço Social pelo Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas da Universidade de Lisboa. Estagiou como Técnico de Intervenção Social numa Instituição vocacionada à reinserção social de ex-reclusos e apoio a famílias em vulnerabilidade social, é blogger desde 2007, de cariz humanista, também dedica-se a outros blogs de temas diversos.

quinta-feira, 12 de julho de 2007

Absurdos & Incongruências

O blog, pretende ser um espaço de discussão, debate de ideias e defesa de causas aberto a todos que tenham uma consciência critica do Mundo em que vivemos, pela crítica construtiva voltada para o bem comum, na qual as nossas lutas sejam as lutas da Justiça social, da sustentabilidade ambiental que nos alertem para as questões da seca e falta de água potável, da erosão, da poluição e das diversas agressões ao ecossistema; de lutas contra os maus tratos aos animais e a extinção de espécies, que graça por todo o planeta, que indique caminhos para a distribuição de riqueza e justiça social e não fiquemos só pela critica pura do derrotismo ou no bota a baixo, que aliás nascem da inépcia e de um fechar-se em si mesmo.
No entanto não se pode ficar impávido, ao vermos degradarem-se na nossa sociedade os direitos conquistados após anos de luta na clandestinidade, o facto é que as liberdades de abril, conquistadas com sacrifício estão a cair por terra dia após dia, os nossos direitos mais elementares, a nossa dignidade e até a esperança no regime que nascia do 25 de abril, têm vindo a desaparecer na cultura política do povo, devido à corrupção, à imoralidade política e da vergonhosa submissão de alguns dos nossos dirigentes, face aos interesses estrangeiros ou mesmo de grandes multinacionais.
Também no campo empresarial as falências fraudulentas, as fugas para o estrangeiro de multinacionais tecnicamente chamadas de deslocações, enfim surge por todo o país um rumor de um descontentamento enorme e silencioso. Graça neste país, a loucura disfarçada sobe a capa de discursos pragmáticos e de sebastianismos inconfidentes. Loucura que mostra o rosto do absurdo, através de juntas médicas que recusam pensões vitalícias e levam a que doentes terminais sejam declarados aptos para o trabalho e sem quaisquer apoios sociais, além de serem obrigados a apresentar-se ao trabalho, acabando por vir a morrer.
Pessoas que contribuíram toda uma vida, para a sociedade em que viviam, e que foram desprezadas e espezinhadas pela incompetência, pela mesquinhes sórdida, que acabara por tirar a dignidade a quem incapacitado, sem voz e com todos os indícios da doença que o consumia, fora obrigado a humilhar-se impotente de fazer ver a sua doença, como o que foi noticiado na imprensa de um professor que mesmo doente fora-lhe negada a baixa por uma junta médica, vendo-se obrigado a continuar a desempenhar as suas funções, ainda que sem as poder realizar devido a se encontrar numa cadeira de rodas.
Dirigentes políticos, que não tiveram a consciência, a visão, a razão e muito menos o coração para reconhecer o que era óbvio, de que o professor estava gravemente doente e não quiseram admitir o que de si era impossível negar; Escolheram o caminho do absurdo e a incongruência dos seus atos, que se repetem de lés a lés no triste Portugal.
Este espaço pretende humildemente juntar-se a outros tantos na internet, a fim de contribuir construtivamente para que se faça uma revolução cultural, que em Portugal nunca houve e que cada vez mais faz-se necessário.

Autor Filipe de Freitas Leal




Sobre o Autor

Filipe de Freitas Leal nasceu em Lisboa, em 1964, estudou Serviço Social pelo Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas da Universidade de Lisboa. Estagiou como Técnico de Intervenção Social numa Instituição vocacionada à reinserção social de ex-reclusos e apoio a famílias em vulnerabilidade social, é blogger desde 2007, de cariz humanista, também dedica-se a outros blogs de temas diversos.

sábado, 7 de julho de 2007

O Judaísmo - O Berço da Civilização

O Judaísmo, não é meramente uma religião, e nem apenas marcada por dogmas profundos, no judaísmo não se define a divindade, e a vida e o post-mortem não são o centro do judaísmo, o que faz esta religião ser tão especial, é que do seu cunho surgiu a filosofia do Humanismo, e também as duas grandes religiões monoteístas, da revelação ou do livro, o Cristianismo e o Islamismo, o judaísmo não é mera filosofia de vida, é fundamentalmente a religião de um povo que não definindo D-us, conhece-o e relaciona-se com Ele de um modo peculiar de geração em geração, séculos após séculos, com uma verdadeira devoção a um D-us, que não pode ser definido nem representado por imagem alguma, a não ser pela imagem do amor que tem para com seu Povo.
A oração judaica mais conhecida, é por excelência a melhor definição do que é o judaísmo e de quem são os judeus, ou qual o seu propósito, o "Shmáh Yisrael" que diz "Ouve Ò Israel, o Senhor é o teu D-us, o Senhor é Um", e continua,  “Amarás ao Senhor, teu Deus, com todo o teu coração, com toda a tua alma e com toda a tua mente”, o que equivale a dizer que a fé em D-us dá-se não só pela adesão, mas uma adesão completa de corpo, mente e espírito.

A aliança com Abraão e os Patriarcas. (1800- AEC)
O Judaísmo יהדות é a primeira religião monoteísta da história, foi a partir de Avraham que o Senhor D-us fez uma aliança, a chamada "Aliança Abraamica", foi então que D-us fez de um só homem, a partir de Ur na Babilónia disse a esse homem para sair de sua terra em direção a Canaã, a Terra Santa, e dele fez um povo numeroso que seria e é o "Povo Eleito", daí pai de nações é o significado do seu nome, devido ao facto de ser o patriarca das três grandes religiões da revelação, chamadas de religiões Abraamicas, ou monoteístas: o Judaísmo, o Cristianismo e o Islão, em Abraão encontram-se Moisés, Cristo e Maomé.
Abraão fala com os anjos
Mas o mais curioso é que Abraão e Sara não conseguiam ter filhos, e Abraão duvidava, até que teve um filho com a escrava da sua mulher Agar e nasceu Ismael, mas o Senhor não queria assim, quis sim um filho legitimo vindo de Sara que foi mãe aos 90, Abraão foi pai aos 100, e a Aliança dizia que aos 8 dias o menino e todo o varão do clã de Abraão teriam de ser circuncidados, daí o nome do filho é Isaac יצחק, que junta os números cabalísticos 100, 90 e 8 da raiz do verbo rir. No entanto D-us  testa a fidelidade de Abraão, e após mandar expulsar para o deserto Ismael e sua mãe, pede o sacrifício de Isaac, e vê a sua fidelidade absoluta, dando-lhe em troca um cordeiro sacrificial, daí vem a tradição hebraica de sacrifícios no templo, contrastando com os outros povos bárbaros que cometiam infanticídios e sacrifícios humanos em nome de deuses falsos.
O cativeiro no Egito e o Êxodo. (1650-1260 AEC)
Moisés abre as águas do Mar Vermelho
Após Abraão, Isaac foi pai de Jacob que o anjo mudou o nome para Israel,  este de 12 filhos dos quais se formariam as dose tribos de Israel, seus filhos são Rúben, Simeão, Levi, Judá, Dã, Naftali, Gade, Aser, Issacar, Zebulom, José e Benjamim e uma filha Diná.
José יוֹסֵף, através do qual o clã desceu ao Egito, onde o povo acabou por viver em cativeiro por 400 anos, como havia sido dito pelo próprio D-us a Abraão. É no cativeiro do Egito, que nasceu um líder que os irá libertar Moisés, que se revoltando descobre as suas origens hebraicas e de ter sido salvo das águas de um rio por uma princesa egípcia de nome Seth.
Vai para o deserto e de lá casa, tem filhos até que D-us o chama no cume do monte do Monte Horeb, onde D-us o nomeia libertador do povo hebreu.
Após as sucessivas investidas de Moisés e Araão, e as pragas de D-us culminaram na fuga do povo hebreu do Egito, através do mar Vermelho o povo pisou chão seco e o atravessou em direção a 40 anos no deserto.
Nesse tempo Moisés dá a partir do Monte Sinai, os 10 primeiros dos 613 mandamentos da Toráh, que é a Instrução do judaísmo, e criou-se o Tabernáculo, ninguém daquela geração entrou na Terra Santa.
A Conquista da Terra Santa e os Juízes (1200-1055 AEC)
Conquista de Jericó
Após a conquista gradativa da Canaã, com o seu líder Josué e o seu desaparecimento, criou-se um vazio, pois não havia uma unidade nacional, o país estava dividido em 12 tribos, liderados por seus próprios Patriarcas, tendo apenas a religião, a língua e as tradições culturais como ligação, cada tribo tinha os seus Juízes, que eram homens santos ligados à Religião e à observância da Toráh bem como aos sacrifícios no Tabernáculo.
Mas o povo, entendeu que só uma monarquia forte, como tinham os países vizinhos, e portanto um Rei que os unisse, é que lhes poderia proporcionar vitórias, conquistas e paz.
Assim o Juiz Samuel nomeou Saul da tribo de Benjamin como o primeiro Rei de Israel unificado.
O Reino Unificado de Israel  (1055-931 AEC)
"Saul arremessa lança contra David" por George Tinworth
Uma vez coroado Samuel, começa a governar Israel e o conduz em vitórias, mas começou a entrar em decadência ao cometer transgressões no seu reinado, que o levaram a perder a graça divina, ao invés de se reabilitar Saul cometeu pecados mais graves que acabaram por lhe custar a vida na sua ultima batalha, e lançar o pais na Guerra Civil pela sucessão, opondo o filhos de Saul a David, este último já havia sido nomeado por Samuel, para o substituir, e só assumiu o Reinado de Israel após a morte de Isboset I, filho de Saul.
O reinado de David foi dos mais notáveis da História de Israel, conquistando Jerusalém e fazendo dela a Capital do Reino de Israel, no entanto não Conseguiu construir o Templo, o que só foi realizado por seu filho Salomão, rei de grande sabedoria.Foi um rei amado por muitos, tanto de Israel como de reinos vizinhos, Construiu o 1º Templo de Jerusalém, mas também cometeu pecados por ter casado com mulheres estrangeiras.

Divisão e Cativeiro  (931-586 AEC) 
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No fim do reinado de Salomão, o Reino divide-se entre Israel e Judá, com diversos reinados e guerras civis encarniçadas, pelo meio o pecado da idolatria, e o castigo seria o Cativeiro da Babilónia e Assíria, o cativeiro teve um impacto enorme na vida e religião do povo Israelita, pois tiveram que adaptar a praticar a religião sem o Templo que fora destruído a 9 de Av, daí o jejum de Tesha BeAv. A toráh foi o grande alicerce do povo judeu no exílio. Desse tempo muitos relatos saíram para a Tanakh, como o livro de Ester, o profeta Daniel entre outros livros e histórias que marcaram o povo judaico nesta fase. O que marcou este período foi o aparecimento anterior à conquista de Nabucodonossor, dos profetas que, avisavam e profetizavam o que poderia acontecer, se Israel não se arrependesse de pecar pela Idolatria e desobediência, uma outra consequência do Cativeiro da Babilónia foi a diáspora, e separação de muitos judeus e 10 das doze tribos. Um dos Profetas ditos maiores dessa época, foi Daniel, ele que até hoje tem profecias que se cumpriram no fim dos Tempos.


O Período do Segundo Templo  (450 AEC a 70 EC)
Templo de Herodes
Este período Relata, desde a Reconstrução do Templo por Neemias, até à Destruição do Segundo Templo feito por Herodes, já no ano 70 EC pelos Romanos. Passando Claro pela colonização Helénica de Alexandre o Grande.
Os judeus estavam ansiosos por independência, haviam sido colonizados sucessivamente por vários povos uns atrás dos outros, esperavam pois por um líder Religioso que libertasse o país e o conduzisse à prosperidade, daí a espera no Messias. Foi uma época rica do ponto de vista filosófico e teológico, tais como o Rabbi Hillel, contemporaneo de Jesus Cristo, e surgiram também  muitos movimentos como os zelotas, Essénios entre outros.
A Diáspora e o novo judaísmo (70-1500 EC)
Com o fim das guerras Romano-Judaicas, e a Derrota de Bar Kocbah, nasce uma nova Diáspora. O massacre de "Massada", os milhares de judeus crucificados, e um povo sem templo, partem por expulsão para o exílio em todas as partes do mundo. Os judeus até então compreendiam grupos como os Fariseus, Essénios, Zelotes, Saduceus, nasce o judaísmo caraíta, e vêm nascer no judaísmo os Nazarenos, que se dividiram em Paulinos e Ebionitas, mas acabaram por se separar do judaísmo recusando lutar ao lados dos judeus na defesa do Templo, pois afirmavam que Jesus tinha previsto tal facto.
O apogeu do cristianismo deu-se com a aceitação de gentius e a simbiose de outras doutrinas como a religião pagã dos romanos entre outros. O que facilitou a igreja a tomar atitudes antissemitas e perseguir os judeus mas também os cristãos que praticassem as leis da Toráh tais como Shabat, alimentação kosher, Pessach etc.
Saque do Templo
A partir daqui, a extinção de Essénios e Zelotas, e a separação dos Nazarenos, os judeus do grupo dos Fariseus é que tomam conta do judaísmo na Diáspora.

Surge doravante a reforma do judaísmo, que se faz pelo chamado judaísmo talmúdico, os cristãos e os judeus separam-se definitivamente da fé judaica, no ano 70 EC (da era comum), no Ano de 150 EC, a revolta de Bar Cokba, termina em tragédia no cerco de Massada, Jerusalém é destruída e seria sucessivamente ao longo da História ocupada e reocupada por vários povos, que deixaram sempre à margem o povo judeu, obrigado à exclusão, os judeus são expulsos da sua própria terra, uma vez convertido o Império Romano à nova religião monoteísta, surgirá a prática do antissemitismo, que se prolongará no longo tempo nebuloso da História humana, por mais de 1900 anos, não tendo no entanto conseguido surtir o efeito desejado, da eliminação do povo judeu ou simplesmente da sua fé inabalável em D-us.


O Muro das lamentações tornou-se o símbolo que testemunhou a perseverança, a garra e a fé viva de um povo, que perpetuou na História o seu nome, por mais pequeno que fosse o seu numero, na contagem total dos povos e religiões da Terra, um povo que viu nascer e cair impérios, do Egito à Babilónia, da Grécia a Roma, entre tantos outros como o Império Otomano,  caíram impérios e caíram regimes, das monarquias absolutas e dos seus pogroms, ao fascismo, ao Nazismo e Comunismo, todos caíram, mas os judeus estão de pé, permanecem, no ato continuo e atuante da história que D-us lhes confiou, e ainda assim soube responder ao antissemitismo, sobressaindo-se, tendo contribuído para a Humanidade dando, o seu melhor, em todas as áreas do saber, da ciência e das artes. O Humanismo é um cunho ténue mas permanente no coração da Toráh, e é uma prática que se sobressai na solidariedade que os judeus ao longo de dois mil anos aprenderam a estender a mão (Ten Yad) aos seus e também ao próximo com o anseio da Paz e da Tolerância.


Autor Filipe de Freitas Leal

Sobre o Autor

Filipe de Freitas Leal nasceu em Lisboa, em 1964, estudou Serviço Social pelo Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas da Universidade de Lisboa. Estagiou como Técnico de Intervenção Social numa Instituição vocacionada à reinserção social de ex-reclusos e apoio a famílias em vulnerabilidade social, é blogger desde 2007, de cariz humanista, também dedica-se a outros blogs de temas diversos.

Cinema - Os Filmes da Minha Vida


Cinema, vem do grego "Kinema" que gerou a palavra "Cinésia" que quer dizer movimento. O cinema é por excelência a 7ª arte, sendo as outras seis a Arquitetura, Pintura, Escultura, Artes cénicas, Literatura e Música que se associa também à dança.
Nascido em 1896 pelas mãos dos irmãos Lumière ao inventarem o Cinematógrafo, exibindo em Paris nesse mesmo ano, o resultado das suas experiências cinematográficas.
Bem, mas não quero falar da História do Cinema, o leitor tem de certeza onde ir buscar informação sobre isso, quero falar de um aspeto muito interessante do cinema, na minha vida e talvez na de muitas pessoas, que é a caraterística filosófica e consciencializadora que o cinema pode ter.
Nascido à 115 anos, o cinema, após a descoberta de vários eventos que transformariam a sociedade e a humanidade, tais como a fotografia, telegrafo, rádio, máquina a vapor, o avião, enfim invenções e evoluções que se olharmos para trás 120 anos, reparamos que o mundo era totalmente diferente. Hoje no entanto não vivemos sem Televisão, Internet, telemóvel (celular), automóveis sejam particulares ou de transportes públicos, o barco passou a ser para os ricos passearem e o avião já é conquista da classe média, que viaja para vários países, mas por vezes não lhe conhece a história, não lhe conhece a arte e as origens.
Mas voltando ao cinema há sempre filmes que marcam a vida das pessoas, não sou um assíduo espectador de cinema, pois prefiro o cinema de alternativa e com critica social do que o cinema industrial que impinge pseudo-cultura, reconheço no entanto que há bons filmes vindos dos Estados Unidos que fogem à regra da academia, prefiro muito mais um festival de Berlim, Gramado ou da Figueira da Foz que os Óscares da Hollywood.

Quando criança ia muito ao cinema, ainda me lembro de ter sido marcado pelos filmes do Bucha e Estica (O gordo e o magro), ou Hobbin Wood ou de ver a Haidi com Shirley Temple e o Mágico de Oz, mas os que me marcaram em termos de mudança de pensamento foram Os Dez Mandamentos, com Charleton Heston e Yul Brynner, (que foi reapresentado nos cinemas em 1973, mais exatamente no Cinema Eden em Lisboa) e ainda de Jesus de Nazaré: Para além disso por exemplo, gosto de Wood Allen com A Rosa Purpura do Cairo, ou ainda Hanna e suas irmãs.
Para além do Mestre Charles Chaplin e toda a   sua obra, em especial O Grande Ditador, devo falar de John Ford e o seu filme As vinhas da Ira, de "Alfred Hitchcock" com Os Pássaros ou Psicose, tenho que me render também ao carisma do ator Orson Wells no Macbeth e com o seu celebre e excelente Citizen Kane que Portugal traduziu para "O Mundo a seus pés" e o Brasil manteve o título "Cidadão Kane", Êxodus com Paul Newman, ainda dos Estados Unidos e fugindo à regra da academia,Zardoz com o ator Sean Connery e O Homem que queira ser Rei com Sean Connery e Michel Kane, Era uma vez na America, de Sergio Leone; Lawrence da Arábia, As sandálias do Pescador, de Michael Anderson com Anthony Quinn baseado no livro de Morris West, e que pareceu ser profético por ter ocorrido muito antes de João Paulo II, ter subido ao trono de São Pedro e mudar o Mundo; Com o mesmo ator A 25ª Hora, baseado no livro do bispo ortodoxo romeno Constantin Virgil Gheorgiu, outros grandes filmes americanos que gostei muito foram, O Mercador de Veneza, Ninguém tem medo de Virginia WolfA Lista de Schindler dirigido por Steven Spielberg, O Fantasma da Ópera e o filosófico Fahrenheit 451.
Da Itália os filmes praticamente todos de Pier Paolo Pasolini em particular o célebre Il decameron, ou ainda do génio do cinema italiano Federico Fellini, e das suas duas grandes obras primas La dolce vita, e Satyricon, e de Giuseppe Tornatore o marcante Cinema Paradiso e a Vida é Bela, mas o filme mais marcante de Itália foi Il Postino que é O Carteiro de Pablo Neruda (titulo em Portugal).
De França o meu realizador favorito é sem duvida e com toda a sua obra Jacques Tati, gostei imenso de "O Meu Tio"; Do Reino Unido o Inspetor Clauseau na Pantera Cor de Rosa, interpretado por Peter Sellers foi um dos filmes britânicos que mais gostei a juntar As Férias de Mr. Bean.
Injusto seria se não falasse do cinema noutros países como os filmes do iraniano de Kiarostami, do sérvio Kusturica, do espanhol Carlos Saura, embora tenha visto de cada um deles não mais que dois ou três filmes, mas rendi-me em particular a Abbas Kiarostami com O vento levar-nos-á e Através das Oliveiras.
De Portugal Tempos difíceis de João Botelho, Os Canibais e Viagem ao Principio do Mundo de Manoel de Oliveira, As recordações da casa amarela de João César Monteiro e Capitães de abril de Maria de Medeiros.
Bem esta lista iria crescer e não é o objetivo aqui de listar o que vi, mas sim de inaugurar uma seção do blog onde colocarei artigos sobre cinema alternativo e com princípios humanistas ou humanitários.
Os leitores desde já estão convidados a participar com as suas criticas, sugestões e opinião para esta seção do blog.
Autor Filipe de Freitas Leal



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Sobre o Autor

Filipe de Freitas Leal nasceu em Lisboa, em 1964, estudou Serviço Social pelo Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas da Universidade de Lisboa. Estagiou como Técnico de Intervenção Social numa Instituição vocacionada à reinserção social de ex-reclusos e apoio a famílias em vulnerabilidade social, é blogger desde 2007, de cariz humanista, também dedica-se a outros blogs de temas diversos.

O Autor - Filipe de Freitas Leal

Nome: Filipe de Freitas Leal 
Nascido: em 1964, Lisboa Portugal,
Localização: Mem Martins - Sintra
Formação Académica: Licenciatura em Serviço Social no ISCSP Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas da UL - Universidade de Lisboa.

Acerca de mim: Sou um Humanista e assumidamente um crente em D-us. Não vejo incompatibilidade alguma entre o ideal humanista e a fé, a ciência não explica a Teologia, e esta não explica a ciência e os seus fenómenos naturais ou sociais.

Acredito na possibilidade de uma nova era, que seja mais humanista e onde haja mais solidariedade entre todos os povos, para juntos criarmos uma nova e melhor sociedade.

Os meus interesses para além da Globosfera, são a pintura, a leitura de clássicos, (não tenho tempo para ler o que está na moda, e nunca gostei de modas), leio o fundamental, gosto de temas como sociologia, filosofia, teologia, judaísmo, tenho como preocupações sociais a solidariedade social, ecologia e o voluntariado.

Presenciei o 25 de Abril, vivi no Brasil e participei das "Diretas Já", o que criou em mim uma forte consciência do valor dos direitos humanos, da democrática e da cidadania aos quais eu não renuncio.


Autor Filipe de Freitas Leal

Sobre o Autor

Filipe de Freitas Leal nasceu em Lisboa, em 1964, estudou Serviço Social pelo Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas da Universidade de Lisboa. Estagiou como Técnico de Intervenção Social numa Instituição vocacionada à reinserção social de ex-reclusos e apoio a famílias em vulnerabilidade social, é blogger desde 2007, de cariz humanista, também dedica-se a outros blogs de temas diversos.